Archive | julho, 2008

Projetor para milionários

Que tal um projetor de vídeo por US$ 185.000? Se você quiser, já pode reservar – nos EUA – numa revenda da marca inglesa Meridian. Eles prometem entregar até setembro essa gracinha aí de cima, apresentada como o primeiro projetor de 10 Megapixels! O que isso significa? Resolução de 4.496×2.400 pixels (fazendo a multiplicação, chega-se quase a 10 milhões de pixels).

Bem, para quem não conhece a Meridian é daquelas empresas que só fazem produtos finos (e naturalmente caros). Não se contenta com o mais ou menos bom. Seus amplificadores, processadores, caixas acústicas etc. são da melhor qualidade. Por isso mesmo, não se destinam a qualquer bolso, nem a qualquer casa. Conheço Bob Stewart e Colin Aldridge, dois dos sócios (Aldridge já veio uma vez ao Brasil, a convite da Revista HOME THEATER), e sei como ambos levam a sério essa história de high-end.

O tal projetor utiliza a tecnologia D-ILA, da JVC, que infelizmente não pegou. Digo infelizmente porque já assisti a testes comparativos e fiquei impressionado com a qualidade da imagem. O problema foi que a JVC não quis abrir a patente do D-ILA e acabou ficando sozinha (mais ou menos como aconteceu com a Toshiba e seu HD-DVD). Como se sabe, hoje em dia nessa indústria ninguém faz nada sozinho.

De qualquer modo, deve haver compradores para esse possante, talvez até no Brasil (onde a Meridian é representada pela Som Maior). A Meridian garante que conseguiu melhorar o painel JVC, retirando sua máscara e com isso aumentando a resolução em nada menos do que 2 milhões de pixels. Além disso, trabalhou em parceria com a Marvell, que fabrica circuitos integrados para vídeo e desenvolveu um circuito chamado QDEO, também conhecido como “quiet video”, que retrabalha digitalmente cada pixel da imagem (mais detalhes neste link).

Lá também tem!

Guerra fiscal não é coisa só do Brasil. Vejam esta notícia, que encontrei na revista americana Twice, que cobre o varejo especializado em tecnologia. Para fugir da crise econômica, a rede de lojas Circuit City está oferecendo promoções em vários estados onde vigora o chamado “tax holiday”. É uma espécie de suspensão temporária da cobrança de impostos, que a lei americana permite. Lá, cada estado tem autonomia para decidir sobre isso, sem precisar se ajoelhar diante do governo federal.

Em Missouri, por exemplo, a folia durará três dias: exatamente neste fim de semana (incluindo a 6a. feira), quando as lojas da Circuit City darão descontos sobre produtos como computadores, até o limite de US$ 3.500 no valor de cada peça. Muitos estados estão aproveitando a temporada de volta às aulas para incentivar as vendas de produtos como fones de ouvido, calculadoras etc.

Ficou interessado? Veja aqui uma tabela que explica como funciona o sistema. São coisas de um país em crise econômica, um filme que já vimos aqui várias vezes, não? A diferença é que lá quem ganha é o consumidor, não o governo.

LCD multi-camadas

O sempre atento blog americano Engadget fala de um novo protótipo da Samsung: o LCD multi-camadas, cuja sigla comercial é MLD (Multi-layer Display). Vejam no desenho. A vantagem seria obter imagens com mais profundidade, aproximando-se do 3D. Lembro que algo assim chegou a ser comentado tempos atrás, mas ficou no ar. Agora, a notícia é de que será mesmo lançado no mercado asiático, em tamanho de 46″.

Nestes tempos de telas ultrafinas, não é propriamente um design atraente, certo? Mas os caras dizem que empacotando duas ou três camadas conseguem compartilhar uma mesma fonte de luz em backlight, que é a base da tecnologia LCD. Diz o blog que a idéia futura é usar essa solução em dispositivos móveis, como celulares, displays para carro e videogames portáteis.

Será? Não parece meio desajeitado para sair carregando por aí?

Quem lê jornais?

Tenho um amigo que diz que há tempos parou de ler jornal. Fazia isso todo dia, durante o café da manhã, mas desistiu diante da quantidade de desgraças que jorram das páginas. Ele conta que aquilo estragava seu dia logo cedo, deixando-o estressado já antes de sair para trabalhar.

Lembrei dessa história ao ler hoje no boletim Jornalistas&Cia, de meu amigo Eduardo Ribeiro, a notícia de que aumentou a circulação dos jornais brasileiros no primeiro semestre deste ano. A pesquisa é do IVC (Instituto Verificador de Circulação), autoridade máxima no assunto. No total, o aumento teria sido de 8% no número de leitores, o que – convenhamos – não é pouco. Algo que vem na contramão do que comentei aqui semana passada, sobre a queda de circulação dos jornais no mundo inteiro.

Bem, seria uma boa notícia. Afinal, a falta de informação é, na minha opinião, uma das maiores responsáveis pela miséria. Sei não, talvez não seja uma notícia tão boa assim. Quem está puxando para cima as vendas são exatamente os jornais populares, como o mineiro Aqui MG (128% de aumento), que não conheço, mas já ouvi dizer que é mesmo um fenômeno de vendas.

Os amigos mineiros que o conhecem podem se manifestar aqui: será que o pessoal lá descobriu uma nova fonte de cultura e informação? Ou é mais um daqueles que no meu tempo de repórter de jornal dizíamos: “Não pode dobrar, se não jorra sangue”?

OLED: agora é pra valer

A notícia saiu no jornal Nikkei Shinbum, de Tóquio, sem muito alarde. Mas foi repercutida por alguns blogs especializados em tecnologia pelo mundo afora: o governo japonês decidiu dar apoio a sua indústria na disputa contra os coreanos. Vai financiar um plano de produção em massa de displays OLED, tidos como os sucessores dos LCDs. A idéia é baratear ao máximo esses aparelhos antes que os coreanos o façam. No LCD, como se sabe, os chamados chaebol – que é como se chamam os grandes conglomerados industriais financiados pelo governo da Coréia – estão nadando de braçada.

Pelo plano, até 2013 o consumidor dos principais países poderá adquirir um TV OLED de 40″ a preço acessível. Além de oferecer imagens mais brilhantes e com cores mais intensas, esses TVs consomem menos energia (o que cada vez mais será um diferencial) e são finíssimos: 3mm de espessura, contra 10cm dos LCDs. Foram chamadas para compor o grupo que vai encarar esse desafio simplesmente as quatro grandes japonesas: Sony, Toshiba, Panasonic e Sharp (entre outras).

Por enquanto, somente a Sony lançou um display OLED (está em exposição na loja-conceito da empresa, no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo – veja o vídeo). Mas Samsung e LG já demonstraram seus protótipos em eventos internacionais. E a Panasonic prometeu o seu, de 37″, para daqui a três anos.

Se o plano der certo, vai ser uma briga boa de se ver. Para saber um pouco mais sobre a tecnologia OLED, sugiro este artigo e este site.

Hollywood sem Spielberg

Leio no New York Times interessante artigo sobre a “fuga” de Steven Spielberg dos EUA. Sim, o cineasta mais famoso e poderoso do mundo está em vias de deixar Hollywood por um acordo com uma empresa da Índia, que lhe oferece US$ 500 milhões. Mais uma conseqüência da atual crise econômica americana: nem Spielberg, com todo o seu poder, está conseguindo financiamento (pelo menos não nos moldes em que exige) para fazer seus filmes.

O texto (leia aqui) mostra o desespero dos homens que financiam Hollywood diante da crise. O último filme de Spielberg – “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” – já faturou mais de US$ 743 milhões pelo mundo afora, diz o Times. E, somando todos os 50 filmes que o homem já dirigiu ou produziu, a fatura ultrapassa US$ 40 bilhões!!! Mesmo assim, aos 61 anos, Spielberg é colocado em dúvida pelos donos do dinheiro. Ele exige 20% da bilheteria de seus filmes e vem negociando com grandes estúdios e bancos, mas até agora sem êxito. Aí, aparecem os indianos oferecendo US$ 500 milhões na mão: quantos cineastas podem sequer sonhar em ganhar isso durante uma vida inteira?

Ah! Em tempo: segundo o Times, o acordo com os indianos só não foi fechado porque Spielberg e seu sócio David Geffen pedem mais US$ 400 milhões a título de “linha de crédito”.

Para quem é fã do cara, eis aqui alguns textos e vídeos preciosos:

http://www.seesmic.com/steven

http://www.filmreference.com/Directors-Sc-St/Spielberg-Steven.html

http://www.time.com/time/time100/artists/profile/spielberg.html

http://www.dreamworks.com/

http://www.indianajones.com/site/index.html

http://www.spielbergfilms.com/

TV a laser no Brasil?

Ainda não consegui apurar quando nem como, mas é fato que a Mitsubishi entregou sua distribuição na América Latina à empresa SAS (South American Sales), sediada em Miami. É a mesma empresa que já distribui marcas como JBL (através da Media Gear) e Harman Kardon (Tecsul). E o grande produto da Mitsubishi é a TV a laser, que chega ao mercado americano – isso sim, já confirmado – antes do final do ano.

A LaserVue (foto) é uma das grandes apostas da indústria. Foi exibida timidamente na CES em janeiro, mas terá seu lançamento mundial na IFA, em Berlim, no final de agosto – estaremos lá para conferir. O mercado americano verá a première na CEDIA Expo, em setembro (também iremos cobrir e prometo mostrar aqui assim que possível; fiquem ligados também nos sites www.hometheater.com.br e www.planetech.com.br).

Apenas resumindo as informações já liberadas pela Mitsubishi (clique aqui para ver as imagens em flash): o fabricante promete dois modelos (65″ e 73″) com o dobro da intensidade de cores e metade do consumo dos TVs LCD atuais; os modelos Diamond 65″ serão entregues ao varejo americano em setembro, e os Diamond 73″ pouco antes do Natal; ambos terão capacidade de exibir imagens em 3D, quando conectados a fontes de sinal com esse tipo de conteúdo; não serão painéis exatamente flat (a profundidade do gabinete gira em torno de 25cm), mas ainda assim virão com suportes de parede.

Os produtos foram mostrados a revendedores da Mitsubishi num evento em abril na cidade de Huntington Beach (Califórnia), mas ainda são poucos os que efetivamente os viram funcionando (mais informações em http://www.mitsubishi-tv.com/). A SAS promete trazê-los ao Brasil tão logo estejam disponíveis pelo fabricante. Vamos aguardar.

Multiprogramação, só em sonho

Dificilmente veremos no Brasil aquele sonho de ter vários canais num só, como se previa na introdução da TV Digital. A Globo, hoje a única emissora que poderia gerar conteúdo para isso, já decidiu que não fará multiprogramação, preferindo se concentrar na alta definição.

Meu companheiro Vinicius Barbosa Lima me manda uma notícia do site Telecom Online, informando que o ministro Helio Costa promete punição às emissoras que adotarem esse formato. Só lembrando: no sistema digital, com a compressão do sinal, é possível compartimentar a faixa de freqüências que uma emissora utiliza (6MHz); com isso, pode-se gerar vários sinais digitais simultaneamente, e o telespectador em casa ganha a possibilidade de escolher qual deles quer assistir. Naturalmente, esses sinais não podem ser de alta definição (1080 linhas) porque esta consome muita banda. Mas a emissora pode, teoricamente, transmitir até seis sinais diferentes de resolução standard ao mesmo tempo.

Bem, era isso o que se pensava até o ministro vir com a história de que a multiprogramação ainda não está regulamentada. Num evento em São Paulo na semana passada, Costa disse ter captado com seu celular emissoras fazendo isso, e insinuou que são licenciadas da TVA. Como bem lembra Vinicius, não foi o próprio Helio Costa quem, na escolha do padrão japonês, citou a multiprogramação como um dos grandes méritos da TV Digital brasileira?

Bem, esse episódio é apenas mais um na galeria de piadas de mau gosto produzida por esse ministro – o mesmo que prometeu 700 mil conversores capazes de gerar interatividade e custando apenas R$ 200, entre outras abobrinhas.

Tecnologia debaixo d´água

Não sei se foi coincidência, mas encontrei dois vídeos muito interessantes sobre o mesmo tema: será que os nossos tão sofisticados aparelhos funcionam debaixo d´água? Um teste prático foi feito pelo pessoal do blog RuggedPCReview, que é louco mesmo! Pegaram um tablet, da marca MobileDemand, e mergulharam com ele. O mergulhador continuou escrevendo na tela dentro d´água e o aparelho continuou funcionando (veja aqui).

Já no site CNet a experiência foi com um celular e um notebook. Vejam no vídeo como ambos funcionaram normalmente mesmo depois do “banho”.

Jornais vs. web

A Associação Mundial de Jornais (WAN, na siga em inglês) está fazendo campanha global para promover o uso desse veículo – jornais impressos – pelo público que atualmente migra para a internet. Com tiradas criativas, a campanha acusa os defensores da web de fazer “afirmações absurdas e prejudiciais” contra a mídia impressa. O objetivo é recuperar leitores e também o faturamento publicitário, que como comentei aqui dias atrás vem caindo continuamente.

Neste site há um resumo da campanha, que me parece louvável como defesa do segmento. Um de seus motes é este: se um dia o Google conseguir atingir e influenciar bilhões de pessoas como conseguem os jornais, essa notícia será dada pela imprensa escrita. Será? A discussão é uma das mais atuais e interessantes no setor de comunicação. Notem que fazem parte da WAN os maiores jornais do mundo, inclusive The New York Times, que acaba de colocar todo o seu conteúdo diário gratuitamente na web. Não é curioso?

O quadro ao lado mostra o desempenho dos sites de jornais e revistas americanos, o que por si só já ilustra bem como essa campanha pode estar com o foco errado. A meu ver, querer negar o avanço das mídias on-line é tão ridículo quanto afirmar que os jornais vão morrer. Sempre existirá alguém querendo ir a uma banca e comprar seu jornal ou revista preferidos. Tenho um amigo que adora ler no banheiro e diz que não troca esse hábito por nada neste mundo. Quando digo a ele que seus netos provavelmente vão levar o computador junto para lerem as notícias no banheiro, ele ri, desprezando a previsão.

Mas será que estamos muito longe disso?

Para quem quiser se aprofundar nesse assunto, recomendo estes artigos:

*Mídia on-line ganha força na briga por anunciantes

*Em defesa da mídia on-line

*Mídia on-line: por que não?

*O que impede mais investimentos em mídia on-line

*Comentários sobre o meio jornal

*A mídia que traz boa impressão

Estações de soluções

Esta notícia provavelmente vai deixar de cabelo em pé os instaladores de home theater. Mas vale para chamar (de novo) a atenção de todos sobre os rumos que esse mercado está tomando. Vem de Dallas, Texas. A rede Wal-Mart fechou acordo com a Dell, um dos maiores fabricantes de computadores do mundo, para oferecer a seus clientes um novo serviço, que ganhou o nome de “Solution Stations”.

Basicamente, o que eles fazem é cuidar de toda a instalação dos equipamentos na casa do cliente. Não apenas dos que compram computadores, mas também TVs de alta definição, sistemas de áudio, redes sem fio etc. É um projeto-piloto, por enquanto restrito à área de Dallas, mas é claro que se der certo será expandido a toda a rede Wal-Mart. Aliás, no Brasil eles estão fazendo algo parecido com a Telefonica; outras redes, como a FastShop, também oferecem serviços do gênero.

O que isso significa? Essas grandes empresas estão descobrindo a importância da prestação de serviço. Não basta entregar ao cliente “caixas pretas”, é preciso lhe dar assistência e suporte técnico. O retorno – claro, se o trabalho for bem feito – virá na forma de fidelidade: o cliente sempre irá se lembrar. Por incrível que pareça, essa é uma lição que muitos instaladores especializados ainda não aprenderam. Como me disse certa vez um instalador americano: “Nós somos como os antigos médicos de família”. A imagem me parece perfeita: o usuário não quer saber a fórmula do remédio, quer que alguém cure a sua doença – que, no caso, é a complicação toda por trás de cabos e conectores eletrônicos.

É isso, meu caro instalador, você tem que aprender a ser médico. E cobrar por isso.

A inesquecível experiência 3D

Fui conferir ao vivo a versão 3D do filme “Viagem ao Centro da Terra”, em exibição numa das salas do Shopping Eldorado, em São Paulo, que comentei aqui outro dia. Já tinha visto nos EUA filmes no padrão IMAX, mas esta foi a primeira vez que vi 3D no Brasil. Confesso que por uma hora e meia voltei à infância.

As histórias de Julio Verne sempre me cativaram, desde quando li “Vinte Mil Léguas Submarinas”, ali pelos meus 12 anos. Na época, a televisão passava um seriado baseado no livro, estrelado por Lloyd Bridges, pai de Jeff Bridges. E eu não perdia um episódio! Verne era um visionário. Escreveu essas coisas há mais de 100 anos, quando ninguém sequer pensava em filmar debaixo d´água ou no fundo de uma caverna. Sua imaginação literalmente voava… E nós, leitores, voávamos junto.

Ver agora “Viagem ao Centro da Terra” em 3D foi duplamente excelente, como diria o Paulo Bonfá. A história é fantástica, no sentido literal, com monstros, vulcões, abismos e demais efeitos que fazem as crianças gritarem. E o efeito 3D amplifica tudo isso. Recomendo sem susto, principalmente se você tem crianças na família. É um show de tecnologia, que nos faz entrar (mesmo) na tela.

Para quem ficar curioso, este é o site oficial do filme.

Acústica e energia elétrica

O bravo Jorge Knirsch envia mensagem sobre seus próximos cursos, voltados a profissionais de áudio, vídeo, home theater e áreas relacionadas. É um programa bem interessante para quem quer se aperfeiçoar nesse campo tão cheio de armadilhas. Nos dias 9 e 30 de agosto, 25, 26 e 27 de setembro, na Faculdade Impacta de Tecnologia, Knirsch dará aulas sobre acústica e energia elétrica, sempre das 10 às 13hs. Os interessados podem visitar o site www.byknirsch.com.br.

Boa sorte a Knirsch e seus alunos.

Só por curiosidade

Uma pergunta que não quer calar: se é verdade que a Apple vendeu milhões de iPhones 3G em poucos dias, a ponto de o estoque ter se esgotado, por que a empresa está anunciando o lançamento do produto em mais 20 países, além dos 22 que já receberam as primeiras unidades? Deu no IDG Now: ontem, a empresa apresentou seu balanço financeiro em San Francisco e um de seus executivos fez a promessa: no dia 22 de agosto, o produto chega a mais 20 países (que não foram identificados). O Brasil está entre os 50 que o site da empresa lista como “em breve”.

Será que em apenas um mês os estoques mundiais estarão regularizados?

A propósito, além da Claro, também a Vivo iniciou as pré-reservas do iPhone para o Brasil. Você pode entrar no site (essas empresas só atendem virtualmente, nunca você consegue falar com algum ser humano ao vivo) e se cadastrar para entrar na fila. E esperar, esperar, esperar…

Conversor chinês? Não, brasileiro

Recebi mensagem da assessoria de imprensa da Proview a respeito do comentário que fiz aqui na semana passada sobre o conversor de R$ 199 que a empresa promete lançar em agosto. Disse que a empresa é taiwanesa (e de fato é), e que o aparelho é “made in China”, mas a assessoria garante que é todo feito em Manaus. Informa ainda que o produto foi desenvolvido em parceria com universidades, consultorias e institutos de pesquisa brasileiros.

Ótimo. Estou mesmo ansioso para ver funcionando e até já pedi um exemplar para teste. Prometo comentar aqui os resultados.

Fora do ar

Nesta 3a. feira, este blog ficou fora do ar durante boa parte do dia, impedindo acessos dos visitantes e até de seu autor. Peço desculpas a quem tentou entrar e não conseguiu. Problemas com o servidor que nos hospeda.

TiVo: isso sim é interatividade

No início da década, a empresa californiana TiVo causou alvoroço no mercado americano, ao lançar o primeiro gravador digital virtual, que ganhou o nome comercial de PVR (Personal Video Recorder). Com ele, o público descobriu que podia assistir a seus programas favoritos na hora mais conveniente, editando, pausando ou até mesmo cortando os intervalos comerciais. Foi um choque para o mercado publicitário: e se a moda pegasse?

Felizmente para agências e anunciantes, o sucesso da TiVo foi mais de mídia. Hoje, apenas pouco mais de 4 milhões de residências – num universo de mais de 120 milhões – possuem uma assinatura do PVR. Mesmo assim, a marca TiVo ficou para sempre associada à ousadia que é desafiar as grandes redes de TV, os estúdios de cinema e o setor publicitário. Nesta 3a. feira, a TiVo deu um novo passo rumo à inovação. Pode até não dar certo, mas convenhamos que trata-se de uma idéia brilhante.

Em parceria com a Amazon.com, maior loja virtual do mundo, a TiVo está estreando um inédito serviço de compras on-line. Se, por exemplo, ao ver um filme você sentir vontade de ler o livro em que o roteiro foi baseado, basta acionar uma tecla do controle remoto e pedir o livro à Amazon. Para quem mora nos EUA, a entrega é no dia seguinte. O mesmo vale para todos os produtos que a Amazon vende, um catálogo que vai de CDs e DVDs a acessórios domésticos, brinquedos e um longo etc. Está implantado assim o primeiro sistema verdadeiro de interatividade da televisão mundial – claro, restrito aos assinantes da TiVo.

“Estamos criando um novo modelo de televisão”, vangloria-se Thomas Rogers, diretor da empresa. “Não vamos cair no erro de outros que tentaram tirar as pessoas da frente do TV para comprar alguma coisa. Não, você pode continuar assistindo ao seu programa preferido. Basta clicar no controle remoto e aquele produto desejado ficará reservado para você”. Segundo ele, o equipamento poderá dar pausa no programa para o telespectador fazer a compra e, se quiser, continuar assistindo depois.

Simples, não? Vamos acompanhar por aqui essa experiência, enquanto não chega a interatividade à televisão brasileira. Será que emplaca?

Cresce o cinema 3D

Interessante reportagem da Folha de S.Paulo na semana passada (leia aqui) mostra como está crescendo o segmento de cinemas 3D no Brasil. É uma resposta do setor à queda nas bilheterias, que tem três causas principais: a comodidade do DVD, a expansão da internet banda larga e – para mim o mais importante – a má qualidade dos filmes lançados.

Esse fenômeno já vem de alguns anos e só é quebrado quando surge um blockbuster, como Harry Potter e parece que este ano será o caso da nova versão de Batman. De resto, é cada vez mais difícil convencer alguém a sair de casa para enfrentar filas e congestionamentos, quando o filme não compensa. Melhor ficar em casa.

A reportagem de Silvana Arantes revela que pelo menos duas redes exibidoras apostam na projeção 3D como forma de atrair mais público. A Cinemark, que cresce no mesmo ritmo dos shopping-centers (o que não é pouco), acha que essa é a única saída. E a rede Espaço Unibanco promete lançar no Brasil a franquia Imax, sucesso nos EUA.

Falei aqui outro dia sobre o Cinema 2.0 e sobre a TV 3D. Agora, temos a expansão do Cinema 3D. Vamos ver qual deles decola primeiro. Quem se arrisca a uma previsão?

Cuidado com o que você lê

Aprendi nas redações de jornal que é preciso tomar muito cuidado com o que se lê. Às vezes, o mais importante de uma notícia ou de um artigo não está no texto, mas nas suas entrelinhas. Como jornalista desconfia de tudo (se não, está na profissão errada), fiquei intrigado com as duas últimas edições de Veja e Exame.

Veja esta semana dá um show de ufanismo, com chamadas como “A Budweiser é nossa”, “As vitórias do Brasil na globalização”, “O país das montadoras”, “A riqueza do cerrado” e “O Brasil que cresce para fora”. Parece mais a antiga Manchete dos anos 70, que enfeitava e amplificava os feitos do governo militar em troca de farta publicidade. É bom o leitor de Veja ficar atento aos anúncios que virão nas próximas edições: se tiver muita coisa de Banco do Brasil, Petrobrás, Caixa Econômica Federal etc., desconfie.

Já Exame – uma das publicações mais críticas do governo Lula até hoje – traz em sua última edição uma entrevista exclusiva com… adivinharam: o presidente. Embora seja a principai publicação de economia do País, nunca a revista havia publicado entrevista com Lula. Mais do que isso: deixa de lado a farra dos gastos públicos e destaca o controle da inflação (como se ela estivesse sob controle).

Dá para acreditar numa imprensa assim? O que você acha?