Archive | setembro, 2008

Ecologia como ponto de venda

O que mais está me chamando atenção aqui na CEATEC é a preocupação de quase todos os fabricantes com a questão ambiental. É difícil encontrar um estande onde não haja pelo menos uma referência ao assunto, seja com produtos que consomem menos energia, seja com políticas de reciclagem ou com o uso de componentes menos agressivos à natureza.

A Panasonic, por exemplo, que eu saiba a empresa que primeiro levou o assunto a sério, ainda na década passada, montou em seu estande um verdadeiro mostruário de peças usadas em seus equipamentos e que são recicladas. Tanto as partes metálicas quanto as plásticas, incluindo até pequenos parafusos, foram colocados em pequenos frascos de vidro para que todo mundo veja como a empresa atua nessa área. Sem dúvida, um belo marketing (no caso, posso testemunhar que a empresa realmente pratica o que diz, pois conheci sua unidade de reciclagem, perto de Osaka, três anos atrás).

Mas, pelo menos aqui na CEATEC, quem mais está valorizando a questão do meio ambiente é a Sharp. A empresa montou duas maquetes espetaculares – sou suspeito para comentar, porque adoro maquetes em geral. Fiz até um vídeo, disponível aqui. Eles montaram uma “cidade” inteira alimentada por painéis de energia solar, com prédios, carros e tudo mais. Um show de criatividade e – se realmente for pra valer – de respeito à natureza.

Aliás, na semana que vem devo conhecer a fábrica de LCDs da Sharp, na cidade de Kameyama, próximo a Nagoya. E quero ver de perto como eles tratam essa questão. Sei que há um investimento enorme na tecnologia de captação solar. Aliás, o Japão é campeão nas preocupações ambientais. Não é por acaso que aqui foi assinado o famoso (e tão maltratado) Protocolo de Kyoto.

Em tempo: nossa cobertura da CEATEC (tem muita coisa interessante) está no site www.hometheater.com.br. Aguardo os comentários (positivos ou negativos) de todos.

O segredo da TV a laser

Finalmente, pudemos ver aqui em Tóquio uma demo do TV a laser Mitsubishi. A empresa, por sinal, montou um dos maiores estandes da CEATEC. Deve ser a maior fila do evento: fiquei esperando quase meia hora para poder entrar na sala escura (um mini-cinema) onde eles mostraram 10 minutos de imagens super-coloridas e brilhantes. Confesso que me decepcionei um pouco: as cores não são tão impactantes quanto se imaginava (e quanto a Mitsubishi diz que são).

Voltarei ao assunto em breve, mas só como briefing posso dizer que ainda estou ressabiado com essa tecnologia. A demonstração não incluiu nenhum trecho de filme, apenas fotos e vídeos desses institucionais, imagens de paisagens etc (vejam a foto). Tem uma cena de mar, muito curta, em que as ondas não estão lá muito bem definidas, o que é sintomático. Parece que contraste não é o forte do laser. Vamos ter que investigar melhor.

Conversando depois com o dr. Hiroaki Sugiura, chefe do departamento de Tecnologia da Imagem da Mitsubishi (me apresentaram o homem como “pai da TV a laser”), ele tentou me explicar o conceito por trás da tecnologia. Vou publicar a entrevista nos próximos dias, mas em resumo ele disse que um dos “segredos” está no uso de raios laser RGB muito concentrados em combinação com chips DMD, os tais espelhinhos da Texas Instruments que são também a base da tecnologia DLP. Além disso, há uma lente grande angular desenvolvida pela própria Mitsubishi, de formato esférico, que amplia a imagem. “Tem mais um segredinho, mas este eu não posso contar”, confessou o dr. Sugiura, com um sorriso maroto.

Bem, não sei se é só isso. Peço até ajuda aos “universitários” de plantão, meus amigos e colaboradores Paulo Sergio Correia, Vinicius Barbosa Lima, Ronaldo Franchini e outros que entendem muito mais do assunto do que eu. Que a Mitsubishi aposta alto no laser, não tenho a menor dúvida. Agora, se vai dar certo, aí já é outra história.

Choque cultural

Enquanto isso, aqui no Japão é um choque cultural atrás do outro. Em poucas horas desde que cheguei, já pude ver algumas demonstrações práticas da diferença entre um país civilizado e outros… bem, nem tanto assim.

Primeira: ninguém aceita gorjeta. Nem o carregador de malas do aeroporto, nem o taxista, nem o porteiro do hotel. E não adianta insistir.

Segunda: nota-se que os japoneses têm dificuldades enormes para falar inglês (ou qualquer outro idioma estrangeiro). Mas como se esforçam! E fazem o possível para te ajudar. E ainda pedem desculpas quando alguma coisa não sai direito.

Outra: todas as placas de sinalização (ou pelo menos a maioria) mostram o texto em ideograma japonês e, ao lado, a tradução em inglês. Não sei como deve ser no interior do País, mas aqui em Tóquio é assim. Uma prova de respeito aos estrangeiros que aqui chegam.

Bem, outra curiosidade que notei (esta talvez as mulheres não gostem muito): tanto no aeroporto quanto no hotel, quem carregou minhas malas foram mulheres. Por mais que insistisse, não consegui convencê-las a me deixar ajudar. Malas pesadas, mas ainda assim elas fazem o serviço com eficiência e presteza. E jamais deixam de sorrir para o visitante.

Acho que terei mais choques culturais nos próximos dias. Prometo contar todos aqui.

Vem aí o Ginga 1.0. Será?

Empresas de software estão pressionando o Fórum da TV Digital (SBTVD) a aprovar o mais rápido possível o chamado “Ginga 1.0″. Trata-se do software brasileiro que permite interatividade na programação das emissoras e que ainda não foi regulamentado porque parte dele utiliza o programa Java e exige  o pagamento de royalties. O que os produtores de software querem é liberar a parte que não depende do Java, o que seria um caso único no mundo.

Segundo leio no Tela Viva News, o Ginga 1.0 utiliza apenas a linguagem NCL-LUA, que já permite algumas opções de interatividade. Oficialmente, diz o Fórum, o problema é que se essa opção for liberada os fabricantes terão que fabricar conversores compatíveis – os atuais, é claro, ficariam obsoletos. Depois, quando for liberado o Ginga verdadeiro, serão necessários outros conversores, e aí o 1.0 também ficaria obsoleto. Gostaram da confusão?

Sem ter conversado com ninguém do Fórum, me fica a impressão de que isso é mera desculpa. Ora, como se faz atualmente com os computadores, qualquer fabricante poderia perfeitamente fabricar conversores preparados para um upgrade. Que pode ser feito através de uma simples placa ou cartão a ser oferecido ao usuário; ou mesmo via download pela internet.

O buraco é mais embaixo. Nem os fabricantes parecem lá muito interessados em fabricar conversores “atualizáveis” (desculpem, sei que esta palavra não existe), nem – e aí a razão maior – as emissoras estão dando prioridade à questão da interatividade.

Claro, os produtores de software têm razão de brigar. Afinal, estão perdendo (ou deixando de ganhar) muito dinheiro com essa demora. Mas é tudo bem típico do Brasil: fazem-se as coisas pensando apenas nos interesses deste ou daquele grupo, e o resultado é que o País continua atrasado.

Na Terra do Sol Nascente

Amigos, já estou do outro lado do mundo. Desculpem o título acima, tão batido, mas é que não pude deixar de notar: ontem, quando desembarquei no aeroporto de Narita (aliás, o mais congestionado que já vi), a 80 quilômetros de Tóquio, fiquei olhando pela janela do avião à procura do tal sol. Que nada! Chuva crescente, isso sim! Espero que o tempo melhore nos próximos dias.

Estou aqui para cobrir a CEATEC, que abre nesta 3a. feira e vai até sábado, e também para visitar alguns dos principais fabricantes japoneses de equipamentos eletrônicos (Sharp, Sony, Panasonic e outros). É uma viagem extremamente cansativa, mas também estimulante, não apenas pelo fato de estar no país da tecnologia – que deve ser o sonho de todo profissional da área – mas também por saber que nenhuma publicação brasileira estará presente. Somos convidados da organização do evento, que está trazendo um grupo de aproximadamente 80 jornalistas especializados de vários países. Do Brasil, somente a revista HOME THEATER&CASA DIGITAL (há um grupo de colegas convidados da Panasonic, mas não são da imprensa especializada em tecnologia).

É um privilégio, e também uma grande responsabilidade. Fiquem ligados. Por enquanto, o cansaço da viagem ainda não permite dizer muita coisa. Mas me aguardem.

De cabeça para baixo!!!

Estou escrevendo a 12 mil metros de altura. 12.310, para ser mais preciso. Pelo menos, é o que diz o telão do avião, repetindo a toda hora informações utilíssimas, como a velocidade do bichinho, a temperatura lá fora (quer saber? 60 graus negativos) e coisas assim. Não sei quem teve a idéia de colocar esses dados no telão, só aumenta a ansiedade de quem está viajando.

Pelo mapa, estamos passando agora sobre o Estreito de Behring, que fica no Oceano Ártico, próximo do Polo Norte, no ponto em que Europa e Ásia quase se encontram. O avião que saiu de Chicago faz um trajeto circular até chegar em Tóquio (também não sei por quê). Estamos voando há 7 horas e, sempre segundo o telão, ainda faltam mais 6 horas para chegar!!!

No Japão, já são 10hs da manhã de 2a. feira, sendo que saí de São Paulo às 7hs da manhã de sábado e dormi algumas horas em Miami, de onde saí às 6hs da manhã de domingo. Que dia é hoje mesmo?

De quem é a responsabilidade?

Volto aqui a um assunto desagradável, que já comentei meses atrás. Recebi por e-mail uma denúncia assinada por alguém chamado Prof. Omar Garcia, contra a empresa Eletrocorp – para mim, até agora uma ilustre desconhecida. Nosso professor adquiriu um notebook nessa loja virtual, para onde foi direcionado a partir de pesquisas em três sites de busca: BuscaPé, BondFaro e Shopping UOL. E tomou mais um daqueles golpes virtuais: pagou com seu cartão de crédito e não recebeu notebook nenhum.

O professor diz no e-mail que foi atrás da tal empresa e descobriu que, dias após a compra, ela simplesmente havia encerrado suas atividades. Incrível, não? Mas sua queixa mais grave é de que os três sites consultados teriam “endossado” a tal Eletrocorp com comentários positivos. Iludido por tais endossos, ele caiu na rede, literalmente.

Bem, não tenho como garantir que a história é verídica. Mas o Prof. Omar diz ter enviado a mesma denúncia a vários órgãos de comunicação, na esperança de ver seu caso divulgado. Já comentei aqui fatos parecidos. O que me estranha é ainda haver gente que cai nessas arapucas. Evidentemente, nenhum site (e nenhum veículo de comunicação) tem o direito de enganar seus leitores com falsos elogios, como parece ser o caso. Se foi isso que aconteceu, os três merecem punição. Isso, no entanto, é bem diferente dos anúncios pagos e devidamente identificados, sem os quais nenhuma mídia sobrevive.

Nesta babel chamada internet, onde cabe de tudo, não há mais desculpa para alguém se deixar enganar dessa forma. São tantas as opções de produtos e tantas as formas de pesquisar e levantar informações sobre as empresas que não se justifica um erro desses. Minha dica: comprar sempre marcas conhecidas (ou com boas referências) e de empresas com um mínimo de tradição no mercado. Pelo menos, aí o risco diminui bastante.

Sinal digital mais forte

Enquanto no Brasil se discute se o preço do conversor digital (set-top-box) deve ou não ser mais baixo, aqui nos EUA a indústria enfrenta um outro desafio: produzir conversores capazes de melhorar a recepção do sinal. Sim, aqui eles também têm esse problema: em algumas regiões, é muito difícil captar o sinal das emissoras. A diferença é que os esforços para encontrar uma solução são integrados entre governo, emissoras e fabricantes, e não cada qual defendendo seus interesses como no Brasil.

Esta semana, por exemplo, a Dish Networks – que produz conversores e antenas – anunciou o lançamento de um tuner mais avançado que os convencionais, para otimizar o sinal digital. O DTVPal Plus (foto) tem preço sugerido de US$ 69, mas graças à campanha do governo para estimular a transição da TV analógica para a digital esse valor pode cair até US$ 29. Isso mesmo: menos de 30 dólares! Isso se o comprador adquirir um dos cupons de desconto da NTIA (National Telecommunications and Information Administration), que equivale aqui ao nosso Ministério das Comunicações (viram quanta diferença???).

O órgão criou até um site para esclarecimento da população (www.dtv2009.gov), onde se pode comprar o cupom e obter mais informações sobre a TV Digital.

Adeus a um ídolo

De passagem pelos EUA, em escala para Tóquio, abro a internet e me deparo com a triste notícia: Paul Newman morreu. Paul quem? poderão perguntar os mais jovens. Pois é, Paul Newman, um dos maiores atores do cinema em todos os tempos e, também, um dos meus ídolos da juventude.

Perdi a conta dos filmes que assisti com Newman, mas dois em especial me marcaram muito. “Butch Cassidy”, que vi ainda adolescente, foi um dos primeiros filmes de anti-heróis, bandidos que a gente acaba adorando. “Gata em Teto de Zinco Quente”, com Elizabeth Taylor, é mais antigo, mas só fui vê-lo bem mais tarde, em DVD. Obra-prima de roteiro, fotografia, direção e, claro, interpretação dos dois carismáticos protagonistas. Um daqueles filmes que ninguém mais faz. Para quem gosta de bom cinema, aqui está sua filmografia, extraída do UOL Cinema.

Newman, além de tudo, era uma grande figura humana, dedicado a causas sociais e politicamente engajado – nada da caretice típica de Hollywood. Foi um dos poucos de sua classe que permaneceu casado por décadas com a mesma mulher (a também fantástica Joanne Woodward). E, em sua juventude, rivalizou em carisma com Marlon Brando e James Dean, o que com certeza não é pra qualquer um.

Agora, faz companhia aos dois nos estúdios do céu.

Japão, aqui vamos nós!

As novidades da tecnologia PLC que acabo de descrever serão uma das atrações da CEATEC, mais importante evento de tecnologia da Ásia, que irei cobrir na próxima semana. Neste sábado, embarco para Tóquio, de onde pretendo enviar o máximo possível de informações sobre o evento e esse país fascinante que é o Japão. Ao contrário da Alemanha, onde estive recentemente, nem adianta tentar aprender o idioma. Estou levando um livrinho de bolso chamado “Japonês para Viajantes”, que não sei se será de muita utilidade. E estou contando também com a ajuda de um amigo nissei que mora por lá.

Seja o que Deus quiser.

HD pela rede elétrica

A Panasonic saiu na frente, entre os grandes fabricantes, na corrida por um dos mercados mais promissores dos próximos anos: o chamado PLC (Power Line Communication), que está chegando ao Brasil. Na semana passada, a Anatel abriu consulta pública a respeito, e podemos esperar mais uma grande disputa.

A empresa trouxe do Japão dois executivos para acompanhar de perto os testes que estão sendo feitos na cidade maranhense de Barreirinhas. Ali, a prefeitura e mais um grupo de empresas interessadas nesse mercado se associaram para criar uma espécie de projeto-piloto de distribuição de internet via rede elétrica. O PLC permite exatamente isso: trafegar dados, áudio e vídeo pelos fios elétricos de uma cidade, levando tudo isso às casas dos usuários. Segundo a Panasonic, dos 58 milhões de residências existentes no Brasil, cerca de 20 milhões ainda não têm telefone fixo; no entanto, 99% possuem rede elétrica. Com o PLC, essas pessoas poderão ter acesso à telefonia (inclusive em banda larga) sem precisar passar novos cabos.

A Panasonic, assim como outros fabricantes, produz o modem (foto) que faz a conversão do sinal transmitido dessa forma. O Japão, aliás, é um dos países mais adiantados na implantação do PLC, cuja mais recente novidade é o HD-PLC, que vem a ser a transmissão de sinal de alta definição pela rede elétrica. No Brasil, sabe-se que a AES Eletropaulo, maior distribuidora de energia do País, já tem planos para oferecer esse serviço. Mas tudo ainda depende da regulamentação da Anatel, um processo que ainda pode demorar anos.

Para quem quiser ir mais fundo no assunto, já existe a HD-PLC Alliance, consórcio de empresas de vários países que define normas sobre essa tecnologia. Também é interessante este vídeo que está no YouTube.

Comparando o incomparável

Meu amigo de velhos carnavais João Carlos Jansen Wambier comentou apropriadamente o post que coloquei aqui anteontem, sobre a nova campanha da Philips, que compara seus TVs LCD aos concorrentes. De fato, é preciso saber em detalhes como foi feita essa comparação, e claro que os anúncios da Philips, muito bem produzidos pela agência Africa, não permitem essa análise. A empresa até colocou no ar o site desafiophilips, onde se descobre, por exemplo, que o CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) e a empresa de auditoria Trevisan endossam o trabalho. Só que ambos deixam claro que não participaram do processo de análise dos aparelhos em si, apenas aprovaram os procedimentos, sem entrar em detalhes.

Bem, esse tipo de ação publicitária sempre gera polêmica, e não será surpresa se, nos próximos dias, um dos concorrentes reagir. Parabéns à Philips pela idéia ousada, mas sabemos todos que uma comparação como essa – e temos feito várias delas, na sala de testes da revista HOME THEATER – só tem razão de ser quando quem comanda o processo é absolutamente isento, o que obviamente não é o caso.

Seja como for, essa história me fez lembrar dos antigos shootouts, testes comparativos que presenciei, anos atrás, durante a Infocomm, feira de equipamentos de projeção que acontece sempre no mês de junho, nos EUA. Num salão totalmente escuro, eles colocavam lado a lado dezenas de projetores, de várias marcas, todos conectados a uma mesma fonte de sinal. Cada fabricante podia ajustar seu projetor como quisesse logo pela manhã, antes que o salão fosse aberto aos visitantes, que ao longo do dia podiam checar o comportamento dos aparelhos ao reproduzir materiais variados (cenas de filmes, fotos em alta resolução, desenhos animados, imagens de videogames, gráficos). Ao final do evento, os visitantes escolhiam os projetores que apresentaram a melhor imagem.

Que eu tenha conhecimento, este é o melhor e mais transparente método de comparação. Mas deu tanta polêmica que a própria Infocomm decidiu acabar com essa prática.

O iô-iô do iPod

Você já ouviu falar de Peter Thuvander? Provavelmente não. Mas talvez comece a ouvir daqui por diante. Lendo o site da Electronic House, descobri a mais recente invenção desse cara: um iô-iô que recarrega do iPod e, por extensão, tem a capacidade de alimentar qualquer aparelho portátil desse tipo.

Thuvander é sueco, e lá, como em tantos outros países, a preocupação com a economia de energia e a reciclagem de eletrônicos vem aumentando. Muita gente usa energia solar, mas como se sabe na Escandinávia o sol dá as caras somente de vez em quando (metade do ano é neve pura). De tanto ter que recarregar seu iPhone, ele acabou se lembrando do iô-iô, brinquedo que foi febre mundial há duas ou três décadas.

No seu site pessoal, Thuvander explica: embutiu num iô-iô uma célula que armazena energia e com os simples movimentos do brinquedo consegue recarregar seu player portátil. O processo se baseia no fenômeno físico da indução, que segundo fui conferir no site Hyperphisics acontece quando movimentos rápidos e constantes geram energia suficiente para “induzir” uma certa carga magnética (se é que entendi direito; me corrijam, por favor, se estiver errado).

Bem, Thuvander explica que foi buscar suas teorias neste endereço: http://www.reelight.com/. O importante é que conseguiu alimentar seu iPhone e assim provar que o tal iô-iô funciona mesmo. Vai agora procurar alguém que queira fabricar a coisa e lhe pagar um bom dinheiro pela patente.

Abaixo as letrinhas miúdas

Por falar em Procon, a boa notícia da semana para os consumidores foi a nova lei publicada no Diário Oficial da União de 3a. feira, determinando que se acabe com as terríveis letrinhas usadas nos contratos de prestação de serviço em geral. Um péssimo hábito, típico do Brasil, que só serve para ludibriar consumidores desavisados. A partir de agora, as letras têm que ser normais, sem exigir lupa para serem lidas. Aplausos para o autor dessa lei.

Muito barulho por nada

Incrível a história relatada pelo UOL: nesta 5a. feira, as operadoras Claro e Vivo travaram uma verdadeira batalha de marketing pelo privilégio de ser a “primeira” a lançar o iPhone 3G no Brasil. Na verdade, o aparelho só estará disponível aos consumidores – se estiver – amanhã, 6a. feira. Mas a Claro teve a idéia de fazer um evento de pré-lançamento, como se fosse lançar antes da concorrente – o que não era verdade, porque a data de 26 de setembro foi fixada mundialmente pela Apple. E o que fez a Vivo? Marcou às pressas um evento para a imprensa, que aconteceria às 23hs de hoje (sinceramente, não sei se irá acontecer). Isso, só para não deixar a Claro sozinha na mídia.

Bem fez a Apple, que avisou: não vai participar de nenhum dos dois eventos. Aliás, o repórter Ricardo Marques, da revista HOME THEATER&CASA DIGITAL, levantou detalhes saborosos sobre essa farsa. Se todo esse esforço das operadoras resultasse num serviço mais eficiente ao consumidor, seria muito melhor, não é mesmo? Vamos ver como se sentirão os usuários que adquirirem o iPhone 3G brasileiro? Aguardemos as próximas notícias do Procon.

A chegada do Android

Falando em publicidade, é impressionante como tudo que a Google faz tem repercussão na mídia. Nem bem chegou ao mercado e já há intensa badalação em torno do Android, sistema operacional que a empresa desenvolveu junto com a chinesa HTC para combater o iPhone. Sites internacionais estão literalmente “babando” sobre a novidade, seguidos, como sempre, pelos sites brasileiros. Será ótimo haver um competidor forte para a Apple, e nesta altura do campeonato a Google talvez seja uma das poucas empresas com essa capacidade.

Mas que tal aguardar o lançamento para opinar depois?

Cutucando a onça

Não deixa de ser original a nova campanha publicitária da Philips colocando seus TVs LCD lado a lado com os três principais concorrentes: LG, Samsung e Sony. A empresa contratou o Ibope para fazer uma pesquisa de opinião, ouvindo mais de 1.000 consumidores, que ao final – diz a campanha – afirmaram que gostaram mais da imagem do TV Philips. Esse tipo de comparação é sempre perigoso, porque evidentemente somente quem contratou a pesquisa tem acesso aos métodos utilizados.

Vamos ver como irão reagir as três “derrotadas”.

Sharp vem com tudo!

Para os inúmeros leitores que nos escreveram ansiosos por notícias da Sharp, agora a confirmação: os primeiros produtos da marca chegam às lojas em outubro, com uma campanha de divulgação na mídia a partir de novembro.

Serão TVs LCD de 32″, 40″, 46″, 52″ e 65″, da premiada linha Aquos. No final do ano, saem também aparelhos de áudio. Nesta nova fase, a MPE – empresa do grupo Mitsui que fará a distribuição dos produtos Sharp – tem todo o respaldo da Sharp Corporation do Japão.

Para quem não sabe, a Sharp é líder mundial em TVs LCD e desde o ano passado detém o controle de parte da Pioneer. Se entrar aqui com a mesma agressividade que vemos na Europa, por exemplo, vai dar trabalho aos concorrentes.

Em tempo: para quem mora em São Paulo, o SAC atende pelo número 2137-3799; para outras localidades, 0800 725-3799. Há ainda o site www.sharpbr.net, que está sendo atualizado.

Treinamento especializado

Roberto Molnar, dono da marca Projekt, manda avisar que de 4a. a 6a. feiras dará treinamento a cerca de 150 revendedores de todo o País, no show-room da empresa, em São Paulo. A Projekt produz uma extensa linha de caixas acústicas de embutir e controles para multiroom.

Nesse aspecto, é uma das pioneiras do mercado brasileiro, competindo frente a frente com as boas marcas internacionais. E treinamento, é claro, sempre é importante para quem quer ser chamado de revendedor especializado.