Archive | junho, 2011

3D vai invadir as telinhas

Muito se discute sobre os TVs 3D e a possibilidade de se tornarem padrão de mercado. Na semana passada, saiu nos EUA uma pesquisa da empresa iSuppli revelando este ano serão vendidos em todo o mundo 23 milhões de aparelhos desse tipo (ou 400% a mais do que em 2010), com perspectiva de chegar a 160 milhões em 2015. Claro, isso tem que ser combinado com os estúdios de cinema, que ainda não estão conseguindo suprir a demanda do consumidor que compra um TV 3D. A oferta de conteúdo, mesmo nos EUA, é irrisória. A maioria dos cineastas se diz insatisfeita com a qualidade da transposição da tela de cinema para formatos domésticos, incluindo o Blu-ray. E a possibilidade de conteúdos 3D entrarem na grade das emissoras ainda é distante.

Diante disso tudo, pode-se apostar que imagens 3D chegarão antes às telas de smartphones, tablets e notebooks. No evento Computex, ocorrido em Taiwan na semana passada, alguns fabricantes demonstraram isso na prática. As chinesas Asus (com o tablet Eee Pad MeMo 3D) e HTC (com a nova versão do smartphone Evo) anunciaram que os produtos estarão em breve nas lojas dos principais países. Aqui no Brasil, deveremos ter pelo menos um tablet 3D, da LG, nos próximos meses (o produto foi mostrado em março, num evento em São Paulo). E já estão no mercado notebooks 3D da própria LG e da Sony.

A solução da HTC (foto acima) parece a mais interessante: o Evo 3D possui uma câmera de 5 Megapixels que grava também vídeos de alta definição em 3D. Ou seja, o próprio usuário vai poder gravar conteúdos para encher a tela de seu TV.

Apple também cai na nuvem

Confesso que sempre fiquei com um pé atrás ao ouvir essa conversa de nuvem. Sem dúvida, há um lobby na indústria tentando vender a ideia de que você pode manter todos os seus arquivos em algum lugar distante (a tal “cloud”) e acessá-los apenas quando necessário. Com isso, economizaria memória de seu computador e não precisaria se preocupar com backup, proteção dos dados armazenados etc. Muitas empresas já estão embarcando nessa corrente, na crença de que irão economizar milhões…

De fato, pensando apenas no dinheiro (e infelizmente é o que muitos fazem), parece ser vantajoso. Mas fico imaginando a situação real: você um belo dia precisa de um arquivo salvo meses atrás e quando tenta acessá-lo a rede cai, ou trava. De que irá adiantar xingar o provedor ou, no caso de uma empresa, o web manager? Mais complicado ainda é saber que você está entregando seus dados para um ente – ou entidade – distante, que provavelmente nem sabe quem você é! O que será que podem fazer com essas informações? Estranho, não?

Essas são algumas das críticas que tenho lido a respeito da computação em nuvem. Mas hoje é preciso dizer que os adeptos da corrente ganharam um aliado de peso. Foi o próprio Steve Jobs, em pessoa (foto acima), quem anunciou a entrada da Apple nesse negócio, com a plataforma iCloud. Segundo ele, agora PCs, Macs, tablets e smartphones passam a ser todos “meros dispositivos”, e o usuário pode usar qualquer um deles, onde estiver e quando achar conveniente, para acessar seus conteúdos na nuvem, promovida ao status de “centro da sua vida digital”. Os conteúdos, segundo ele, poderão ser compartilhados por até nove aparelhos diferentes, desde que todos tenham baixado o software iCloud. Jobs garantiu que tudo isso será gratuito e poderá ser usado através de qualquer rede WiFi.

Palavras bonitas, sem dúvida. O único problema, pelo menos para nós, brasileiros, é que, assim como o iTunes, o novo serviço não deverá estar disponível aqui tão cedo. E, sinceramente, quando estiver teremos que ver com que velocidade nossas redes conseguirão acessá-lo. Hoje, eu não me arriscaria a navegar nessa nuvem.

A hora da criatividade

Muitos empresários brasileiros se queixam da “invasão” de produtos importados. Têm razão. Poucos países no mundo possuem tantas barreiras à importação e, no entanto, poucos oferecem tanta “muamba”. Basta andar na rua para tropeçar em bugigangas de todo tipo. As barreiras se aplicam apenas àqueles que aceitam trabalhar dentro da lei, como já estamos cansados de saber.

Recentemente, num debate na GloboNews, vi representantes da Fiesp e dos sindicatos de trabalhadores defenderem que o governo os proteja, baixando juros e câmbio, e pedindo medidas mais fortes contra as importações que vêm da China. Nenhuma palavra sobre contrabando ou estímulo à produtividade das empresas brasileiras. Como alguém já disse, quando patrões e empregados se unem é porque estão querendo dinheiro do governo…

Por tudo isso, é admirável o esforço de algumas empresas nacionais na área de tecnologia, uma das mais afetadas pela tal “invasão”. Uma delas é a Discabos, de São Paulo, que conquistou e vem mantendo seu espaço graças a uma preocupação quase obsessiva em inovar. Seu mais recente lançamento é uma linha de painéis modulares para cabeamento de áudio e vídeo (foto), cujas especificações podem ser conferidas aqui. É apenas um exemplo de produto que não se encontra em qualquer esquina e que foi produzido com a criatividade nacional. E sem proteção do governo.

Automação na boca do povo

Sei que o título acima é pretensioso: afinal, o “povo” ainda está longe de ter acesso aos recursos de automação em suas casas. Mas, a julgar por algumas notícias recentes e pela quantidade de artigos a respeito na imprensa em geral, o assunto está mesmo chamando atenção. Equipar a casa com itens de conforto e segurança, principalmente quando se consegue economizar energia, é algo não apenas desejável, mas que está se tornando cada vez mais acessível.

Não à tôa, o tema da CasaCor 2011 é justamente a tecnologia dentro das residências. Sendo esta a principal mostra de decoração do país, é de se imaginar que reflita o que pensam os profissionais mais importantes do setor, muitos dos quais estão tendo que (re)aprender os benefícios da eletrônica para satisfazerem seus clientes. Este artigo, publicado semana passada no Diário do Comércio (SP), retrata bem essa preocupação. Este outro, da Folha de São Paulo, reforça a tendência identificada pela equipe da revista HOME THEATER & CASA DIGITAL, que em sua edição de junho destaca edifícios, em São Paulo e Rio de Janeiro, cujos apartamentos já estão sendo entregues com sistemas de automação prontos para serem usados. A mesma Folha, por sinal, dias atrás publicou um pequeno guia para quem está pensando em projetos de automação residencial.

Fugindo do velho estereótipo “casa dos Jetsons”, os recursos disponíveis hoje podem ser adotados não apenas em mansões e mega-apartamentos, mas até em residências de classe média. Daí a importância do esclarecimento, através da grande imprensa, para que as pessoas saibam investir bem o seu dinheiro e desfrutem os benefícios das novas tecnologias. Que vale a pena, já ficou claro que vale.

Uma cidade sustentável


Com todas as notícias ruins que têm vindo do Japão, é interessante saber que pelo menos algumas empresas não estão paradas esperando que a crise vá embora. O esforço por lá é heróico, mesmo com os anúncios de demissões e fechamento de fábricas. Exatamente por isso, me chamou atenção uma reportagem publicada no site americano CE Pro, que é dedicado a profissionais de projetos e instalação. Com riqueza de detalhes, o texto e as fotos documentam o que está sendo chamado SST (Sustainable Smart Town), na cidade de Fujisawa, próxima a Tóquio. Trata-se de uma iniciativa de nove empresas, entre elas a Panasonic, com o objetivo de construir uma cidade para aproximadamente 3.000 pessoas morarem e/ou trabalharem.

Como o nome já diz, não será uma cidade comum. Aproveitaram o terreno onde antes havia uma fábrica da Panasonic (desativada) e estão erguendo ali casas e prédios sob a filosofia do “sustentável”. Vejam algumas características do local (a maquete aparece acima):

*Todas as construções terão painéis solares e modernas baterias de uso doméstico;

*Todas terão espaço extra (o que no Japão é raro) para abrigar dispositivos de armazenamento de energia;

*Cada casa ou edifício terá uma garagem equipada (foto abaixo) com carregador elétrico para alimentar os automóveis, que não poderão usar combustíveis fósseis;

*Uma central de controle irá conectar todas as casas e manter os habitantes informados sobre o consumo de energia e cuidados ambientais;

*Casas e escritórios serão equipados também com displays para gerenciar o uso inteligente de água, luz e ar-condicionado;

*Na praça central da “cidade”, um grande display será instalado para fornecer a todos, em tempo real, dados de energia e sustentabilidade da SST.

“Depois do grande terremoto de março, aumentou a preocupação em produzir e conservar energia limpa”, diz um comunicado da empresa (vejam aqui outras imagens). O cronograma prevê inauguração em março de 2014 e ocupação total em 2018, a tempo dos festejos de 100 anos de fundação da Matsushita Electric Co. (hoje Panasonic). Enquanto as autoridades japonesas decidem se vão ou não desativar as usinas nucleares, como já fez a Alemanha, a população vai poder pelo menos experimentar como é viver numa cidade assim – a cidade dos sonhos.

Mais celular do que gente!!!

Todo mundo sabe que o Brasil é campeão mundial em celular. Temos aqui mais aparelhos do que pessoas habitando… A novidade agora está num estudo da empresa americana Cisco, que vive analisando as tendências da tecnologia. Em sua nova edição do VNI (Visual Networking Index), a empresa prevê que nos próximos quatro anos haverá uma explosão do uso de celulares e dispositivos móveis de comunicação, no mundo inteiro.

Alguns dados são particularmente preocupantes. Se nos últimos cinco anos, o tráfego de dados pela internet aumentou oito vezes, nos próximos quatro o crescimento será de quatro vezes! Em 2015, diz o estudo, o volume de dados transmitido a cada cinco minutos será equivalente à soma de todos os filmes já produzidos!! Haverá no planeta um total de 6 milhões de residências consumindo mais de 1 Terabyte de dados por mês!!! E o tráfego via notebooks, celulares e tablets irá superar aquele gerado por aparelhos fixos!!!!

E o mais incrível: o número de aparelhos conectados, em 2015, será equivalente ao dobro do número de habitantes do planeta…

Será que vai ser bom viver num mundo assim?

Onde está (mesmo) o problema

Numa curta de entrevista (cerca de 13 minutos), o economista e professor Paulo Rabello de Castro resumiu anteontem aqueles que, a meu ver, são os problemas centrais da economia brasileira hoje. A anunciada proposta de eliminar a cobrança de PIS, Cofins e ICMS, implantando em seu lugar uma taxação sobre o faturamento das empresas, mereceu de Rabello a seguinte definição: “rematada estupidez”. Com a autoridade de quem já trabalhou no governo e ganha a vida dando consultoria a empresas do mundo inteiro, o economista lembra que tributar o faturamento é “coisa de país subdesenvolvido”.

Não sou economista, mas parece claro, como diz Rabello, que faturamento não é sinônimo de lucratividade. Uma empresa pode faturar bilhões e estar à beira da falência; ou faturar apenas milhares e ser sólida. Qualquer pessoa que já teve uma empresa, até mesmo um profissional liberal, sabe disso. O imposto, para ser justo, tem que recair sobre quem lucra mais. No Brasil, no entanto, taxa-se com base no faturamento e na folha salarial, o que é o maior desestímulo à geração de empregos. Por isso é que o prof. Rabello está propondo extinguir esses tributos e substituí-los por um único, a recair sobre o lucro das empresas, ou seja, faturamento menos custo operacional.

Mais ainda: no que se refere à tecnologia, Rabello acha que desonerar a produção de equipamentos e serviços (especialmente telecom) é a melhor maneira de estimular a expansão do setor; claro, incentivando também a concorrência. Com isso, as empresas (de todos os setores) gastariam menos e a economia cresceria mais rápido. Tudo isso é tão simples, não? Precisa ser economista para saber?

Quem quiser assistir à entrevista em vídeo, é só acessar o Convergência Digital.

 

Banda larga ou TV a cabo?

O novo presidente da Telebrás, Caio Bonilha, pode até não conseguir reerguer a estatal como pretende. Mas começou acertando no diagnóstico: somente através de parcerias com as operadoras privadas (grandes e pequenas) será possível levar adiante o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), ou o que restar dele. Em sua primeira entrevista, Bonilha deixou claro que a empresa não irá trabalhar “no varejo”, ou seja, competindo com as teles, mas sim atuar em conjunto com elas.

Parece óbvio, mas é exatamente contra isso que se batem os burocratas do governo, ansiosos por manter seus cargos e mamatas. Evidentemente, não se trata de tarefa fácil. Como comentei aqui anteontem, as grandes teles não têm interesse em espalhar a banda larga porque esta pode ser um tiro nos seus respectivos pés, estimulando os usuários a fazer ligações de voz pela rede, em vez de continuarem escravos das linhas convencionais. No mundo inteiro é assim, e o Brasil não tem como ser diferente. A saída, então, é negociar condições que sejam atrativas para as teles investirem no negócio. E, é claro, cuidar bem do planejamento e da fiscalização, duas coisas que parecem não combinar com o governo nos últimos anos.

Também é claro que essas negociações se dão num ambiente de conflito permanente, pois cada um quer tirar o máximo proveito da situação. Ontem, por exemplo, foi divulgado estudo da consultoria LCA indicando que o setor de banda larga irá exigir investimentos de R$ 144,6 bilhões nos próximos dez anos. Puro lobby das operadoras, pois ninguém tem como calcular esse custo, que depende de inúmeras variantes. Nas entrelinhas, as empresas sugerem que o governo deve subsidiar esse investimento (ou a maior parte dele), o que também é impensável neste momento.

O competente Renato Cruz, no Estadão, revela hoje outros detalhes desse dilema. A forma mais rápida e barata de expandir a rede de banda larga é estimular a TV a cabo, já que os dois sinais – TV e internet – podem trafegar juntos. No entanto, o que mais cresce hoje no Brasil é a TV paga via satélite (DTH), que já soma 5,245 milhões de assinantes, contra 5,126 milhões do cabo. Existem sérios conflitos de interesse entre as grandes operadoras: Net/Embratel de um lado, Oi e TVA/Telefônica de outro. Aí vem dona Anatel e decide, por conta própria, que as teles podem atuar na TV a cabo, atravessando o samba que está sendo ensaiado no Congresso para a votação do projeto-de-lei 116, que altera toda a legislação do setor.

Em suma, uma balbúrdia completa – a que o governo assiste sem saber o que fazer.

 

700 milhões de amigos

Em dezembro passado, quando finalizei a pesquisa para meu livro “Os Visionários“, lançado em abril, as estatísticas oficiais indicavam que a rede Facebook estava registrando cerca de 600 milhões de usuários em todo o mundo. Agora, a empresa de pesquisas Social Bakers acaba de divulgar: o número de “amigos” ultrapassou em maio a casa dos 700 milhões. A se confiar nesses dados, em apenas quatro meses aproximadamente 100 milhões de terráqueos se plugaram à rede.

O Brasil lidera o ranking de novos usuários, tendo registrado nada menos do que 1.949.700 apenas no mês de maio, o que equivale a um crescimento absurdo de 11,37% (o segundo país nessa lista é a Indonésia, com crescimento de apenas 4,15%). Vêm a seguir Filipinas, México e Argentina, todos com mais de 1 milhão de novos facebookianos no mês recém-encerrado. Como em quase tudo que se relaciona ao Facebook, e às redes sociais em geral, não há explicação técnica para o fenômeno. Ao coletar dados para o livro, descobri que, embora as ferramentas de, digamos, aliciamento inventadas por Zuckerberg e sua turma sejam geniais, nem isso explica o fascínio que o site exerce sobre tanta gente.

O que leva alguém a ficar horas trocando mensagens absolutamente triviais pelo computador? Por que um ser humano se dispõe a exibir a tanta gente imagens às vezes íntimas, que provavelmente não exibiria numa conversa presencial? Qual é esse estranho prazer de compartilhar informações como “estou indo ao médico”, ou “quero ir ao cinema hoje”? Os brasileiros parecem ainda não ter descoberto exatamente o que fazer numa rede como essa. Já são mais de 19 milhões de tupiniquins cadastrados no FB, além de outros 32 milhões que já visitaram o Orkut, seu maior concorrente. Ou seja, mais de 50 milhões de pessoas para quem as redes são pouco mais que um mero passatempo, substituindo o velho hábito de “jogar conversar fora” nos botequins da vida…

Ainda está para ser escrita uma análise detalhada do comportamento dos povos de cada país nas redes. Mas não deixa de ser intrigante que, enquanto franceses, espanhóis, ingleses, colombianos, líbios, egípcios e iranianos usam o Facebook para lutar por melhorias em seus países, como temos visto nos últimos meses, os brasileiros apenas se divertem. Como se tudo aqui estivesse ótimo.

Enquanto isso, em Brasilia…

Vem aí a guerra dos óculos

Nesta quarta-feira, a LG apresentou em Los Angeles a nova linha de TVs 3D com óculos passivo (veja aqui um vídeo). E amanhã, quinta, faz o mesmo em São Paulo. É a grande aposta da empresa para liderar o mercado mundial desse tipo de TV, enfrentando sua maior concorrente, a Samsung. Já vimos demonstrações do produto no ano passado, na IFA, e também em março último, no Brasil, mas agora a LG prepara-se para colocar os aparelhos nas lojas – provavelmente em julho.

Os TVs 3D passivos adotam uma tecnologia chamada FPR (Film Patterned Retarder), que na verdade é uma película aplicada sobre o display, cujas informações são lidas por sensores instalados dentro do próprio aparelho. Estes é que fazem a decodificação dos sinais paralelos (para cada olho), gerando o efeito tridimensional. A principal diferença para os modelos atuais é que, nestes, o decodificador está dentro do óculos – daí por que são chamados “ativos”. A LG, assim como outros fabricantes, identificou nos óculos a maior barreira para a popularização da tecnologia 3D. Pesados, caros e desconfortáveis, eles criam uma rejeição por parte do usuário.

Os óculos passivos são semelhantes àqueles de cinema: leves, práticos, bem menos incômodos e, principalmente, mais baratos. A LG promete vendê-los a partir de julho por menos de R$ 50, quando os ativos não custam menos do que R$ 350!

Mas, será que a qualidade das imagens é melhor? Difícil falar com base apenas em demonstrações feitas pelos fabricantes. Há defensores das duas tecnologias. Alguns dizem, por exemplo, que o padrão passivo corta a resolução da imagem pela metade; por outro lado, permite ângulo de visão lateral mais amplo, o que é essencial para preservar o envolvimento em 3D. Enquanto LG e Philips defende o modelo passivo, Sony e Samsung alinham-se em favor do ativo.

Ou seja, deveremos ter mais uma “guerra de formatos”, agora em torno dos óculos, não propriamente dos aparelhos. Em breve, vamos poder testar a novidade e comparar as duas opções. Aguardem.

Teles contra a banda larga

Enquanto o governo discute como fazer andar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o mercado se pergunta se esse esforço é pra valer. Evidente que a Telebrás não tem condições de tocar o projeto sozinha. Mas o que se pergunta é: até que ponto as operadoras privadas têm mesmo interesse que a ideia dê certo? O raciocínio é simples: se todo mundo tiver conexão rápida, estável e barata (o paraíso prometido pelo Plano), ninguém mais vai querer usar telefone, que é onde as teles ganham dinheiro, certo? Poderemos usar as redes para fazer ligações, inclusive com vídeo, via Skype ou qualquer outro serviço de VoIP. Ou seja, de graça. Nos cálculos dessas empresas, é interessante oferecer banda larga – cara – apenas a quem pode pagar (uns 10% da população). Mas nada de universalização, menos ainda a R$ 35 por mês.

Então, qual é a saída? Provavelmente, ninguém sabe. O que as pessoas sérias do mercado concordam é que o governo deveria liderar esse processo. Mas, para isso, é preciso mais competência técnica, capacidade de planejamento, regras claras e transparência. Nada disso combina com a politicagem em vigor.