Os números de Manaus

O site da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) é sempre uma ótima fonte de informação para quem quer entender o que acontece com a indústria eletrônica brasileira. Mais de 40% do que se produz lá é eletrônico: TVs, DVDs, celulares, câmeras, aparelhos de áudio, videogames. E, embora este ainda seja o país do contrabando, os números produzidos pelas empresas instaladas em Manaus ilustram bem para onde estamos caminhando.

Vejam, por exemplo, a comparação entre a produção de TVs LCD (incluindo os com backlight de led), plasma e tubo CRT. Enquanto estes últimos, tiveram queda de 33% em relação ao que foi produzido em 2009, a quantidade de plasmas que saíram das três montadoras de Manaus (Panasonic, Samsung e LG) aumentou 11%. Já a de LCDs deu um salto astronômico: 78%! Isso, considerando apenas os números até outubro. Com as perspectivas para este final de ano, o crescimento pode ser ainda maior (embora a maioria das lojas faça seus pedidos para o Natal em outubro).

Isso significa que já ultrapassamos a marca dos 10 milhões de televisores produzidos no País. Até outubro, foram 10,397 milhões, contra 9,03 milhões no ano passado. Até dia 31, deveremos bater os 11 milhões (detalhe importante: mais de 6 milhões foram vendidos no primeiro semestre, por causa da Copa do Mundo). Outra conclusão baseada nesses dados: 65% do mercado de TVs já pertence à categoria LCD, invertendo a proporção registrada em 2009, que era de 54% para o tubo e apenas 42% para o cristal líquido (veja mais detalhes aqui).

Interessante notar também que o plasma, dado como em declínio por alguns, reagiu este ano: de 313 mil unidades produzidas em 2009, até outubro passado já tínhamos 349 mil. Por parecer pouco, mas considerando que só existem plasmas de 42″ ou mais, até que são números animadores.

A Suframa não diferencia os LCDs convencionais dos que utilizam leds, mas todo mundo com quem converso no mercado prevê que até 2012 estes últimos serão maioria. Assim como deverão chegar ao fim da linha, em no máximo dois anos, os TVs HD, ficando apenas os Full-HD.

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