Pioneer: a vida depois do plasma

18 de agosto de 2009

pioneer-kuro-plasma-1Funcionários da Pioneer, no Japão e nos EUA principalmente, estão contando os dias. Até março de 2010, a empresa irá interromper definitivamente as vendas de TVs de plasma. Já comentei o assunto aqui, mas volto a ele, até com certa emoção, após ler entrevista do vice-presidente da empresa nos EUA, Russ Johnston, à revista especializada Twice.

Primeiro, deixem-me explicar o motivo da emoção. Os plasmas Pioneer da linha Kuro foram, até hoje, o que vi de melhor em matéria de imagem Full-HD em displays de tela fina, talvez superados apenas pelos TVs e projetores SXRD, da Sony, que vão além da alta definição (e da imaginação). Vi esses plasmas pela primeira vez na CES 2008 (veja aqui o vídeo que fizemos lá) e, como tantos outros visitantes do evento, fiquei de queixo caído. Quando chegaram ao mercado internacional, há cerca de um ano, os Kuro deram novo status ao plasma. Correm o risco de se tornar itens de colecionador, com preços atingindo a estratosfera, porque mesmo na CES 2009 não vi nada parecido (este vídeo promocional ajuda a entender a tecnologia).

Bem, os novos acionistas da Pioneer decidiram que nada disso é importante e que não compensava continuar investindo num produto que poucos teriam condições de comprar. Lamentável. Agora, o sr. Johnston diz que a Pioneer deu atenção demais ao plasma e esqueceu suas outras linhas de produtos; quer voltar a suas origens como empresa essencialmente de áudio e dispositivos ópticos. Leia-se: agora que não tem mais plasma para atrapalhar, vai se concentrar em receivers, sistemas de home theater e players Blu-ray. Não duvido da capacidade da empresa que produzir players melhores que os existentes hoje (claro, não me refiro aos modelos high-end). Mas receivers e caixas acústicas nunca foram seu forte, apesar de todo o marketing.

Receio que, a essa altura, a guerra já tenha sido perdida.

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