TV em todo lugar (mesmo)

Comentei aqui outro dia sobre a iniciativa da Globosat de lançar no Brasil um serviço do tipo “TV Everywhere“. Essa empresa americana criou uma plataforma na qual o usuário de TV por assinatura pode assistir a seus programas preferidos em qualquer aparelho, não apenas no televisor, e em qualquer lugar, conectando-se à internet. Segundo a empresa de pesquisas Parks Associates, no início de 2009 somente cinco operadoras de TV paga haviam adotado o serviço em todo o mundo; agora, já são 50. Motivo? Claro, o sucesso dos notebooks e dos tablets, particularmente do iPad, que permitem assistir a conteúdos de vídeo com uma boa qualidade de imagem mesmo quando se está em trânsito.

Evidentemente, essa não é a realidade brasileira. A precariedade de nossas redes impede que esse hábito se espalhe. Mas a tendência é irreversível. Segundo a Parks, o ritmo de crescimento é espantoso. “Normalmente, o pessoal de TV por assinatura demora a adotar essas novidades”, diz Brett Sappington, coordenador da pesquisa, lembrando que 81% dos assinantes americanos pretendem ter acesso a seus canais pagos através de outros aparelhos além do televisor. A plataforma TV Everywhere chega como consequência natural de um fenômeno que não é só dos EUA: cada vez mais as pessoas querem liberdade para ver seus programas na hora e local mais convenientes.

Em alguns países (não no Brasil, por enquanto), as operadoras temem que muitos cancelem suas assinaturas para buscar conteúdos alternativos na internet. A saída então é oferecer a eles o acesso gratuito via tablets e outros aparelhos portáteis, desde que continuem sendo assinantes.

 

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