Archive | outubro, 2009

Como comprar um TV (4)

Continuando a série sobre cuidados na escolha de TVs, um outro aspecto que costuma gerar muita confusão é a questão do formato de tela – alguns chamam “relação de aspecto”, expressão que particularmente considero horrorosa; é uma tradução literal do inglês “aspect ratio”, mas que em português dá uma outra conotação a um tema que por si só já é bem complexo.

Bem, o que importa é o sentido do termo. Refere-se às medidas verticais e horizontais da tela, ou seja, largura x altura. Como se sabe, o formato tradicional da televisão (desde sua invenção) é o que chamamos 4:3, ou “tela cheia”. Dividindo os dois números, temos 1,33333… Tecnicamente, essa é a proporção da tela nos TVs convencionais. Acontece que a tela de cinema tem proporção diferente, mais retangular, o que genericamente se convencionou chamar de 16:9, ou “widescreen”, embora haja variações em torno dessa medida. Dividindo 16 por 9, chegamos a 1,77777… uma proporção bem mais alta que a outra. Significa que a largura é bem maior do que a altura da tela.

Com a TV Digital, teoricamente acaba a confusão porque o formato 16:9 é padrão para esse tipo de transmissão. E, com o sucesso de plasmas e LCDs, todos nesse formato, a tendência seria que ninguém mais se preocupasse com esse detalhe. Só que nem todas as emissoras transmitem seus programas em 16:9; às vezes, um mesmo programa é exibido com parte das imagens em 16:9 e parte em 4:3. Acontece, por exemplo, em jogos de futebol, shows de música e corridas de automóvel: como são várias câmeras captando o evento, em ângulos diferentes, e nem todas as câmeras são HD, certas imagens parece que foram cortadas, quando na verdade apenas estão sendo geradas em formato mais estreito.

É bom lembrar que as emissoras brasileiras ainda não estão totalmente equipadas para a era digital. Com exceção da Globo, que já vinha se preparando há anos (e mesmo assim ainda não consegue gerar tudo em alta definição), o que se vê na maioria dos casos são adaptações – e até “enganações”, como comentaremos um dos próximos posts.

Aguardem!

Para quem quiser entender melhor a questão dos formatos de tela, sugiro este site e estes artigos:

Entendendo os formatos de imagem

Relação de aspecto

Exemplo para o mundo

Folheando o livro “Free (Grátis) – O Futuro dos Preços”, do excelente jornalista americano Chris Anderson (o mesmo de “A Cauda Longa”, hoje um clássico do gênero), encontrei uma história surpreendente que ele foi buscar em… São Paulo. Sim, em suas pesquisas para escrever o livro, Anderson passou por aqui e quis conhecer o trabalho dos camelôs que ganham a vida vendendo produtos piratas.

Bem, antes é preciso explicar que o livro trata da expansão mundial da pirataria em geral: de roupas, sapatos, relógios, discos, tudo enfim. Anderson levanta a polêmica tese de que a tendência é tudo ser de graça (daí o título do livro). Isso mesmo: no futuro, você não vai mais pagar por um produto; este lhe será oferecido gratuitamente, numa conta a ser bancada por patrocinadores, anunciantes e demais empresas que possam querer lhe conquistar para vender serviços. Qualquer dias desses comento melhor essa tese.

joelmaMas a surpresa é que, em São Paulo, de tanto ir atrás de pirateiros, Anderson acabou encontrando os empresários do grupo Banda Calypso, que (se não me trai a ignorância na matéria) canta axé music. Ao dedicar um capítulo do livro ao Brasil – um dos campeões mundiais em pirataria – o jornalista cita o caso da banda como exemplo da nova ordem virtual dos negócios. Seus discos eram tão pirateados que eles simplesmente dispensaram sua gravadora e passaram a ser os próprios produtores, gravando em pequenos estúdios, com o mínimo de recursos, e controlando ao máximo os custos. Para fazer a divulgação, começaram a jogar as músicas na internet, permitindo downloads gratuitos.

A estratégia mostrou-se matadora: os internautas trataram de promover as músicas e tornaram-se divulgadores dos shows da banda, sem cobrar nada por isso. Shows que, em todo o País, atraem milhares de pessoas, o que tornou milionários os integrantes da banda e seus empresários. Como toque final de marketing, ainda lançaram a idéia de gravar em vídeo os próprios shows e vender cópias em DVD ali mesmo, na saída, para os fãs empolgados, que não hesitam em pagar 15 ou 20 reais pelo disco “fresquinho”.

Genial, não? Esse é, para mim, um exemplo acabado de marketing “de resultados”. Nada teria acontecido, porém, se não fosse a pirataria dos discos do grupo. Os piratas são seus maiores divulgadores.

Quase igual aqui!!!

O amigo Julio Cohen me manda, encantado, cópia de e-mail que recebeu do “The Kindle Team”, um serviço de atendimento especial da Amazon para usuários do já famoso leitor eletrônico sem fio. Pois é, Julio comprou lá o seu aparelho pelo preço de 279 dólares, mas durante o processamento do pagamento a empresa decidiu baixar o preço do produto para 259. Surpresa: nosso amigo foi reembolsado em 20 dólares. Você não leu errado: estão devolvendo o valor cobrado a mais. Coisas de país civilizado.

Uma cidade dentro da outra

las vegasFalando em cidades e arquitetura, recebi da organização da CES um interessante boletim sobre o City Center, nome dado ao novo empreendimento inaugurado em Las Vegas e que deve se tornar mais um marco da cidade. Quem nunca foi a Las Vegas não faz idéia da grandiosidade de suas construções, que há muito tempo deixaram de ser apenas voltadas para os cassinos – embora esta seja ainda a principal fonte de renda local. Mas o City Center, pelo que vejo no material enviado (parte dele está disponível no site www.citycenter.com), supera tudo que existia.

Como é comum por lá, o grupo MGM – que já possui em Las Vegas um hotel com mais de 6 mil quartos, onde trabalham 22 mil pessoas – mandou derrubar vários prédios antigos; em seu lugar puseram vários outros de pé, moderníssimos, em menos de dois anos. Segundo a empresa, tudo foi construído segundo os princípios da sustentabilidade, respeito ao meio ambiente e renovação de energia. É mais uma prova de que a megalomania humana não tem limites.

Esse complexo arquitetônico provavelmente irá justificar (se é que ainda precisava) a visita de mais e mais turistas: hotéis, centros de compras, restaurantes, espaços culturais, áreas de entretenimento e… claro, cassinos também, para quem gosta. 

Dêem uma olhada no site e digam se estou exagerando.

Nossas cidades digitais

Quando estudante, era comum ouvirmos que tudo no Brasil era o melhor da América Latina. Tínhamos o melhor café, a maior indústria, os melhores carros etc. Hoje, perdemos no café e, como diz aquela propaganda famosa, também nos concursos de Miss Universo!

cidadesLembrei dessa história ao ler que a cidade de São Paulo foi eleita “a mais digitalizada” da América Latina, segundo levantamento divulgado pela Motorola em 15 países do continente. O estudo lista as 150 cidades onde os recursos digitais são mais usados, e a capital paulista ganhou com base em parâmetros como serviços públicos prestados via internet, políticas de inclusão digital e uso intensivo de telemedicina e tele-segurança. Contaram pontos, por exemplo, idéias como a nota fiscal eletrônica, a implantação de telecentros e cursos de alfabetização digital. Curioso é que, das 150 cidades listadas, os pesquisadores indicaram as 25 melhores, e nesta lista há somente uma outra cidade brasileira: Salvador, em 12° lugar. Ou seja, o País tem apenas dois municípios entre 25, embora carregue também a campeã de todas. Para dar idéia do que isso significa, basta dizer que o México tem 7 cidades entre as 25 mais, e o Chile tem 6.

Ressalvando que esse tipo de pesquisa é sempre sujeito a interpretações variadas, e sem querer estragar a festa de ninguém, não deixa de ser um sinal preocupante. Com a população que tem – e o governo se vangloriando de caminhar para ser a quinta maior economia do mundo – o Brasil deveria ter várias cidades bem avaliadas pelo uso da tecnologia, certo? Não custa lembrar que, ao lado de toda a sua suposta digitalização, a capital paulista é campeã em engarrafamentos e, nos últimos meses, enchentes e lixo nas ruas. Confirmando o absurdo contraste social em que vivemos.

Como comprar um TV (3)

Já comentei em outros posts (este aqui, por exemplo) sobre a questão da resolução de imagem, que ainda confunde muitos usuários. Nesta série de comentários sobre a escolha de um TV, não dá para deixar de voltar ao assunto, pois este é talvez o fator mais decisivo na decisão de compra. Antigamente, na era dos TVs de tubo CRT, era fácil se enganar: certos fabricantes divulgavam o número de linhas de resolução obedecendo a suas conveniências de marketing, e para checar a especificação só mesmo abrindo o TV ou utilizando instrumentos de medição. Hoje, só se engana quem estiver muito mal informado.

No mundo de plasmas e LCDs, só existem duas categorias de displays: os de alta definição – cuja resolução máxima é de 1080p – e os chamados HD-Ready (máximo: 720p). Os primeiros são também chamados “Full-HD”, em contraposição ao nome genérico “HDTV” que muitas empresas, e principalmente redes de varejo, adotam. Já cansei de ver anúncios de ofertas utilizando a expressão “TV digital HD”, quando na verdade referia-se a modelos HD-Ready. Basta comparar os números para concluir que há uma enorme diferença na resolução de um e de outro: de 720 para 1080, são 360 linhas a mais. Uso essa numerologia apenas para fixar na memória do leitor a idéia de que, para ter mesmo imagem de alta qualidade, não há alternativa: melhor comprar um Full-HD.

RGB_pixelsNa verdade, o cálculo é mais complexo. Deve-se multiplicar os números de resolução vertical e horizontal. Na categoria Full-HD, temos 1.920 pixels horizontais e 1080 linhas verticais. Portanto, para cada linha pode-se contar 1920 pixels – se você encostar uma boa lente de aumento na tela do TV poderá até enxergá-los (veja na foto). Multiplicando os dois números, chegamos à resolução total de 2.073.600 pixels, que é o que vale. No padrão standard, temos 720 linhas verticais e 1.280 pixels horizontais. Total: 921.600 pixels, ou seja, menos que o dobro. Conclusão: a resolução de imagem num TV Full-HD é 125% superior!

E a diferença de preço entre, digamos, um TV Full-HD e outro HD-Ready do mesmo tamanho está longe de 125%! Há quem diga que a diferença não é vísível a olho nu, porque dependendo da distância em que se olha a tela e também do tamanho desta, a diferença torna-se menos perceptível. Em TVs menores, realmente é mais difícil perceber. Mas a diferença existe.

Existe ainda a questão de como é formada a imagem em cada tipo de TV. Os LCDs HD-ready, por exemplo, posuem resolução de 1.366×768, enquanto os plasmas HD-Ready têm 1.024×768. Vejam que o número de pixels horizontais é diferente: nos plasmas, são utilizados pixels retangulares, enquanto nos LCDs os pixels são quadrados. A especificação “720p” faz parte do padrão HDTV em todo o mundo, mas na prática os TVs comportam um pouco mais do que isso.

Outro aspecto que deixa muita gente confusa é a questão do processamento da imagem: qual é a diferença entre 1080p e 1080i? Essas letrinhas junto ao número referem-se ao processo de leitura (ou varredura, como se diz no jargão técnico) do painel interno do TV. A letra “p” indica processamento progressivo (progressive scan), enquanto o “i” está relacionado ao processamento entrelaçado (interlaced). Este último foi usado desde a invenção da televisão, mas tecnicamente é inferior ao progressivo. Enquanto no primeiro cada linha que forma a imagem é lida individualmente, numa seqüência de linhas pares e ímpares, no processamento progressivo a leitura é feita por quadros, com os sensores internos do TV varrendo o painel de uma vez só.

Na prática, essa diferença de processamento não deveria produzir imagens tão distintas quando o número de pixels e linhas é o mesmo. Acontece que as imagens transmitidas pelas emissoras sofrem maior compressão, para ocupar menor parte da banda de freqüências disponível; em Blu-ray, com menor compressão, ganha-se muito em detalhamento da imagem. Além disso, já ficou provado que o processamento progressivo é mais eficiente na reprodução de imagens em movimento.

Espero ter tirado as dúvidas dos leitores sobre o item resolução. Nos próximos dias, continuaremos essa viagem por dentro dos TVs. Fiquem atentos.

Banda larga agita os políticos

Pelo jeito, caiu a ficha dos políticos: banda larga rende votos. De olho nas eleições do ano que vem, eles começam a se agitar em torno do projeto do Plano Nacional de Banda Larga, imaginado pelo presidente Lula. Era inevitável, como antecipei aqui no início de outubro. E, neste domingo, a Folha de São Paulo traz detalhes apetitosos para quem gosta de saber sobre as maracutaias governamentais. Os repórteres HUMBERTO MEDINA, VALDO CRUZ e ELVIRA LOBATO (sempre gosto de citar os nomes, porque sei quanto é difícil mexer nesses vespeiros) fazem um levantamento completo do tal plano e do que está acontecendo nos bastidores por causa dele. Quem puder não deve deixar de ler.

Na reportagem, fiquei sabendo, por exemplo, que os governos estaduais do Ceará, Pará, Paraná e Santa Catarina já estão implantando seus planos de banda larga, com objetivo de integrar órgãos como hospitais e escolas públicas, postos de saúde, delegacias etc. A rede cearense, por exemplo, terá 2.500 quilômetros de extensão, atendendo 82 municípios, a um custo estimado em R$ 60 milhões. Como nos outros estados, empresas privadas e distribuidoras de energia estão sendo chamadas a colaborar. Ótimo. Torço para que dê certo.

Bem diferente é a demagogia envolvida nas ações de outros políticos. O senador Aloisio Mercadante, por exemplo, apresentou projeto de lei prevendo que todas as escolas públicas do País – isso mesmo: TODAS – tenham acesso à banda larga num prazo de cinco anos. Para variar, não diz como isso será feito, quem vai pagar a conta e muito menos quem irá fiscalizar. A menos que o senador também defenda a estatização do serviço. Aí, ficaria fácil. É só colocar no comando as mesmas pessoas encarregadas de instalar nas escolas aqueles computadores anunciados pelo governo há uns três anos, lembram-se? Será que algum deles ainda está funcionando?

Como comprar um TV (2)

Prosseguindo com as dicas para quem pretende trocar de TV nos próximos meses (e sempre lembrando que vale a pena dar antes uma pesquisada na internet), vamos tentar responder a uma pergunta básica que nove entre dez leitores nos fazem: qual é o melhor TV? Na verdade, todos querem dizer: “qual TV devo comprar”? Mas essa pergunta merece várias respostas. Então, para não dizerem que fiquei em cima do muro, vou usar alguns exemplos práticos, que nós mesmos, que lidamos com esse tema no dia-a-dia, às vezes encontramos.

O melhor TV que já tive (e que continuo usando, apesar de seus mais de dez anos de vida) é um Wega 38″ importado. Na época, custou mais ou menos o que custa hoje um plasma de 50″. Ainda não vi no Brasil imagem com mais contraste e definição. Talvez tenha sido influenciado pelo fato de que, um pouco antes, fui conhecer uma das fábricas da linha Wega, nos EUA, e fiquei de queixo caído com a tecnologia da época. Mas o fato é os TVs CRT estão morrendo, e meu velho Wega inevitavelmente será encostado.

Pensando apenas em plasmas e LCDs, que são as tecnologias do momento, é preciso lembrar que a indústria eletrônica passou nos últimos anos por um processo de (desculpem o palavrão) “commoditização”. É simples: todos os grandes fabricantes japoneses e coreanos adquirem componentes de fornecedores localizados em outros países da Ásia, onde o custo é muito mais baixo. Um trabalhador coreano ou japonês tem salário dez vezes mais alto que um brasileiro; e umas cem vezes mais alto que um chinês, taiwanês ou malaio. Nesses países, há centenas de fábricas especializadas em determinados itens, usados na produção dos aparelhos eletrônicos que são vendidos com as marcas que todos conhecemos. Isso vale para TVs, players, gravadores, câmeras e por aí afora. Todo mundo compra dos mesmos fornecedores.

Qual seriam então as diferenças entre, digamos, um TV Panasonic e um LG? Ou entre um Samsung e um Philips? Fácil: design, controle de qualidade, mais um ou outro recurso operacional, como o acesso à internet que agora está se tornando comum, e que nada mais é do que um software embutido no aparelho. A maioria dos especialistas que conheço passam horas na frente de TVs como esses, até tirar uma conclusão sobre qual deles tem a melhor imagem, e às vezes não conseguem decifrar o enigma. O usuário leigo, que quer apenas ver seu filmezinho ou seu jogo de futebol, terá muito maior dificuldade para tirar a dúvida. E, na prática, nem faz sentido, porque as diferenças, quando há, são mínimas. Melhor não se preocupar com isso.

O que deve, sim, ser pesado na escolha são os aspectos funcionais do aparelho – sendo que alguns deles você só vai conhecer usando, ou seja, depois que já tiver comprado. Tenho em casa dois TVs da mesma marca; um deles tem um controle remoto excelente, fácil de entender e acionar, intuitivo, como se costuma dizer; o controle do outro é tão complicado que chega a tirar o prazer de assistir alguma coisa. Vi que um leitor queixou-se de não encontrar nenhuma loja com show-room adequado para assistir a uma demonstração de TV com sala escura e tudo mais. Pois eu conheço várias. Ali, se você tiver paciência de gastar uma ou duas horas fuçando no TV e tirando suas dúvidas, certamente vai fazer uma boa compra.

Sim, essas lojas são geralmente mais caras. São o que chamamos de “especializadas”, com pessoal treinado para fazer exatamente isso: tirar dúvidas dos clientes. Ah! Você não quer pagar mais caro? Bem, aí o caso é mais sério. Fica para o próximo comentário.

Novos plugues, novos prazos

A propósito da entrada em vigor do novo padrão de plugue elétrico no País, o sempre atento Vinicius me envia o link para a última resolução do Conmetro a respeito. Agora, foi estendido o prazo para que fabricantes e usuários se adaptem à nova norma. Há datas diferentes conforme o tipo de empresa: fabricante, varejista, atacadista etc. O prazo final é 01/07/2011.

Mesmo assim, acho que se não divulgarem direito corremos o risco de chegar daqui a dois anos com as mesmas dúvidas de hoje.

Novos plugues, velhos erros

TOMADA NOVAHá cerca de dois anos, o amigo e colaborador Vinicius Barbosa Lima levantou a lebre: a partir de 2010, irão mudar os plugues de conexão elétrica em todas as residências brasileiras, e os aparelhos – tanto nacionais quanto importados – teriam que adotar o novo padrão. Segundo ele, a determinação está na norma NBR 14136:2002 – isso mesmo: aprovada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) em 2002! Pois bem, já se passaram oito anos e ninguém (ou quase ninguém) ficou sabendo dessa mudança, que vai alterar a vida de todo mundo.

O novo plugue (vejam a foto) é simplesmente incompatível com todos os outros usados atualmente. Vamos ter que trocar todas as nossas tomadas, e os aparelhos vendidos a partir de Janeiro de 2010 terão que trazer o tal conector. O pessoal da ABNT só não explicou como convencer os fabricantes do mundo inteiro a adotar a “inovação”; talvez estivessem pensando em proibir as importações, como na época da reserva de mercado, sei lá… O fato é que a ABNT existe justamente para fixar essas normas e tem gente competente para isso. O governo, através do CONMETRO (Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, vinha editando uma série de resoluções sobre a NBR 14136, sendo que a última delas que encontrei é de junho de 2007.

Vejam o que diz uma dessas normas, datada de novembro de 2006, que Vinicius coletou:

Art.5. Determinar que o Inmetro promova, durante o exercício de 2007, em âmbito nacional, ampla campanha de divulgação para esclarecimento aos consumidores quanto aos novos plugues, tomadas e adaptadores, e a importância da adequação para incolumidade do cidadão e segurança das instalações elétricas.”
 
Alguém já viu ou ouviu alguma campanha nesse sentido? Ou seja, o governo determina e o próprio governo descumpre sua determinação. Segundo Vinicius, vários aparelhos já foram lançados no mercado portando o novo plugue, mas também sem qualquer divulgação ou advertência por parte dos fabricantes. A maioria, porém, simplesmente continua utilizando o chamado “plugue universal”, que a partir de 2010 deixa de merecer esse nome – por decreto de nossas ´otoridades (in)competentes´.

Como evitar as críticas? Fácil.

Desculpem mais uma vez os que acham que só devo falar de tecnologia, mas esta notícia me deixou chocado. O Brasil ocupa posição de destaque em mais um ranking nada agradável: o de jornalistas assassinados! Sim, conforme leio no site Comunique-se, nosso país é o 16° colocado entre os que mais matam profissionais de imprensa, num levantamento feito pelo Comitê para a Proteção de Jornalistas, uma entidade internacional. Foram 16 mortes desde 1992, quando começaram a contar. Claro, muito menos do que o Iraque, por exemplo, que lidera de longe a lista, com um total de 140 casos, dos 758 registrados (oficialmente) em todo o mundo. A pesquisa diz que a maioria dos suspeitos pertence a grupos políticos ou a governos! O mais grave, no caso brasileiro, é que apenas 5% dos crimes foram esclarecidos e seus responsáveis punidos.

Neste momento em que se critica tanto a imprensa (às vezes com razão), essa estatística dá o que pensar. Esta semana, o presidente Lula soltou mais uma das suas, ao dizer que “a imprensa deve informar, não fiscalizar”. Como se as duas coisas fossem separáveis. Há ainda os que defendem a censura pura e simples, como nos tempos da ditadura. Muitos devem achar até que a violência é a melhor forma de evitar as críticas.

O lobby contra o lobby

Descobri por acaso que sou lido por lobistas. Ou pelo menos um deles. A mensagem ficou presa vários dias no meu anti-spam, e só hoje pude resgatá-la. Está disponível como comentário ao post que coloquei aqui outro dia, sob o título “Uma pechincha de R$ 215 bilhões“, relativo ao Plano Nacional de Banda Larga. O remetente é identificado como Gilberto dos Santos, mas a mensagem é assinada por alguém chamado Carlos Lopes, que sinceramente não conheço.

Comento aqui porque a mensagem me pareceu um artigo muito bem articulado em favor da idéia de criar uma empresa estatal para administrar o tal plano. Não vou me estender sobre esse tópico, já deixei clara aqui minha opinião sobre estatizações em geral. O que me chama atenção é usarem um mini-blog, como este, para propagar a campanha. Isso não significa que sou mais importante do que outros blogueiros, mas que esse pessoal está mesmo organizado, comprovando a tese de que age coordenadamente para fazer valer seus desejos.

Em seu texto, o articulista-lobista não se cansa de criticar o que chama de “monopólio” das operadoras telefônicas, acusando o ministro Helio Costa e o colunista Ethevaldo Siqueira, do Estadão, de dizerem apenas o que as teles lhes ordenam. Não sou ninguém para defender os dois, nem tenho elementos para isso, mas o que posso dizer é que o sr. Carlos Lopes – não sei se propositadamente – distorce a realidade. Para começar, distorce o sentido da palavra “monopólio”. Como o próprio nome diz, e qualquer dicionário comprova, esta significa o excesso de poder concentrado nas mãos de uma só empresa. Se sua acusação se refere às teles, seria então um “oligopólio”. E, ao defender o que parece ser seu amigo Rogerio Santanna, autor da idéia de estatização da banda larga no País, Lopes distorce também o papel que cabe a um governo (pelo menos um governo democrático) nesse tipo de sserviço: definir a concessão, estabelecer claramente as regras, orientar e acima de tudo fiscalizar.

Sempre critiquei a privatização das teles pelo fato de não ter estabelecido um clima de verdadeira concorrência, ou seja, trocando um caduco monopólio estatal por um ineficiente oligopólio privado. Por mais poderes que tenham, as operadoras não fariam o que fazem no País se não contassem com a conivência de um governo corrupto e incompetente. Todo dia há nos jornais provas disso, e não apenas no Estadão, como insinua Lopes. Depois de “estatizar” a Anatel, transformando-a num penduricalho de amigos do poder, esses burocratas, a meu ver, não têm nem moral para criticar as teles. Era só fiscalizá-las e cobrar delas o que a lei manda que façam.

Mas, pelo visto, eles preferem fazer lobby.

Surpresa no teste dos LCDs

O site DisplayMate, um dos melhores que conheço na área de vídeo e projeção, foi fundo numa reavaliação da tecnologia LCD, tendo como parâmetro os TVs top de linha dos principais fabricantes atuais. E chegou a algumas conclusões surpreendentes. Richard Soneira, fundador do site e uma das maiores autoridades do mundo em matéria de displays, garante que, ao contrário do que se pensa, especificações como tempo de resposta e taxa de renovação da imagem (refresh rate) não são importantes para definir a qualidade de um TV. Depois de fazer centenas de testes, com os mais variados tipos de conteúdo (o chamado “shoot-out”), Soneira e sua equipe chegaram à conclusão de que os números divulgados pela maioria dos fabricantes não devem ser levados em consideração, pois não se baseiam em critérios definidos. Em outras palavras, cada um faz a medição como quer e divulga o que lhe parece mais conveniente.

Na verdade, essa suspeita já existia entre especialistas de várias publicações especializadas internacionais. Mesmo em nossa equipe já tínhamos levantado dúvidas a respeito, nos artigos 60Hz? 120Hz? Por que isso é importante e Tempo de resposta: o segredo dos LCDs. Mas ninguém até agora havia feito o teste prático para provar a tese. Vejam algumas das conclusões do DisplayMate:

image010image011*O tempo de resposta dos TVs LCD não é calculado com métodos científicos. Prova disso é que não houve diferenças significativas nas comparações entre os aparelhos analisados, utilizando cenas em movimento. Na teoria, o tempo de resposta mais baixo seria uma forma de melhorar a reprodução dessas cenas, evitando o chamado motion blur, nome técnico dado àqueles borrões visíveis, por exemplo, em corridas de automóveis. Segundo Soneira, isso foi no começo da evolução da tecnologia LCD (vejam o exemplo nas fotos). Hoje, não mais. Foram detectados vários episódios de motion blur em laboratório, usando sinais de teste padrão, com o tempo de resposta atingindo a marca de 40 milisegundos, quando o fabricante especificava 2ms. Mas, ao colocar os TVs para reproduzir imagens do dia-a-dia (filmes de ação, jogos, corridas, desenhos) não se constatou qualquer problema nos mesmos TVs. Conclusão: o consumidor não precisa se preocupar com o tempo de resposta.

*A taxa de renovação da imagem vem evoluindo nos TVs mais modernos, mas este também não é um detalhe que deva orientar a decisão de compra de um televisor, diz Soneira. Segundo ele, esse recurso foi desenvolvido pelos fabricantes para compensar, artificialmente, a dificuldade que o painel LCD tem para responder a transições de imagem muito rápidas. Em vídeo, trabalha-se sempre com uma determinada freqüência de sinal, que indica quantas vezes o painel fez a leitura de cada quadro. Essa freqüência é medida em hertz (Hz). Até bem pouco tempo atrás, trabalhava-se com 60Hz e ninguém reclamava. Com a popularização dos LCDs, e a constatação de que a reprodução de imagens em movimento era melhor nos plasmas, adotou-se a denominação “refresh rate” e partiu para ampliar a freqüência digitalmente. Muitos TVs já à venda no Brasil operam em 120Hz, ou seja, o dobro da freqüência dos modelos convencionais, e já estão chegando modelos com 240Hz. Nos testes práticos da DisplayMate, no entanto, nada disso influenciou na reprodução das imagens rápidas: independente da taxa de renovação, a qualidade foi a mesma. Conclusão: também não devemos dar muito peso a essa especificação.

Vejam o que diz nosso amigo Soneira, desmistificando a questão do motion blur e sua importância na avaliação de um display: “Com raras exceções, sempre que identificamos esse problema num sinal de vídeo constatamos que a falha era da fonte de sinal, e não do TV; ou então uma espécie de ´ilusão visual´, que desaparece rapidamente. Isso com certeza se deve ao modo como o cérebro processa a informação extraída de imagens dinâmicas, que por natureza são complexas. É muito fácil enxergar borrões quando você está olhando para várias imagens em constante movimento numa tela de TV”.

Dá para discordar?

Como comprar um TV

P1050626São tantas as dúvidas que nos chegam dos leitores sobre o assunto que decidimos a partir de agora utilizar este espaço para dar algumas dicas práticas sobre TVs, principalmente os Full-HD, que cada vez mais dominam o mercado. Como muita gente deve estar pensando em trocar de TV nos próximos meses, inclusive por causa da Copa do Mundo, acho oportuno passar um pouco da experiência de nossa equipe tratando do tema e testando vários tipos de equipamento.

Na verdade, vamos antecipar aqui alguns tópicos de uma reportagem especial que estamos preparando para a edição especial de fim de ano da revista HOME THEATER & CASA DIGITAL, que circula em dezembro. Sabemos que hoje em dia a maioria das pessoas faz suas pesquisas na internet antes de escolher os produtos, o que é muito útil e facilita bem as coisas. Só que é preciso cuidado.

Pesquisando sobre o tema nas últimas semanas, percebo que há três problemas básicos dificultando a decisão de compra. O primeiro na verdade não é (ou não deveria ser) um problema: a enorme variedade de modelos à venda. Ótimo que o consumidor brasileiro esteja tendo acesso a grande parte dos produtos que saíram recentemente no Exterior. Mas a oferta em quantidade, quando não é bem explicada, pode causar muita confusão.

Outra questão é a variação dos preços. Chegamos a constatar diferenças de até R$ 1.300 num mesmo TV LCD de 42″! Certas redes fazem promoções-relâmpago que podem (ou não) ser bom negócio; muitas vezes, são estoques antigos, e a promoção acaba assim que o estoque se vai. Em outras, há vendas casadas de TV+Blu-Ray, por exemplo, em que é preciso fazer as contas  sem afobação.

Mas a maior dificuldade, a meu ver, está nos próprios sites de venda de eletrônicos, mesmo aqueles que servem para comparação de preços. Com raras exceções, não há filtros intuitivos para marca, tamanho do TV ou faixa de preço, por exemplo, obrigando o internauta a navegar por todas as ofertas. Para complicar, os fabricantes também não ajudam nem um pouco, ao identificar seus produtos com códigos que são verdadeiras sopas de letras e números.

Vejam este caso: qual seria a diferença entre os modelos 42PFL7404D78 e 42PFL5604D78, da Philips, ambos de 42″? O primeiro tem 4 entradas HDMI, taxa de contraste de 80.000:1 e taxa de renovação de tela de 120Hz, diz o fabricante; o segundo tem 3 entradas HDMI, contraste de 50.000:1 e não há informação sobre a freqüência de renovação (presumo que seja 60Hz). Com apenas dois números distinguindo um modelo do outro, você tem que pesquisar cuidadosamente (e demoradamente) até descobrir por que um deles custa mais caro. Não daria para simplificar essas denominações?

Mais incrível ainda é que, em plena era da internet 2.0, os sites não oferecem ferramentas que permitam direcionar essa pesquisa. Recebi de uma loja virtual e-mail cheio de cores e grandes letras convidando: “Aproveite para comprar agora o seu TV LCD”. Entrando no link, fui cair numa série de páginas com dezenas de produtos (achei no meio até uma lavadora de roupa…)

Não, obrigado, não quero entrar nesse tipo de promoção. A propósito, outras dicas de nossa equipe sobre o assunto podem ser encontradas neste endereço.

Twitter na boca do povo

Você ainda não está no Twitter? Como assim? É uma pergunta que ouço cada vez com mais freqüência. Parece que virou obrigação fazer parte de uma rede social… Não, obrigado, tenho coisas mais importantes para me preocupar. Desculpem se parece arrogância, mas não consigo me seduzir com essa troca neurótica de mensagens a toda hora, nem faço questão de ter seguidores, que é como se chamam as pessoas que acessam o Twitter à procura de celebridades. Li outro dia que o apresentador William Bonner, da TV Globo, coloca ali várias mensagens por dia dizendo coisas como “eu gosto de brigadeiro”, ou “que cor de gravata vocês acham que devo usar no Jornal Nacional hoje?” Pior: dizem que tem milhares de “seguidores”. Como dizia Roberto Campos, a ignorância no Brasil tem um futuro promissor…

Bem, mas o que eu queria comentar sobre o Twitter é que esta semana dois dois fundadores do site deram entrevista a veículos brasileiros. E confirmaram aquilo que já se desconfiava: apesar de estar na moda, inclusive no Brasil, a empresa ainda trabalha no prejuízo. Vejam o que disse Evan Williams a Samuel Possebon, do Tela Viva: “Hoje, estamos 97% dedicados a melhorar nossos serviços. Não estamos concentrados no modelo de negócios agora, para não perder o foco”. Tradução: não está dando dinheiro, embora tenha alguém pagando a conta na esperança de ter lucro algum dia. Biz Stone, outro fundador, falando ao Estadão, também não soube (ou não quis) dizer como ganhar dinheiro com o Twitter, embora já contabilize 45 milhões de usuários cadastrados (8 milhões deles no Brasil) e diga que a empresa está avaliada em US$ 1 bilhão.


Projetor com jeito de celular

benq-gp1-3led-projectorEstamos todos falando tanto em LED, e vejam este interessante lançamento da taiwanesa BenQ: um microprojetor (micro mesmo: 13x12cm) que utiliza a tecnologia DLP 3LED. O Joybee GP1 pesa apenas 640 gramas, ou seja, é uma mão na roda para quem vive de fazer apresentações, aulas ou treinamentos. O brilho não é lá essas coisas (apenas 100 ANSI Lumens), mas com esse tamanho pode quebrar bem o galho (veja o vídeo de demonstração).

A BenQ trocou a tradicional lâmpada fluorescente por um conjunto óptico 3LED, ou seja, dedicado às três cores primárias (vermelho, verde e azul). Com isso, conseguiu reduzir ao mínimo as dimensões do aparelho, que além de tudo esquenta muito menos e consome pouca energia. Para fazer sua apresentação, você pode levar tudo no bolso: o próprio projetor e mais um pen-drive com os arquivos gravados.
Já está à venda no Brasil, pelo preço sugerido de R$ 2.499. Simples, não?

O que é empresa nacional?

Estranho o ministro das Comunicações, Helio Costa, defender a Telefonica na disputa pela operadora paranaense GVT, que também é pretendida pelo grupo francês Vivendi. Aliás, nos últimos tempos ele tem sido um ardente defensor das teles. Dizem os jornais que, segundo o ministro, seria melhor a GVT ficar com a Telefonica porque assim o controle continuaria em mãos brasileiras. Como assim? O Grupo Telefonica não é espanhol?

Ah! Sim, Costa é candidato ao governo de Minas em 2010, e nessas horas nunca é bom bater de frente com quem pode ajudar a financiar a campanha. Eu só queria entender…

LED pode esquentar o Natal

P1090572Vários leitores me perguntam se algum fabricante irá lançar no Brasil os TVs com backlight de LED, além da Samsung, que já colocou à venda sete modelos. Acho difícil que a empresa coreana permaneça sozinha nesse segmento por muito tempo. Quando conversei com Marcos Daniel, diretor da divisão de eletrônicos de consumo, há cerca de um mês, ele me disse que tudo que chegava ao Brasil vendia rapidinho (os TVs de LED já representam 10% do total de LCDs da Samsung no País). Começando a produção em Manaus, a tendência é que vendam mais rápido ainda. As telas ultrafinas são, sem dúvida, um grande atrativo – por mais que alguns ainda prefiram o plasma (vejam uma comparação neste vídeo).

Que eu saiba, a LG também está de olho nos TVs LCD de LED, mas ainda não definiu quando será o lançamento; Sony e Philips seriam as próximas candidatas; Toshiba e Sharp também, mas com planos mais a médio prazo. E a Panasonic, mesmo tendo entrado na briga dos LCDs, ainda prefere concentrar-se no plasma, no que, a meu ver, faz muito bem. Oficialmente, a Sony deixou de lado essa tecnologia para o mercado brasileiro, dando prioridade aos LCDs convencionais com taxa de renovação de tela de 240Hz, que realmente apresentam uma diferença de imagem perceptível na comparação lado a lado com os modelos de 120Hz.

Mas todas elas, com exceção da última, exibiram TVs desse tipo na IFA (foto) e na CEDIA Expo, em setembro, como já comentei aqui. E, como quase todas as previsões indicam que o LED será mesmo a próxima bola da vez, a questão é saber quem terá mais agilidade para trazer o produto ao Brasil a um preço acessível ou, quem sabe, investir numa fábrica em Manaus.

Transmitindo energia, sem fio

wireless powerA demonstração aconteceu durante a CEATEC, no início do mês, no Japão. Segundo o site japonês Tech-On, pouca gente deu atenção, mas foi uma das coisas mais interessantes do evento: um sistema de alimentação de energia sem fio! Claro, já houve experiências do gênero, como uma que vi na última CES e que o pessoal da revista Wired registrou em vídeo. Existe até um consórcio internacional de empresas que apostam no chamado Wireless Power. E sabe-se que empresas como Intel, Motorola, Bosch e Texas Instruments estão bem avançadas nesse campo. Mas o que a Sony exibiu na CEATEC foi diferente. Usando o mesmo princípio da ressonância magnética, os japoneses demonstraram um TV de 22″ funcionando à base de energia fornecida por um carregador que contém, no mesmo módulo, um conversor AC-DC e um circuito retificador; o carregador comunica-se, sem fio, com um transmissor que está na parte inferior do rack (vejam na foto). A energia transmitida (60W) é suficiente para alimentar um TV de pequeno porte como esse. A demonstração incluiu ainda o envio de energia para repetidores localizados a até 80cm de distância.