Archive | fevereiro, 2014

Dependência do celular já é doença

Smartphone-addiction-blogComo seria a sua vida se não houvesse celular? A pergunta foi feita a usuários americanos, ingleses e italianos por pesquisadores da Nielsen. E a maioria respondeu que não faz a menor ideia. Aliás, que não saberia o que fazer sem essa maquininha que os acompanha diariamente. Conheço pessoas que dormem com o celular na cama, ligado, e outras que possuem dois ou até três aparelhos, carregando-os a todo lugar. Pois saibam que esse hábito está prestes a ser enquadrado na categoria das “doenças modernas”, ali pertinho do stress, da depressão e até da síndrome do pânico.

Não estou fazendo drama (vejam os detalhes aqui). “Não é que as pessoas estão usando celular por mais tempo”, resume o relatório. “Elas simplesmente não conseguem deixá-los de lado. Utilizam-nos várias vezes por dia, ainda que não haja necessidade”. Na média, americanos e italianos usam seu celular sete vezes por dia; ingleses, nove;

Os números da pesquisa são tão preocupantes que o site Venture Beat procurou especialistas para tentar entender o fenômeno. Um deles, Brad Shimmin, pesquisador de mídias sociais numa empresa de análise de mercado, comentou que a Nielsen nem deveria ter se dado ao trabalho de entrevistar os usuários. “Basta observá-los na rua, num restaurante, no metrô ou mesmo no sofá de suas casas, enquanto vêem TV”, diz Shimmin.  “Eles interagem mais com seus celulares do que com as pessoas em volta”.

Já para especialistas em psicologia e entidades médicas, os “sintomas” são semelhantes aos de outros tipos de vício, como o do jogo, por exemplo. “Todo vício faz aumentar a tolerância a alguma substância, de tal forma que a pessoa sempre quer mais e mais”, explica David N. Greenfield, psicólogo e autor do livro Virtual Addiction: Help for Netheads, Cyber Freaks and Those Who Love Them, citado pelo site WebMD, que trata de problemas de saúde em geral. “No caso da internet, do email e agora do celular, funciona mais ou menos como as máquinas de jogos: você nunca sabe se vai receber uma mensagem agradável, por isso fica tentando várias vezes. É a busca contínua do prazer.”

Este site brasileiro, por sinal, dá uma lista de motivos pelos quais o celular (e mais ainda o smartphone) vicia. Mostra que 94% das pessoas (não sei onde foi feita essa pesquisa) simplesmente ficam doentes, ou mesmo em pânico, quando estão sem seu aparelho. Incrivelmente, lembra Shimmin, os celulares estão tornando os cidadãos mais conectados e, ao mesmo tempo, mais separados do que nunca.

Vivendo, estudando e aprendendo

Apresentamos aqui, semanas atrás, uma lista de eventos de tecnologia que acontecerão este ano em São Paulo. Haverá também alguns em outras cidades (vejam abaixo), o que é ótimo. Devem acontecer outros, que não chegaram ao nosso conhecimento, mas tudo indica que empresas e profissionais estão despertando para a necessidade do aprendizado contínuo. Se na vida diária as atualizações são importantes, que dizer de quem trabalha no segmento de tecnologia?

Daqueles eventos citados, o primeiro será o Fórum Aureside, entre os dias 18 e 22 de março, que será organizado dentro da ISC, tradicional feira de equipamentos para segurança. A intenção é promover o link entre segurança e automação residencial e predial, duas coisas cada vez mais interligadas. Podem participar engenheiros, arquitetos, designers, projetistas, instaladores, síndicos, administradores de condomínios, técnicos de manutenção predial e qualquer profissional das áreas de energia, iluminação, telecom etc. Neste link, o programa do evento.

Sobre eventos em outras cidades, alguns destaques:

BITS South America – Feira de informática e telecom focada no segmento B2B. Porto Alegre, 13 a 15 de maio.

Powergrid Brasil – Feira e Congresso sobre tecnologia e equipamentos de controle de energia. Joinville, 16 a 19 de setembro.

CIT 2014 – Feira de informática e tecnologias voltadas para jogos eletrônicos. Rio de Janeiro, 5 a 7 de dezembro.

São esses, por enquanto. Se alguém quiser divulgar outros eventos semelhantes, a serem realizados em qualquer lugar do país este ano, é só nos enviar. Nos próximos dias, publicaremos uma lista atualizada de eventos no Exterior.

Netflix vs Amazon: guerra de drones

drones

 

 

 

Como muitos dos leitores já devem saber, estamos na era dos drones. Não aqueles que alguns governos estão usando em guerras, mas drones de uma outra categoria, pacíficos. São brinquedinhos parecidos com os que muitas crianças já usam por aí e servem para, entre outras coisas, agilizar serviços de entrega. A primeira grande empresa a usá-los foi a Amazon, maior loja virtual do mundo.

Começou em dezembro, em algumas cidades americanas, e está se expandindo rapidamente. A ideia, anunciada em rede nacional de TV, é entregar as encomendas no mesmo dia (same-day delivery) em qualquer lugar – isso mesmo: qualquer lugar do mundo. Como conseguirão esse milagre, somente São Jeff Bezos deve saber.

O curioso é que, na disputa entre as empresas líderes em tecnologia, os drones – por mais que sejam eficientes – já estão sendo vistos como um atraso. Pelo menos para quem compra filmes, música e livros, que até outro dia representavam o maior faturamento da Amazon. Para ironizar a iniciativa, a Netflix – cujo negócio é vender conteúdos em vídeo – criou este clipe, que está circulando na internet. Num primor de síntese e edição, o vídeo mostra os “drones virtuais” da Netflix, que não entregam as encomendas no mesmo dia, mas no mesmo segundo!!!

Uma forma bem humorada de criticar a concorrente.

O TV mais largo do mundo

LG-105-inch-105UB9Três metros e catorze centímetros: é quanto mede de largura o display 4K da LG de 105 polegadas, de uso comercial, que acaba de ser lançado nos EUA. Tínhamos visto o brinquedinho na CES, mas até então não havia expectativa de lançamento em tão curto espaço de tempo. A questão é que o padrão Ultra-HD está sendo tão badalado (e requisitado) que alguns fabricantes estão mudando suas estratégias a respeito.

Todo mundo sabe que produzir um bom TV UHD ainda custa caro, embora não tanto quanto um OLED (mais detalhes aqui). No Brasil, por exemplo, a diferença de preço entre as duas categorias (UHD e Full-HD) gira em torno de 60%. Não há muitas pessoas dispostas a pagar por isso, mas pelo que sabemos todos os lotes que os fabricantes vêm importando estão sendo vendidos em pouco tempo. O esforço logístico para distribuir e demonstrar um TV desses pelo país afora, depois entregar e instalar na casa do comprador, é considerável. Só se consegue fazê-lo em quantidades pequenas.

Mas são justamente esses aparelhos que garantem aos fabricantes as maiores margens de lucro. Qual seria então a saída? Vendê-los não aos usuários residenciais, mas ao chamado “mercado corporativo”. Costuma-se dizer genericamente “empresas”, mas esse segmento abrange um leque enorme: lojas, shoppings, órgãos públicos, estações de transporte, museus, hospitais, hotéis, escolas, auditórios, centros de convenções, enfim, todo espaço onde caiba uma tela grande e onde se exija boa visibilidade a distância.

Não é coincidência, portanto, que a LG esteja direcionando seu 105″ 4K superwide às aplicações comerciais, como confirma o próprio press-release distribuído pela empresa nesta terça-feira, nos EUA (lançou também um modelo de 98″, mas 16:9. Nem foi por acaso que o produto se destacou na Digital Signage Expo 2014, feira de equipamentos para sinalização digital realizada no início do mês em Las Vegas. Aliás, a Samsung também estava lá, com um modelo 4K de 110″, só que não superwide. Estavam também outros fabricantes de displays, não muito conhecidos do consumidor mas respeitadíssimos entre os profissionais da área.

Se cada grande empresa do planeta encomendar, digamos, 10 displays como esses, já teremos um mercado gigantesco. Somando os espaços listados acima, pode-se ver o potencial da tecnologia 4K – não para o consumidor, que este não tem o que assistir ainda, mas para outros tipos de usuário.

Em tempo: não foi confirmado, mas a previsão de preço para o TV de 105″ é em torno de US$ 150 mil (lá nos EUA).

iPhone 6: começam as especulações

Em meio às dezenas de smartphones exibidos na WMC, em Barcelona, alguns deles apenas protótipos, não podia faltar uma atração habitual desses eventos: os boatos sobre o próximo iPhone. Não vou entrar em detalhes aqui: basta digitar no Google “iPhone 6”, ou algo assim, que vocês encontram inúmeras especulações.

Mas a respeitada revista Forbes publicou em seu site, nesta segunda-feira, uma extensa reportagem que teria sido apurada junto a “fornecedores da Apple”, detalhando as características do novo produto – que, por sinal, ainda nem tem data de lançamento confirmada. Entre elas, a que mais me chama a atenção é o uso do display Igzo, patente da Sharp, sobre o qual já comentamos aqui. Seria uma opção mais barata que o OLED, e com desempenho similar.

Mais detalhes, neste vídeo.

Smartphone 4K: para quê?

Karbonn-Titanium-S4Começou nesta segunda-feira em Barcelona o WMC (World Mobile Congress), o equivalente no mundo dos celulares e tablets ao que é a CES para os eletrônicos em geral. E este ano, pelo que se lê, a novidade está na alta (altíssima) resolução das telas. Sim, como se esperava, a tecnologia Ultra-HD (4K) está chegando aos dispositivos portáteis.

Já vimos algumas demonstrações em eventos anteriores. A vantagem é que, com um smartphone, se pode agora captar vídeos em 4K para… bem, para quê mesmo? Fiz a pergunta a um demonstrador na última IFA, em setembro, e a resposta ficou no ar. Claro, é muito mais prático gravar um vídeo com o celular ou o tablet do que com uma câmera, e as diferenças de qualidade têm mais a ver com a habilidade do usuário (a primeira câmera 4K não profissional, lançada recentemente no mercado internacional pela Sony, pesa em torno de 800 gramas).

Mas, assim que se termina a gravação, começam os problemas. Como enviar pela internet um vídeo 4K de, digamos, dois minutos, que resulta num arquivo não inferior a 300 megabytes? Chegando em casa, pode-se assistir ao vídeo pela tela do TV, mas quanto tempo irá levar a transferência?

Era o que se perguntava, recentemente, um colunista do site Engadget. Muita gente deve estar fazendo planos de comprar um smartphone 4K, sem pensar nesses inconvenientes. Ou, quem sabe, achando que vai poder assistir a seus vídeos em UHD na própria telinha do celular ou do tablet. O ponto, aqui, é que a “resolução ultra-alta” existe justamente para telas grandes. Quando a tela tem menos de 40 polegadas, é impossível enxergar os pixels a uma distância normal (2m a 3m da tela), ainda que a imagem seja Full-HD como as que vemos em filmes Blu-ray. Nas 10 polegadas de um tablet, isso não faz a menor diferença; num celular de 4″ ou 5″, menos ainda, mesmo que você os coloque grudados ao nariz.

O cálculo que deve ser feito é o chamado ppi (pixels por polegada, em inglês). Os primeiros smartphones saíram com resolução de 800 x 480 pixels; a segunda geração veio com 960 x 540, passando depois para 720 e 1080p. Os novos da Samsung exibirão absurdos 2.560 x 1.440, a chamada resolução Quad (QHD). Vale a pena usar a calculadora:

Resolução (1.440) / altura da tela (5″) = ppi (282)

Se a tela tiver 10″, ppi cai para perto de 140. Notem que o iPhone com tela Retina, tão badalada, consegue exibir mais de 300 ppi, coisa de que nenhum ser humano necessita. O que dizer, então, de um portátil com display 4K? Um pouco de bom senso sempre é recomendável. Até porque esses pixels a mais acabam saindo bem caro.

Semp Toshiba busca volta por cima

toshibaTradicionalmente uma empresa fechada e conservadora, a Semp Toshiba está de volta ao mercado com novas armas. Na verdade, não é propriamente uma volta – fundada em 1942, nunca esteve fora de combate. Mas sofreu um grande abalo entre 2010 e 2012, quando uma série de fatores levaram a prejuízos inéditos na história do grupo. Em maio do ano passado, Affonso Brandão Hennel, filho do fundador, decidiu reassumir o controle. Aos 83 anos, mas ainda em boa forma, Hennel afastou o filho, Affonso Antonio Hennel, e montou uma nova diretoria com a missão de, literalmente, colocar a casa em ordem. Descobriram-se erros de gestão e/ou avaliação que explicavam boa parte do estrago. Nesse período, cerca de 1.000 funcionários foram demitidos, e o grupo foi redesenhado.

A marca STi, por exemplo, que vinha ganhando força nos últimos anos, está sendo desativada. A ideia é trabalhar sobre os dois principais patrimônios de marketing do grupo: as marcas Semp e Toshiba. Devido à perda das vantagens fiscais concedidas pelo governo da Bahia, a fábrica de notebooks construída em Aguas Claras, região metropolitana de Salvador, foi fechada, com transferência da unidade fabril para Manaus.

Em janeiro último, Ricardo Freitas, um dos homens de confiança de Brandão, assumiu a presidência executiva para, enfim, retomar a disputa pela preferência do consumidor. Segundo ele, a ideia agora é focar nos produtos que sempre foram a “alma” da empresa: TVs, aparelhos de som e home theater, além – é claro – de notebooks e tablets, que continuarão sendo produzidos em cooperação com a Toshiba Corporation. Aliás, Freitas desmente a notícia, tantas vezes divulgada (inclusive aqui), de que houve um rompimento com os japoneses. “Ao contrário, eles detêm 40% da empresa e estão participando ativamente de todo esse processo.”

Só relembrando: a brasileira Semp (Sociedade Eletromercantil Paulista), fundada em 1942, e a japonesa Toshiba (Tokyo Shibaura), nascida em 1939 da fusão de duas empresas já com 50 anos de história na época, uniram forças em 1977, criando a Semp Toshiba S.A.

Oscar interage com o público

oscarPela primeira vez, a cerimônia de entrega do Oscar – que acontece no próximo domingo, em Los Angeles – poderá ser acompanhada no Brasil em várias plataformas de vídeo. O canal TNT, que tradicionalmente transmite o evento, está montando um esquema especial de cobertura envolvendo seu portal e as redes sociais. Além da transmissão convencional, em dois idiomas, áudio e vídeo poderão ser captados em dispositivos portáteis, com vários apresentadores brasileiros postando comentários em tempo real e até os telespectadores participando, via Twitter e Facebook.

Esses canais de comunicação online já são utilizados em larga escala nos EUA e em alguns países da Europa, para quase todo tipo de evento, como suporte às transmissões no modo tradicional. Quem é fã de determinado artista já pode, por exemplo, acompanhar ao vivo suas reações e comentários, em meio a um show ou gravação. A Premier League, liga inglesa de futebol, faz um trabalho admirável nesse aspecto, colocando jogadores e técnicos quase “cara a cara” com os torcedores.

No Brasil, o aproveitamento ainda é tímido, mas está evoluindo. Um caso marcante é o do tradicional programa de entrevistas Roda Viva, da TV Cultura-SP, geralmente transmitido ao vivo. Quem tem mais de 30 anos deve se lembrar que o “Roda” já viveu dias bem melhores. Mas uma de suas atrações atualmente poderia dar-lhe um enorme salto de qualidade: a participação do telespectador via Twitter. Pena que certas perguntas e/ou observações do público acabem não chegando aos entrevistados. Daria um tremendo dinamismo ao programa que, pelo próprio formato, às vezes acaba se tornando enfadonho (quando o entrevistado não tem muito a dizer, ou quando os entrevistadores são mal preparados).

O maior desafio da comunicação online está na chamada “curadoria”, que em jornalismo chamamos “edição”. Por mais que pareça simpático e democrático abrir os canais de comunicação, sempre será necessário algum tipo de “filtro”, que não pode (nem deve, jamais) ser confundido com “censura”. Um ou mais profissionais treinados, e com bom conhecimento do tema em destaque, podem tornar essa interação mais dinâmica e enriquecedora.

Como já disse o grande mestre do jornalismo brasileiro, Alberto Dines, “com ou sem papel, o papel do jornalista é indispensável”. Ou, para lembrar um antigo político americano: “Todo mundo tem direito a dar sua opinião. Agora, ser levado a sério é outra coisa”.

STF, Manaus e os outros

Nesta quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal cumpriu mais uma etapa da quilométrica novela envolvendo os incentivos fiscais às indústrias instaladas no Polo Industrial de Manaus. A votação foi unânime: todos os ministros ficaram a favor do governo do Amazonas, que em 1990 – notem bem: 24 anos atrás – entrou com pedido (no jargão técnico, uma ADI – Ação Direta de Inconstitucionalidade) defendendo a isenção de ICMS às empresas locais. Quem estava contra era o até então todo-poderoso Confaz (Consellho Nacional de Política Fazendária), formado pelos secretários estaduais da Fazenda.

Para recapitular e esclarecer a quem porventura não tenha acompanhado a discussão. Desde 1975, está em vigor uma Lei Complementar dando ao estado do Amazonas o direito de conceder isenções de ICMS, sem ter que se submeter às decisões do Confaz. Este tentou por todos os meios suprimir o benefício, mesmo depois de a Constituição de 1988 tê-lo confirmado. É a única exceção prevista na Lei: todo estado que quiser conceder o mesmo incentivo precisa antes pedir autorização ao Confaz.

Há ainda em tramitação uma ADI do governo paulista, apresentada no ano passado, para que o Supremo revogue essa contradição legal. O raciocínio é de que não há razão para beneficiar um único estado, como se os demais também não necessitassem atrair indústrias. Pelo visto, não vai adiantar, já que a decisão desta semana foi unânime. Mas fica no ar a pergunta: se algum estado (digamos, Ceará ou Pernambuco) quiser criar uma Zona Franca visando atrair investimentos e gerar empregos, não pode? Terá que pedir licença ao Confaz e depois esperar 24 anos por uma palavra final do STF?

Todos sabemos como foi criada a ZF de Manaus, na época da ditadura militar, com estímulos bilionários bancados pelo Tesouro (ou seja, pelos contribuintes de todo o país), sob os mais esdrúxulos argumentos e promessas que jamais se cumpriram. Por pressão dos políticos que representam a região, o Congresso sempre se recusou a debater o tema; ao contrário, está em discussão a renovação do status da ZFM por mais 50 anos!!! O que, por sinal, pode levar a uma outra distorção, talvez ainda mais grave: a Abinee, representando as indústrias que não estão em Manaus, defende uma extensão idêntica para a Lei de Informática. 50 anos!!!

Mesmo após a redemocratização, nenhum presidente até hoje ousou enfrentar essa distorção. Virou tabu, mais ou menos como o aborto e o casamento gay. Para estas duas polêmicas questões, como se sabe, já têm sido abertas exceções. Para Manaus, talvez daqui a 50 anos.

Quem está mais seguro?

Enquanto escrevia o comentário anterior, sobre normas técnicas, me lembrei do famoso “caso da tomada”, que durante meses causou grande polêmica entre especialistas e ainda hoje rende piadas pela internet. Para quem não se recorda, aconteceu há cerca de cinco anos: os venerandos ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e InMetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) decidiram que o país deveria adotar um novo tipo de tomada elétrica (de três pinos), supostamente mais seguro. A razão seria o registro de vários casos de acidentes com a tomada tradicional (de dois pinos), que provocava choques.

A polêmica surgiu basicamente por dois motivos. Primeiro, tudo foi discutido e decidido sem a menor transparência, quase como segredo de Estado; segundo, o novo plugue elétrico não tinha (e não tem até hoje) similar em nenhum país do mundo (vejam o quadro abaixo). Em lugar de adotar o padrão europeu, que a maioria dos experts considera o mais seguro, ou o plugue americano (o mais comum no mundo), decidiu-se inventar um frankenstein tupiniquim, obrigando a população a trocar todas as suas tomadas.

conector brasil2Quem se beneficiou com a medida? Até hoje não foi explicado. Talvez os fabricantes de adaptadores (nossos queridos “benjamins), que se espalharam rapidamente pelo varejo. Fato é que, hoje, um turista que chegue ao Brasil trazendo um aparelho elétrico, seja um notebook ou um secador de cabelos, tem que ir atrás do tal adaptador para não passar apuros. E o brasileiro que viaja ao Exterior ganhou mais uma preocupação: ter à mão um outro tipo de “benjamin”, compatível com as instalações dos países que irá visitar. No dia a dia das famílias brasileiras, nada mudou.

Tudo por causa de uma Norma Técnica. Estas, como dissemos, servem para ajudar e proteger as pessoas. No caso, foi a exceção que confirmou a regra.

Normas, Normas, Normas…

Comentamos aqui anteontem sobre a nova norma da ABNT definindo parâmetros para instalações de cabeamento estruturado, cada vez mais usadas no Brasil, e eis que o amigo e colaborador Vinicius Barbosa Lima nos informa sobre um curso chamado “Check-list das Normas NBR 5410 e NBR 13570”, a ser ministrado na semana que vem pelo especialista Hilton Moreno.

Empresas e profissionais brasileiros têm o mau hábito de não seguir normas técnicas e até ignorá-las em muitos casos. Além de ser um erro idiota, significa um risco tanto para o(s) próprio(s) instalador(es) quanto para os usuários. A Norma existe não para complicar, ao contrário, para facilitar as coisas. Especialistas, trabalhando em grupo, estudaram determinado problema durante anos, analisaram diversas opções de solução, e chegaram a um consenso sobre como resolvê-lo. Por que desperdiçar a chance de utilizar esse conhecimento que alguém nos oferece quase sempre “de graça”?

O curso é focado em duas normas que abrangem “99 requisitos essenciais para projetos e instalações elétricas seguras contra incêndios, choques e danos aos equipamentos”. Nem precisa acrescentar que é importantíssimo para quem trabalha com eletrônica e para quem entra na casa das pessoas supostamente com a missão de tornar a vida delas mais segura. Mesmo sem conhecer o prof. Moreno, recomendo o curso a todos os profissionais dessas áreas. Detalhes aqui.

Tão ou mais importante é a atitude do próprio consumidor diante da questão. Embora nem toda norma tenha caráter de lei, na prática a maioria delas foi (ou deveria ter sido) criada para proteger o cidadão. Sabemos que muita gente despreza as leis, mas no caso está em jogo a segurança de uma casa ou prédio e de quem ali reside ou trabalha. Seria necessário motivo mais crucial para seguir as normas e cobrar dos profissionais o mesmo comportamento?

Internet das coisas (inseguras)

internet-of-things1Uma das maiores empresas do mundo na área de segurança digital, a americana Symantec acaba de lançar uma espécie de “alerta oficial”, do tipo “eu não avisei?”, sobre a questão da conectividade entre os aparelhos e entre estes e as pessoas. O mote é a chamada “internet das coisas”, ou “internet de tudo” (IoE, na sigla em inglês), tida como uma das principais tendências para os próximos anos. Já falamos sobre isso aqui, e esta entrevista com o presidente da Cisco Systems traz mais subsídios a respeito.

A ideia é que, num futuro próximo, todos os aparelhos terão sensores para permitir a comunicação direta, 24 horas por dia. Não apenas telefones e tablets, mas até relógios, refrigeradores, automóveis, enfim, quase tudo que o ser humano utiliza em seu dia a dia será “conectável”. As próprias pessoas poderão estar conectadas em tempo integral, através de minúsculos dispositivos aplicados a suas roupas ou até ao próprio corpo. Parece filme de ficção científica, mas é uma (talvez assustadora) realidade.

O alerta da Symantec é de que essa aparente facilidade na comunicação pode ter um preço alto. Adivinhem: o fim de qualquer esperança de privacidade. Aparelhos “inteligentes”, como a indústria costuma chamar, não por acaso são também mais vulneráveis à invasão. A empresa chega a definir o fenômeno como internet das vulnerabilidades, e cita dados preocupantes a respeito. Já existem, é sabido, vírus digitais que se espalham através de celulares, câmeras de segurança, roteadores, receptores de TV paga e os próprios TVs smart. Na prática, todo aparelho capaz de se conectar à internet é vulnerável. Se a teoria da IoE estiver correta, daqui a pouco todos estaremos interconectados – e, portanto, passíveis de um hacker aqui, um espião ali e por aí vai.

Existem meios de evitar essa, digamos, catástrofe? Não, o que se pode fazer é minimizar os riscos. Da mesma maneira que se tenta prevenir o roubo de um carro usando sensores, alarmes etc. (e nem sempre dá certo), no caso dos aparelhos elétricos e eletrônicos a Symantec recomenda usar senhas complexas, dessas que são difíceis de memorizar; atualizar sempre os mecanismos de proteção das redes que se usa (é chato, mas imperioso, visitar os sites dos fabricantes para checar as atualizações); e, claro, tomar mais cuidado ao compartilhar dados – incluindo fotos, vídeos, informações pessoais.

Um resumo dessas recomendações pode ser conferido neste link. No mais, é rezar!!!

ABNT cria uma norma para cabeamento

Estudada desde 2011, foi finalmente publicada a primeira norma ABNT para instalações que envolvam cabeamento estruturado. O Brasil estava atrasado nesse campo, e graças a um grupo de especialistas liderado pelos engenheiros Paulo Marin e Paulo Dal Bó, que trabalharam arduamente nesse projeto, agora os profissionais do setor têm uma referência confiável.

A NBR 16264:2014 estabelece uma série de parâmetros para cabeamento em casas e edifícios residenciais; para prédios comerciais e data centers, já está em vigor desde 2012 a NBR 14565. Ambas têm a mesma finalidade: orientar projetistas e instaladores nos procedimentos e na escolha dos produtos. Profissionais interessados podem (e, claro, devem) acessar a íntegra do documento, neste link.

Mas o que mais me chamou a atenção foi descobrir que, embora não tenha a força de uma lei, como acontece em outros países, a Norma significa um importante avanço nas relações entre usuários e prestadores de serviço. A partir de agora, se você descobrir uma falha no cabeamento de sua casa ou prédio, pode usar a 16264 para cobrar de quem projetou e/ou executou a obra.

Ou seja, não há mais desculpa para trabalho mal feito.

4G: operadoras respondem às emissoras

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Segue a pleno vapor a batalha entre os setores de televisão e de telefonia, em torno de algo que o governo já deveria ter resolvido: a partilha das frequências na faixa de 700MHz, que já comentamos aqui algumas vezes. Enquanto a SET, representando as emissoras, divulga seus estudos sobre interferências do sinal de celular 4G nos canais de TV digital, a GSMA (entidade que reúne operadoras e fabricantes de celular) defende exatamente o contrário: as interferências seriam dos sinais de TV sobre as ligações telefônicas.

No fundo, é uma batalha de comunicação e poder de influência. Ambos os setores precisam ter força junto ao governo para fazer valer o que acham justo. Até agora, a GSMA quase não tinha se pronunciado. Através do Sinditelebrasil, sindicato que representa as operadoras, divulgou apenas em janeiro que foram realizados testes em três cidades (São Paulo, Brasilia e Campinas) e que os problemas encontrados são menos graves do que diz a SET (detalhes neste link).

As emissoras, como informamos aqui na semana passada, parecem muito mais preocupadas. E a razão é principalmente financeira. Pela legislação atual, cabe aos “entrantes” bancar os custos da implantação de um novo serviço – no caso, telefonia 4G, que utiliza o padrão internacional LTE (Long Term Evolution). Ou seja, as operadoras de celular é que têm de resolver o problema das interferências. E isso, naturalmente, precisa ser feito antes que os atuais canais analógicos sejam digitalizados (processo que deve começar em 2015).

O leilão que definirá quais operadoras irão atuar na faixa de 700MHz havia sido marcado pela Anatel para março, mas já foi adiado duas vezes – a data agora é agosto. A prioridade do governo é arrecadar o máximo possível, e como no Brasil essas decisões são tomadas com o mínimo de transparência torna-se difícil saber até que ponto a questão das interferências será mesmo levada a sério (por ora, o discurso oficial é de que “nenhum canal ficará fora do ar”).

Sim, é temerário (e até leviano) ficar especulando, ainda mais em ano eleitoral. Vamos ver o que sai no edital desse leilão, que por lei é o documento definidor de todas as regras, tanto técnicas quanto financeiras. As emissoras continuam batendo o pé quanto às interferências (leiam este artigo). Uma coisa é certa: não vai ser nada agradável estar assistindo à novela ou ao futebol e, de repente, entrar o áudio de alguém falando ao telefone; ou, ao contrário, estar conversando com um amigo pelo celular e, sem mais nem menos, ter como “parceiro” na conversa o Galvão Bueno ou o Ratinho.

TV paga: reviravolta nos EUA

Quando se tem um inimigo e não se consegue derrotá-lo, a melhor saída é unir-se a ele. É o que dizem os manuais corporativos. No entanto, há uma solução mais segura ainda: comprar o inimigo! Devem ter pensado assim os executivos da Comcast, maior operadora de cabo dos EUA, ao arrematar esta semana a concorrente Time Warner por inacreditáveis US$ 44,2 bilhões.

O negócio já está causando barulho, com ONGs e entidades pró-consumidor alertando que será um “desastre” para o mercado. De certa forma, é mesmo: pelos dados de 2013, a Comcast lidera o ranking americano com 23 milhões de assinantes, seguida pela própria Time Warner, com 12 milhões. A seguir vêm Cox, Verizon e AT&T, cada uma com pouco mais de 4 milhões. Ou seja, se alguém considera o mercado brasileiro muito concentrado, é bom rever seus conceitos.

A menos que algo de muito inesperado surja nos próximos meses, dificilmente as autoridades de defesa da concorrência aprovarão a fusão da líder com a vice-líder. Mesmo assim, o caso é sintomático da situação em que se encontram as operadoras, inclusive as maiores do mundo. “Uma empresa como a Comcast hoje precisa pensar não apenas no mercado interno dos EUA, mas no mercado mundial”, diz um analista do setor, entrevistado pela CNN. “Eles querem competir não com as outras operadoras, mas com Google, Amazon e Apple.”

Em tempo: a Comcast é hoje o maior conglomerado de mídia do planeta, com ativos calculados pela revista Fortune em cerca de US$ 160 bilhões. Esse patrimônio inclui a rede de TV NBC, os estúdios Universal Pictures, os parques da Universal (em Orlando e Los Angeles), a produtora MGM e seu fantástico catálogo de filmes, cerca de 20 canais de TV paga e também franquias de times de hóquei e futebol americano. Uma potência tão grande que, nos últimos anos, fez do grupo um dos mais odiados pelos consumidores americanos, campeoníssimo em queixas quanto à má prestação de serviços.

Televisão vs celular: risco para os usuários

Na manhã desta quinta-feira, a SET (Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão) convocou a imprensa para fazer chegar ao consumidor os temores que já circulam no mercado há mais de um ano: é cada vez mais sério o risco de muitos brasileiros ficarem sem sinal de televisão aberta quando entrarem em operação as novas redes de telefone celular 4G. Após exaustivos testes, os engenheiros da SET concluíram que não há como evitar interferências entre os dois tipos de sinal; no máximo, dizem eles, será possível mitigar (minimizar) o estrago.

Já comentamos o tema aqui no ano passado, e apesar da gravidade o que se nota é que Anatel e Ministério das Comunicações parecem não dar muita importância ao problema. Segundo Ana Eliza Faria e Silva, diretora de tecnologia da SET, a legislação atual – sintetizada na Resolução 625, de novembro passado – não garante a convivência entre os sinais de TV digital e LTE (4G) na faixa de 700MHz, escolhida pelo governo. É onde se encontram os canais analógicos 38, 39, 40, 46, 51 e 52, atualmente usados pelas redes abertas.

Ana Eliza chegou a exibir um gráfico que mostra a distribuição das torres de celular (as chamadas ERBs, estações rádio-base) na região da Avenida Paulista, a mais “congestionada” da cidade de São Paulo. É assustador. As torres das emissoras estão concentradas em prédios da avenida, e em torno delas há, segundo a SET, mais de 1.300 ERBs. Se estas forem usadas para transmitir 4G, será quase impossível assistir a canais de TV aberta por ali. Imagino que problemas semelhantes devam ocorrer em outras grandes cidades (mais detalhes aqui).

“As ERBs trabalham com uma potência 25 vezes mais alta que a das torres de televisão”, explicou Ana Eliza. “Terá de haver uma redução, mas ainda assim acontecerão interferências. O usuário certamente será prejudicado, correndo o risco de ter que trocar seu televisor, além de mexer na própria estrutura de sua instalação.”

Pode haver também problemas na recepção dos celulares, embora as operadoras até agora não tenham se pronunciado oficialmente a respeito. A princípio, seguiam a argumentação do governo, de que os temores seriam “exagerados”. Para abril, está marcado o leilão do 4G, quando então saberemos quais operadoras ficarão com quais frequências. O que a SET deseja, pelo visto, é alertar a população e, com isso, quem sabe, fazer o governo (e as próprias teles) se mexer antes do leilão. Até porque quem vencer é que terá de pagar essa conta.

Incrível, mesmo, é as autoridades ficarem assistindo a tudo isso de braços cruzados. Pelo menos, é o que parece. No site da Anatel, a última notícia a respeito é dezembro passado, e sem qualquer informação sobre que providências estariam sendo tomadas. Se é que estão!

Gorilla Glass, a nova geração

Planar_UltraResGorilla_GlassFalando em telas, esta semana acontece em Las Vegas a Digital Signage Expo (DES), evento focado apenas em displays de uso comercial ou para espaços públicos. E uma das atrações é o modelo acima, exibido pela empresa americana Planar, que após adquirir o controle da Runco, em 2007, tornou-se uma das forças mundiais no setor. Trata-se da primeira tela de toque 4K para grandes espaços, utilizando a já famosa tecnologia Gorilla Glass.

Esse tipo de vidro, patenteado pela Corning, é considerado revolucionário pelos especialistas em displays. Já está em sua terceira geração. É feito de uma mistura química que, ao mesmo tempo, aumenta a resistência a choques em espessuras mínimas, tem maior durabilidade e ainda se presta a diversos formatos de corte e design (é usado na maioria dos celulares e tablets top de linha).

Com 84 polegadas, o modelo exibido no evento é um marco também porque aponta a tendência no segmento de sinalização digital: telas de toque multiponto (no caso, 32) para sistemas Ultra-HD, em que a visualização a distância é tão impactante quanto de perto. Numa estação ou museu, por exemplo, as pessoas vão poder tocar na tela para “chamar” informações audiovisuais de altíssima qualidade. E, além do Gorilla Glass, o modelo da Planar traz uma camada extra de proteção, também patenteada.

Como transportar seu TV grande

dallas2Não são poucas as pessoas que se deparam com a dúvida acima, depois de adquirir um TV de grande porte. Se as telas finas dão a impressão de leveza (e de fato os modelos até 40 polegadas são incrivelmente leves), essa ideia se desfaz rapidamente quando se tenta passar para tamanhos maiores. Como já comentamos aqui, o mercado brasileiro hoje oferece TVs de até 90″, que na prática têm mais que o dobro do tamanho de um 55″. A sensação de envolvimento sem dúvida é maior, mas até chegar lá pode haver um longo caminho.

Lembrei de tudo isso ao ler reportagem da revista americana Electronic House que mostra como um plasma Panasonic de 85″ teve de ser içado de helicóptero até o alto de um edifício em Dallas (foto). O aparelho deveria ser instalado no 27° andar, mas simplesmente não cabia no elevador. A solução encontrada pelos instaladores foi contratar uma empresa de cargas, que só aceitou fazer a “entrega” se fosse de helicóptero (vejam aqui o slideshow).

Nunca soube de caso semelhante no Brasil, mas já ouvi histórias de gente que passou por bons momentos de nervosismo ao ter de erguer seu TV novo com cordas, prédio acima, para fazê-lo entrar pela janela ou pela sacada. Além do risco (que sempre existe) da operação não ser bem sucedida e o aparelho despencar, sabe-se que quanto mais fina é a moldura maior também é sua fragilidade; qualquer movimento em falso, ou esbarrão, pode riscar ou trincar o TV. Evidentemente, a loja que vendeu deve ser responsável pela entrega do TV, são e salvo, mas convém esclarecer todos os detalhes na hora da compra.

A não ser que você tenha seu próprio helicóptero.

Um ano cheio de eventos importantes

Não, não estou falando de futebol nem de política. 2014 promete ser um ano de grandes eventos no setor de tecnologia no Brasil. Apesar dos transtornos causados pela Copa, especialmente nas cidades-sede (que como sabemos não têm condições de receber a quantidade de turistas esperada), os organizadores de feiras e congressos de tecnologia têm um amplo calendário daqui até dezembro. Eis um resumo dos mais importantes:

Março – Na semana de 18 a 22/03, teremos em São Paulo o Fórum Aureside, que irá discutir as novas soluções em automação residencial e predial, a integração entre sistemas eletrônicos e de segurança e as construções ecologicamente eficientes; e a tradicional Feicon, feira voltada ao segmento de construção, cada vez mais adotando recursos tecnológicos.

Abril – De 15 a 17/04, a capital paulista recebe mais uma edição da Interdidática, feira de serviços e tecnologias voltada à educação, um dos segmentos que mais crescem no país atualmente. E, de 22 a 26, acontece a Expolux, também tradicional no segmento de iluminação, outro onde a tecnologia tem cada vez mais espaço.

Maio – Na mesma semana (13 a 15/05) acontecem a AES Brasil, voltada aos profissionais de áudio, e a TecnoMultimídia Infocomm Brasil, versão brasileira da famosa Infocomm, realizada nos EUA sempre em junho. A feira ocorre dentro da ExpoSec, esta tradicional no segmento de segurança. Na semana seguinte (21 e 22/05), teremos a Tela Viva Móvel, dedicada à indústria de comunicações móveis.

Agosto – Junho e julho naturalmente são meses com poucas atividades no setor, pois as atenções de todos estarão voltadas para a Copa. Mas já na primeira semana de agosto (dias 5, 6 e 7), teremos a edição 2014 da ABTA, mais importante evento no segmento de TV por Assinatura, onde os debates costumam ser acalorados. Uma semana depois (dias 11, 12 e 13) realiza-se a 5a. edição da ExpoPredialTec, reunindo as principais empresas do setor de automação residencial e predial. E, nos dias 24 a 27/08, a SET Expo, nova versão da antiga Broadcast & Cable, só que agora sob inteira responsabilidade da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão.

Setembro – De 18 a 20/09, São Paulo recebe mais uma edição da ExpoMusic, voltada ao mercado de música, instrumentos e estúdios de gravação.

Outubro – De 13 a 16/10, ocorre a Futurecom, que nos últimos anos se transformou no principal encontro do setor de telecom. E, para quem é ligado em games, vale a pena reservar as datas de 08 a 12/10 para a BGS – Brasil Game Show.

Em tempo: todos esses eventos estão marcados para São Paulo. Em breve, informaremos aqui sobre os que irão acontecer em outras cidades.