Xbox (quase) made in Brazil

A Microsoft anunciou esta semana que começou a produzir em Manaus seu console de videogame Xbox 360, principal concorrente do Sony PlayStation 3. A expectativa da empresa é conseguir baixar o preço final do aparelho em até 40%, já a partir da semana que vem, o que certamente seria um grande avanço. A redução incluiria o acessório Kinect e um bom catálogo de jogos. Lojistas apressados chegaram a anunciar que o Xbox sairia por até R$ 700 (o preço atual gira em torno de R$ 1.300), mas a própria Microsoft desmentiu (mais detalhes aqui). Não chega a tanto – a não ser que você prefira uma das versões piratas que circulam por aí…

Com Sony e Nintendo também montando seus aparelhos no Brasil, a disputa pode ficar mais interessante nesse segmento. Um consenso entre executivos dos principais fabricantes de eletrônicos é o de que videogames são a porta de entrada para mais eletrônicos nas residências. Tanto PS3 quanto Xbox 360 reproduzem imagens de alta definição e acessam a internet; o console da Sony tem ainda a vantagem de tocar discos Blu-ray. Significa que os usuários desses produtos precisam também de telas HD ou Full-HD, o que implica trocar o televisor. Como o áudio dos jogos também vem sendo aperfeiçoado (já existem vários com mixagem surround 5.1 canais), abre-se o caminho para agregar um bom sistema de som e/ou um bom par de fones de ouvido para aproveitar a novidade. E por aí vai…

Os fabricantes tentam convencer o usuário de que um bom console de videogame pode se transformar numa espécie de “central de entretenimento” da casa. Foi o que disse recentemente, por exemplo, o CEO da Microsoft, Steve Ballmer, em entrevista ao jornal americano USA Today. É também o que diz a Sony, que na IFA explorou amplamente esse conceito. A foto acima ilustra bem: o rapaz joga seu videogame a bordo do 3D Personal Viewer, espécie de óculos futurista que abre para o usuário uma tela OLED 3D de até 750 polegadas (maior que muitas telas de cinema), com reforço dos fones de ouvido e processamento surround 5.1. Enfim, é uma imersão total, como pude eu próprio experimentar por alguns minutos no estande da Sony – alguns poderiam dizer “isolamento total”, mas essa é outra discussão.

Detalhe: por ora, a Microsoft irá importar todos os componentes do Xbox e apenas montá-los em Manaus, usando a estrutura da Flextronics.

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