Archive | outubro, 2010

Pirataria do PS3: novidade?

Pois é, falávamos ontem aqui sobre pirataria, e eis que a Folha de São Paulo sai neste sábado com mais um excelente exemplo de como essas coisas funcionam no Brasil. É bom que todos leiam: o link está aqui. Em resumo, conta a repórter Claudia Rolli as investigações do Instituto Brasil Legal sobre a venda irregular do PlayStation 3. Para quem não sabe, o IBL é uma ONG das mais ativas na defesa do consumidor e do contribuinte, embora não muito badalada. Já havia feito trabalhos semelhantes em relação a outros produtos pirateados e/ou contrabandeados, inclusive eletrônicos.

E o que fez o IBL agora de tão significativo? Simples: comprou exemplares do PS3 em duas lojas conhecidas de São Paulo (Americanas e Carrefour) e foi verificar o estado real dos produtos e a documentação que os acompanha. Bingo! Um deles só funciona em 220V e traz um manual de instruções porcamente xerocado, inclusive com partes escritas em chinês; o outro é destinado ao mercado americano (só 110V) e nem manual tem. Nenhum dos dois reproduz discos brasileiros. E ambos trazem a indicação, escrita a mão, de que a garantia é de 3 meses!!! (assistam ao vídeo). Para comparar, o IBL também comprou um PS3 numa loja oficial da Sony, que veio com tudo certinho, de acordo com as regras do Inmetro e da Anatel.

Conclusão: qualquer consumidor que quisesse poderia ter feito o mesmo – comparar os produtos das três lojas e verificar qual entre eles era o verdadeiro PS3. O problema é que na Lojas Americanas o preço era de R$ 1.199; no Carrefour, R$ 1.289; e na loja Sony, R$ 1.999. Qual é o melhor negócio entre os três?

Inacreditável que as duas grandes redes pratiquem esse tipo de comércio – e ainda tenham a cara de pau de soltar comunicados dizendo que os produtos são vendidos legalmente. Mais interessante ainda que, pela internet, até dois meses atrás (antes, portanto, que a Sony iniciasse a comercialização legal do PS3 no Brasil) essas e outras lojas vendessem o aparelho bem mais barato. Aumentaram o preço agora, talvez para não ficar tão evidente a maracutaia (no site do Carrefour, ainda se encontra por R$ 1.149; complementando: algumas horas depois, foi tirado do ar – alguém lá deve ter percebido a bola fora – quem quiser pode arriscar…) Como se vê, não é só na Santa Ifigenia (SP) e na Uruguaiana (RJ) que se deve tomar cuidado.

Aliás, a polícia, a Secretaria da Fazenda, o Ministério Público e os órgãos que regulam o comércio em geral também poderiam ter tirado a mesma prova que o IBL se propôs a fazer. Evitariam assim que consumidores desinformados (ou mal intencionados) caíssem nesse tipo de armadilha – evidentemente, existem inúmeras outras por aí, à espera de quem queira cair nelas. A pergunta é: será que esses órgãos de governo estão preocupados? E aí voltamos ao tema do comentário de ontem: a política do governo brasileiro é fingir que nada disso acontece no País.

Pirataria, questão política

Não dá para esperar que os candidatos à Presidência da República coloquem em debate o tema da pirataria. Não é simpático e não rende votos. Lula passou seus oito anos fingindo que o problema não existe, embora nos bastidores o governo brasileiro esteja envolvido até o pescoço numa discussão internacional a respeito. É que Brasil, China e Rússia fazem parte de uma lista nada meritória de campeões mundiais da pirataria. A lista surgiu, após anos de negociações, de comum acordo entre Estados Unidos e União Europeia, que vêm pressionando para que aqueles países tomem medidas mais duras de combate a esse tipo de crime – até agora, de pouco adiantou.

Bem, o caso da China é problemático por definição. Tudo lá é pirateado, e a população – o maior contingente consumidor do mundo – parece satisfeita com essa situação. Pior: além de consumirem, os chineses também fabricam produtos falsificados e os distribuem pelo mundo, através de uma ampla rede mantida pelo que se convencionou chamar de “crime organizado”. A maioria das empresas que perdem dinheiro com isso sabe que o problema existe, mas é impotente para enfrentá-lo, pois isso exige uma ação de governo.

Na Russia, o buraco é um pouco mais embaixo. Grupos que atuam de modo semelhante às máfias dominam o comércio em geral, e o governo também parece fazer de conta que está tudo bem.

Já o Brasil, como se sabe, é a bola da vez – para o bem e para o mal. Esta semana, EUA e UE divulgaram comunicado conjunto sobre um acordo envolvendo 40 países que se comprometeram a aplicar as leis mais duras contra os piratas em geral. Isso inclui uma vasta gama de produtos: filmes, software de computador, brinquedos, aparelhos eletrônicos, medicamentos etc. O Brasil não faz parte dessa lista de 40, exatamente porque está naquela outra lista de países que, embora possuindo leis contra o crime, não as estão aplicando. O acordo foi costurado nos bastidores, e os diplomatas brasileiros só ficaram sabendo quando tudo já estava acertado. A pressão agora deve aumentar, e é provável que o próximo presidente tenha que tomar uma posição a respeito.

Há quem diga que essas pressões são injustas e representam apenas a defesa dos interesses dos países ricos contra os “pobres” como nós (leiam este artigo). Não acho que seja tão simples assim. Claro que os ricos têm mais a perder com a pirataria, porque produzem mais. Mas, se o Brasil quiser ser respeitado pra valer, terá que mudar de postura. Não se pode esquecer que nosso país é hoje também um produtor de respeito. Música, filmes, calçados, medicamentos genéricos e até o padrão de TV digital são itens de exportação. Que atitude será tomada se, por exemplo, algum chinês começar a piratear os produtos brasileiros?

Óculos para quê?

As notícias que chegam do Japão são as mais entusiasmadas sobre a estreia do TV 3D glass-free, da Toshiba, durante a CEATEC, que terminou nesta sexta-feira em Chiba, próximo a Tóquio. A empresa havia prometido mostrar a novidade na IFA, em setembro, mas como comentamos aqui não conseguiu. Agora, os japoneses – e os milhares de estrangeiros que visitaram o evento – tiveram o privilégio de ver as primeiras demonstrações, saudadas como excelentes.

O detalhe é que não são propriamente TVs para, digamos, uma sala de home theater. Pelas descrições, trata-se de monitores destinados ao uso individual. As telas (foto) são de 12 e de 20 polegadas e utilizam o processador de células anunciado pela Toshiba no ano passado. A vantagem é que o processamento dos sinais é muito mais rápido e preciso, permitindo aprimorar recursos como o tempo de resposta e a freqüência de quadros, o que é essencial em TVs LCD. Ambos utilizam o sistema lenticular – uma camada com minúsculas lentes por trás do display dispersa os sinais luminosos, produzindo o efeito tridimensional sem a necessidade dos óculos 3D. Com isso, fica mais natural até mesmo a conversão de imagens convencionais (2D).

O único inconveniente relatado é o ângulo de visão: apenas 40 graus. Significa que você precisa estar de frente para a tela, com uma pequena margem de manobra lateral, caso contrário não perceberá o efeito. Em compensação, a Toshiba conseguiu – pelo menos nas demonstrações – processar imagens de altíssima definição, com o dobro do número de pixels, resultando na reprodução Full-HD 3D.

Os dois aparelhos possuem backlight de leds e estão previstos para chegar ao mercado japonês em dezembro. O modelo de 12″ sairá por 120 mil iênes, o equivalente a US$ 1.400; o de 20″ terá preço sugerido bem mais salgado: 240 mil iênes.

A pergunta que provavelmente não quer calar: haverá modelos maiores? Sim, na CEATEC a Toshiba exibiu também um LCD 3D de 56″. Mas era apenas um protótipo, sem prazo para lançamento.

A estreia da Google TV

Por falar em Google, nesta quarta-feira a empresa fez em Nova York o lançamento oficial de seu projeto para TV pela internet, em parceria com Sony, Intel e Logitech. Pagando 299 dólares, quem mora nos EUA já pode encomendar uma parte do sistema: o conversor Revue (foto), fabricado pela Logitech, e que a princípio será o único a acessar a GoogleTV (veja aqui o vídeo com uma apresentação feita pelo site americano CNet). Dentro da parceria, a Sony irá fornecer o TV e a Intel entra com o processador que faz tudo funcionar. O usuário poderá navegar pela internet normalmente e, além disso, acessar conteúdos exclusivos, de parceiros que a Google está buscando. O conversor permite ainda navegar por uma rede doméstica, baixando para o TV conteúdos guardados no computador, por exemplo.

Para muitos, este é o futuro. Vamos ver quem serão os parceiros e que conteúdos irão oferecer.

Privacidade? Quem se importa?

Pessoas fazendo gestos obscenos, travestis tirando a roupa, bêbados caídos no chão… essas foram, segundo a Folha Online, algumas das imagens captadas pelo StreetView, da Google, em sua estreia no Brasil. As câmeras da empresa começaram a percorrer 51 cidades para colocar no ar imagens que servirão aos usuários do programa em todo o mundo. Utilizam um carro todo equipado e dois ou três operadores com ordem de registrar o máximo possível de imagens (na Inglaterra, o carro já foi substituído pela Google Trike, essa geringonça da foto). O plano é cobrir todos os mais de 5 mil municípios brasileiros, como já acontece em alguns países (veja aqui como funciona).

Enquanto na Alemanha, França, Austrália, Japão, Grécia, República Checa e outros o StreetView está sendo recebido com sérias ressalvas, no Brasil parece que todo mundo está adorando ver sua rua ou casa serem mostradas assim, como se fossem monumentos turísticos. Segundo o jornal, profissionais de segurança já advertem que essa ferramenta é prato cheio para assaltantes e sequestradores, que vivem justamente de estudar em detalhes a área onde pretendem agir. Mas já li que uma construtora está utilizando o StreetView para divulgar seus imóveis, mostrando aos interessados imagens da vizinhança (claro, quando as imagens interessam). Não vou me surpreender se daqui a pouco as câmeras flagrarem casais namorando, ou até algo mais, digamos, intimista.

Afinal, alguém se importa?

Uma agência na contramão

A campanha eleitoral tirou do noticiário a discussão sobre o esvaziamento das agências reguladoras, tema que precisará ser retomado pelo futuro presidente da República, seja quem for. Com o País tão necessitado de infraestrutura, não tem cabimento deixar a cargo de políticos os marcos regulatórios sobre os quais irão se assentar os futuros planos de investimento. Por mais que o Brasil esteja atraindo capitais, nenhum investidor sério irá aplicar seu dinheiro em projetos de longo prazo se não tiver certeza sobre as regras a ser cumpridas.

Bem, até aí não estou contando nenhuma novidade. O problema, porém, torna-se mais grave na medida em que grupos de interesse vão tomando conta de certas áreas do poder, quase que na surdina, apoiados em velhos esquemas de tráfico de influência. Vejam que engraçado: enquanto a Anatel e o Ministério das Comunicações perdem quase todos os seus poderes, como já analisamos aqui, a Ancine – agência criada para regular a produção e distribuição de filmes e produtos audiovisuais – não apenas se reforça como ganha mais poderes do que já tinha.

Quase ninguém divulgou, mas o governo editou em junho uma medida provisória exatamente com essa finalidade. Sob o pretexto de implantar o programa “Cinema Perto de Você”, de apoio à instalação de mais salas de cinema na periferia das grandes cidades, a MP incluiu dois incisos que o competente Samuel Possebon, do site Tela Viva, captou com precisão. Ambos mudam o texto original da lei que criou a Ancine, em 2001.

Será que cinema é mais importante do que telecomunicações? A Anatel não deve ser tão poderosa quanto a Ancine? O que explica o tratamento diferenciado às duas agências? Simples: a Anatel é um órgão essencialmente técnico, que não faz lobby nem se alinha com os grupos políticos que navegam em torno do Palácio do Planalto e da Casa Civil. Já a Ancine…

De olho na conta de luz

Foi aberta na última sexta-feira a consulta pública para troca dos velhos relógios de medição do consumo de energia que a maioria das pessoas tem em casa. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) decidiu dar prazo até 17 de dezembro para que todos os interessados – empresas, especialistas no assunto e usuários finais – dêem suas sugestões. No dia 9 de dezembro, haverá em Brasilia uma audiência pública onde o tema será debatido. A partir dos dados coletados, a Aneel publicará uma resolução concedendo 18 meses para que as operadoras troquem os medidores.

A ideia é dar o primeiro passo para implantar no País o chamado smart grid, sistema de medição já adotado em países como Japão e EUA, pelo qual o próprio consumidor pode fazer o controle da energia que consome e saber exatamente quanto gasta com cada aparelho que tem em casa. Segundo a Aneel, a proposta inicial prevê a instalação de medidores eletrônicos que informem o consumo em tempo real, registrando a tensão fornecida pela operadora e a energia que de fato está sendo utilizada pela residência, inclusive com a tarifa correspondente.

Será, sem dúvida, um grande avanço para o País. A Aneel prevê a troca de 63 milhões de medidores, a partir da publicação da resolução. Claro, não há como prever quanto tempo isso vai levar, até porque teoricamente nenhum consumidor poderá ser obrigado a adotar o novo sistema. E, como sabemos, a quantidade de “gatos” e outras artimanhas espalhados por aí é tão grande que dificilmente se conseguirá abranger todos os domicílios.

Mas já é um belo começo. Uma notícia daquelas que se pode comemorar. Os interessados em enviar sugestões podem utilizar este endereço. E, para saber melhor como funciona o smart grid, aqui estão alguns links legais:

Smart Grid Forum

Portal Smart Grid News

A caminho da rede inteligente

Convergência entre energia e telecomunicações


Ficha limpa na internet

Mais um bom serviço que a internet está prestando ao País: o site Ficha Limpa. Acompanha e atualiza a situação de suas excelências, ajudando na hora de saber como estão os processos. Neste fim de semana, bateu recorde de visitações, o que é ótimo. Único problema: foram mais de 20 mil acessos. Considerando que só um candidato – o palhaço Tiririca – teve mais de 1,3 milhão, conclui-se que esse site ainda precisa ser muito mais divulgado. Quem sabe até a próxima eleição se torne consulta obrigatória para quem não quer jogar fora seu voto.

Coreanos invadem o Japão

A LG acaba de conseguir uma vitória histórica: tornou-se o primeiro grande fabricante coreano de TVs a colocar seus produtos nas lojas do Japão, com uma distribuição regular. Segundo o jornal blog Akihabara News, isso acontece a partir desta semana, quando um grande carregamento de TVs LCD-LED está sendo entregue no bairro que é o maior centro comercial de eletrônicos do País. A princípio, serão dez modelos, entre 22 e 50 polegadas, além do badalado 55″ 3D LX9500. Com preços mais convidativos que os das tradicionais marcas japonesas, a empresa coreana acredita que poderá, depois de várias tentativas frustradas, seduzir o consumidor local, tão cioso de suas tradições.

Segundo o jornal Yomiuri Daily, não vai ser fácil. Mas também não era fácil vender celulares de marcas estrangeiras aos japoneses até dois anos atrás. Quando o iPhone quebrou essa barreira, os coreanos se animaram: hoje, a LG é a terceira do mercado! Por que não pode acontecer o mesmo com os TVs? “Queremos ter 5% do mercado japonês de TVs até o ano que vem”, disse ao jornal o presidente da LG Japan, Lee Kyu Hong. A briga vai ser boa. A Sharp lidera atualmente com 54,4% de market-share, seguida pela Panasonic, com 22,1%, Toshiba (10,8%), Sony (9,7%) e Hitachi (2,7%).

Deixa a vida me levar…

Essa decisão da Sony – ainda não confirmada – de bloquear as conexões USB no PlayStation 3 após a atualização para filmes em 3D ainda vai render muito. A simples suspeita levantada por um site, como comentamos aqui na semana passada, já provocou uma onda de protestos. Evidentemente, é um erro da empresa deixar esse tipo de comentário se espalhar sem um esclarecimento oficial. Se a ideia é mesmo impedir a ligação de aparelhos de outras marcas, por mais que seja antipático, o melhor a fazer é oficializar essa diretriz. Assim, o consumidor teria duas opções: ou faz a atualização do seu videogame para usá-lo somente com produtos Sony; ou deixa isso de lado e continua a usá-lo apenas para jogos 3D (e filmes 2D).

Agora, se a suspeita é equivocada, a empresa já deveria ter desmentido, certo? Como fica o consumidor que acabou de comprar seu aparelho e fazer o upgrade?

Parabólicas: qual é a audiência?

O presidente da RedeTV, Amilcare Dallevo, queixou-se na semana passada dos atuais critérios de medição de audiência na TV aberta. A emissora sente-se prejudicada porque os institutos de pesquisa (leia-se: Ibope) não levam em conta o público que tem em casa equipamentos da chamada Banda C, as antenas parabólicas comuns no interior do País. Segundo o site Tela Viva, Dallevo calcula essa massa de telespectadores entre 60 e 70 milhões de pessoas, pois haveria 20 milhões de residências equipadas com esse tipo de antena.

Não sei se é verdade, mas há entre as emissoras uma verdadeira “caixa preta” quando se toca nesse assunto. Já houve no passado a tentativa de abrir o sinal de algumas redes (Band e SBT) para receptores de banda C, o que provocou reação da Globo e suas afiliadas. A questão é controvertida: essas parabólicas captam o sinal das redes nacionais, que conflita com o das emissoras locais, especialmente na hora dos intervalos comerciais. Para quem tem grande audiência, como a Globo, esse conflito não interessa. Muitos anúncios são simplesmente bloqueados para não prejudicar as afiliadas. Já para os franco-atiradores, é ótimo: aumentam as chances de seus programas serem vistos, de uma forma ou de outra.

Seja como for, Dallevo tem razão: temos aí uma parcela de telespectadores (e, portanto, consumidores) que não pode ser desprezada.

TV com Blu-ray 3D embutido

Pode parecer recurso demais num único aparelho, mas é exatamente o que a Sharp, do Japão, está prometendo: um televisor LCD Full-HD que traz consigo um gravador de discos Blu-ray. Será não apenas o primeiro do gênero, mas também o primeiro que utiliza a tecnologia Quattron, por enquanto exclusiva da Sharp. Trata-se de um novo processador de vídeo que, além das três cores básicas (verde, azul e vermelho), manipula também o amarelo em separado, como os pixels da foto. Vimos a demonstração dessa imagem na última IFA (assista aqui ao vídeo) e realmente é de impressionar. As cores ganham mais intensidade, e esta é pouco afetada quando as luzes da sala se acendem (este é um vídeo promocional).

A novidade é a inclusão do gravador, que teoricamente permite registrar imagens 3D de alta definição sem ter que se preocupar com fios e conexões externas. O drive utiliza o padrão BDXL, compatível com discos Blu-ray de alta capacidade: 128GB para os do tipo BD-R (graváveis uma vez só) e 100GB para os BD-RW (regraváveis). Segundo a Sharp, isso dá até 87 horas de alta definição num único disco. Sai em novembro no Japão.

Tablets vão substituir jornais

Bem, isso é o que muitos especialistas estão dizendo. Mas os dois vídeos abaixo mostram que nem todas as funções de um jornal (ou revista) impresso podem ser assumidas por um iPad ou aparelho semelhante. Querem ver?

Anúncio do jornal americano Newsday

Programa de televisão francês

Em quem votar?

Peço licença àqueles leitores que não gostam quando falo de política, mas a data merece. E aproveito para contar uma pequena história familiar. Meu filho, de 17 anos, vai votar pela primeira vez. Outro dia, me perguntou: “Se eu não gosto de nenhum candidato, como devo votar”? Dúvida cruel, e ao mesmo tempo plenamente compreensível, diante do quadro político que temos. Pensei um pouco e dei uma resposta, digamos, politicamente correta: “Se você acha que todos os candidatos são ruins, então vote no menos pior. Mas, pelo menos, vote. Não perca essa oportunidade”.

Como tantos brasileiros, também sofro a tentação de anular o voto. Já fiz isso no passado. Foi justamente na disputa entre Collor e Lula, em 1989, minha primeira eleição presidencial. Aprendi que quem se recusa a votar perde também o direito de reclamar. Isso vale para a eleição do síndico do condomínio e também para qualquer cargo político. Não sou daqueles que acham que todos os políticos são iguais. Agora mesmo, pesquisando na internet, encontrei alguns candidatos a deputado que merecem pelo menos um voto – de confiança. Outros me são sugeridos por amigos, mas aí mais por questão de relacionamento.

Para quem está na dúvida, temos um belo exemplo recente, vindo dos EUA, onde o voto não é obrigatório. Mais de metade da população americana acostumou-se a não ir às urnas, anos e anos seguidos, na crença de que isso não tinha importância. Na eleição de 2008, com a chance de eleger Obama (e com isso afastar definitivamente do cenário o então presidente Bush), muitos mudaram de ideia. E, com isso, mudaram os destinos de seu país. Obama pode não ser perfeito (quem é?), mas com certeza é infinitamente melhor do que seu antecessor, certo?

Se alguém acha que as coisas estão erradas, a hora de mostrar isso é agora, na urna, e não nos botequins da vida, nem escondendo-se sob nomes falsos na internet. Como já disse o grande escritor inglês Arnold Toynbee: “O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados por aqueles que se interessam”. Ou, falando português claro, como o grande escritor Lima Barreto: “Cada povo tem o governo que merece”.

Se você acha que merece mais do que o que está aí, agora é o momento de mostrar isso. Votando.

Aliás, estes endereços podem dar uma boa ajuda:

Como votar direito

Como escolher o melhor candidato

Quais candidatos combinam com seu perfil

Quais candidatos mentem mais

E quais fazem promessas inviáveis

O que pensam, mesmo, os presidenciáveis

Um método para escolher candidato

Como votar de modo consciente

A importância do voto e da democracia

A democracia no Brasil