Archive | March, 2010

Internet rápida: quem paga mais?

Em mais um trabalho brilhante, o repórter Renato Cruz, do Estadão, escancarou na semana passada um dos problemas mais vergonhosos do Brasil na área de serviços público: o alto custo das conexões de internet rápida. Ao contrário do que dizem as operadoras, bem poucas cidades do País possuem esse tipo de conexão. Para ser mais exato, Cruz foi pesquisar no Atlas Brasileiro de Telecomunicações: em setembro de 2009, apenas 146 cidades tinham internet via cabo, e 2.840 recebiam o serviço via telefone. Até aí, alguém poderia argumentar: o Brasil começou a implantar suas redes há pouco tempo e pode evoluir rapidamente nisso. O problema é quando se analisa o custo dessas conexões e as disparidades verificadas.

O problema é tão gritante que chamou a atenção da Secretaria de Direito Econômico, órgão do Ministério da Justiça que tem a fama de não se deixar levar por ingerências políticas. A SDE descobriu diferenças de até 117% nos preços cobrados por uma conexão de banda larga em cidades vizinhas – no caso, Rio de Janeiro (a capital), Nova Iguaçu e Belfort Roxo (Grande Rio). Vejam: uma conexão da Oi, com velocidade nominal de 1Mbps, custa aos moradores do Rio a mensalidade de R$ 68,90; pela mesma conexão, da mesma operadora, os assinantes que residem na região metropolitana pagam R$ 149,90! O fenômeno se repete em Belo Horizonte (mensalidade de R$ 69,07), Betim e Juiz de Fora (R$ 164,58). A explicação é que fora das duas capitais não há concorrência: a Oi é a única que oferece o serviço.

A operadora alega que os custos para levar banda larga a cidades menores é muito mais alto, o que explicaria também a ausência de outras concessionárias nesses locais. Dá para aceitar esse argumento? Leiam este artigo e respondam.

Como fazer marketing, via celular

Reportagem da última edição da revista Exame mostra como algumas empresas americanas estão desenvolvendo aplicativos para se comunicar com seus clientes via celular. São os tais “apps”, popularizados pela Apple e agora abraçados por inúmeras empresas mundo afora. Com o testemunho de profissionais brasileiros que estão na linha de frente dessa nova tendência de mídia, ainda incipiente por aqui, a reportagem detalha ações de marcas como Nestlé, Starbucks e Chanel, entre outras, para fidelizar clientes a partir da telinha do smartphone. Vale a pena ler.

Cito aqui esse link a propósito de notícias que têm saído cada vez com mais freqüência na mídia, sobre a criação dos mais variados aplicativos. Agora mesmo, no lançamento do iPad, previsto para chegar às lojas Apple dos EUA e da Europa neste fim de semana, milhares de desenvolvedores viram a noite trabalhando na finalização de apps para o novo produto. Como já aconteceu com o iPhone, quanto mais funções existirem para o iPad, maior a chance de uma empresa ou entidade pegar carona no sucesso do tablet. Notem que até mesmo concorrentes diretos da Apple, como Nokia e Microsoft, lançaram aplicativos para o iPhone. É questão de bom senso.

Esses movimentos mostram claramente que as mídias móveis já são uma realidade inevitável. Pelos últimos levantamentos disponíveis, existem mais de 500 milhões de iPhones em uso no mundo. Seus proprietários certamente passam boa parte do dia (e da noite) colados à telinha. Quem melhor souber se comunicar com eles terá grande chance de conquistá-los como clientes. Claro, o raciocínio vale também para os outros modelos de smartphones, e não é por outra razão que Nokia, Samsung e Motorola, entre outros fabricantes, criaram também suas app stores. Mesmo que você não seja fã da Apple, dificilmente irá escapar.

Para quem ainda não entrou nesse mundo, eis aqui alguns dos sites mais legais:

Apple – Versão em português para a loja de aplicativos da empresa.

Blackberry – Loja de serviços para usuários do smartphone da RIM.

Appswork – Aplicativos em Linux para empresas.

GoogleApps – Site em português para serviços do Google em qualquer smartphone.

PortableApps – Guia de aplicativos diversos para aparelhos portáteis.

PendriveApps – Guia de aplicativos para baixar em pen-drives.

Nokia – Aplicativos para o sistema Symbian (em breve estréia no Brasil a loja Ovi, também da empresa finlandesa).

Microsoft – Galeria de aplicativos para Windows Mobile (aguarda-se a versão em português).

Brincando de banda larga

Na última hora, o governo decidiu retirar do chamado PAC 2 (aquela coleção de idéias que no futuro, talvez, podem se transformar em projetos) o Plano Nacional de Banda Larga. Estava tudo pronto para isso, mas perceberam que os números disponíveis não são confiáveis: ninguém no governo tem a menor idéia de quanto irá custar essa brincadeira. Na prática, não faz diferença porque ambos (PAC e PNBL) são obras de ficção. Ao ver os dados que lhe apresentaram, o presidente Lula parece ter desistido de encampar a banda larga como plataforma de campanha, no que mais uma vez foi sábio.

Nos bastidores do Palácio do Planalto e dos ministérios, essa desistência aparentemente teve o efeito de acalmar os ânimos entre os grupos que pretendiam tomar conta do PNBL. Nesta segunda-feira, quanto Lula reuniu 30 ministros e incontáveis bajuladores para o lançamento do PAC 2, uma ausência muito notada foi a de Helio Costa, que por ser das Comunicações deveria estar à frente de um projeto como esse (o PNBL, não o PAC). Costa fugiu da imprensa e mandou dizer que nada mais tem a declarar sobre o assunto, já que no final do ano passado entregou a Lula aquele calhamaço de quase 200 páginas com suas sugestões (que, na verdade, eram as das operadoras).

Lula também teve o voto contrário da área econômica para a reativação da Telebrás e, quando isso vazou para a imprensa, ficou difícil manter a idéia. O presidente poderia ser acusado de irresponsável se insistisse num plano que, segundo técnicos da Secretaria do Tesouro Nacional, esbarra num detalhe prosaico: a quantidade de processos que correm na Justiça tendo a Telebrás como ré. Seria possível enumerar ainda as dívidas da ex-estatal, que pelas estimativas mais modestas rondam na casa dos R$ 300 milhões. No relatório que prepararam, os técnicos chegam a afirmar que para as finanças do País seria menos ruinoso criar uma nova estatal do que reativar a antiga – mais ou menos o que dissemos aqui tempos atrás.

Vejam como se brinca com o dinheiro público neste País: será que nenhum dos assessores de Lula envolvidos no PNBL levantou esses detalhes antes?

Varejo de gente grande

As repercussões da fusão entre as redes Insinuante e RicardoEletro, anunciada ontem, vão se desdobrar nas próximas semanas e meses. Mas alguns aspectos já podem ser antecipados. É possível afirmar, por exemplo, que o varejo brasileiro vive a melhor fase de sua História, devido à emergência das classes C e D, antes alijadas do consumo de bens duráveis. Dificilmente haverá, neste momento, algum outro país em que o poder das redes varejistas seja tão grande. Não apenas em função do montante de dinheiro que conseguem girar no dia-a-dia, e dos lucros auferidos a partir daí, mas principalmente devido a sua capacidade de negociação com os fornecedores. Como na maioria dos países há uma retração no consumo, os empresários brasileiros do segmento estão numa posição mais do que confortável.

Vejam no quadro abaixo como ficou a configuração das principais redes brasileiras, segundo o Estadão:

1.Casas Bahia + Ponto Frio + Extra Eletro – Faturamento em 2009: R$ 18,5 bilhões; Número de lojas: 1.015. Estados onde atua: SP, RJ, MG, PR, SC, ES, GO, MS, MT, BA e DF; Número de funcionários: 68 mil.

2.Insinuante + RicardoEletro – Faturamento em 2009: R$ 5 bilhões; Número de lojas: 528; Estados onde atua: MG, RJ, BA, GO, DF, PE, CE, AL, AM, ES, MA, PB, PI, RN e SE; Número de funcionários: 15 mil.

3.Magazine Luiza – Faturamento em 2009: R$ 3,8 bilhões; Número de lojas: 456; Estados onde atua: SP, MG, RS, SC, PR, GO e MS; Número de funcionários: 14 mil.

4.Lojas Cem – Faturamento em 2009: R$ 1,6 bilhão; Número de lojas: 181; Estados onde atua: SP, MG, RJ e PR; Número de funcionários: 6.500.

5.Lojas Colombo – Faturamento em 2009: R$ 1,3 bilhão; Número de lojas: 346; Estados onde atua: SP, RS, MG, PR e SC; Número de funcionários: 6 mil.

Mas os desafios também são grandes, e o maior deles é entender o novo comportamento do consumidor nestes tempos online. Segundo o especialista Claudio Felisoni, do Provar (Programa de Administração de Varejo), em artigo publicado hoje no mesmo Estadão, as lojas tradicionais (físicas) tiveram crescimento de 13% entre 2008 e 2009, enquanto as lojas virtuais cresceram 25% – isso em termos de faturamento. Talvez mais importante seja este outro dado: o número de consumidores brasileiros que passaram a comprar pela internet em 2009 foi de quase 18 milhões, ou 33% a mais do que havia ao final de 2008. Essa é uma tendência irreversível, no mundo inteiro e também no Brasil, e quem não souber se adaptar a ela com certeza terá problemas.

Não foi por acaso que a Casas Bahia investiu pesado em e-commerce a partir do ano passado; Wal-Mart e Carrefour fizeram o mesmo. E o Pão de Açúcar, ao incorporar a Bahia, adotou como prioridade o aperfeiçoamento de seus serviços online. O mesmo promete fazer agora a Máquina de Vendas, holding da Insinuante/RicardoEletro. Como diz Felisoni, os preços dos produtos eletrônicos são praticamente os mesmos em todas as lojas, assim como suas margens de lucro. Ao mesmo tempo, o consumidor hoje é mais poderoso, no sentido de poder escolher, via internet, entre uma gama maior de ofertas e oportunidades. Ou seja, sairá ganhando quem conseguiu realizar o melhor atendimento online a um custo operacional mais baixo.

Parece óbvio, mas vamos ver quem consegue fazê-lo na prática. Daqui a um ou dois anos, saberemos. Enquanto isso, para quem quiser entender melhor a situação do varejo brasileiro, sugiro estes artigos:

O novo poder das redes sociaisO novo consumidor e a decisão de comprar, Admirável mercado novo e E-Commerce: explore sem limites.

Abaixo a propaganda enganosa!

É difícil acreditar, mas a Anatel promete punir as operadoras de banda larga via celular (3G). A ordem, a ser cumprida a partir de junho, é que as empresas informem a velocidade mínima de conexão oferecida em seus planos, inclusive nos anúncios publicitários. Quem não cumprir, ficará sujeito a processo administrativo e multa. E mais: ao receber seu modem de banda larga, o assinante deverá ganhar um software para medir a velocidade de acesso e, assim, poder monitorar ele mesmo sua conexão.

Será que veremos tudo isso acontecer? Antes que você responda, é bom esclarecer que essas medidas foram tomadas pelo Conselho Diretor da Anatel (e comunicadas às operadoras) há cerca de um mês. Uma espécie de “decreto secreto”, como aqueles que eram editados na época da ditadura. Só vieram a público agora, devido às investigações que estão sendo feitas pelo Ministério Público Federal sobre as atividades da Agência. Lembremos também um detalhe aparentemente burocrático, mas que pode fazer muita diferença: as regras fazem parte de um “ofício” às operadoras, não de uma “resolução”, que teria força de lei. É o que diz a advogada Maíra Feltrin, do IDEC-SP, recordando que o órgão obteve na semana passada uma liminar contra a propaganda enganosa das operadoras de telefonia fixa.

Eu disse “telefonia fixa”? Pois é, quanto a isso a Anatel ainda não tomou nenhuma decisão. As novas regras valem apenas para banda larga móvel.

Concentração não é só aqui

No mesmo dia em que foi anunciado o segundo grande negócio do varejo brasileiro nos últimos quatro meses (o primeiro, é claro, foi a fusão entre Pão de Açúcar e Casas Bahia), saiu nos EUA uma notícia semelhante: a BestBuy, maior rede varejista de eletrônicos do mundo, está prestes a adquirir o controle da Radio Shack, uma de suas concorrentes. O negócio, estimado em US$ 3 bilhões, estaria sendo articulado pelo banco JP Morgan Chase, a pedido da Shack. Com cerca de 4.500 mil pontos de venda espalhados pelos EUA, essa rede é (ou foi?) uma espécie de Coca-Cola dos eletrônicos, marca quase centenária que faz parte da vida de milhões de americanos. Fundada em 1921, sempre foi muito forte em informática, telefonia e acessórios (a foto é dos anos 60). Falta-lhe agora justamente o capital necessário para brigar de igual para igual com redes como… a própria BestBuy.

É a tal concentração, de novo. Sim, você e eu já vimos esse filme antes.

Mais um grande varejista

A fusão entre a rede baiana Insinuante e a mineira RicardoEletro cria o segundo grupo varejista do País, com um total superior a 500 lojas e faturamento próximo dos R$ 4 bilhões anuais. À frente, apenas o Pão de Açúcar e suas recém-incorporadas Casas Bahia e Ponto Frio, que somam mais de R$ 22 bi. É a concentração chegando ao segmento mais dinâmico da economia brasileira, o que está sendo interpretado pelos especialistas como uma tendência irreversível: em meio à competição alucinante, as empresas só conseguem sobreviver se crescerem; e a fusão ainda é a forma mais rápida – e barata – de crescimento.

Luis Carlos Batista e Ricardo Nunes, donos das duas redes, garantem que não pretendem fechar lojas; ao contrário, têm planos de expansão especialmente para a região Sudeste e acenam com a contratação de aproximadamente 15 mil novos funcionários. Argumentam que quase não há sobreposição, até porque atuam em áreas diferentes. Enquanto a Insinuante é mais forte no Nordeste, a RicardoEletro tem maior presença no Sudeste e Centro-Oeste. Juntas, têm condições de incomodar redes tradicionais, como a Magazine Luisa, se decidirem entrar no território paulista.

Ao darem a notícia, hoje, os dois empresários anunciaram um plano de duplicar o número de lojas em quatro anos. E prometeram também não aumentar seus preços. “Não vou deixar o consumidor pagar mais caro”, garante Nunes, que será o presidente da nova empresa, cujo nome não deixa dúvidas quanto à ambição dos dois grupos: “Máquina de Vendas”.

Quando a política atrapalha

Quando o presidente Lula politizou a questão da banda larga, transformando-a em matéria de campanha eleitoral, já se sabia que aquilo não ia dar em boa coisa. De repente, os políticos descobriram que o assunto pode render votos. Agora, o Congresso entra na discussão. Esta semana, houve a primeira audiência pública na Câmara, com amplo espaço para as mais desvairadas bobagens, ditas por gente que nada entende de banda larga. Tudo bem, faz parte da democracia, e é natural que o Congresso – teoricamente, a “casa do povo” – queira debater.

Mas leiam a reportagem que saiu ontem no site Pay-TV: políticos do PMDB, o principal partido aliado do governo, articulam nos bastidores para que, em vez da Telebrás, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) seja conduzido pela ECT (Correios). E por que? Ora, o PMDB manda nos Correios há décadas. Como se sabe, o ministro Helio Costa vai deixar o cargo na próxima semana para se candidatar, com apoio das operadoras telefônicas, ao governo de Minas em outubro. Costa, claro, é contra a Telebrás. E a ECT está para ser transformada em “Correios do Brasil S.A., o que pela lei lhe permitiria atuar também no setor de correio eletrônico (leia-se: internet).

Como sempre, o plano está sendo costurado nos bastidores. Pode até não vingar, mas com o poder do PMDB dentro do atual governo isso é pouco provável. A única certeza é que nenhuma das figuras envolvidas no caso está preocupada com os efeitos do PNBL na vida da população.

Mais sobre os TVs 3D

Dois recursos que chamam atenção no TV 3D de 55″ (foto), top da linha 2010, mostrado pela Samsung ontem em São Paulo: uma espécie de gravador PVR embutido e um controle remoto com cara de iPhone.

Até agora, os únicos TVs que têm gravador embutido são os Time Machine, da LG. São capazes de gravar horas e horas de programas, inclusive em alta definição, mas apresentam um pequeno problema: você só pode assisti-los no mesmo TV. Já vi consumidores decepcionados ao descobrir que o aparelho instala nas gravações um código de proteção anti-cópia, exigência dos estúdios de cinema. Mesmo que você ligue ali um HD externo, não vai conseguir ver o conteúdo em outro televisor. A Samsung também foi obrigada a seguir essa restrição. Seu modelo 3D de 55 polegadas – previsto para chegar ao mercado em junho – traz o recurso REC Extended PVR: pode-se plugar até um pen-drive na entrada USB do aparelho; a gravação é executada e o conteúdo transferido para o pen-drive. Mas, quando quiser assistir, o usuário terá que usar o mesmo televisor.

Já o controle remoto desse TV é um primor de design (embora claramente copiado do iPhone). A tela é touchscreen, com ícones para comandar todas as funções do aparelho, que portanto não tem botões. Um dos comandos abre na telinha a mesma imagem da tela grande, o que é útil, por exemplo, para conferir os conteúdos disponíveis nas emissoras. Pode parecer bobagem, mas na hora de fechar a venda um detalhe como esse muitas vezes acaba fazendo muita diferença (a propósito, vejam aqui o vídeo desse TV).

A caixa acústica mais fina

Um dos produtos mais inovadores que vimos na última CES, em janeiro, foi esta caixa acústica desenvolvida pela empresa americana Definitive Technology. Lembro de ter ouvido de alguns colegas estrangeiros comentários do tipo “isso não pode dar certo”. Claro, estamos acostumados a ver maravilhas em salas de demonstração, que depois simplesmente desaparecem. Ninguém acreditou quando ouviu um par desta XTR-50, da linha Mythos, montada ao lado de um TV LCD-LED. Foi uma surpresa também saber que o produto ganhou o prêmio “Best of Innovations“, concedido por um júri de especialistas escolhidos pela direção da CES. O som realmente agradou!

Agora, o produto está à venda, e espero em breve poder tirar a dúvida em nossa sala de testes. Nos EUA, pode ser adquirido nas lojas virtuais Amazon e Crutchfield, por US$ 1.398 o par; o fabricante diz que nas próximas semanas estará em várias lojas especializadas de lá. No Brasil, a distribuição da Definitive é da Audiogene. Mas, o que tem essa caixa de tão especial? A espessura. Com apenas 1,5 polegada – equivalente a 3,8cm – a Mythos XTR-50 foi desenhada para fazer companhia a TVs de tela ultrafina (os novos LEDs da Samsung e da LG, por exemplo, já chegam a menos de 1cm). E, não adianta, por mais que alguns digam que isso é apenas perfumaria, é inegável que a pequena espessura atrai muitos consumidores.

A caixa é quase toda feita de alumínio. Não apenas o gabinete, que assim torna-se mais leve e dissipa melhor o calor, mas também os cones dos alto-falantes, do tipo domo, onde foram montadas as bobinas. Estas, em vez do tradicional fio de cobre maciço, são envolvidas por uma mistura de cobre e alumínio, o que, diz o fabricante, dá o mesmo resultado sonoro. A conferir.

Para quem se interessar, eis aqui uma descrição mais detalhada do produto.

Anatel, no meio do tiroteio

Provavelmente sem querer, o governo Lula pode terminar transformando a Anatel num órgão que, de fato, atenda aos interesses públicos. É tão grande a quantidade de escândalos e trocas de acusações em torno da agência, que deveria fiscalizar o mercado de telecomunicações no País, que aos poucos o brasileiro comum – aquele que no final é sempre quem paga a conta, mas que até outro dia mal sabia o que era Anatel – vai tomando ciência do que essa gente faz nos bastidores. E, ironicamente, tudo começou quando o presidente Lula anunciou a reativação da Telebrás, atraindo os holofotes para essa área do governo.

Talvez o espaço aqui seja pequeno para enumerar todos os problemas em que a Anatel esteve ou está envolvida. A lista vai da questão do ponto-extra na TV por assinatura aos leilões de freqüências para novos serviços, da fiscalização (na verdade, falta de) sobre as operadoras telefônicas às brigas de bastidor com outros órgãos do governo. Em quase todos os casos, a Anatel se coloca do lado contrário ao interesse do usuário, ou seja, deixa de fazer exatamente aquilo para o que foi criada, no já distante ano de 1997.

Só relembrando: naquele ano, com a privatização do sistema Telebrás, então falido e recheado de denúncias de corrupção, o governo brasileiro decidiu seguir o modelo de gestão adotado na maioria dos países desenvolvidos. Nesse modelo, as chamadas agências reguladoras, formadas exclusivamente por técnicos de experiência comprovada, executam as políticas governamentais e fiscalizam a atuação das empresas concessionárias; estas, quando não prestam bons serviços, podem perder suas concessões. As agências atuam sobre áreas específicas e de interesse estratégico (telecom, energia, saúde…) e não sofrem ingerências políticas. Mas trabalham com metas e precisam prestar contas à sociedade regularmente.

Tudo muito bonito, não fosse um pequeno detalhe: estamos no Brasil! E, quando se tem um governo cuja maior preocupação é conseguir emprego para seus apoiadores e/ou amigos, é difícil resistir à tentação. O resultado é que, a partir de 2003, a Anatel – assim como as demais agências reguladoras – sofreu um processo de esvaziamento técnico. A tal ponto que, na hora de se fazer um Plano Nacional de Banda Larga, como vimos há pouco, a agência que cuida do setor foi simplesmente deixada de lado. Hoje, os bons quadros técnicos da Anatel praticamente não têm voz ativa. Mandam menos do que um reles assessor do Palácio do Planalto, que só está lá porque é amigo de alguém poderoso.

Para entender um pouco melhor a gravidade da situação na agência, recomendo este artigo extraído do site Convergência Digital.

Bem, mas como eu ia dizendo no início do comentário, talvez ainda assistamos a uma “regeneração” no setor. Esta semana, surgiu no Congresso um movimento em favor de uma “CPI da Anatel”, prova de que o assunto rende votos (ou nenhum político estaria preocupado com isso). Ao mesmo tempo, correm na Justiça ações contra a agência, movidas por entidades de defesa do consumidor. O próprio Ministério Público está colhendo material para processá-la, pela demora na definição da questão do ponto-extra. Sem falar na atuação – a meu ver corajosa – da conselheira Emilia Ribeiro (foto), a única na direção da Anatel que briga por mais transparência nas decisões do órgão (na semana passada, ela propôs que as reuniões do Conselho sejam abertas ao público).

Não conheço dona Emilia, mas só por essa posição ela já mostra que nada tem a ver com aqueles que a cercam. Eu, no lugar dela, ficaria esperto: já já, vão começar a chamá-la de “golpista” ou coisas piores.

TV 3D já tem preço: R$ 5.999

Acabo de chegar do Samsung Forum 2010 (foto), megaevento que a empresa coreana organizou em São Paulo, trazendo inclusive dezenas de jornalistas e revendedores de outros países da América Latina. Bem, nos próximos dias vou contar aos poucos quais são os ambiciosos planos da Samsung para o continente, em particular para o Brasil. Por hoje, o mais interessante – e aposto que todo mundo está ansioso para saber – é que a empresa exibiu sua linha de TVs 3D a ser lançada a partir de abril; não, não é coincidência que essa também tenha sido a data fixada pela LG, que apresentou seus produtos 3D no final do mês passado. As duas coreanas estão numa corrida para sair na frente e liderar esse segmento.

Os leitores talvez já tenham visto anúncios da rede FNAC sobre os TVs 3D da LG. A data marcada para os aparelhos chegarem às lojas é 15 de abril, e quem quiser já pode até fazer sua encomenda. Os preços variam entre R$ 7.000 (modelo LCD-LED de 42″) e R$ 15.000 (55″). A quem estiver muito, muito ansioso mesmo, sugiro controlar seus instintos e esperar para ver o produto numa loja.

Já a Samsung adota uma estratégia diferente: anuncia uma espécie de “pacote”, que inclui TV de 40″, player Blu-ray (ambos compatíveis com sinal 3D), mais um par de óculos (acessório fundamental, no caso) e um filme para iniciar a “3D-teca”. Preço promocional: R$ 8.000. O TV sozinho sairá por R$ 5.949 (corrigindo: R$ 5.999); claro, esses são preços sugeridos e provavelmente serão praticados em apenas algumas lojas, escolhidas a dedo. Esse TV é o chamado “de entrada”, modelo básico da linha de 3D, mas com recursos interessantes, como acesso à internet, 4 entradas HDMI versão 1.3, taxa de renovação de 240Hz, conexão DLNA para funcionar em redes domésticas WiFi e espessura de 26,5mm. Considerem que um TV convencional – digo, um LED-LCD 2D – de 40″ está na faixa de R$ 3.800. Façam as contas.

Bem, o que a Samsung nos mostrou hoje foi muito mais. Só de TVs 3D, serão nove modelos: dois plasmas e sete LCDs de LED, um deles absurdamente fino (0,9cm de espessura), previsto para chegar às lojas em junho. Todos têm receptor de TV Digital embutido e acesso à web, sendo que neste último item a empresa ampliou a oferta de sites parceiros, que você pode visitar diretamente pelo TV, mesmo que não tenha um computador em casa. Além do YouTube e do Terra, já disponíveis nos modelos anteriores, agora entram no menu a ESPN Brasil (com notícias de esporte), o Skype (para fazer videochamadas gratuitas no TV) e até o Twitter, entre outros. E quase todos os TVs 3D da Samsung possuem o conversor que permite adaptar imagens 2D para serem vistas em padrão tridimensional.

Mas, o que achei mais interessante na estratégia da Samsung foi a agilidade em começar já a produção dos TVs 3D em Manaus, o que certamente permitirá operar com preços mais atraentes. Lá, também, serão produzidos os novos players Blu-ray e os sistemas de home theater, igualmente compatíveis com imagens 3D. Foi o próprio presidente do grupo para a América Latina, Daniel Yoo, quem anunciou a ampliação da fábrica para comportar as novas linhas de produção, assim como será ampliada a unidade de Campinas, onde são produzidos celulares e notebooks.

Os coreanos, pelo jeito, adoram o Brasil – e, por tabela, a América Latina, para onde será exportada boa parte desses produtos.

Plugues, um caso de polícia?

Faz tempo que não comento aqui o problema do novo padrão elétrico. Continuo esperando para ver a prometida “cartilha” que o Inmetro nos informou estar preparando, em parceria com a Abinee, para esclarecer as dúvidas dos usuários – e como há dúvidas! Tinha pensado em não tocar mais no assunto – que, confesso, sempre me provoca revolta – até saber que esclarecimentos seriam esses. O primeiro prazo era final de fevereiro. Vamos ver quanto tempo demora essa bendita cartilha.

Agora, sou obrigado a quebrar minha promessa, diante da manifestação de um leitor a propósito de um de meus primeiros comentários sobre o tema, escrito em outubro (vejam aqui). Diz ele que estão acontecendo batidas nas lojas que vendem acessórios elétricos para punir aquelas que continuem vendendo cabos e conectores do padrão antigo. Vamos investigar. O leitor não explica que lojas são essas nem quem as estaria visitando. Mas não duvido que seja verdade. Essa mudança de padrão é tão absurda que é bem possível alguém estar posando de “fiscal” para achacar os comerciantes. Seria a pior maneira de fazer pegar o novo plugue elétrico. Um verdadeiro caso de polícia.

A dura briga dos copyrights

Comentei outro dia sobre a péssima hora escolhida pelo governo brasileiro para retaliar os EUA nas relações comerciais, e eis que o assunto vai tendo novos desdobramentos. Reportagem do jornal Valor Econômico, escrita pelo correspondente em Washington, revela que os vários lobbies ativos junto ao Congresso americano estão se movimentando para uma “tréplica”, termo que na linguagem diplomática equivale a uma espécie de vingança.

Bem, não vou entrar nesse mérito, pois pouco entendo do assunto. Mas está claro que a decisão de “embaralhar o jogo”, inflando a lista de produtos importados dos EUA que serão sobretaxados, foi no mínimo inoportuna. O presidente Obama, que sabidamente é simpático ao governo brasileiro, trabalhava nos bastidores para uma reaproximação entre os dois países depois da “geladeira” que foi o governo Bush. Tem que fazer isso com cuidado, devido ao histórico protecionismo dos agricultores americanos. Quando o Brasil coloca em risco a proteção aos copyrights, tão sagrada para eles, deixa Obama numa sinuca. Sobretaxar produtos é uma coisa, e até compreensível no caso. Mas liberar a pirataria é algo bem diferente – e muito mais arriscado.

O império dos TVs de LED

Aos poucos, vai se confirmando a previsão de que os TVs LCD com backlight de LED iriam tomar conta do mercado. Falamos sobre isso em setembro do ano passado, depois de visitarmos a IFA, em Berlim; em janeiro, na CES de Las Vegas, o fenômeno se repetiu. Agora, que começam a chegar às lojas as novas linhas dos principais fabricantes, praticamente só se vê esse tipo de TV. O LCD convencional, coitado, parece ter virado produto de segunda linha.

Os modelos que acabam de chegar ao mercado americano confirmam essa tendência. E aqui no Brasil, a LG apresentou na semana passada seus lançamentos programados para o ano, num total de 140 produtos. Destes, nada menos do que 55 são televisores: 6 de plasma, 24 LCDs e 25 LEDs (sempre lembrando que estes, embora representem uma nova categoria de TVs, são uma variação – ou evolução – dos LCDs, trocando o backlight de lâmpadas fluorescentes pelo de leds). Algo semelhante deve ocorrer depois de amanhã, quando a Samsung também apresenta suas linhas 2010; depois, será a vez da Sony e da Philips. Esta, no evento internacional a que estive presente, em Barcelona, no mês passado, só mostrou LCDs de LED. A Samsung era, até agora, a que mais havia lançado esse tipo de TV no Brasil. E não há motivo para crer que a Sony fará diferente.

Pode-se analisar esses movimentos por dois ângulos. De um lado, trata-se de um avanço técnico: os backlights de led reduzem significativamente a deficiência de contraste dos LCDs convencionais, além de consumirem menos energia. Somando-se a adoção de novos processadores de vídeo, cada vez mais eficientes, pode-se afirmar que o consumidor brasileiro tem hoje uma excelente gama de opções. De outro lado, ainda não dá para identificar qual será o posicionamento de preço desses novos TVs em relação aos tradicionais. Meu palpite é que a diferença deve se acentuar: os LCDs comuns provavelmente cairão de preço mais rapidamente do que vinha ocorrendo até agora e serão avidamente consumidos pelo pessoal das classes C e D, emergentes, que não têm o mesmo nível de exigência. Além disso, com a Copa do Mundo há um enorme mercado de reposição a ser suprido: aquelas pessoas que querem ter um TV a mais no quarto ou na casa de praia. Resumo: é quase certo que a indústria baterá seus recordes históricos de venda de televisores em 2010.

E, antes que alguém me chame de “preconceituoso” pelo comentário acima sobre as classes C e D, já vou explicando que trata-se de um fato estatístico: essas são as faixas que mais estão consumindo atualmente. Mas são pessoas que não têm (ainda) parâmetros para distinguir a boa qualidade de imagem num TV – muitas provavelmente estão ainda com seus velhos TVs de tubo, e agora passarão para um LCD, ou talvez plasma. O mesmo pode acontecer também com o pessoal das classes A e B, mas certamente será em menor proporção.

Campeão de audiência no celular

Nesta segunda-feira, diretores da Rede Globo apresentaram, em São Paulo, as novidades da programação da emissora para 2010. Curiosamente, os principais assuntos não foram os novos programas, mas sim as plataformas técnicas em que a Globo está apostando: TV 3D, celular e internet. No primeiro caso, que até já comentamos aqui, a idéia é continuar com as experiências até que exista, de verdade, um mercado a ser atingido, ou seja, quando houver uma boa quantidade de receptores instalados. Sem dúvida, a Copa da África do Sul será o maior teste, ampliando o que já foi feito no Carnaval. A Globo pensa até em transmitir jogos do próximo Campeonato Brasileiro de Futebol em 3D.

Agora, a grande aposta da Globo é mesmo a distribuição de conteúdo via web e para terminais móveis. Não apenas o conteúdo convencional – shows, novelas e minisséries da TV aberta – mas conteúdo especialmente criado para a mídia web. Já em maio, a nova novela das 9, chamada “Passione”, terá uma versão online, em fragmentos, permitindo que o internauta possa assistir do modo que lhe for mais conveniente. Se der certo, o esquema será adotado em todas as novelas da emissora.

E o grande salto será dado com a Copa, em junho. Um total de 56 jogos será transmitido ao vivo pelo portal Globo.com e poderá ser assistido até mesmo em celulares, ou em computadores com receptor 1-seg.  “Eu diria que com o crescimento da banda larga, da TV Digital e o horário da Copa do mundo, a audiência dos jogos de outras seleções pode crescer muito”, disse Fernando Bittencourt, diretor de engenharia da Globo, ao site Tela Viva. Segundo ele, a plataforma móvel permitirá que a emissora faça suas primeiras experiências de TV interativa. Sem dúvida, um evento c0mo esse oferece enormes possibilidades para aplicações interativas, principalmente usando os canais 1-seg, de baixa definição.

Mais um gol contra da Anatel

Então, quer dizer que os digníssimos conselheiros da Anatel ficaram meses discutindo, discutindo e ontem, finalmente, chegaram à brilhante conclusão de que a questão do ponto-extra na TV paga deve ser decidida entre o assinante e a operadora? Muito engraçado: outro dia, o Procon-SP conseguiu na Justiça liminar proibindo a cobrança do ponto-extra, o que fora previsto no ano passado em resolução da Anatel. Agora, a própria agência diz que o conversor pode ser alugado ou vendido pela operadora, desde que o assinante concorde (!!!) O que não passa de eufemismo: se é proibido cobrar pelo ponto-extra, então vamos cobrar pelo conversor, e tudo dá na mesma, certo?

O mais incrível é que essas pessoas, pagas com dinheiro do contribuinte, distribuem normas desse tipo sem o menor pudor. É como se chamassem a nós todos de idiotas. Devem cair na gargalhada ao lerem comentários como este…

E-book chega ao Brasil

Leio no site IDG Now que a Livraria Cultura terá até o final do mês os primeiros livros brasileiros em versão eletrônica. Serão títulos de três editoras brasileiras (Companhia das Letras, Zahar e Saint Paul) e duas americanas (HarperCollins e Penguin), compatíveis com os e-readers da Sony, da Apple (inclusive o novíssimo iPad) e até o Nook, da rede de livrarias Barnes & Noble, dos EUA. Só não poderão ser lidos no Kindle, da Amazon, o que é fácil de entender: a Amazon controla a ferro e fogo esse seu brinquedinho que já vendeu, dizem, mais de 3 milhões de unidades.

Sergio Herz, dono da Cultura, diz que se entusiasmou com a idéia na última CES, quando viu diversos modelos de e-readers, todos concorrentes do Kindle. E que não pretende fazer como a Amazon ou a própria Apple, que tentaram fixar elas próprias os preços cobrados pelos e-books. Segundo ele, os preços na Cultura serão flutuantes, dependendo de cada título (e evidentemente também da procura), o que é mais do que justo. O problema, diz ele, será “ensinar” o consumidor brasileiro a consumir esse novo tipo de produto: o livro eletrônico. “O grande desafio será o DRM. Teremos que ensinar o leitor a lidar com isto”.

DRM, só esclarecendo, quer dizer Digital Rights Management, ou “controle de direitos digitais”, algo que nos países desenvolvidos é levado muito a sério. Os e-books, inclusive aqueles que você compra na Amazon.com, vêm com proteção contra cópias não autorizadas. Aqui, não será surpresa se logo aparecer alguém aí distribuindo pelos torrents da vida “programinhas” para copiar o conteúdo dos e-readers.

De qualquer forma, é louvável a iniciativa da Livraria Cultura, que espero seja seguida por outras redes. Nos EUA, o mercado editorial está dando um banho de competência nas gravadoras de discos e distribuidoras de filmes, que insistem em brigar contra a internet, em vez de usá-la como mais uma mídia para veicular seus produtos. E já notaram que até hoje não existe uma loja virtual de qualidade no Brasil, onde se encontre boa oferta de músicas e filmes? Os “donos” desses conteúdos não liberam a comercialização online. Enquanto isso, a pirataria come solta…

3D com tudo em cima

Em vez de comprar apenas um TV 3D, que tal um sistema completo, já com Blu-ray? Esta é a proposta da Panasonic USA, um dos dois fabricantes (o outro é a Samsung) que já colocou nas lojas de lá esse tipo de aparelho – aliás, os estoques acabaram rapidinho, surpreendendo até os mais otimistas (leia aqui). No caso da Panasonic, a oferta era esta: um plasma de 50″, um player Blu-ray e um par de óculos 3D, por US$ 2.900. Ficou em exposição em algumas lojas da rede BestBuy durante três dias (na foto, um dos felizes compradores), e agora a empresa corre para repor os estoques. Será que o preço vai aumentar?

Seria interessante saber também o que o nosso amigo da foto – identificado pelo site CNet como Brad – vai fazer com seu equipamento novo. A Samsung ainda deu de presente a quem comprou seu TV 3D um filme em Blu-ray 3D (Monstros vs. Aliens), mas a Panasonic não. E ninguém até agora lançou conteúdo 3D. Transmissões de TV? Só a partir de junho, se tudo correr bem. Enfim, é aquela conhecida história dos early adopters, os consumidores que gostam de comprar tudo antes dos outros, só pelo prazer de serem os primeiros.  Aposto que no Brasil também já tem gente separando o dinheiro para fazer o mesmo. Nada contra. Ao contrário, só a favor: é isso que move a indústria da tecnologia.