TV analisa o seu futuro

27 de agosto de 2012

Infelizmente, não pude estar presente ao Congresso da SET (Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão), na semana passada. Mas, pelo que soube, as atividades foram muitas. A TV Globo promoveu uma série de debates sobre novas tecnologias, incluindo as perspectivas em relação à TV móvel, TV 4K, interatividade e TV 3D – o cito aqui pela ordem em que cada uma deve ser implantada, de acordo com as condições atuais.

“TV móvel”, claro, é um conceito muito amplo, que envolve as várias formas de distribuição do conteúdo produzido para televisão. Além das duas mais conhecidas hoje (TV aberta e fechada), estamos começando a experimentar o acesso móvel, via celular, tablet, notebook, automóvel etc. Quando digo “começando”, refiro-me à popularização desses serviços, que ainda são privilégio de uma elite que pode adquirir os equipamentos receptores. Sem falar na tão comentada “segunda tela” – o hábito de assistir aos programas de TV não apenas no aparelho convencional, mas num segundo (ou até terceiro), como muita gente já está fazendo; e mais: enquanto assiste ao programa, boa parte dos telespectadores estão conectados à internet, seja para interagir com seus amigos (via redes sociais), seja para procurar informações sobre o conteúdo que está assistindo. Tudo isso muda a relação entre TV e usuário, e é sobre esse fenômeno que as emissoras – Globo à frente – estão voltando suas atenções.

Quanto à TV 4K, há uma perspectiva clara de novidades nos próximos dois anos (leia-se: Copa de 2014), embora a possibilidade de termos transmissões de televisão nesse padrão ainda pareça distante. Ainda falaremos muito disso por aqui. Já a interatividade está dando sinais de comida que o estômago não digeriu. A maior parte das pessoas com quem converso demonstra pessimismo quanto a sua aplicação na TV tradicional (como já comentamos aqui) e também em relação ao comportamento dos usuários – que no fundo é o que importa. TV não é internet, e nisso a maioria está de acordo. Conteúdos interativos têm tudo a ver com a web, e aparentemente nada (ou muito pouco) com TV. Pelo menos, é o que pensa o mercado em geral.

E quem está curioso (ou ansioso) pela TV 3D deve baixar a bola. As dificuldades para sua implantação não são exclusivas do Brasil. Ainda há um longo caminho a percorrer.

Deixe uma resposta