Archive | fevereiro, 2008

Windows também no carro?

Pode ser excesso de futurismo, mas uma matéria publicada no site CNet – para mim, o mais completo em tecnologia – abre uma janela (sem trocadilho) para os carros que virão nos próximos anos.

audi-avant-2015-sketch-1.jpgO texto baseia-se numa entrevista de Martin Thall, da divisão de tecnologia automotiva da Microsoft. Em 2007, durante a CES, tive a oportunidade de conferir algumas criações desses caras. Desenvolver recursos de informática para uso em automóveis é uma das artes da MS. Na visão de Thall e sua equipe, os carros do futuro não apenas virão recheados de funções automatizadas (os atuais navegadores GPS não são nada, perto dos avanços que veremos logo, logo). Prepare-se para ter, dentro do seu próprio carro, verdadeiros videowalls – telas para todo tipo de função, inclusive (você adivinhou!) publicidade.

Sim, daqui a uns cinco anos, diz mr. Thall, os carros serão conectados em redes, que poderão trocar informações sobre as condições do trânsito, por exemplo. Só um exemplo dado por ele: você está no seu carro e quer ir a um determinado restaurante. Para isso, quer saber quais as opções de trajeto: o menos congestionado, o menos poluído ou o que tem paisagem mais agradável, e assim por diante. Tudo isso poderá ser obtido no painel, através da tal rede.

Claro, tudo isso vai sair caro, e é aí que entra a publicidade. Com anúncios entrando a toda hora no navegador, a conta está paga. 

TV 3D já é realidade

Notícia que vem da Coréia, publicada no jornal The Korea Times e traduzida em vários sites nesta 5a feira, mostra que a Samsung avança rápido em relação à TV 3D, uma das novidades mais aguardadas do momento. Vejam a imagem de um evento em Seul, onde a empresa fez a demonstração.

080228_p02_samsung.jpgTrata-se de um plasma de 50″, desenvolvido em parceria com a Electronic Arts (EA), maior desenvolvedora de jogos eletrônicos do mundo. E por que essa parceria? A Samsung percebeu que o segmento de jogos é um dos drives da indústria. Além de movimentar bilhões de dólares, está na linha de frente das inovações, em termos de vídeo e gráficos realistas. Mais ainda: é movido por jovens (e também alguns adultos) que ditam regras de consumo e de comportamento. Conquistar esse tipo de cliente é um passo certo para dominar o mercado, como aliás acaba de provar a Nintendo, hoje uma das marcas mais valorizadas do mundo.

Segundo a Samsung, esse TV – cuja venda já começou na Coréia, por um preço equivalente a US$ 2.700 – tem a mais alta taxa de contraste que se conhece: 1.000.000:1 (só para comparação, os melhores plasmas chegam a 15.000:1). Os níveis de preto são controlados por um sistema de células patenteado pela Samsung. Para ver filmes em 3D, são necessários óculos especiais; mas para jogar games basta instalar o software da EA que acompanha o TV.

Dá ou não dá água na boca?

Pilhas, agora só recarregáveis

pilhas.jpgBem, nem tudo que sai do Congresso é assalto ao contribuinte. Passou desapercebida na grande mídia esta semana a notícia de um projeto que tramita na Câmara, de autoria do deputado Raul Henry (PMDB-PE), proibindo a venda de pilhas que não sejam recarregáveis. Boa iniciativa.

Pelo texto, todo o comércio será proibido de vender as pilhas tradicionais e, mais do que isso, será obrigado a receber de volta as pilhas usadas, para descarte ecologicamente correto. A intenção é coibir o péssimo hábito de se jogar fora as pilhas velhas, que contêm materiais altamente nocivos à saúde e ao meio ambiente. O projeto também pede que os fabricantes informem melhor os usuários sobre esses riscos. Diz Henry, em sua argumentação, que só na cidade de São Paulo são descartadas anualmente, de forma inadequada, 152 milhões de pilhas comuns e 40 milhões das alcalinas.

Espero sinceramente que essa lei seja aprovada e que não se torne mais uma daquelas tantas que não pegam. O ar que respiramos e a água que bebemos merecem.

TV Pública: aprovação fácil

Foi mais fácil do que parecia. O governo conseguiu emplacar tranqüilamente seu projeto da TV Brasil na Câmara Federal. Nesta 3a. feira, a medida provisória foi aprovada via acordo; nem precisou de votação (a não ser um dos itens do projeto).

Vejam os detalhes. Ficou decidido que TODAS as emissoras pagas do País serão obrigadas a retransmitir a programação da TV Brasil, que supostamente será feita de assuntos que as demais emissoras não se interessam em mostrar. Os ilustres deputados decidiram também a cobrança de mais um imposto: a Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública (não me perguntem o que isso quer dizer). A nova emissora poderá ainda fechar contratos sem licitação e utilizar à vontade símbolos ou imagens que possam ser interpretadas como promoção pessoal.

Chamo atenção para esse último item: é uma porta aberta à propaganda política disfarçada de “informação de utilidade pública”. Se os deputados fizeram questão de incluir tal aberração no texto, fica claro que não é por boas intenções.

O Senado ainda pode alterar mais esse ataque ao dinheiro do contribuinte. Mas pergunto: alguém acredita nisso?

O fenômeno das redes sociais

welcome_31.gifReportagem da PC World americana (que pode ser conferida aqui) revela a expansão e a crescente influência das chamadas redes sociais, comunidades que se multiplicam pela internet movidas pelos mais variados interesses.

logo_brasil1.gifSão marcas cada vez mais comentadas, como MySpace, Facebook, LinkedIn, Twitter, Orkut e outras, que têm em comum o fato de agregarem as pessoas através de seus hábitos e áreas de interesse. Já existe, acreditem, uma comunidade de corintianos dispostos a ajudar seu time a sair da lama em que se meteu. Não por coincidência, a TV Timão, canal do Corinthians na internet, teve milhões de acessos já no primeiro dia em que foi ao ar.

pic_logo_119x32.gifÉ apenas um exemplo do poder dessas redes. Estive esta semana no evento “Café com Blog”, organizado pela revista Bites, de Manuel Fernandes, e fiquei impressionado com a capacidade de agregação desse tipo de comunidade. Assisti a uma apresentação do site tuangr, que se dedica a facilitar negócios em grupo: se você quer comprar um produto, se cadastra e encontra outras pessoas que também querem o mesmo produto, e todos juntos conseguem barganhar melhores condições de compra. Torço para que dê certo.

A Sharp está voltando

sharp.jpgNotícia quentíssima do Relatório Reservado, boletim que circula entre executivos e empresários: a Sharp, velha Sharp de guerra, está voltando ao mercado brasileiro, pelas mãos do Grupo Mitsui, um conglomerado japonês de trading que envolve empresas de mineração, energia e vários outros setores. A operação será conduzida pela MBK Distribuidora de Produtos Eletrônicos, que até já escolheu um executivo para comandar o processo: Kenji Miura.

Na verdade, as negociações vêm desde o final de 2006, quando a Sharp Corporation – hoje líder mundial em TVs LCD – decidiu que era hora de voltar ao mercado brasileiro. O Mitsui já tem uma subsidiária aqui, o que facilitou muito as coisas. Recentes acordos comerciais entre os governos japonês e brasileiros também. A meta é ambiciosa: vender 600 mil TVs até 2010, o que equivaleria, hoje, a 80% do mercado se telas finas.

Mas o raciocínio é correto: nos próximos anos, milhões de brasileiros irão trocar seus TVs de tubo, com tamanho até 29″, por LCDs, que são mais finos, elegantes, consomem menos energia e estão cada vez mais baratos. É nesse potencial que a Sharp, assim como as concorrentes, está de olho.

p1030692c.jpgSó não se sabe ainda como será a operação na prática. A antiga Sharp do Brasil, que pertencia ao Grupo Machline, oficialmente faliu em 2002. Desde então, a marca rodou por várias mãos, de forma errática, e a matriz nunca se comprometeu efetivamente com a operação brasileira. As notícias de agora indicam que há planos de aproveitar a fábrica original de Manaus, que a essa altura deve estar totalmente obsoleta, e a partir dali fornecer para toda a América Latina.

Força, a marca Sharp ainda tem. Preço e qualidade também. Veja a foto acima, do estande da empresa na CES 2008. Esperamos que os novos executivos saibam trabalhar com ela.

Leia, a propósito, entrevista com Kenji Miura, publicada no ano passado.

O exemplo da Coréia

Excelente a reportagem publicada no caderno Link, do Estadão, nesta 2a. feira, sobre a Coréia do Sul. São cinco páginas mostrando como esse país asiático se transformou em exemplo para o mundo inteiro, tornando-se referência quando se fala de tecnologia.

O repórter Jocelyn Auricchio viajou por várias cidades do país para mostrar como a população adotou as novidades tecnológicas de modo extremamente natural, não pelo simples modismo mas para realmente facilitar seu dia-a-dia. No metrô, por exemplo, as pessoas evitam falar ao celular – imagine o que é um vagão lotado com todo mundo falando ao mesmo tempo (sim, porque na Coréia TODO MUNDO tem celular). Em vez disso, eles se comunicam via mensagens de texto e, assim, ninguém atrapalha ninguém. Simples, não?

samsung-oled-2.jpgNão é novidade que a Coréia já se igualou ao Japão em muitos aspectos, e quando se trata de tecnologia isso fica mais do que evidente. Estive lá em 1997 e verifiquei na prática. O que nem todo mundo se lembra – e a reportagem do Estadão refresca a memória – é que isso só foi possível porque, na década de 60, após séculos de extrema pobreza, o governo decidiu apostar tudo na educação fundamental. Milhões de crianças coreanas receberam o melhor em ensino. Hoje, essas crianças estão nos postos de comando das grandes empresas, muitas delas com PHD nos EUA e na Europa.

Enquanto isso, no Brasil se discutem as cotas para negros nas universidades, ou se o País deve ou não promover privatizações. Eis aí a diferença entre atraso e progresso.

Vale a pena ler.

Vem aí a loja Sony

sonystyle-audio.gifAinda falta a confirmação oficial, mas a Sony já decidiu que irá ter uma loja de grife no Brasil este ano. Será a versão física da SonyStyle (www.sonystyle.com.br) , que já existe na internet e em algumas cidades do mundo.

Se seguir o modelo americano, vai dar trabalho à concorrência: é para seduzir todos os apaixonados por tecnologia, e não apenas os fãs da marca. Esperamos que, quando isso ocorrer, a empresa já tenha decidido também trazer para cá o PlayStation. Aí, a festa será completa.

Pioneer saindo do plasma?

É difícil acreditar, mas parece que a Pioneer – até agora o único grande fabricante, ao lado da Panasonic, que vinha defendendo ardorosamente o plasma – está revendo seus conceitos. A agência de notícias Reuters informa, citando fontes ligadas à empresa no Japão, que a partir de março de 2009 a Pioneer irá interromper a fabricação de displays de plasma de 42″ (o tamanho mais vendido em todo o mundo).

pioneer-plasma-fino2.jpgEstranho? Bem, tem lá sua lógica. Segundo a mesma fonte, a Pioneer irá terceirizar a produção desse tipo de painel através de parcerias com a Hitachi e com a própria Panasonic. Seria uma maneira de enfrentar os crescentes custos de produção do plasma, especialmente nas telas de tamanho menor (exatamente 42″). Essa fábrica passará então a produzir somente painéis de 50″ ou mais, como este lindo modelo de tela super-fina que fotografamos na última CES; ou então será simplesmente vendida ou desativada.

É uma decisão importante porque simboliza, na prática, a confissão de mais um grande fabricante de que o plasma vai se tornando um produto cada vez mais complicado de fabricar e de vender. Sony e Philips já tinham chegado a essa conclusão há cerca de três anos, e hoje dedicam todas as suas forças a aperfeiçoar o LCD e seus derivados. As coreanas Samsung e LG mantêm poucos plasmas em linha.

Além disso, o LCD está “crescendo”, digo, é cada vez mais comum ver nas lojas, inclusive aqui no Brasil, LCDs com telas grandes – atualmente, o maior é um 70″ da Sony. E os preços são equivalente aos dos plasmas de tamanho semelhante. Ou seja, mais uma disputa de mercado parece que está se resolvendo.

Piadas em Brasilia

O site Tela Viva revela os bastidores de uma discussão surrealista que vem ocorrendo no Congresso por causa da implantação da chamada TV Brasil. Como se sabe, o presidente Lula nomeou a jornalista Tereza Cruvinel, ex-colunista de O Globo e da Globo News, para presidir a nova emissora, cuja missão seria divulgar melhor “as boas notícias do Brasil”, nas palavras do próprio Lula.

Pois bem. O Congresso não só ainda não aprovou a criação da tal emissora – que, é claro, mesmo antes de ser criada já está virando um enorme cabide de empregos – como nem sequer decidiu onde será a sede: Rio, Brasilia ou São Paulo? Cruvinel, logicamente, defende que seja o Rio, onde mora, mas isso não importa. O fato é que deputados e senadores estão há várias semanas adiando a votação do projeto. E nesta 2a. feira a discussão virou motivo de piada no próprio plenário.

Ficamos sem saber de quem é a maior irresponsabilidade: do governo, que quer porque quer criar mais uma estatal, ou do Congresso, que em vez de decidir brinca em plenário. Esses são os nossos políticos.

Band sai na frente com Rádio HD

iboc-hd_receiver.jpgJá poderia ter acontecido há uns dois anos, mas somente agora chega ao Brasil, pra valer, o rádio digital. Quem sai ne frente é a Rede Bandeirantes, hoje uma das maiores do País, que vem preparando a novidade há tempos. Na verdade, outras emissoras também já podem fazê-lo, mas muitas aguardam uma demorada (não se sabe por que) regulamentação da Anatel.

O sistema a ser adotado no Brasil é o mesmo dos EUA, chamado IBOC (In-Band On-Channel). Os especialistas já conhecem, mas o público vai ser apresentado ao HD Rádio em abril, durante a Digital Home Expo, em São Paulo. A Band vai montar no evento um mini-estúdio para demonstrar os novos recursos, que incluem som de melhor qualidade, nada de interferências (mesmo nas grandes cidades) e principalmente a possibilidade de multiprogramação, algo que certamente irá criar novas ferramentas para o mercado publicitário.

Até abril, é provável que já tenhamos no mercado receptores de rádio digital em quantidade (e preço) suficiente para atrair os consumidores. Já temos a TV Digital, vem aí o celular 3G, o rádio digital… de fato, 2008 está pintando como o grande ano da tecnologia no Brasil.

Vem aí uma nova Casas Bahia?

elektra.jpgEm entrevista publicada pelo Estadão há alguns dias, o empresário mexicano Ricardo Salinas confirma seus planos de investir no Brasil. Entre vários outros negócios, Salinas é dono da rede de eletrodomésticos Elektra (1.600 lojas atualmente), do Banco Azteca e da TV Azteca, segunda maior do país. Um império avaliado em US$ 10 bilhões.

A rede Elektra pretende ter aqui 3.000 lojas (a maior rede brasileira, Casas Bahia, beira as 800 lojas). Se isso se confirmar, será com certeza um impacto violento sobre o varejo de modo geral, embora o foco de Salinas, confessadamente, seja a população de classes C e D.

O megaempresário começa abrindo uma agência de seu banco em Recife, que servirá como ensaio para vôos a outras grandes praças do País. Contou para isso com a ajuda do próprio presidente Lula. Curioso que, na entrevista ao Estadão, Salinas criou uma das melhores frases que já li sobre o Brasil. Letra por letra: “O melhor negócio no Brasil são os bancos. O segundo melhor negócio são bancos mal administrados”.

Não sou economista, nem sei o que os banqueiros pensam a respeito. Mas, de duas uma: ou Salinas acha que os bancos brasileiros não têm competência para enfrentá-lo, ou espera que, graças a suas boas relações, o governo irá ajudá-lo mesmo que seu banco não tenha bom desempenho aqui.

É esperar para ver.

Erros e mais erros…

hd-dvd.jpg

A propósito de erros cometidos pela imprensa (e quem não comete?), vale a pena dar uma repassada na cobertura da mídia sobre a grande notícia da semana: a desistência da Toshiba em relação ao formato HD-DVD. Raras vezes vimos tamanha quantidade de absurdos escritos – alguns com toda pompa – sobre o assunto.

Uma repórter de O Globo, por exemplo, escreve que players Blu-ray têm laser azul e HD-DVDs têm laser vermelho!!! Segue dizendo que “só agora os estúdios começaram a filmar em alta definição”, algo que já contece em Hollywood há pelo menos cinco anos.

Alguns jornalistas têm a irritante mania de mandar o leitor “jogar fora” seu aparelho convencional, quando surge uma nova tecnologia, como se tudo fosse mudar da noite para o dia.  Acho que prestam um péssimo serviço: nenhuma inovação invade o mercado assim, ao contrário, a História da humanidade é feita de pequenas inovações, cuja soma ao longo dos anos, ou décadas, ou séculos, é que resulta em grandes revoluções.

Quem não enxerga (ou não quer enxergar) isso acaba falando sozinho.

Errei, erramos

Uma correção ao post de 5a. feira (21) sobre o ministro Helio Costa. Transcrevi o texto do Estadão, onde estava grafado incorretamente o nome da empresa Proview. Daí, concluí que a tal empresa não existia. Existe, sim (veja http://www.proview.net/) e é tradicionalíssima no segmento de displays e conversores de vídeo.

Mas continuo duvidando que consiga lançar aqui um conversor por R$ 180 daqui a 60 dias, como promete o ministro.

Nintendo acelera aqui em 2008

wii.jpgMaior sucesso do mercado mundial, o videogame Wii, da japonesa Nintendo, deve aumentar sua participação de mercado este ano também no Brasil. Se no Japão e outros países asiáticos o Wii virou verdadeira febre, com seu controle remoto que segue os movimentos do braço do jogador, no Brasil ainda são poucos os usuários que tiveram oportunidade de experimentar essa maravilha do design.

A Latamel, empresa responsável pela distribuição oficial do Nintendo em toda a América Latina, colocou o Brasil como prioridade para 2008. O primeiro desafio é reduzir o custo final, atualmente na casa dos R$ 2.000. Mas talvez seja mais difícil romper a dura concorrência do contrabando: consoles Wii são vendidos abertamente, inclusive na internet, por metade daquele valor. E as autoridades, que não falham na hora de cobrar os pesados impostos incidentes sobre aparelhos importados, fingem que não vêem.

mario.jpgEmbora o PlayStation 3 seja o videogame mais vendido no Brasil, a Nintendo vê como seu maior concorrente o Xbox 360, da Microsoft, que chegou primeiro e tem todo o suporte do fabricante – ao contrário do aparelho da Sony, que não tem garantia no País. Buscando canais de venda qualificados, a Latamel acredita que pode virar esse jogo a partir de março, com o lançamento de ´Mario Smash Bros´, um dos games mais aguardados pela moçada.

Com certeza, será uma disputa emocionante.

Noel Lee no Brasil

images.jpgEstá confirmado: Noel Lee, fundador e presidente da Monster Cable e um dos maiores gênios da indústria eletrônica, vem ao Brasil em abril, para a abertura da Digital Home Expo.

Lee nunca esteve no País, e sua vinda simboliza a importância que o grupo Monster – assim como várias outras empresa de tecnologia internacionais – dão ao Brasil. A Monster tem um longo histórico de apoiar seus revendedores e distribuidores. E é a única do setor que mantém um funcionário permanente aqui, dando apoio a seus clientes.

Seguindo o formato dos principais eventos de tecnologia internacionais, Noel Lee será o keynote speaker da Digital Home Expo. Vale a pena aguardar.

Este é o link para a Monster: http://www.monstercable.com/

Ele não desiste…

Nesta 5a. feira, em evento em Brasília, o ministro Helio Costa voltou a prometer que haverá conversor a R$ 100 até o final do ano. Em 60 dias, disse, já teremos à venda modelos a R$ 180!!!

 Faltou dizer qual modelo, embora o ministro tenha apresentado um fabricante de nome “Proziew”, segundo o Estadão. Deve ser alguma marca revolucionária, pois nem consta do Google.

tv-velha.jpgSerá que a imagem será parecida com a da foto?

O mapa da TV Digital

Um trabalho que nunca havia sido feito antes, mas que agora revela-se essencial, acaba de ser concluído pela TV Globo de São Paulo: um mapa completo da capital paulista, com todas as chamadas “áreas de sombra”, bairros onde o sinal de TV Digital não chega satisfatoriamente. Equipes técnicas da emissora fizeram medições em 300 pontos da cidade e concluíram que somente oito deles ainda têm problemas. Em todos os demais, o sinal está chegando perfeito.

Isto é, pelo menos o sinal da própria Globo, já que nem todas as emissoras vêm tendo esse cuidado. O processo é complicado e necessariamente demorado: na maioria dos países onde a TV Digital foi implantada, demorou cerca de dois anos para se ter transmissões estáveis. Nos próximos meses, veremos o que acontecerá nas demais praças, como o Rio de Janeiro, cujas transmissões devem começar em abril. Talvez até mais do que São Paulo, a capital carioca, por sua topografia, pode apresentar sérios desafios para as emissoras.

21331.jpgJá do lado do consumidor, o maior problema continua sendo a má qualidade dos conversores. Quem comprou um modelo barato achando que fazia um grande negócio deve estar arrependido. Por enquanto, existem apenas dois fornecedores do chip compatível com padrão de compressão MPEG4 (Broadcom e ST Microelectronics), e alguns chips têm dado problema. Diferente do mercado americano, por exemplo, onde é usado o padrão MPEG3.

 Aí, é a famosa “faca de dois legumes”: o Brasil optou por um padrão mais avançado, capaz de trafegar sinal na velocidade de 19Mbs (megabits por segundo), altíssima; agora, paga o preço dessa ousadia. Vai demorar algum tempo ainda até que tenhamos conversores de alta performance a preços acessíveis.

Microsoft e Netflix, juntas?

Sim, a possibilidade de uma parceria entre as duas empresas é cada vez mais concreta. Várias fontes citadas em sites de tecnologia nos últimos dias indicam que as negociações estão avançadas.

sem-titulo.bmpEmbora ainda não tenha desistido oficialmente de comprar a Yahoo, a Microsoft busca parcerias com provedores de soluções que ampliem seu portfólio. Caso da Netflix, hoje a maior locadora virtual de filmes do mundo. A empresa já tem 7 milhões de assinantes, número que deve crescer nos próximos anos, e é de olho nesse crescimento que a MS pretende ampliar o alcance de seu produto mais interessante dos últimos anos: o XBox Live. Os usuários do videogame ganhariam acesso à biblioteca de filmes da Netflix, que já inclui centenas de títulos em alta definição.

Segundo o site MSNBC (que é uma joint-venture entre a rede de TV NBC e a própria Microsoft), o criador da Netflix, Reed Hastings, assumiu no ano passado uma cadeira no board da MS, e a partir daí as conversas vêm evoluindo. Tem tudo para dar uma bela parceria.