A televisão do Google
9 Março de 2010 | Deixe seu comentário
Que tal aproveitar os intervalos comerciais da televisão para navegar? É o que propõe, numa definição simplificada, um novo projeto da Google. A empresa que domina a internet mundial fechou parceria com a operadora americana DISH Network para criar um serviço que permite ao usuário fazer buscas na tela do televisor. Um software Google seria instalado no receptor DISH, cujos assinantes poderiam localizar vídeos do YouTube e “personalizar” a programação, selecionando seus programas preferidos para assistir e gravar; o software serviria também para cada um criar seu próprio guia de programação dos canais servidos pela DISH. Para operar esse mix de TV e computador, a Google propmete fornecer um teclado sem fio, dispensando o uso de controle remoto.
O The Wall Street Journal, que deu a notícia ontem, diz que o projeto é guardado em absoluto sigilo pelas duas empresas, e que poucos funcionários estão informados a respeito. Mas, em paralelo, o departamento comercial da Google já começou a se articular para faturar com a novidade: a idéia, claro, é agregar anúncios ao serviço, seguindo o mesmo modelo que a empresa consagrou na web. Na prática, foi o que já tentaram, sem êxito, a Microsoft e a Apple. A diferença é que “todo mundo” já está no Google diariamente, e várias vezes por dia, gerando uma audiência cativa que só precisaria passar da telinha do computador para a telona do TV.
Alguém aí pensou em “TV do futuro”? Acho que ela está chegando…
Deixe seu comentário | Link diretoFoi dada a largada!
9 Março de 2010 | Deixe seu comentário
Na semana passada, comentei aqui sobre a corrida entre os fabricantes para ver quem colocaria nas lojas primeiro o TV 3D. No Brasil, ao que tudo indica, a LG está liderando essa disputa: já mostrou e promete lançar em abril cinco modelos – embora a Samsung tenha marcado um evento para o próximo dia 25, quando certamente mostrará novidades a respeito. Mas, nos EUA e na Europa, o clima parece ser de competição, mesmo. Nesta terça-feira, a Samsung apresentou em Nova York sua estratégia de marketing para o 3D; na verdade, a campanha começou no domingo, com um anúncio no intervalo da festa do Oscar mostrando os novos televisores.
A empresa promete não economizar para promover a tecnologia e conquistar a liderança também nesse segmento – já é a líder em vendas de TVs convencionais no mercado americano. A meta é ambiciosa: vender 2 milhões de aparelhos 3D até o final do ano. Para isso, fechou parceria com o estúdio DreamWorks, de Steven Spielberg, e vai lançar todos os filmes da série “Shrek” em 3D. E, além de anúncios em rede nacional de TV, vai espalhar pelo país mais de 5.000 quiosques promovendo a novidade.
Ao contrário do que fez a LG no Brasil, lá a Samsung já apresentou todos os seus lançamentos (17, ao todo) e divulgou os preços. Serão três TVs de plasma 3D, com tamanhos de 50, 58 e 63 polegadas; e doze LCDs de LED, entre modelos de entrada e os tops de linha, com 40″, 46″, 55″ e 65″. Desde hoje, dois deles já estão à venda nas grandes redes de eletrônicos: um de 46″ (foto), com preço sugerido de US$ 2.599, e outro de 55″, por US$ 3.299. O modelo mais barato de todos será um outro de 46″, com taxa de renovação de tela de 240Hz, que sai em maio por US$ 1.699 (é um LCD comum, sem LED). Haverá ainda um player Blu-ray e um system para home theater compatíveis com 3D. Quem comprar um TV + um player (ou um system) ganha dois pares de óculos e uma cópia em Blu-ray do filme ”Monstros vs. Aliens”.
Não por mera coincidência, também hoje Sony e Panasonic divulgaram que seus TVs 3D estarão à venda nos EUA muito em breve. A Panasonic diz que amanhã um plasma de 50″ já poderá ser adquirido na rede BestBuy por US$ 2.499. Essa corrida promete!
Deixe seu comentário | Link diretoPromessas de um louco
9 Março de 2010 | Deixe seu comentário
O jornalista Franklin Martins, que ocupa o cargo de ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo federal, deveria ser demitido por insultar o presidente da República. Falando sobre o Plano Nacional de Banda Larga nesta segunda-feira, na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, Martins disse: “Só um louco acharia que, até o fim do ano, nós teremos banda larga em todo o país”. Pois é, só um louco. No caso, o desatinado atende pelo nome de Luiz Inacio Lula da Silva, que no dia 15 de setembro determinou exatamente isso: que até o final de 2010 todas as cidades brasileiras tenham banda larga (leiam aqui a notícia). Lula queria porque queria entregar essa obra antes de encerrar seu mandato, o que agora se vê que era mesmo inviável, como comentamos aqui várias vezes.
Seis meses depois daquela “loucura”, as pessoas do governo responsáveis pelo projeto se mostram mais com os pés no chão. A reunião interministerial convocada por Lula para este mês foi transferida para abril. E Cesar Alvarez, principal coordenador do plano, fez uma apresentação mais sensata aos senadores ontem. Ele acha possível chegar com conexão de alta velocidade a cerca de 300 cidades este ano e a todo o País “em quatro ou cinco anos”. Suas palavras: “O objetivo para 2010 é criar ambiente para experimentação”.
Não sei exatamente o que ele quis dizer com isso, mas é ótimo que se trate esse assunto sem demagogia. Um pouco de realismo não faz mal a ninguém.
Deixe seu comentário | Link diretoA internet e a forma de fazer política
8 Março de 2010 | Deixe seu comentário
A propósito do uso da rede mundial com objetivos políticos, recomendo a todos a leitura do Caderno Link desta segunda-feira, que traz uma reportagem sobre jovens que estão fazendo isso com a máxima criatividade. Sob o título “A vez da internet como plataforma cidadã”, o texto relata vários cases em que a web está servindo para a politização, no melhor sentido da palavra. Desvinculados de partidos políticos, esses jovens criaram projetos para, por exemplo, fiscalizar os projetos apresentados na Câmara dos Deputados; debater e apresentar soluções para os problemas comuns nas grandes cidades; compilar as reclamações da população para montar um banco de dados dinâmico, que todos possam acessar (no caso, tratando apenas da capital paulista); e cobrir as atividades do Palácio do Planalto, num esquema semelhante ao do Blog do Planalto, só que com espaço para as pessoas comentarem.
Que surjam mais iniciativas como essas!
Deixe seu comentário | Link diretoA política e a internet
8 Março de 2010 | Deixe seu comentário
Tem razão o secretário de comunicação do PT, André Vargas, quando decreta: “A guerra de guerrilha na internet é a informação e a contra-informação”. Como comentei aqui na semana passada, é preciso ler com cuidado o noticiário, principalmente quando se trata de política e economia, pois os interesses em jogo são gigantescos. Vejo que muitos leitores continuam caindo na velha armadilha do bom contra o mau: os que são de um lado só encontram defeitos nos do outro. Esta, aliás, é uma característica das análises políticas no atual governo: tudo que aconteceu nos últimos oito anos foi ótimo, e tudo que existe de errado aconteceu antes de 2003.
É bom lembrar, pelo menos de vez em quando, que as coisas na vida não são tão simples assim. Se fossem, seria fácil resolver os graves problemas do País (de qualquer país). Muita coisa mudou no Brasil desde 2003, algumas para melhor, outras para pior. Basta olhar as estatísticas fornecidas por órgãos isentos, como IBGE, Fundação Getulio Vargas, Banco Mundial etc. Sei que dá trabalho fazer isso, mas é a única forma de analisar sem ser tendencioso. Neste espaço, onde se trata mais de tecnologia (mas não só), procuramos fazer exatamente isso. Nem sempre conseguimos, e felizmente existem leitores atentos para apontar quando isso acontece. Mas existem também os oportunistas e os que claramente estão a mando de alguém interessado no assunto. Laranjas, para dizer o mínimo.
Tentando separar as críticas sinceras daquelas, digamos, cítricas (feitas com suco de laranja), colocamos aqui regularmente links para textos publicados em fontes diversas que, acredito, sejam úteis para se refletir. Vejam a notícia que encontrei, por exemplo, no Correio Brasiliense, um dos mais tradicionais jornais da capital federal, de onde foi tirada a frase que abre este post: com vistas às eleições de outubro, o PT pretende usar de forma massiva a internet e as mídias sociais. É o que o deputado André Vargas chama de “operação de guerra”: municiar com textos, áudios e vídeos os 518.912 filiados do partido, para que reproduzam o material de propaganda em blogs e redes sociais, como Orkut, Facebook, Twitter e Google Buzz.
Diz ainda o jornal que o novo portal do PT, lançado em novembro, e que inclui canais de rádio e televisão, custou R$ 600 mil e consome ainda R$ 60 mil mensais de manutenção. Vargas, responsável pelo projeto, acha que vale a pena, pois nada menos do que 30 mil pessoas assistiram, pela web, ao discurso de Dilma Roussef, no último dia 20, quando foi aclamada candidata.
Nada contra. Sempre defendi que a internet é a mídia mais democrática que existe, e evidentemente quem souber usá-la melhor tem muito mais chances de vencer qualquer disputa. Na verdade, o PT nem faz nada de novo. Sua campanha conta com a supervisão de Ben Self, cérebro da vitoriosa estratégia de campanha online de Barack Obama. Também já comentei aqui sobre o esquema armado pelo senador José Sarney quando se intensificaram as denúncias contra ele, no ano passado: contratar uma grande equipe de “blogueiros” para disseminar informações positivas a seu respeito e, assim, tentar neutralizar aquilo que Sarney considera uma “conspiração” da grande imprensa. Tudo isso faz parte do jogo. É provável que o PSDB e outros partidos de oposição também estejam preparando algo parecido. O fato de existirem pessoas que se prestem a esse tipo de serviço é da natureza humana.
Para mim, o importante é todos saberem disso e se prepararem para o que promete ser a) a campanha mais suja de todas que tivemos desde a redemocratização; e b) a primeira campanha presidencial brasileira que realmente poderá ser decidida pela internet. Para se vacinar contra a baixaria (a real e a virtual), os especialistas recomendam: mais democracia e participação.
Deixe seu comentário | Link diretoPodem faltar LCDs e LEDs
8 Março de 2010 | Deixe seu comentário
A informação vem da consultoria especializada iSuppli: ao longo deste ano, pode haver falta de painéis de cristal líquido e de backlights de LED no mercado mundial. Dois problemas, não relacionados entre si, estão afetando os fabricantes desses componentes, essenciais na produção de televisores, monitores, notebooks e uma série de outros aparelhos. No ano passado, alguns desses fabricantes tiveram que reduzir sua produção devido à falta de insumos como vidro, filtros de cor e chips. Agora, vem a notícia mais preocupante: neste fim de semana, um terremoto de 6.4 graus na escala Richter atingiu a ilha de Taiwan, onde está instalada a maioria dos fabricantes de painéis. Dos dez maiores, nada menos do que sete estão localizados na região, sendo que pelo menos duas fábricas - da CMO e da Hannstar – tiveram que ser fechadas temporariamente. A CMO (Chi Mei Optoelectronics) é a quarta fornecedora mundial, e a Hannstar é a sétima. Até o momento em que escrevo, não se sabe a extensão dos danos na AUO, a terceira, que só fica atrás das coreanas LG e Samsung. Dependendo dos estragos, pode haver uma queda global no fornecimento.
Uma curiosidade sobre o assunto: quando estive no Japão, em 2008, fui conhecer a fábrica de painéis LCDs da Sharp, na época considerada a mais moderna do mundo (veja aqui o resultado da viagem). Uma das coisas que mais me chamaram a atenção foi o sistema de proteção contra terremotos usado na fábrica. Enormes amortecedores (foto) sustentam o teto e as paredes, de modo que, em caso de tremor, reduzem bastante as chances de danos, tanto às pessoas que ali trabalham quanto aos equipamentos instalados. Como sabemos, os painéis LCD são cada vez mais finos, na casa dos milímetros. E, para produzir TVs em larga escala, é necessário construir placas de vidro gigantes, finíssimas, que depois são cortadas nas medidas desejadas (20″, 30″, 40″ e assim por diante). Qualquer trepidação no ambiente pode por a perder placas inteiras, daí a importância da proteção, já que terremotos são comuns no Japão.
Outra curiosidade é o ranking dos fabricantes de painéis LCD, com os números de janeiro último, segundo a iSuppli:
1. LG – 24,8%; 2. Samsung – 22,5%; 3. AUO – 17,5%; 4. CMO – 13,3%; 5. Innolux – 4,4%. Vejam como as duas coreanas dominam o setor.
Deixe seu comentário | Link diretoComo vai ser o novo HDMI
5 Março de 2010 | 4 comentários
Sempre atento e prestativo, Cristiano Mazza, da Discabos, informa detalhes sobre a especificação HDMI 1.4a, que acaba de ser divulgada pela HDMI Licensing. Essa conexão foi criada especialmente para equipamentos 3D (TVs, projetores, Blu-ray players, receivers, videogames e os futuros decoders de TV via cabo ou satélite). A entidade garante que os aparelhos com essa especificação poderão se comunicar entre si sem incompatibilidades – infelizmente, esse é um problema das conexões HDMI atuais.
Os dois detalhes mais importantes da nova norma são estes:
1) Os filmes que saírem em 3D deverão ter resolução 1080p e freqüência de 24Hz;
2) Os jogos para videogame 3D deverão ter 720p e freqüência de 50Hz ou 60Hz.
Isso tem uma justificativa, segundo Cristiano. A imagem de um filme em 3D é duplicada, ou seja, para formar o efeito na tela em alta definição é preciso ter duas imagens em 1080p. Isso dobra a necessidade de banda para trafegar o sinal. Por isso, a troca de quadros (representada pela freqüência em Hertz) não pode ser muito alta, caso contrário a banda não suporta a quantidade de informação. Já nos games, foi necessário reduzir a resolução para 720p, pois não são imagens reais, e sim criadas em computador. Nesse caso, a troca de quadros não pode ser reduzida, pois isso tiraria o realismo das imagens.
Mas tem mais. Foram especificadas também as normas para transmissão de televisão em 3D, que poderão utilizar dois formatos:
Side-by-side Horizontal – resolução 1080i, freqüência de 50Hz ou 60Hz
Top-and-bottom – 720p a 50Hz ou 60Hz, 1080p a 24Hz
A HDMI Licensing determinou ainda que todos os displays 3D deverão ser compatíveis com todos os formatos de imagem tridimensional; todas as fontes de sinal deverão operar com pelo menos um dos formatos; e todos os repetidores (conversores, splitters, chaveadores etc.) deverão admitir todos os formatos. Os fabricantes têm 90 dias, a contar de ontem (4 de março), para se adaptarem às novas normas.
À primeira vista, parecem boas medidas. Temos, enfim, uma padronização, o que facilita a vida de todo mundo. Espera-se, é claro, que não fiquem criando os padrões 1.4b, 1.4c e assim por diante; e que a citada compatibilidade realmente seja garantida. A propósito, o hot site HDMI Connect traz diversas informações úteis sobre essa conexão. Acredito que seja a mais completa fonte a respeito, em português. Vamos agora traduzir as novas normas e disponibilizá-las no hot site o mais rápido possível.
4 comentários | Link diretoO preço do prazer
4 Março de 2010 | 2 comentários
Até o momento, a LG ainda não divulgou quanto custarão seus novos TVs 3D que promete lançar em abril. Não é uma conta fácil de fazer. Não pode ser muito barato, a ponto de prejudicar as vendas dos modelos convencionais; nem muito caro, para não assustar possíveis compradores. Evidentemente, a decisão cabe à empresa, em entendimentos com seus clientes, mas o que quero comentar é a ansiedade brasileira em relação a esse fator: o preço.
Não só aqui, mas em vários outros veículos dedicados à tecnologia, nota-se uma espécie de rejeição automática a quase toda inovação sob o argumento de que “custa muito caro”. Poderia aqui recorrer àquela velha piada (“não é o produto que custa caro, é você que ganha pouco”), mas – falando sério – parece um certo complexo de inferioridade! Desde sempre, tudo que é inovador tem custo alto no início, e vai se tornando mais acessível com a economia de escala. Foi assim com quase todas as novidades que consumimos até hoje: o rádio, a televisão, o videocassete, o DVD, o celular… Pesquisando a história da tecnologia, descobri que em todos os casos as pessoas no Brasil reagiram mal no início, como se achando incapazes de adquirir coisas tão sofisticadas.
É claro que a LG, ou qualquer outro fabricante, não espera vender milhões de TVs 3D este ano, nem talvez no ano que vem. Será um produto de nicho, para poucos, exatamente aqueles que se dispõem a pagar pelo privilégio de serem os primeiros. Isso nada tem a ver com o fato de o Brasil ser ainda um país pobre; mesmo nos países ricos, serão bem poucos os que poderão (ou aceitarão) pagar por essa inovação. Ninguém precisa se sentir inferior por causa disso.
2 comentários | Link diretoCorrida contra o tempo
4 Março de 2010 | 2 comentários
A LG apresentou nesta terça-feira, em São Paulo, sua linha de produtos a ser lançada em 2010. Como sempre faz, a empresa coreana – que hoje lidera o segmento de TVs – mostrou enorme variedade (ao todo, serão 140 lançamentos, incluindo itens de informática, linha branca etc). Mas o que todo mundo queria ver mesmo era o TV 3D, que motivou o principal anúncio do dia: a LG vai colocar nas lojas, já em abril, nada menos do que cinco modelos desse tipo, com tamanhos de 42, 47 e 55 polegadas. Todos têm backlight de LED, e os top de linha são do tipo Full-LED (outro nome para o painel Local Dimming, que já explicamos aqui). Esse painel é mais eficiente que os do tipo Edge para melhorar a taxa de contraste dos TVs LCD.
São várias as inovações trazidas pela empresa coreana, que vamos tentar explicar aqui aos poucos nos próximos dias. Várias delas estavam em exposição da CES, em janeiro. Me chamou atenção particularmente a notícia de dois TVs da linha Time Machine Ready (podem gravar programas das emissoras num HD externo) que já vêm com o software Ginga, para captar sinal de interatividade quando este for colocado no ar por alguma emissora. Estamos na expectativa de testar essa novidade. Se conseguir mesmo colocar no mercado o TV 3D em abril, ainda mais se forem cinco modelos, a LG pode consolidar sua liderança no segmento de TVs top.
Vai ser interessante acompanhar agora a reação dos demais fabricantes. Um deles, aliás, já reagiu: a Samsung marcou para dia 25 a apresentação de sua nova linha, que certamente incluirá TVs 3D. Claro, ninguém sabe quando teremos transmissões desse tipo no Brasil (mesmo nos EUA ainda não há uma data definida). Mas, quando se trata de uma inovação desse porte, sair na frente da corrida pode fazer muita diferença.
Mais detalhes neste vídeo.
2 comentários | Link diretoTV paga: mais concorrência?
4 Março de 2010 | 4 comentários
O segmento de TV por assinatura deve ficar mais agitado este ano, com a entrada em cena do grupo francês Vivendi, um dos maiores do mundo. Como se sabe, o grupo comprou no ano passado a ascendente operadora GVT, do Paraná, e tem altos planos para o mercado brasileiro. Só para lembrar, o Vivendi é uma potência multimidia, com faturamento de 27 bilhões de euros em 2009 e crescimento superior a 50% nos últimos quatro anos; inclui a rede de canais pagos Channel+, a produtora de games Activision, a gravadora Universal e a operadora de telecom SFR, segunda maior da França, além de 20% das ações da poderosa NBC/Universal, dos EUA, entre outros negócios.
Os franceses pagaram caro (R$ 7,2 bilhões) pela GVT e precisam justificar o investimento para seus acionistas. Foi uma negociação rápida, porque tudo indicava que a Telefonica venceria a disputa. Se isso acontecesse, certamente teríamos uma batalha judicial, e é bem provável que o Cade barrasse o negócio (os espanhóis ficariam com um semi-monopólio no setor). Bem, o que importa é que a Vivendi tem planos ambiciosos para o Brasil. Quer entrar o mais rápido possível na área de TV paga, e para isso já destinou R$ 250 milhões. De olho nas ascendentes classes C e D, pretende inicialmente criar pacotes baratos de triple-play. Enquanto isso, investirá na ampliação da rede de fibra óptica da GVT, que hoje cobre 18 estados mas tem presença tímida em São Paulo e Rio de Janeiro. À revista Computer World, o vice-presidente da operadora, Alcides Troller Filho, disse que tem R$ 850 milhões para investir na expansão da rede.
Tomara que tudo isso se confirme. O mercado precisa mesmo de mais competição.
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