Olimpíadas: até onde a tecnologia pode levar

cycling-velodrome-photoSe alguém não acompanhou o espetáculo tecnológico ao longo das duas semanas da Rio 2016, basta ter visto (e poder rever infinitas vezes) a cerimônia de encerramento. A genial ideia de trazer o primeiro-ministro japonês para posar de Super Mario em pleno Maracanã lotado foi mais do que a cereja do bolo. Como anfitrião da próxima Olimpíada, o Japão tinha que participar da festa no Rio. Mas extrapolou o protocolar “see you in 2020”; num extraordinário case de marketing, certamente ajudou a vender muitos Nintendos pelo mundo afora.

Um fecho apoteótico para um evento que, como disse um jornalista inglês, teve cara de “improviso que deu certo”. Na área tecnológica, no entanto, foi tudo muito bem planejado, e o que se viu nestes 15 ou 20 dias pode ser considerado (r)evolucionário. No quesito segurança, preocupação de todos, talvez tenha sido a Olimpíada mais tranquila de todas. Assessoradas por agentes de vários países, as autoridades brasileiras utilizaram drones, lasers e sensores de última geração.

balaoO tempo todo havia balões como este sobrevoando a cidade com câmeras de alta definição e enviando imagens em tempo real ao centro de controle dos Jogos. Os balões são desenvolvidos por uma empresa brasileira, a Altave. Drones também foram usados pelas emissoras de TV para captar cenas que nunca antes tinham sido vistas num evento esportivo – exemplo: numa prova de ciclismo, pudemos ver tomadas incríveis entre morros e praias, uma paisagem tão impactante que se fica perguntando como não tirou a concentração dos atletas.

Omega-Photo-Finish-CameraAliás, competidores de várias modalidades se beneficiaram, e muito, da tecnologia. A fabricante de relógios Omega desenvolveu uma nova tecnologia de cronometragem chamada Photofinish, que simplesmente não deixa margem a dúvidas (vejam neste vídeo): a câmera acima registra nada menos do que 10 mil fotos digitais por segundo!

Outro marco: a impressionante rapidez na geração de caracteres e legendas de cada jogo ou prova se deveu a um software desenvolvido pela Atos especialmente para a Rio 2016; os dados foram usados não apenas pelas emissoras, mas também por árbitros, treinadores e atletas, via tablets, smartphones e smart watches.

E, embora poucos tenham visto, tivemos ainda a revolução da realidade virtual. Foram mais de 100 horas de conteúdo sobre as competições, além de tours virtuais pela cidade e suas arenas, gente na rua, torcidas e bastidores, praticamente sem deixar escapar nada (este site explica em detalhes como isso foi feito).

Games 4K chegam para mudar o mercado

xbox-one-s-hero-logoSaiu nos EUA (e alguns países da Europa) a versão 4K do Xbox One, o videogame da Microsoft que vem rivalizando com o PlayStation nos últimos anos. O modelo One S (foto) acrescenta algumas funções, mas o principal é seu processador de upscaling, para elevar a resolução de imagem. Como na maioria dos TVs 4K, esse recurso permite assistir aos conteúdos convencionais Full-HD com a “sensação” do 4K.

Aguarda-se para setembro a chegada do PlayStation Neo, que será a resposta da Sony ao Xbox One S. E a própria Microsoft já anuncia para 2017 o Scorpio, que seria então o primeiro console com 4K nativo. As duas empresas, como sempre, fazem suspense sobre as especificações dos produtos, deixando neuróticos os sites especializados. Segundo o 4k.com, o S traz maior capacidade de armazenamento que o Xbox One original (2 Terabytes), utilizando um chip quad-core semelhante. E reproduz discos Blu-ray 4K 60P e é compatível com conteúdos transmitidos em HDR, inclusive da internet, o que já é muito. Estão chegando também versões para 1TB e 500GB.

Quanto ao Neo e ao Scorpio, há mais especulações do que informações. Vamos ter de aguardar. De qualquer modo, esses anúncios apontam para um novo salto de qualidade e velocidade no mundo dos games. Eis aí um segmento que mantém o vigor, apesar das oscilações econômicas, sustentado por uma legião de fãs. Quando eles começarem a ver seus jogos em 4K, vai ser difícil segurar.

Grandes TVs, para grandes imagens

Ainda não há estatísticas oficiais sobre o impacto dos Jogos Olímpicos nas vendas de TVs. Mas saiu uma mostrando que pelo menos a expectativa gerada foi intensa. O site chinês Digitimes publica que os pedidos aos fabricantes no primeiro semestre chegaram a 24,8 milhões de painéis UHD, um crescimento de 70% em relação ao ano passado. O segmento de TVs 4K já representa 20% do total de encomendas, e 55% das vendas de TVs de 55″ ou mais. Nesse nicho, a LG está em primeiro lugar, diz a pesquisa, seguida pela Samsung e pelas chinesas AUO, China Star e BOE; vale lembrar que a LG fornece painéis para outras marcas, como Panasonic e Vizio.

A mesma fonte indica que a estimativa para o ano é de 59 milhões de TVs UHD, equivalente a 23% do total de displays.

Medalha de ouro para o controle remoto

TOPSHOT - USA's Carlos Zenon Balderas Jr. lands a punch on Kazakhstan's Berik Abdrakhmanov during the Men's Light (60kg) match at the Rio 2016 Olympic Games at the Riocentro - Pavilion 6 in Rio de Janeiro on August 6, 2016. / AFP PHOTO / Yuri CORTEZYURI CORTEZ/AFP/Getty Images ** OUTS - ELSENT, FPG, CM - OUTS * NM, PH, VA if sourced by CT, LA or MoD **

Assistir à Olimpíada com o controle remoto na mão é um perigo. A julgar pelos primeiros dias, a chance de “viciar” é enorme. São 25 canais transmitindo de tudo, em quadras, campos, piscinas, pistas, tablados e tatames. Fora as reprises. O efeito zapping tem algo de neurótico. Fica mais difícil se concentrar, e parece maior a expectativa pelos momentos decisivos, como as disputas por medalhas. Quando você vê, já passou duas ou três vezes por todos os canais, só para descobrir que os americanos ganharam mais uma medalha na natação.

Para quem se interessa por tecnologia, uma diversão sádica é ficar procurando falhas nas transmissões – como se os milhares de profissionais que participam da cobertura fossem imunes aos erros. Nem Michael Phelps é. Particularmente impressionantes são as tomadas sob a água, que permitem observar em detalhe o grau de esforço e a perfeição dos movimentos dos atletas (sem falar no efeito plástico da própria água).

Após 20 ou 30 minutos apertando o controle remoto e misturando rúgbi com polo aquático, não é fácil desligar. O que é ótimo, se você não tem que trabalhar. E pense bem: pior é a situação daqueles que se aventuram pelo mundo multimídia, e são impiedosamente atingidos por centenas de mensagens, tuítes, apps e compartilhamentos, tudo falando de Olimpíada. Esses, acho que só vão dormir depois do dia 21.

Mais ou menos como o lutador da foto, que aliás foi publicada no primeiro dia dos Jogos. Era só o começo!

Olimpíada em 4K HDR: testando…

abertura5A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos foi mesmo inesquecível. Um primor de criatividade na parte cênica, e um show de tecnologia audiovisual. Excelente a ideia dos organizadores de convidar Fernando Meirelles, um dos melhores cineastas do país, para dirigir o espetáculo, que naturalmente foi pensado para a televisão. Com ele trabalharam a cenógrafa Daniela Thomas e a coreógrafa Déborah Colker.

Em nossa sala de testes, começamos na própria sexta-feira a analisar as transmissões especiais do SporTV em 4K HDR, inéditas num evento desse porte. Estamos utilizando um decoder da NET e dois TVs compatíveis com esse padrão, que nos foram cedidos pelos fabricantes (Samsung KS9000 e Panasonic TC-65DX900B), ambos de 65″. Detalhes aqui.

As primeiras imagens levadas ao ar ao vivo deixaram dúvidas: o sinal em HDR era inferior – em cores e contraste – ao sinal do SporTV transmitido em HD e convertido para 4K pelo próprio TV. Deu a impressão de que estavam sendo feitos ajustes conforme o show ia se desenvolvendo, dada a instabilidade da imagem.

Assistam ao vídeo e comentem.

Vamos continuar acompanhando. O SporTV promete mostrar em 4K HDR também algumas competições. O canal especial só pode ser captado com o decoder, que a NET também está testando e, claro, com um TV como os dois citados (solicitamos também para Sony e LG, mas os aparelhos não chegaram a tempo).

Será que o Rio vai virar Londres?

here eastEm meio à expectativa para o início dos Jogos Olímpicos, o canal GNT exibiu na semana passada uma minissérie (apenas 3 episódios) apresentada pelo ex-jogador Raí sob o título Londres Depois dos Jogos. Foi uma boa sacada. Depois de organizar o evento em 2012, o que teriam feito os ingleses com as grandes instalações construídas? Como no Rio agora, o centro olímpico londrino foi erguido numa região da cidade cuidadosamente escolhida – a diferença, uma delas, é que lá decidiram restaurar uma parte degradada, aproveitando os Jogos para revitalizá-la; aqui, preferiram a região da Barra, que já há alguns anos é uma das mais valorizadas do Rio.

Vale a pena assistir à minissérie (pelo aplicativo GNT Play) para conferir. Os preparativos em Londres começaram em 2005, quando a cidade foi oficializada como sede dos Jogos. Onze anos depois, a região que ficou conhecida como Parque Olímpico Rainha Elizabeth, no lado oeste da capital britânica, se transforma num dos mais importantes centros de tecnologia da Europa. Um grupo de investidores conseguiu atrair dólares do Qatar para aproveitar os prédios erguidos antes dos Jogos e construir ali o Here East, a ser inaugurado em janeiro de 2017.

Será uma espécie de “centro tecnológico de economia criativa”, onde empresas poderão alugar espaços para escritórios e laboratórios de pesquisas, aproveitando a malha de transportes que foi implantada ali para a Olimpíada. O East Side era (continua sendo) umas das regiões mais pobres da cidade, com grande número de desempregados. Segundo os administradores, já há uma lista de espera com empresas de áreas como fitness, moda, esporte e Internet das Coisas, querendo ocupar a área de 6 mil metros quadrados.

No Rio, vamos ver.

Olimpíada em 40 canais. Ou mais.

ginasticaA Olimpíada Rio 2016 começou nesta quarta-feira, e é possível ter uma ideia de como acontece um evento desse porte na era da comunicação instantânea. Em março, já tínhamos informações sobre como funcionaria o esquema técnico da cobertura, que pela primeira vez une TV e internet em tempo real. Mas eram apenas planos. Agora, podemos ver na prática.

Quem tem um decoder NET da nova geração, por exemplo, pode acessar pela TV os 40 canais especiais do SporTV Play dedicados aos Jogos. NET e Globosat decidiram se unir nesse trabalho e, assim, o sinal que inicialmente só poderia ser acessado pela internet entra também na rede da operadora. A promessa da Globosat é manter no ar, durante todo o período dos Jogos, os sinais gerados pela OBS (Olympic Broadcasting Services) com som ambiente (sem narração), para quem quiser acompanhar imagens de suas modalidades favoritas. Segundo a NET, alguns destaques do evento vão entrar também na grade do Now, ou seja, o assinante poderá revê-los a qualquer momento.

A atual geração de decoders já é híbrida: pode receber tanto os sinais de TV quanto os de internet. E, por ser patrocinadora dos Jogos (através da Embratel, que adquiriu os direitos ainda em 2010), a NET/Claro consegue explorar melhor as possibilidades da comunicação digital, conciliando banda larga e redes 3G e 4G (mais detalhes aqui).

Estes Jogos Olímpicos serão, ao mesmo tempo, um acontecimento histórico e um desafio de tecnologia, pois com certeza haverá explosão de tráfego nas competições mais importantes. Imaginem uma final de futebol entre Brasil x Argentina, ou a disputa do ouro nos 100m rasos com o fenômeno Usain Bolt. Todo mundo vai querer ver.

Displays OLED, em vários estilos

LG-Arched-OLED-Display-1024-1024x768E, já que falamos tanto nos últimos dias sobre TVs LED-LCD com resolução 4K HDR, vale a pena lembrar a evolução da tecnologia de painéis orgânicos (OLED). Na verdade, todo o esforço dos fabricantes de LCD hoje é para se equiparar em qualidade de imagem ao OLED, que por enquanto não foi superado. Os TVs Quantum Dots, também chamados “pontos quânticos”, ou “nanocristais”, são os que mais se aproximam em contraste e profundidade de cores.

Como se sabe, OLED é uma tecnologia ainda em evolução e que sofre com o fato de somente um fabricante, até agora, estar investindo forte: a LG. Por melhor que seja o desempenho, historicamente essa solidão não é um bom sinal. Os exemplos mais conhecidos são os do videocassete Betamax, da Sony, que era considerado superior ao VHS mas acabou perdendo a disputa quando a empresa ficou sozinha (década de 80); e o HD-DVD, da Toshiba, que pela mesma razão foi superado pelo Blu-ray (2008).

Em tecnologia, quase nada é possível de se fazer sem o apoio de um grupo de empresas, geralmente na forma de consórcio, colaborando para avançar nas inovações e no grau de conhecimento do público. Sabe-se, por exemplo, que o processo de fabricação dos painéis orgânicos é complexo e oneroso; o custo certamente cairia se houvesse mais empresas desenvolvendo. Fala-se ainda que a performance dos displays tende a cair com o uso contínuo, mas ainda é cedo para afirmar isso.

Bem, seja como for, está prestes a ser lançada no Brasil a linha HDR da LG (notícias nas próximas semanas). Em alguns países, já estão à venda modelos de 55″, 65″ e 77″, planos e curvos. Mas o que mais nos chama a atenção é a evolução dos painéis orgânicos na área de sinalização digital (digital signage), como mostra este link. Foram considerados os melhores da última InfoComm, em Las Vegas, onde houve demonstrações em vários formatos: curvos (côncavos e convexos, como na foto acima), stretched (mais largos), pendurados em suportes móveis, em videowalls e até em dual-view (imagens em 4K exibidas dos dois lados da tela).

O link traz também um vídeo sobre o aeroporto de Seul, onde houve a “estreia oficial”.

Integradores: como superar a crise?

A crise econômica talvez oculte uma realidade que, no entanto, é cada vez mais visível para quem está atento ao segmento de sistemas AV. Com orçamentos mais restritos, é natural que os usuários – tanto em empresas quanto em residências – levem mais em conta o fator “preço”. Mas cresce a necessidade de profissionais mais bem preparados (especializados de verdade) para desenvolver novos nichos de mercado e atender um público mais bem informado e, portanto, mais exigente.

Pesquisa recente do site americano CE Pro, voltado a profissionais dessa área, enumerou uma série desses nichos que vale a pena observar. É bom lembrar que, com a crise de 2008, o mercado americano sofreu um choque, do qual não mais se recuperou. Quase todos os prestadores de serviço, assim como a maioria dos fabricantes e importadores, trabalha hoje com margens mais enxutas do que até 2007. Reduziram os postos de trabalho, passaram a atender menos clientes e a selecionar melhor as marcas que vendem e/ou instalam.

Mas muitos dos que perderam o emprego, ou tiveram que fechar as portas, partiram para novas especialidades, ou seja, buscaram se reinventar. Sem dúvida, isso é mais fácil quando se tem uma boa base educacional e, no caso americano, uma “reserva de cultura” voltada à tecnologia e à inovação. Infelizmente, nada disso existe no Brasil. Ainda assim, é útil analisar os subsegmentos de mercado surgidos a partir dessa reinvenção e apontados pelo site. São atividades que o integrador, até hoje limitado aos projetos de áudio&vídeo (quando muito automação), pode aprender e oferecer a seus clientes.

*Amplificadores (boosters) de sinal de celular

*Gravadores digitais (DVR) para entretenimento e segurança

*Móveis, suportes, pedestais e assentos para salas de home theater

*Especificação e instalação de caixas acústicas embutidas

*Configuração, instalação e programação de servidores multimídia

*Lifts e suportes para projetores e telas

*Projeto e instalação de sistemas multiroom AV

*Sistemas AV para áreas externas

*Aspiração central

*Cabeamento estruturado

*Redes sem fio

*Centrais digitais de telecom (com e sem fio)

*Controles de acesso, alarmes e câmeras IP

*Iluminação por leds (interna e externa)

*Cortinas e persianas motorizadas

*Proteção de equipamentos eletrônicos

*Integração de eletrônicos e eletrodomésticos

*Campainhas e fechaduras eletrônicas

*Gerenciamento remoto da casa

*Software para design de projetos

*Manutenção de redes e cabos elétricos

*Sistemas de home care para pessoas com dificuldades de locomoção

 

Novos negócios da China

Enquanto na China o Uber está se fundindo com (leia-se: “sendo incorporado por”) seu maior concorrente local, negócio de US$ 25 bilhões, nos EUA a Vizio, hoje a marca de TVs mais vendida no país, anuncia que foi adquirida pela chinesa LeEco (US$ 2 bilhões).

Já comentamos aqui sobre os investimentos chineses em tecnologia na Índia, no Japão, EUA etc., sem falar do Brasil, mas é espantoso como empresas jovens do país rapidamente se tornam multinacionais, como nos dois casos acima. LeEco e Didi Chuxing, esta a nova dona do Uber, foram fundadas em 2012! Na lista das 50 empresas mais inteligentes do mundo, divulgada recentemente pela revista Technology Review, ligada ao MIT, aparecem nada menos do que 5 chinesas  (contra 3 japonesas, 1 alemã e 1 coreana).

Investidores chineses estão comprando startups em Israel, e atacam avidamente no Vale do Silício, onde já conquistaram 80% da Lumileds (divisão de iluminação inteligente da Philips), entre diversas startups. Diz a revista Fortune que eles preferem comprar empresas pequenas, ou em dificuldades, e depois levá-las para a China, com suas tecnologias, para conquistar o maior mercado do mundo.

Pelo visto, esse é o futuro.

Sony mira segmento premium em TVs

sonyxd94overview-1lJulho foi o mês dos lançamentos no mercado de TVs. Depois de LG e Samsung, a Sony apresentou nesta terça-feira sua linha 2016, em que se destaca a série XBR Z, com modelos de 75″ e 100″. Isso mesmo: a empresa decidiu de vez abandonar a “guerra de preços” mantida nos últimos anos com as marcas coreanas, e focar no segmento premium, somente com telas grandes.

Até pouco atrás, esses aparelhos seriam chamados “UHD Premium”, denominação criada pela UHD Alliance para identificar os TVs mais avançados. Mas a Sony, como outros fabricantes, decidiu não se alinhar com as normas da entidade. O que se vê este ano é que cada empresa adota sua própria nomenclatura, e isso ajuda a confundir mais as coisas. Vamos tentar clarear um pouco.

A linha Z da Sony oferece imagens 4K com processamento HDR (High Dynamic Range) aliado a um novo painel de backlight, que a empresa batizou Master Drive. Esse painel faz toda a diferença, pois funciona de modo semelhante aos Local Dimming, que já comentamos aqui. Nestes, os leds internos são em maior quantidade e comandados por um processador de última geração, que aciona os diodos conforme os requisitos de cada quadro de imagem, em tempo real. As áreas mais escuras da tela recebem menos luz, permitindo visualizar melhor os detalhes; e as áreas mais claras têm luz mais intensa, ressaltando os contrastes.

Aparentemente, é a mesma técnica utilizada pela Samsung, da qual falamos aqui na semana passada. Não por acaso, os TVs Sony Z9D (foto acima) estarão entre os mais caros do mercado (chegam em outubro). Mas já estão em algumas lojas os outros modelos 4K da marca. O mais avançado – que estamos aguardando para teste – é o XBR-X935D, de 65″, que não traz o painel Master Drive, mas já inclui HDR com os novos processadores da Sony (outro item que faz muita diferença na reprodução de imagens 4K).

Curiosamente, a Sony está explorando mais a sigla XBR, que durante anos foi sinônimo de TVs de alto desempenho. Todos esses TVs 4K utilizam essa denominação. O único inconveniente é a possível confusão com “HDR”, que naturalmente é uma sigla de domínio público. Para realçar as qualidades de seus TVs, a Sony ainda acrescenta algo denominado “XDR Pro” (Extended Dynamic Range Pro), variação para o que a Samsung chama de “HDR 1000”. Refere-se, como já explicamos aqui, à luminosidade do painel: 1.000 nits (ou candelas por metro quadrado), sendo “candela” (do latim “vela”) igual à luz de uma vela.

Bem, o melhor de tudo isso é que o consumidor brasileiro, mais uma vez, está tendo acesso à melhor tecnologia da atualidade em TVs. Vale lembrar o que publicamos aqui recentemente sobre os novos modelos da Panasonic e da LG. Sim, continua existindo o problema de falta de conteúdo: Netflix, Globo Play e Globosat Play são, por enquanto, as fontes disponíveis. E na Olimpíada a Globo promete boas transmissões em HDR. Para quem está interessado, convém caprichar na banda larga.

Como é o sinal HDR da Globo

Augusto de Valmont (Selton Mello) *** Local Caption *** Cap. 04 – Cena 17: Augusto ( Selton Mello ) sai do quarto de Cecília ( Alice Wegmann ) e caminha na direção do quarto de Mariana ( Marjorie Estiano ), que fica perto do seu.

Os privilegiados que já têm em casa um TV compatível com sinal HDR podem conferir desde segunda-feira, no aplicativo Globo Play, a primeira produção desse tipo exibida no mundo. Mais uma façanha da Globo, com Ligações Perigosas, minissérie que adapta a história clássica, escrita em 1782, para o ambiente da alta sociedade carioca dos anos 1920.

Segundo Paulo Rabelo, diretor de tecnologia da Globo, pela primeira vez estão sendo usadas câmeras HDR (a emissora comprou 50 delas). Essas câmeras registram as imagens num formato bruto, que a Globo chama de RAW, que consegue captar muito mais nuances, texturas e contraste. “O nível de detalhamento da imagem em HDR obriga a mais cuidados na produção, inclusive nos detalhes de maquiagem, cenários, roupas e cores”. O segredo está em usar também processadores HDR na pós-produção: o sinal é transferido para essas ilhas, e daí liberado na resolução desejada, que pode ser UHD ou Full-HD. Em breve, a Globo estreia sua segunda produção com essa qualidade: Dupla Identidade.

“A plataforma Globo Play nos ajuda nesse tipo de experiência, porque não é possível transmitir essa qualidade de sinal em rede”, diz Rabelo. “É preciso ter um receptor de TV compatível e também uma conexão de banda larga de pelo menos 30 Megabits reais por segundo”. A Globo calcula que 400 mil usuários já baixaram o app Globo Play em TVs smart. “Sem dúvida que a oferta de conteúdos em 4K agrega na audiência como um todo”, acrescenta Rabelo.

Como comentamos ontem, HDR deve ser agora a “bola da vez” em TVs, mais até do que 4K. Enquanto esta tecnologia trata especificamente de resolução (quatro vezes mais pixels do que em Full-HD), HDR significa um tratamento mais refinado de cada pixel. “O impacto será muito grande sobre toda a cadeia, desde a captação, pós-produção e distribuição, além dos ajustes finos dos TVs que o consumidor poderá fazer em casa”, nos disse Rabelo.

Embora LG e Sony já tenham anunciado o lançamento desses TVs, por enquanto somente Samsung e Panasonic estão à venda. E a Globo fechou parceria com a marca coreana para começar a oferecer conteúdos em 4K HDR.

As novas tendências da tecnologia

Como faz todo ano nesta época, a CTA (Consumer Technology Association), antiga CEA, acaba de divulgar seu relatório sobre a evolução do mercado de tecnologia, que também aponta as principais tendências. Um comitê da entidade coleta os dados junto a fabricantes, distribuidores, integradores, revendedores etc. e seus diagnósticos passam a ser referência para muita gente.

Os detalhes podem ser vistos em português neste artigo. Destaco aqui, por exemplo, que drones e wearables (chamados no Brasil de “vestíveis”, ou todo tipo de dispositivo de uso junto ao corpo, incluindo relógios, pulseiras, fones, medidores de exercícios e por aí vai) são as duas categorias de produtos com maior crescimento previsto. A CTA estima também boas perspectivas para itens de automação caseira, como luzes inteligentes, sensores, câmeras IP.

Dois detalhes interessantes. Smartphones continuam sendo o produto mais vendido, mas isso deve mudar a partir de 2017, pois as pessoas estão mantendo seus aparelhos por mais tempo, ou seja, demoram mais para trocar. E a venda de tablets começou a cair em 2015; a tendência continua este ano.

Em tempo: os números são válidos apenas para os EUA, mas as tendências, diz a CTA, se aplicam ao mercado internacional.

HDR, a nova batalha dos TVs

capa2A edição de julho da revista HOME THEATER & CASA DIGITAL traz um teste exclusivo com um dos TVs Sony 4K HDR (mod. XBR-65X905C), de 65″. Já havíamos avaliado um modelo da Samsung (UN65JS9000G), lançado no ano passado, e aguardamos agora os novos HDR LG e Panasonic. Como já comentamos aqui, trata-se mesmo de uma nova geração de TVs, comprovando que 2016 está sendo o “ano do HDR”.

Não por acaso, tivemos na semana passada um evento da LG para apresentar os seus, o mesmo acontecendo com a Samsung esta semana e com a Sony na próxima. É interessante notar que, como ocorreu no passado com os 4K, nem todos os TVs HDR são iguais. Já é costume: a indústria acaba confundindo o consumidor, que ainda nem se habituou ao 4K. Mas assim é o mercado.

HDR (High Dynamic Range) é um tipo de captação em que se explora ao máximo a amplitude do sinal. A câmera consegue registrar os tons mais escuros e os mais claros e também maior variedade de cores. Aliando isso à resolução 4K (3.840 x 2.160 pixels), é possível obter níveis de detalhamento muito superiores. Os novos TVs são projetados para se comunicar com a fonte de sinal e “entender” se a imagem foi captada em HDR. Só que isso tudo depende do processamento do sinal nesse trajeto, até chegar à tela.

No evento da Samsung, conversamos com Paulo Rabelo, diretor de tecnologia da TV Globo, que nos explicou como a emissora está conseguindo produzir minisséries em HDR; a primeira que está no ar é Ligações Perigosas (detalhes aqui). Não via sinal de TV, mas pelo aplicativo Globo Play. Ou seja, é uma transmissão online, sujeita às condições da rede utilizada em cada casa. A questão de como o conteúdo é produzido e distribuído torna-se crucial para quem investe num TV desse padrão. Vamos falar muito ainda a respeito.

Voltando aos TVs, a Samsung identifica seus novos TVs como HDR 1000, uma referência à intensidade luminosa de 1.000 nits, contra menos de 500 dos TVs 4K anteriores; de novo, um particularidade técnica que merecerá um post à parte. São sete modelos, com tamanhos de 49″ a 88″, a maioria de tela curva, numa faixa de preço bem acima dos 4K já lançados, que continuam em linha.

Em tempo: a Samsung aposta no HDR como opção aos TVs OLED, que por enquanto somente a rival LG oferece no Brasil. Já a LG promete se manter nos dois segmentos.

Executivos contra um candidato

Pela primeira vez, a política americana atinge de fato o setor de tecnologia. Nesta terça-feira, um grupo de 145 executivos distribuiu “carta aberta” colocando-se contra o candidato a presidente Donald Trump. Espera-se que outros se adicionem à lista nas próximas semanas.

Entre os signatários estão CEOs, fundadores ou diretores de marcas conhecidas, como Google, Facebook, Apple, Sun, Flickr, Qualcomm, Bitly, Tumblr, MIT, Twitter, eBay, Reddit, Zinga, Seagate, Wikipedia, Instagram etc., a maioria deles atuando em empresas do Vale do Silício. Claro, não falam em nome de suas corporações, e sim em caráter pessoal. Mas isso, no contexto, acaba sendo secundário. O pessoal do Vale sempre teve fama de alienado. Manteve um silêncio suspeito mesmo na época do 11 de Setembro e quando os EUA invadiram o Iraque. Agora, sentem de perto o perigo.

Vale citar um trecho da carta: “Donald Trump dá declarações erráticas e contraditórias. Seu desrespeito por nossas instituições políticas e legais é uma ameaça àquilo que atrai as empresas a empreender e crescer. Arrisca-se a distorcer os mercados, reduzir as exportações e a criação de empregos. Somos contra sua candidatura divisionista e queremos um candidato que abrace os ideais em que foi construída a indústria de tecnologia americana: liberdade de expressão, abertura aos novos empreendimentos, igualdade de oportunidade, investimentos públicos em pesquisa e infraestrutura e respeito à lei”.

A íntegra da carta e os nomes dos que assinaram podem ser lidos, em inglês, aqui.

TV paga: como reconquistar os assinantes?

Um dos debates mais interessantes no último Congresso da ABTA, algumas semanas atrás em SP, foi sobre as formas de trazer de volta a chamada Classe C para o mercado de TV por assinatura. Foi essa camada da população que fez crescer o setor entre os anos 2008 e 2012, chegando a taxas de 30% ao ano. A expansão se deu principalmente através do serviço DTH (TV por satélite). Com a crise a partir de 2013, esse foi o segmento mais atingido (Sky e Claro perderam mais de 1 milhão de assinantes).

No Congresso, foi apresentada uma pesquisa da consultoria Plano CDE que mostra como a TV paga se tornou importante para muitos brasileiros. Até pelos hábitos criados pela TV aberta, grande parte das famílias tem no aparelho uma espécie de “janela” para a ascensão social. “Em cidades médias e na periferia das metrópoles, ir ao shopping já representa um custo alto”, comparou Mauricio de Almeida Prado, coordenador da pesquisa. “Há poucos equipamentos de lazer, e a televisão acaba sendo um dos mais baratos”.

O estudo concluiu que, para 77% das pessoas, assistir televisão é a principal atividade de entretenimento; sair para caminhar e ir à igreja, por exemplo, foram hábitos citados por apenas 23% dos entrevistados. Os pesquisadores perguntaram também sobre os benefícios que o consumidor percebe na TV paga, e esta foi definida como “opção de cultura” por 79% e como “agregadora da família” por 74%. Nas famílias com filhos, outra resposta interessante: 72% disseram sentir-se mais seguros com a família em casa. “Muitos têm receio do que os filhos vêem na internet e acham que na TV paga isso é mais controlado”, acrescentou Prado.

Mais: é maior o número de torcedores que, devido à violência, deixaram de ir aos estádios para acompanhar os jogos pela TV. Outros se sentem mais animados a viajar depois de assistir aos programas turísticos. Os próprios acontecimentos políticos, cobertos em detalhe pelos canais jornalístico, fizeram mais pessoas passarem horas diante da TV. Também houve quem citasse os canais de culinária como incentivo a uma vida mais saudável. “Muita gente não tinha referências sobre cultura, gastronomia, decoração etc., e isso lhes dá uma percepção de igualdade competitiva”.

Presente ao debate, o diretor geral da Globosat, Alberto Pecegueiro, lembrou que os canais adaptaram suas programações para atender a esse novo público, que passou a ter assinatura no início da década. “Nada disso aconteceu por acaso”, disse ele. “Antes, a TV aberta era de massa e a TV fechada era para as classes A/B. De certa forma, o mercado brasileiro antecipou o que acontece hoje nos EUA, com pacotes mais acessíveis. Foi a maneira que encontramos para atender à Classe C”.

Os dez anos da TV Digital no Brasil

No último dia 29, completaram-se dez anos da criação do SBTVD (Sistema Brasileiro de Televisão Digital), que tanta polêmica causou na época. Para não se indispor com as emissoras, que lhe davam apoio (já estava “no ar” o escândalo do Mensalão), o então presidente Lula aceitou a proposta de adaptar o padrão japonês ISDB-T, e não os padrões europeus (DVB-T) e americano (ATSC). Até hoje há quem questione a decisão, mas o fato é que foi uma decisão mais política do que técnica, e todo mundo teve que se adequar (digitando no campo de busca ao lado a sigla “SBTVD”, há um vasto histórico a respeito).

Num relato detalhado sobre o processo de implantação do SBTVD, o Ministério das Comunicações divulgou que o ISDB-T foi adotado por 16 países além de Brasil e Japão. E cita um estudo da UIT (União Internacional de Telecomunicações) informando que 60 países já completaram o ciclo de seus padrões de TV digital, enquanto 59 vivem a fase de transição, como é o caso do Brasil; outros 19 definiram o padrão, mas ainda não o implantaram, enquanto 70 nem fizeram a escolha.

É interessante analisar os gráficos da UIT (vejam aqui). Na América do Sul, a Colômbia é o único país que já concluiu a implantação de seu padrão de TV digital. Na mesma lista, estão EUA, Canadá, toda a Europa Ocidental, Austrália, Japão e até alguns sem tanto poder econômico, como Marrocos e Mongolia. Ao lado do Brasil na “transição”, encontramos Rússia, Índia, Irã, México, Indonésia e a maioria dos africanos.

A data 29 de junho se refere à assinatura do decreto 5820/06, que determinou as características do padrão digital brasileiro:

*Sinal de alta definição (1.920 x 1.080 pixels em processamento entrelaçado)

*Possibilidade de transmissão via dispositivos móveis (em baixa definição)

*Capacidade de multiprogramação (faixa de 6MHz, que comporta até quatro sinais simultâneos pelo mesmo canal)

*Interatividade (utilizando o middleware Ginga)

Como se sabe, apenas os dois primeiros itens foram cumpridos. Ainda assim, o sinal de alta definição não está disponível em todo o país, porque exige torres de retransmissão que as emissoras não querem financiar (e o governo não tem orçamento para isso).

Na verdade, a TV digital começou mesmo no país no dia 2 de dezembro de 2007, quando usuários paulistanos que possuíam um TV compatível puderam assistir à transmissão do Fantástico em alta definição, além de um discurso do presidente. Lembro bem que era um domingo à noite e a revista HOME THEATER reuniu num hotel da cidade um grupo de profissionais do mercado para acompanhar aquele momento histórico (os detalhes podem ser conferidos aqui).

O calendário original previa que exatamente no último dia 30 de junho estariam desligados todos os transmissores analógicos, com todas as cidades passando a receber apenas sinal digital. Agora, a data-limite é 2023 (aqui, o calendário oficial). E nem o site oficial do DTV está sendo atualizado…

E por que atrasou? Quando se pergunta nos bastidores do mercado, há uma variedade de respostas, mas todas convergem para um mesmo diagnóstico: o cronograma não tinha como ser cumprido. Foi mais ou menos o que se passou com as obras para a Copa do Mundo e para os Jogos Olímpicos: todos sabiam que os prazos eram inviáveis, mas posaram para fotos junto dos políticos e assinaram embaixo do decreto governamental.

TVs que não precisam da TV

vizioEm lojas dos EUA, já é possível encontrar televisores com a função Google Cast. Essa é a plataforma smart da Google, que dá acesso não apenas à internet mas a uma infinidade de serviços da empresa. Pode parecer banal, mas alguns desses aparelhos foram pensados para romper com um dos hábitos mais arraigados entre os consumidores: assistir aos canais de TV.

Na pratica, Google Cast é um “serviço na nuvem”, não algo que fique embutido no TV. E isso faz toda a diferença. O aparelho vai buscar os conteúdos no servidor Google, como se faz com qualquer dispositivo móvel. Só que seu processador é mais rápido e eficiente que o de um smartphone, por exemplo. É o caso dos novos TVs 4K da marca Vizio (foto), hoje uma das mais vendidas no mercado americano. Eles não têm controle remoto: vêm com um tablet que faz todo o serviço (detalhes, aqui).

Uma das vantagens dessas configurações é que o TV deixa de ser um TV propriamente dito, transforma-se num monitor. Todo o acesso aos canais é feito pela web. No caso dos Vizio, não existe nem menu… Segundo o fabricante, isso libera o TV para cuidar “apenas” do trabalho de processar o sinal de vídeo. Por sinal, esses modelos são compatíveis com sinais 4K HDR (High Dynamic Range), que podem ser captados da internet ou de um player Blu-ray 4K.

O recurso Google Cast na verdade está integrado em todos os TVs que utilizam sistema operacional Android, como os da Sony, Philips e Semp Toshiba lançados no Brasil. Essas empresas preferiram adotar o sistema Google em vez de desenvolverem plataformas próprias, como fizeram Samsung, LG e Panasonic. Se foi ou não uma boa decisão, só saberemos mais tarde. Fato é que agora estão presas aos caprichos da gigante de buscas.

globoplayOutra forma de ver as coisas é pensar que a Globo, por exemplo, está ampliando o acesso a seus programas através do aplicativo Globo Play, atitude já adotada por várias grandes redes de televisão em outros países. Portanto, essa nova modalidade de televisor faz muito sentido. Como diria o astronauta, é só um primeiro passo para a televisão que teremos no futuro. Mas, que passo!

Final da Euro, também em 4K

A Globosat confirmou hoje que a decisão da UEFA Euro, domingo, entre França e Portugal, será transmitida ao vivo em resolução 4K. O sinal será gerado via internet para quem baixar o aplicativo Globosat Play 4K e tiver uma boa conexão de banda larga (pelo menos 30Mbps reais). As imagens poderão ser vistas em TVs das marcas Samsung, Sony e LG. No caso das duas primeiras, precisam ser modelos lançados a partir de 2014; para TVs LG 4K, há uma “pegadinha”: baixa-se o app Globosat 4K Live (diferente do Play 4K); e o TV deve ter o sistema operacional WebOS nas versões 2.0 ou 3.0.