Archive | novembro, 2009

O crescimento do satélite

Leio no Tela Viva um dado interessante sobre o mercado de TV por assinatura: a rede via satélite está crescendo mais do que o cabo. Segundo a Anatel, em outubro o número total de assinantes chegou a 7,16 milhões, o que significa aumento de 13,28% sobre outubro de 2008. Mas, desse total, 2,48 milhões assinam algum serviço de DTH (Direct-to-Home), o nome técnico da tecnologia de TV por satélite, que em um ano cresceu 18,76%. Desses quase 2,5 milhões, cerca de 1,7 milhão são assinantes da Sky, dividindo-se os outros entre os serviços de satélite da Oi, Telefonica e Embratel. Mas estas três vêm crescendo mais, priorizando as classes C e D, do que a Sky, cujo foco é a classe A.

Por sua vez, as operadoras de cabo cresceram menos: apenas 12%, mesmo assim puxadas pelos pacotes TV+banda larga. Como bem lembra o competente Samuel Possebon, do Tela Viva, esses números sinalizam um novo cenário de TV paga. A Net, por exemplo, está tendo aumento no número de assinaturas canceladas. É bom ficar de olho.

Discutindo a comunicação

Nos dias 14 a 17 de dezembro, será realizada em Brasilia a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), convocada pelo presidente Lula. Sinceramente, não vejo muita utilidade: eventuais decisões ou sugestões apresentadas no evento poderão até servir como base para novas leis, mas isso se o Congresso Nacional quiser – e este, em véspera de eleição, terá outras prioridades. De qualquer forma, o assunto é importante e ao longo deste ano o Ministério das Comunicações, que coordena a Confecom, recebeu propostas de inúmeras entidades, empresas e ONGs do País inteiro. Portanto, já serviu para muitos mostrarem sua cara. Com base no que tem saído na imprensa, levantei algumas das propostas que serão discutidas. E que – acreditem – correm até o risco de serem aprovadas.

*Criar um Conselho Nacional de Comunicação, com poderes para intervir em jornais, revistas, sites, emissoras de rádio e TV visando “o aperfeiçoamento do setor”;

*Criar um canal público de televisão para as entidades sindicais – sobre isso, já dei minha opinião aqui;

*Destinar parte das verbas de publicidade do governo para rádios e TVs comunitárias, jornais e sites independentes;

*Anistiar e pagar indenização a pessoas que foram presas por montarem rádios piratas;

*Recriar a Embrafilme, para financiar a produção “independente” de filmes com conteúdo nacional;

Fico em dúvida sobre qual delas é a mais leviana.

Há também, em meio às inúmeras idéias apresentadas, algumas que vale a pena discutir:

*Restringir o uso da televisão para alugar espaço a grupos religiosos;

*Combater os monopólios e oligopólios entre os grupos de mídia, que – como nos Estados Unidos – não poderiam ter mais de um veículo de comunicação na mesma praça;

*Estimular a produção e exibição de programas sobre ciência e tecnologia na televisão.

São, estes sim, temas relevantes para a sociedade discutir e pressionar o governo e os políticos. Qualquer pessoa pode entrar no site e dar a sua opinião. Mas aí cabe a pergunta: no quadro atual, alguém acredita?

Skype de olho no Brasil

Ótima entrevista de Renato Cruz, no Estadão, com o presidente mundial da Skype, Josh Silverman, que esteve no Brasil semana passada. É mais uma empresa inovadora em tecnologia que volta seus olhos para nosso país. Silverman fechou acordo com a ONG Comitê para a Democratização da Informática (CDI), que criou um centro de inclusão digital em São Paulo e dará treinamentos sobre a tecnologia Skype. Diz Renato que a Skype, com seus 520 milhões de clientes, já conquistou 8% do mercado mundial de telefonia, para desespero das operadoras.

Mas a nova estratégia da Skype, depois que se separou da eBay, não é mais competir com a telefonia tradicional, mas aliar-se a ela. No Brasil, diz Silverman, a idéia é oferecer às operadoras exatamente a base de clientes que a Skype já possui. Elas podem conquistá-los com serviços complementares, que a própria Skype pode ajudar a promover. Exemplo: facilitar o uso do Skype no celular. Se as operadoras não forem gananciosas como costumam ser, eis aí uma boa parceria.

E dá-lhe energia!

Comentei aqui outro dia sobre o artigo O Brasil Levanta Vôo, de Mauro Segura, que aponta vários aspectos positivos da situação atual do País. Um deles é a energia. Corretamente, o autor lembra que o Brasil é privilegiado nesse quesito, com a maior reserva natural do mundo e uma variedade de matrizes energéticas sem paralelo. Num momento em que o planeta inteiro procura energia barata e sustentável, esse sem dúvida é um trunfo excepcional. Agora, leiam a notícia que está nos jornais deste domingo: a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) admite que a qualidade dos serviços de eletricidade piorou nos últimos anos, apesar do aumento das contas de luz.

É verdade: os dados da agência indicam que estamos no pior momento do setor após as privatizações. Em 2001, quando houve o racionamento do governo FHC, o brasileiro ficou 16,57 horas sem eletricidade, em média; em 2008, foram 16,61hs. Estados como Rio de Janeiro, Pará e Minas Gerais são apontados no relatório da Aneel como entre os que enfrentam situação mais grave. E há aquelas distorções típicas do Brasil: o estado de Roraima tem a tarifa mais alta do País (R$ 290/megawatt) e, no entanto, os cortes de energia lá somaram 1.007 horas ao longo do ano passado!

Bem, estamos falando de um dos estados mais carentes, onde a energia ainda é fornecida por usinas termoelétricas que, como se sabe, têm custo bem mais alto do que as hidroelétricas. Mas, analisando o caso de São Paulo, vejam a explicação dada pela AES Eletropaulo, principal concessionária do estado: a culpa é da queda de árvores, que aumentou muito nos últimos anos devido às variações do clima. No Rio, a Light atribui os blecautes das últimas semanas ao calor: as pessoas usam mais ar-condicionado e a rede não suporta. Chega a ser patético, não? Sempre pensei que as redes deveriam estar preparadas para essas eventualidades. Aliás, por que nas principais cidades brasileiras as redes ainda são cabeadas pelo ar, com aqueles postes horrorosos onde se misturam fios de vários tipos? Será tão complicado implantar redes subterrâneas?

Então, temos energia de sobra, mas a distribuição é precária, as contas de luz são as mais altas do mundo e somos campeões do apagão! Assim, o Brasil não levanta vôo mesmo…

O melhor Natal da década

Praticamente todos os especialistas acham que o comércio brasileiro vai bater seus recordes neste Natal. O mês de dezembro deve ser o melhor da década (no caso, do século), graças à expansão do poder de compra das classes C e D. Para o varejo de eletrônicos, deve ser o paraíso, ainda mais com o festival de ofertas e promoções que estamos vendo por aí.
Vejam este dado, coletado pela consultoria MB Associados e relatado pelo jornal O Estado de S.Paulo: as vendas em dezembro devem somar R$ 91,9 bilhões, um aumento de R$ 10,4 bi sobre o mesmo mês em 2008. Na época, em meio à crise mundial, o acréscimo sobre 2007 havia sido de apenas R$ 978 milhões. Tradução: em um ano, o mercado cresceu dez vezes mais! E a MB aposta que este é apenas o começo: até agosto de 2010, passaremos dos R$ 103 bilhões. Há até o temor de que com isso volte a inflação…
Além do crescimendo da renda média da população, que é um fato, os motivos apontados como responsáveis por esse fenômeno (que não se vê em nenhum outro país importante do mundo) são a fartura de crédito, que já comentamos aqui; a redução do IPI para determinados produtos (automóveis, eletrodomésticos, móveis e materiais de construção); e o clima geral de otimismo.

Infelizmente para o setor de eletrônicos, nem todos os fabricantes estão sabendo aproveitar esse momento.

Panasonic: a linha está aberta

Como vejo que muitos leitores se queixam da Panasonic, entrei em contato com Daniel Kawano, que é o responsável pelo marketing lá. Evidentemente, eles sabem dos problemas que vêm ocorrendo e dizem que estão tomando as providências. Imagino que devem ter sido pegos de surpresa pelo interesse de tanta gente em seus plasmas, que como se sabe não são tão baratos assim. Bem, Daniel se coloca à disposição de todos os integradores e lojistas especializados que queiram trabalhar com a Panasonic, pelo e-mail [email protected]. Quanto aos usuários finais, acredito que o melhor caminho seja mesmo o site da empresa, que inclusive lista uma série de grandes redes onde os produtos estão (ou estariam?) à venda. Na própria loja virtual da Panasonic, os TVs, tanto de plasma quanto LCD, estão esgotados.

Está feita a ponte. Quem não tiver sucesso, fique à vontade para deixar sua mensagem aqui.

Depois do apagão, o “caladão”

A expressão é do próprio presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, em palestra a empresários em Brasilia, ontem. Segundo ele, o País corre o risco de uma pane nas linhas telefônicas, semelhante ao que houve recentemente na rede elétrica. Imagino que a essa altura Sardenberg já tenha levado um puxão de orelhas de dona Dilma, que se tinha calafrios só de ouvir a palavra “apagão”, sei lá o que deve ter sentido ao ler a notícia. Mas isso é o de menos. Fato é que Sardenberg está certo ao nomear uma comissão de técnicos para estudar a simples possibilidade do tal “caladão”, que se acontecesse seria uma bomba na cabeça de todos nós, usuários, e naturalmente também do governo.

“Há muita informação ou desinformação sobre a perspectiva de um apagão no setor. Seria um ´caladão´. Isso tem me preocupado muito e estou tomando as providências”, afirmou Sardenberg, referindo-se a notícias que têm saído regularmente na imprensa e que o levaram a investigar melhor o perigo. “Se você é uma autoridade pública, não pode simplesmente ignorar essas notícias”, acrescentou, mostrando que, no mínimo, é um funcionário responsável. É claro que, se dependesse apenas do Palácio do Planalto e dos ministérios, esse tipo de assunto jamais chegaria à mídia – é muito mais fácil esconder do que tomar as medidas necessárias. Mas não é preciso nem ser especialista em telecom para saber que o raciocínio do chefe da Anatel – ainda que baseado em notícias da imprensa – é correto.

Primeiro, as panes nos serviços de telefonia e internet têm sido constantes, a ponto de as operadoras continuarem campeãs de reclamações no Procon. Independente do que cada empresa faz individualmente para corrigir essas falhas, cabe à Anatel uma fiscalização mais rigorosa para prevenir novas panes (e punir quem tenha falhado). Segundo, no processo de evolução tecnológica é natural que cada vez mais pessoas e empresas utilizem as redes disponíveis. É o que se deseja, e é o que acontece em todos os países. Não é por outra razão que as operadoras praticam o odioso traffic-shaping, regulando a velocidade concedida aos assinantes para que o serviço não pare. Se o número de usuários aumenta e a rede não cresce com a mesma rapidez, é claro que em determinado momento vai parar.

E a demanda só tende a aumentar, devido à afluência das classes C, D e E, que também querem mais telefone, energia elétrica, internet, banda larga etc. Faz lembrar os nada saudosos tempos do Plano Cruzado, quando de repente milhões de brasileiros se iludiram com o dinheiro que tinham no bolso e saíram consumindo como loucos, produzindo aquelas cenas lamentáveis de invasões de supermercados, cujas gôndolas estavam vazias. É a tal da infraestrutura, da qual o País continua mais do que carente. Não vou nem entrar nos detalhes dos outros setores, mas falando apenas de telecom fica claro que não é através de PACs nem planos mirabolantes, muito menos criando novas estatais, que essa carência será resolvida.

A solução, a meu ver, passa por três coisas básicas: planejamento, marco regulatório definido e fiscalização rigorosa. Como o atual governo não é chegado a nenhuma das três, vamos ter que esperar talvez o próximo. E rezar para que não haja mais apagões, nem caladões.

Um grande plano: 196 páginas!

Acaba de ser divulgado o projeto do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), tão comentado pela imprensa nas últimas semanas. Já salvei a minha cópia no site do Ministério das Comunicações (este é o link), mas sinceramente não sei se terei tempo de ler suas 196 páginas. Pelo menos no tamanho, trata-se de um grande plano. A maioria dos pontos principais são os que já se sabia. Vamos a um resumo:

*São previstos investimentos totais de R$ 75,5 bilhões, sendo R$ 26,49 bi por parte do governo federal e R$ 49,01 bi pela iniciativa privada.

*As metas estipuladas são: 30 milhões de acessos fixos e 60 milhões de acessos móveis, até 2014.

*Outras metas envolvem a administração pública: integrar via rede de banda larga todos os órgãos dos governos federal, estaduais e municipais, além de todas as empresas estatais, nos três níveis de governo, mais as 70 mil escolas públicas, as 177 mil unidades de saúde pública, as 10 mil bibliotecas públicas e os 14 mil órgãos de segurança pública espalhados pelo País.

*O texto levado nesta terça-feira ao presidente Lula admite que o País está atrasado em relação a outros similares, como México, Chile, Argentina e Turquia, com apenas 17,8 acessos para cada grupo de 100 domicílios. E cita que houve crescimento de 49% entre os anos 2000 e 2008, mas com “forte desaceleração” a partir de 2004.

Bem, digamos que é um bom começo. O texto contém um detalhado diagnóstico da situação atual, coisa que até agora nenhum órgão do governo havia feito. Metas também são ótimas. Alguém já disse: “Quando você não sabe aonde quer ir, qualquer caminho que escolher está errado”. Pois bem, é louvável estabelecer como meta atingir pelo menos o mesmo nível dos países citados. O problema está em como chegar lá. Fui direto ao capítulo “Mecanismos para diminuição da carga tributária”, e o que encontrei? Uma menção de oito linhas ao ICMS, citando a decisão dos governos estaduais de São Paulo, Pará e Distrito Federal de isentar as operadoras; a proposta de incluir os pequenos prestadores de serviços de banda larga no Supersimples; e a sugestão de reduzir as taxas de licenciamento cobradas pela Anatel. Nada mais.

Bem, vamos ver o que dizem os especialistas. Vou procurar ler o restante e comentar aqui nos próximos dias. Me aguardem.

Com vocês, o ufanismo americano

china_makes_crapA propósito do mesmo assunto, vejam o mote de uma das campanhas mais populares atualmente nos Estados Unidos: “Compre produtos americanos”. Pela primeira vez, que eu me recorde, o país das liberdades e das oportunidades iguais para todos se rende a um sentimento nacionalista extremado, apelando para o ufanismo. O movimento está de olho nas vendas de fim de ano, propondo que os consumidores evitem adquirir produtos importados para incentivar a recuperação da economia do País. O site Buy American é um bom exemplo. Mas a campanha vai muito além, envolvendo parte da mídia e até órgãos do governo. Este outro site “ensina” os procedimentos para quem quiser aderir. O alvo maior, naturalmente, são os produtos chineses que, lá como aqui, entram por todos os meios possíveis e até inimagináveis. O assunto é tão sério que já provocou protestos do governo canadense e da Comunidade Européia, além de um ótimo artigo do The Wall Street Journal mostrando os perigos desse tipo de atitude.

Enfim, lá como aqui, ufanismo (ainda mais quando associado a protecionismo) é um sentimento muito perigoso.

Ufanismo em terra de cego

soldalibaUfanismo é uma das atitudes que sempre me irritaram. Me faz lembrar os tempos nada saudosos da ditadura, quando o governo militar espalhava slogans como “Brasil: ame-o ou deixe-o” e “Este é um país que vai pra frente”, transformando-os em palavras de ordem. Quem não concordasse passava automaticamente à condição de “suspeito”. Pois é, parece que esses tempos voltaram na era Lula. É algo que vinha me incomodando já há algum tempo, e agora leio reportagem de Marcio Aith na Folha de S.Paulo sobre os anúncios publicitários que exploram esse falso sentimento de orgulho patriótico.

Sob o título “Publicidade-exaltação”, o repórter descreve campanhas de empresas como Ambev, GM, Bradesco e Vale, em que o apelo ao patriotismo é escancarado. Vejam a frase de um anúncio do novo carro da GM: “Há dez anos, quem poderia imaginar a gente emprestando dinheiro para o FMI?” Encontrar a conexão entre isso e o possível valor de um automóvel, cabe à imaginação do leitor (no caso, telespectador – o anúncio foi veiculado na televisão). Há ainda o caso da Embratel, que fez uma campanha publicitária para promover a implantação de internet em escolas e assinou com esta pérola: “Por iniciativa do Ministério das Comunicações, que executa o maior programa de inclusão digital da América Latina”.

As empresas alegam que nada disso significa exploração política da publicidade, mas desconfio que não é bem assim. A Embratel é fornecedora da rede de internet do governo, e a GM vende carros para o governo, só para ficar nesses dois exemplos. Não sei se a Ambev também fornece cerveja para ministérios ou o Palácio do Planalto, mas o certo é que – como sempre ensinaram Julio Ribeiro e Washington Olivetto, mestres da publicidade – essas coisas não se misturam. Por sinal, lembra a matéria da Folha que, anos atrás, o Tribunal de Contas da União condenou a Petrobrás por fazer publicidade em defesa do Plano Real, fugindo totalmente de suas atribuições – no caso, com dinheiro público, a mesma Petrobrás que agora também entrou na dança do ufanismo publicitário.

Só para deixar claro: não sou contra defender o País e enaltecer o que temos de bom. Já comentei isso aqui. O erro está em usar a boa-fé das pessoas para encobrir o que existe de ruim, e que precisa ser corrigido. Em tempo: encontrei no excelente blog A Quinta Onda, de Mauro Segura, uma análise valiosa sobre o atual momento brasileiro e as perspectivas do País para os próximos anos. Num texto intitulado O Brasil Levanta Vôo, Segura se confessa extremamente otimista e alinha vários argumentos para sustentar esse sentimento: o sucesso indiscutível de empresas brasileiras no Exterior (algumas são líderes mundiais em seus setores), a autosuficiência em petróleo (que deve se consolidar com a exploração correta do pré-sal), as reservas de energia limpa e renovável, a ascensão das classes D e E, o pagamento da dívida externa.

Sem dúvida, todos são motivos de orgulho para os brasileiros. Mas não para ufanismo, um sentimento que está muito próximo da arrogância.

Polêmica: o consumo dos TVs

Como se esperava, na semana passada a Comissão de Energia da Califórnia (CEC) confirmou que o estado irá aumentar as restrições à venda de televisores. A partir de janeiro de 2011, só poderão ser comercializados aparelhos que respeitem as novas normas de consumo de energia definidas pela Comissão. Para horror de muitos americanos, que ainda acham que o próprio mercado deve resolver essas coisas, e que o governo não tem nada que interferir, a coisa por lá parece que é pra valer. O governador – um tal de Schwarzenegger – está batendo duro contra fabricantes e revendedores de TVs, alegando que seu estado está perdendo muito dinheiro com o consumo excessivo de energia.

Segundo a CEC, existem na Califórnia nada menos do que 35 milhões de televisores sendo usados. Ao lado de DVDs e DVRs, esses TVs seriam responsáveis por 10% de toda a eletricidade gasta numa casa, em média. Com o aumento de tamanho das telas e o aumento do número de TVs em cada residência, esse percentual tende a subir mais ainda. Pelos mesmos cálculos, os californianos já gastam anualmente 8,772 gigawatts/hora só com o hábito de ver televisão. Isso equivale a 40 mil aparelhos ligados cinco horas por dia durante um ano inteiro. Mais números: se todos esses TVs fossem hoje substituídos por modelos mais eficientes, a economia seria de 6,515GW/hora, energia suficiente para atender as necessidades de 864 mil famílias pequenas por ano.

Claro que os fabricantes não estão ouvindo tudo isso calados. A CEA (Consumer Electronics Association), a mesma que organiza a CES e representa mais de duas mil empresas, vem soltando comunicados praticamente todos os dias com críticas à CEC. “Esses números são irreais”, comentou Jason Oxman, vice-presidente da entidade. “Só posso acreditar que há algum interesse financeiro por trás dessas regras. E quem vai pagar a conta, no final, será o consumidor”. A CEA já conseguiu o apoio da CEDIA, que representa os lojistas e os instaladores, preocupados com o possível aumento nos preços dos televisores. Pelo visto, a briga vai longe. Para saber mais detalhes sobre o assunto, acesse este link; e leia também este post.

Bem, não sei se os tais números são falsos ou verdadeiros. Só acho meio estranho que alguém consiga calcular o consumo médio de cada televisor numa casa que tem vários… Mas fico pensando: lá, eles estão discutindo o assunto há meses, divulgando comunicados, criando sites, blogs e fóruns de discussão. Pode ser até que o plano seja cancelado, mas com certeza servirá para as pessoas discutirem o tema economia de energia e tirarem dúvidas a respeito. Aqui, estamos na iminência de ver implantada a tal mudança dos conectores elétricos sem que as nossas autoridades (in)competentes tenham divulgado uma só linha de esclarecimento. Por que será?

Anatel, fora da banda larga

global-broadbandEstá tudo combinado. O presidente Lula recebe amanhã (terça-feira) o esboço de seu Plano Nacional de Banda Larga, preparado por um grupo de estudos sob a coordenação de assessores da Casa Civil e dos ministérios do Planejamento e das Comunicações. É de se perguntar: e a Anatel? A agência reguladora do setor, a quem cabe fiscalizar os serviços de telecomunicações no País, sequer está participando das reuniões. CORRIGINDO: A ANATEL É CITADA NA ABERTURA DO PLANO, AO LADO DO CPqD E DA TELEBRASIL. DE QUALQUER MODO, É IMPOSSÍVEL SABER QUAL FOI SEU NÍVEL DE PARTICIPAÇÃO NO PROJETO. VEJAM O LINK . Não chega a ser propriamente novidade, porque a Anatel já tinha sido excluída do processo de implantação da TV Digital. Na prática, hoje, a agência só é chamada para “assinar embaixo” decisões tomadas no Palácio do Planalto, como a mudança na legislação que permitiu a compra da Brasil Telecom pela Oi, lembram-se?

O fato é que, enquanto no Planalto se discute a tal universalização da banda larga fixa, no mundo real o cenário é bem outro. As últimas estatísticas indicam a explosão da internet móvel, via conexão 3G, seja através de celular ou de modem conectado a notebooks. O ritmo de crescimento surpreende até as operadoras. Em um ano, o número de conexões saltou de 6,6 para 7,9 milhões. E as previsões apontam um aumento ainda mais rápido nos próximos anos: serão 60 milhões de pessoas acessando a web móvel até 2014, diz a consultoria especializada Teleco, superando o número de usuários da banda larga fixa. E, segundo a Cisco, até 2013 o tráfego será 52 vezes maior que o atual, com um volume de dados de 25,8 terabytes por mês!

A pergunta que se fazem os especialistas independentes é como essa expansão será possível se nem o governo sabe o que pretende com a banda larga. A começar da definição do termo. Pelos padrões da UIT (União Internacional de Telecomunicações), só se pode chamar de “banda larga” uma conexão superior a 256 kilobits por segundo, sendo que o padrão médio exigido nos países desenvolvidos é de 1 megabit por segundo (vejam bem: eu disse “padrão médio”). Aqui, o Plano Nacional de Banda Larga coloca como meta conexões de 128Kbps, na presunção de que, para quem não tem nada (como acontece com mais de 90% da população), isso já seria suficiente. Pode até ser.

O problema, como sempre no Brasil, é a diferença entre teoria e prática. Como bem disse Estela Guerrini, advogada do IDEC-SP, “isso não é banda larga”. Estela é uma das pessoas que atualmente luta para que a Anatel cumpra seu dever legal e fiscalize, de fato, a prestação desse serviço no Brasil. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo , os órgãos de defesa do consumidor estão se unindo ao Ministério Público para acabar com uma das práticas mais desonestas desse mercado: a venda de planos em megabits quando as operadoras entregam, no máximo, 100 kilobits… Segundo Estela, há até operadoras ameaçando cortar o serviço do usuário que, por exemplo, fizer ligações via Skype, o que seria o cúmulo do abuso.

Bem, aí voltamos à figura decorativa da Anatel. Não é ela quem deve fiscalizar isso? E quem fiscalizará o tal Plano Nacional de Lula? Sugestão: alguém nomeado pelo Sarney.

Como comprar um TV (8)

Volto aqui ao tema dos TVs Full-HD e os critérios de compra, e aproveito para responder também aos leitores Douglas Amadei, Alexei Ferreira e Dinaldo Campos, entre outros, que enviaram questionamentos na mesma linha. Uma primeira consideração de caráter mercadológico e que, parece, alguns se esquecem: todo produto novo, e tecnologicamente mais avançado, custa mais caro. Não há como fugir disso. O problema é saber se aquilo que o aparelho traz de inovação justifica o custo mais alto, e esse é um ponto polêmico porque algo que é importante para um usuário pode ser insignificante para outro.

Digo isso a propósito dos novos TVs LED-LCD e dos plasmas ultrafinos, que chegaram ao mercado este ano. Todos são, sem dúvida, melhores que seus antecessores. E são também mais caros. Os LCDs convencionais são os TVs mais vendidos do mundo justamente porque atingiram uma faixa de preço acessível a mais consumidores. Não dá para querer que um aparelho mais avançado custe o mesmo.

Como comentei ontem, os LCDs com backlight de LED trazem enormes ganhos sobre os que utilizam luz fluorescente: cores mais definidas, melhor nível de contraste – para mim, os dois aspectos mais importantes -, imagem mais brilhante, menor consumo de energia e vida útil mais longa. Evidentemente, nem todo mundo tem condições de perceber a diferença simplesmente olhando para um monte de telas numa loja, até porque a própria loja, às vezes, manipula a qualidade do sinal para vender esta ou aquela marca. Por isso é que os fabricantes precisam introduzir outros recursos além da imagem melhor, para tornar seus produtos mais atraentes.

Alguém pode achar que esses “outros recursos” são apenas perfumaria, mas isso é elitismo. Aspectos como design, tipo e quantidade de conectores, desempenho do controle remoto, facilidade de ajustes, desenho do menu e até o acesso direto à internet, que está se tornando comum, também são importantes para muitos usuários. Minha sugestão, portanto, para quem estiver pensando em comprar um TV, é fazer uma lista das suas prioridades, tomando por base os parâmetros descritos acima. O que, de fato, entre todos eles, é realmente importante para você? A partir daí, vale uma boa pesquisa na internet. Depois, visitas a algumas lojas, de preferência aquelas onde haja um espaço para poder apreciar o aparelho e seu desempenho. Finalmente, é fazer as contas e escolher o melhor custo-benefício.

Que, aliás, não deve ser confundido com “susto-benefício”.

Tablet reader, novo mistério da Apple

apple tabletFalando em marcas de grife, a notícia do dia na imprensa especializada mundial é daquelas que pode muito bem nem ser notícia, apenas factóide. Mas, como se trata da Apple, ganha manchetes. Vem de Taiwan, onde o site Digitimes divulga que a empresa de Steve Jobs prepara o lançamento de um tablet com tela OLED, de 9,7″, que incluirá funções de e-reader para desbancar o Kindle, da Amazon.

As fontes do jornal são fabricantes de componentes que fornecem para a Apple – como se sabe, a empresa monta todos os seus produtos na China ou em Taiwan. E elas dão detalhes. Seriam, na verdade, dois modelos (o outro, um LCD-TFT de 10,6″), ambos tablets. Mas, devido à inclusão da tela OLED no modelo menor, o cronograma de lançamento teria sido revisto: de fevereiro passou para o segundo semestre de 2010. Tem até um preço estimado: entre 1.200 e 1.700 dólares. Semanas atrás, o Apple Insider divulgou a foto ao lado como se fosse um protótipo do produto.

Curioso é que a última edição da revista Exame traz reportagem exatamente na mesma linha. Pra variar, não cita a fonte, mas de qualquer forma bate com os boatos vindos agora da Ásia. O texto lembra o que disse Steve Jobs quando a Amazon lançou o Kindle, em 2008: “Não importa se o produto é bom ou ruim, o fato é que as pessoas não leem mais. Toda a concepção do aparelho é falha desde o início.” Agora, especula a revista, fala-se que a Apple pretende entrar justamente nessa área. Estaria, como sempre faz, apenas esperando os concorrentes cometerem seus erros para chegar com um produto totalmente diferente do que existe e tomar conta do mercado. Foi assim com o iPod e o iPhone, não foi?

Bem, especulações à parte, é fato que o mercado de leitores eletrônicos tende a crescer. E que a Amazon não está sendo habilidosa para negociar com as editoras, que detêm os direitos sobre os conteúdos. E que a popularização dos netbooks e dos smartphones tende a convergir para aparelhos que reúnam também funções de readers. E que a Apple precisa urgentemente lançar um produto novo – o iPhone, que é de 2007, já está ficando velhinho – para honrar a tradição que ela própria criou.

Mas acho que ninguém – nem mesmo Steve Jobs, nos momentos em que se julga um ser humano, não um Deus – sabe o que acontecerá em 2010. Ou sabe?

PS2 aqui, PS3 lá…

Já nem consigo lembrar quando os primeiros PlayStation 2 começaram a chegar ao Brasil. Faz tanto tempo… Agora, depois de perder muito dinheiro, a Sony decidiu trazer o aparelho oficialmente para o País. A SCEA (Sony Computer Entertainment America) anunciou nesta quinta-feira que os consumidores brasileiros já podem comprar o console e escolher entre 14 jogos compatíveis.

Sinceramente, não sei se é notícia boa ou ruim. Como não sou fissurado em games, deixo a palavra a quem de direito. Mas que é estranho, a essa altura do campeonato, lançar um produto que já existe no mundo inteiro desde 2000 e que já foi superado tecnologicamente pelo seu irmão mais novo (o PS3), isso é. Quando divulgamos, em abril, que o PlayStation seria lançado oficialmente no Brasil, parece que alguns executivos da Sony se irritaram. Mas falávamos do PS3, aquele que todo mundo deseja e que é até agora o melhor player Blu-ray do mercado (fora os modelos de padrão high-end). PS2? Confesso que não entendi.

1366399-6912-cpMais estranha ainda (diria até surreal) é a notícia de que está à venda nos EUA uma versão do PS3 Slim banhada a ouro (veja aí do lado), com logotipo 18 quilates e diamantes brancos. Preço? Apenas 10 mil dólares, uma pechincha para os consumidores, como se diz por aí, descolados. Você é um deles? Então, vá lá: http://computer-choppers.com. Essa loja oferece também iPhone, Blackberry, Macbook e vários outros aparelhos com pérolas, diamantes e o que mais você quiser para desfilar por aí.

Para completar este verdadeiro “playstation news”, vejam esta: a próxima atualização do Facebook irá incluir compatibilidade com o videogame da Sony. Através da rede PlayStation Network (ainda não disponível no Brasil), o usuário poderá entrar no Facebook e baixar um software para atualizar seu perfil e contar aos amigos detalhes fundamentais de sua vida, como por exemplo quantos pontos já ganhou em determinado jogo.

 É verdade. Vejam aqui o vídeo. Os jogadores provavelmente irão se perguntar: “Como pude viver até hoje sem isso”?

As (muitas) novidades do HDMI

HighSpeed_Ethernet_Rectangle_FINAL_10-4-09Sempre atento, Cristiano Mazza, da Discabos, mostra que já está preparado para a nova era dos conectores HDMI e nos envia informações preciosas sobre essa tecnologia. Talvez, como dizem alguns, seja apenas marketing, mas o fato é que esse padrão de conexões tornou-se tão popular – quase uma unanimidade – que suas constantes atualizações tornam-se críticas para a indústria e, é claro, também para os usuários.

Basicamente, são duas mudanças principais: a introdução da versão HDMI 1.4, que já comentamos aqui, criada para permitir tráfego de dados em aplicações interativas (o que implica um canal de retorno de áudio), e uma nova nomenclatura destinada a inibir a verdadeira picaretagem em que se transformou o comércio de cabos no mundo inteiro.

Antes de mais nada, como bem lembra Cristiano, é preciso entender que HDMI hoje é uma marca, e das mais valiosas. Seu controle pertence a uma empresa chamada HDMI Licensing LLC, que define as especificações e cobra royalties dos fabricantes de cabos e também de equipamentos que utilizam esse conector. E é evidente que essa empresa está perdendo dinheiro quando se vê tantos cabos por aí carregando a marca “HDMI” e sendo fabricados em qualquer fundo de quintal chinês, paraguaio ou mesmo brasileiro.

A idéia da empresa – não quer dizer que vá conseguir – é colocar um pouco de ordem nessa bagunça. Eles estão recomendando, por exemplo, o uso das cores preto ou cinza nos cabos, com fundo branco; e também um tamanho mínimo de 10mm. Os números que identificam as versões anteriores (1.1, 1.2 e assim por diante) não devem mais ser usados; os fabricantes de cabos têm prazo de um ano para mudar as embalagens; para os aparelhos, o prazo vai até 2012.

Ficam valendo agora as seguintes identificações:
HDMI Standard (padrão) – para sinal de vídeo SD
HDMI Standard with Ethernet – para sinal SD com canal de rede
HDMI Automotive – para sinal SD de uso em veículos
HDMI High Speed (Alta velocidade) – para sinal HD, com largura de banda de 10,2 Gigabits por segundo.
HDMI High Speed with Ethernet – para sinal HD 10Gbps com canal de rede

Os cabos High Speed cumprirão as mesmas finalidades propostas para a versão HDMI 1.4, ou seja, serão os únicos capazes de transportar sinal de vídeo 3D, assim como de resolução 2K e 4K ou com processamentos Deep Color e x.v.Color.

Enfim, todo mundo vai ter que se adaptar a essa pequena revolução.

Para os interessados pelo assunto, este artigo é valioso.

Mais lançamentos e explicações

Somente nas duas últimas semanas, a Panasonic anunciou dois novos plasmas para o mercado brasileiro: o modelo NeoPDP de 58″, com preço sugerido de R$ 10.999, e o Viera Plasma Premier, de 65″, que passa a ser o top de linha da marca, cotado a R$ 32.000. Segundo a empresa, o painel Premier permite melhor controle dos pixels e elimina resíduos de luz que interferem no contraste. Com isso, a meu ver, a Panasonic mostra que realmente está empenhada em dominar o mercado de plasmas e avançar com essa tecnologia. Ótimo.

Agora, como sei que muitos leitores estão insatisfeitos com a falta de produtos da empresa nas lojas, resolvi consultá-la a respeito. A explicação estaria na falta de componentes para alguns modelos que, somada ao aumento da demanda neste final de ano, vem ocasionando problemas no abastecimento. Evidentemente, nada disso serve de consolo, e acho que os consumidores devem sempre manifestar seu descontentamento quando é o caso. Vamos aguardar que o problema seja resolvido o quanto antes, até porque os TVs da Panasonic estão mesmo entre os melhores do mercado.

Só um lembrete: o modelo de 65″ – que estamos aguardando para testar – só é vendido sob encomenda. Os interessados devem acessar o site da empresa e registrar lá seu pedido. Este, pelo menos, não adianta procurar em nenhuma loja.

A briga pelo segmento de LEDs

Enquanto por aqui a LG entra na briga com a Samsung pelos TVs LCD com backlight de LED, como comentei esta semana, nos EUA há um novo concorrente de peso: a Toshiba. A nova linha Regza, que está chegando ao varejo americano, inclui dois modelos (55″ e 46″) com o tão comentado e pouco visto backlight de LED padrão local dimming. Até agora, somente a Samsung havia colocado no mercado internacional TVs desse tipo – a Sony aparentemente abriu mão disso, preferindo se concentrar em outros aperfeiçoamentos do LCD convencional.

Vale a pena lembrar que os TVs LED-LCD à venda no Brasil, inclusive os novos da LG, utilizam o padrão edge-lit. Os painéis local dimming são mais caros e de construção mais complexa, daí a preferência dos fabricantes pelos edge-lit, caso contrário os preços dos TVs seriam bem mais altos. Só que, no disputadíssimo mercado americano, e sem os constragimentos da tributação brasileira, esses TVs até que estão saindo a preços razoáveis. Vejam só.

O Toshiba SV670U, de 55″, tem preço sugerido de US$ 2.999; certamente será vendido por menos daqui até o Natal, com a avalanche de promoções que se vê por lá. Já o Samsung B8500, também com 55″, custa US$ 4.049, mas também está sendo incluído em promoções; leva sobre o Toshiba a vantagem da freqüência de 240Hz na renovação de tela.

Para quem perdeu a explicação anterior sobre esses dois tipos de backlight de led, a diferença entre local dimming e edge-lit está no número de leds utilizados e na sua disposição sobre o painel. No padrão local dimming, os leds – que são poderosos focos de luz e substituem com vantagens as lâmpadas convencionais – são espalhados por toda a superfície do painel, gerando uma luminosidade mais uniforme que, por sua vez, resulta em melhores níveis de contraste e clareza das cores. Nos painéis edge-lit, os leds são montados nas bordas de uma placa de acrílico que é colocada ao painel e se encarrega de espalhar a luz. Evidentemente, os TVs com local dimming são mais eficientes – mas também mais caros.

Mas ambos são muito melhores que os LCDs convencionais.

Novo plugue: tirando dúvidas.

16_MVG_ECO_070516A SMS, um dos maiores fabricantes nacionais de acessórios elétricos, saiu na frente da concorrência e está colocando no mercado adaptadores para o novo conector que vem causando tanta polêmica. Um deles serve para conectar novos aparelhos às tomadas antigas (bem, não tão antigas assim, considerando que quase todo mundo ainda tem); um outro faz exatamente o contrário, ou seja, liga aparelhos antigos nas novas tomadas. Ainda não vi nenhuma casa ou apartamento com esse tipo de tomada que, dizem, vem sendo utilizada desde o início de 2009. A ser verdade, pelo número de prédios que vemos em construção por aí a toda hora, já deve existir uma boa quantidade delas.

Bem, o importante é que a SMS está não apenas lançando uma solução para o problema, mas também procurando esclarecer as dúvidas, que são muitas. No site da empresa, há uma página explicando alguns pontos. Vale a pena consultar. Outro produto que a empresa está comercializando é uma régua de extensão com quatro tomadas no novo padrão. Você pode ligar ali seus aparelhos que têm plugue convencional, e a régua vai na tomada. A SMS, que diz já ter um total de 27 produtos adaptados à nova norma ABNT, promete entregar essas novidades ao comércio em dezembro.