As cinco tendências da hora

16 de outubro de 2012

A CEA (Consumer Electronics Association) divulgou hoje seu tradicional relatório anual com as cinco principais tendências tecnológicas para os próximos anos. A saber:

1. Impressão em 3D

2. As próximas gerações de TVs e displays

3. A evolução do mercado de áudio

4. A revolução móvel na África

5. Tecnologia na educação

A ordem dos temas não implica a importância de cada um para a indústria. Trata-se, basicamente, de cinco setores que a entidade, ao pesquisar os negócios de seus mais de 2 mil filiados pelo mundo afora, considera com maior potencial de expansão ao longo desta década. Embora atraia grande curiosidade, a tecnologia de impressão em 3D, por exemplo, ainda vai levar alguns anos para se popularizar. A estimativa da CEA é que o faturamento global do setor este ano fique em torno de US$ 1 bilhão, podendo atingir US$ 3 bi em 2015.

Sobre a introdução das tecnologias móveis na África, não vamos comentar muito. Já as tecnologias voltadas à educação, reconhecidas como uma necessidade tanto nos países mais avançados quanto nos mais pobres, estão se desenvolvendo rapidamente. Mas é difícil quantificar seus custos, assim como os investimentos necessários para torná-la uma realidade, pois isso depende de como cada país trata o setor educacional (e, nesse aspecto, como sabemos, o Brasil ainda muito mal).

Falando especificamente do mercado de áudio, fiquei surpreso ao vê-lo incluído numa lista de setores com melhores perspectivas de crescimento. Afinal, o número de fabricantes de equipamentos vem caindo continuamente, e a venda de CDs – que dez anos atrás beirava 900 milhões de cópias – hoje mal passa de 200 milhões, e com tendência de queda. No entanto, dizem os pesquisadores da CEA, aí está um setor que merece ser olhado com atenção. O que antes se identificava como ‘audio high-end’ custa tão caro que somente milionários têm acesso. Já os produtos que procuram atender a conveniência do usuário, com base no uso intenso de música em MP3, estão deixando de ser ‘descartáveis’. O exemplo mais citado é o das soundbars, hoje adotadas até por marcas sagradas como a inglesa B&W. “Agora é a hora dos fabricantes ganharem dinheiro com áudio de qualidade”, resume Paul Geller, diretor  da Grooveshark, empresa de venda de música online, citado no relatório da CEA.

O que ele quer dizer com isso? Que uma soundbar não precisa necessariamente ser de má qualidade, como muitos pensam, pois a tecnologia atual permite fazê-la com recursos de áudio interessantes. O mesmo é dito em relação aos receivers A/V, que comandam os sistemas de home theater. Hoje, são comuns os modelos que acessam a internet e se integram a redes Wi-Fi, permitindo a transferência de arquivos com relativa facilidade, sem prejudicar a resolução sonora. Acrescente-se a isso a extraordinária evolução dos fones de ouvido, e aí está a razão por que o pessoal da CEA coloca o setor de áudio entre suas prioridades.

Vale a pena pensar sobre tudo isso. Para acessar o relatório na íntegra, este é o link. Amanhã, comentaremos sobre as previsões para o setor de TVs e displays.

 

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