Archive | março, 2014

TVs: as novidades para este ano

digital exp2Na manhã desta terça-feira, fomos conferir os lançamentos da LG para este ano. O evento Digital Experience, que já se tornou tradicional (é realizado há dez anos), serve para mostrar à imprensa e aos revendedores da marca tudo que a empresa pretende trazer ao país até dezembro. Como dissemos ontem, nesta quarta também o público poderá conferir as novidades, no Expo Transamérica, em São Paulo.

São mais de 500 produtos, incluindo TVs, áudio/vídeo, informática, celulares, linha branca etc. Mesmo tratando aqui apenas de TVs, não haveria espaço para comentar tudo – são, ao todo, 47 modelos, a saber: seis do tipo led UHD; três OLED; cinco TVs de plasma, cinco led HD e 28 led Full-HD. A maioria dos produtos foi mostrada na CES, em janeiro (nosso hot site traz mais detalhes). O maior dos TVs, um 4K de 98 polegadas, não chegou a tempo de ser mostrado no evento. Ainda assim, há muita coisa interessante para ver.

Conversando com os executivos da LG, deu para perceber como a empresa está dando importância à disputa pela liderança no segmento de TVs. Na corrida ombro a ombro com Sony e Samsung, não há espaço para erros. Uma das estratégias é sair na frente com aparelhos de alta tecnologia, mesmo que, num primeiro momento, o volume de vendas não seja muito expressivo. “Hoje, Full-HD representa quase 90% das vendas em telas grandes (acima de 46 polegadas)”, me disse Roberto Barboza, diretor de vendas da LG. “Mas achamos que o 4K vai crescer muito, à medida que o consumidor for conhecendo melhor seus benefícios.”

Em maio, saem modelos de 49″ e 55″, juntando-se aos de 65″ e 84″ que já estão nas lojas; no segundo semestre, estes dois – lançados no ano passado – serão substituídos por tamanhos equivalentes e o consumidor encontrará duas novas opções: 79″ e 98″. A distribuição está sendo ampliada para 400 lojas em todas as regiões do país, onde certamente há muita gente que nunca teve sequer a oportunidade de ver um aparelho desses funcionando.

Trabalho semelhante será feito, embora de modo mais lento, com os TVs OLED, que também estão sendo mostrados no Digital Experience. E você pode não acreditar, mas a LG mantém em linha cinco modelos de plasma (42″, 50″ e 60″), sendo quatro deles ainda em resolução HD (720p), não Full-HD (1080p). “Em volume de vendas, os TVs HD ainda são imbatíveis”, garante Barboza.

Tecnologia para a galera ver

Nesta quarta-feira, a LG realiza em São Paulo um evento inédito: das 14 às 21hs, o Expo Transamérica será aberto ao público para exibir os produtos que a empresa pretende lançar ao longo do ano. A promessa é de mostrar os novos TVs OLED e Ultra-HD e o smartphone G Flex (que tem design curvo), entre dezenas de outros produtos. Tudo faz parte do já tradicional Digital Experience, evento que a empresa realiza sempre nesta época do ano. Até 2013, era um encontro fechado, apenas para jornalistas e revendedores. Agora, o público interessado também entra (sem pagar). Vamos observar as reações.

Políticos invadem a rede

m,arco civil

 

Já dizia De Gaulle que “política é uma coisa importante demais para ser deixada nas mãos dos políticos”. Quanto mais leio e converso sobre o Marco Civil, que o Congresso ensaia votar há meses, mais me convenço de que a internet está na mesma categoria. Tudo ia razoavelmente bem enquanto especialistas discutiam o assunto; quase havia consenso de que o país precisa, mesmo, de uma legislação moderna e avançada sobre o tema, preservando a essência dessa mídia – a liberdade do usuário – e prevendo as devidas responsabilizações para quem fizer mau uso dessa liberdade.

Bastou ser transformado em projeto de lei (hoje com o número 2126/2011) para o Marco Civil ser abocanhado por políticos, de vários partidos, que tentam fazer do texto mais uma moeda de troca em suas negociatas. Despreparado tecnicamente e fragilizado diante de tantos escândalos de corrupção, o governo só podia mesmo chegar aonde está hoje: de joelhos diante da chamada “base aliada”, que há tempos deixou de ser “base” e se revela cada vez menos “aliada”.

Os dois pontos cruciais do projeto são os artigos 9, que trata da neutralidade da rede, e 20, sobre a responsabilização dos provedores. Neutralidade é tema polêmico no mundo inteiro, pois significa tratamento igual para todos os usuários e fornecedores de conteúdo, independente do que produzam ou acessem. É o motivo, por exemplo, da briga entre a Netflix e as teles americanas, que não acham justo fornecer de graça suas estruturas de rede para a empresa faturar milhões com a distribuição de filmes. Os dois lados têm argumentos defensáveis.

Mas neutralidade significa mais do que isso. Colocada em lei, impediria que qualquer órgão de governo invadisse os dados de um usuário, a não ser em caso explícito de ameaça à segurança de outras pessoas ou empresas. É exatamente o que vem fazendo a NSA, agência de segurança do governo americano, contra a qual se voltam todas as pessoas e instituições que defendem a liberdade na rede.

Já a questão da responsabilização me parece ainda mais perigosa. O texto original que está no Congresso prevê que um provedor de internet não pode ser responsabilizado caso um usuário utilize sua conexão para ofender ou difamar. Como bem lembra o repórter Luiz Osvaldo Grossmann, do site Convergência Digital, vale aqui a analogia com os carteiros, que jamais podem ser culpados pelo conteúdo das correspondências que entregam. Alguns políticos, porém (sempre eles), são contra; querem derrubar o artigo 20, apelando para o antiquíssimo pretexto do “ataque à honra”, como se já não houvessem leis suficientes a respeito.

O assunto realmente é complicado, daí por que talvez seja mesmo o caso de deixá-lo em discussão por mais algum tempo, de preferência com maior envolvimento da sociedade. Agora mesmo, o “pai da internet” Tim Berners-Lee divulgou apelo para que o texto original seja aprovado como está, no que deve ter sido orientado por amigos brasileiros ansiosos por esse desfecho (duvido que Lee tenha lido a proposta). Mas faz parte: se é para ouvir especialistas, ninguém mais qualificado do que ele.

Como quase tudo na vida, porém, o marco civil – que tem até um site dedicado a defendê-lo – sugere inúmeras leituras e interpretações. Inclusive porque mexe com interesses variados, alguns até inconfessáveis. Ao leitor que se preocupa com isso, sugiro os artigos abaixo:

Marco civil da internet pode prejudicar startups

Marco civil prejudica solução extrajudicial

Definições sobre a neutralidade da rede

Opiniões sobre marco civil dividem internautas

Texto original do projeto de lei 2126/2011

Os TVs mais caros do mundo

Se alguém, ao ler o título acima, pensou em mais uma daquelas costumeiras estatísticas que apontam o Brasil como campeão mundial de preços, se enganou. Até que os TVs, na comparação com outros produtos à venda no país, nem são tão caros assim. Mas os brasileiros estão entre os que mais gostam de exibir suas posses. Talvez se interessem, quem sabe, por um televisor que custa pouco mais de US$ 2 milhões (não, você não leu errado).

A pesquisa foi divulgada na semana passada pelo site americano CE Pro, listando sete modelos insuperáveis no quesito preço. Na verdade, incluíram alguns plasmas Panasonic, mas a empresa, como se sabe, não está mais fabricando esse tipo de TV (o maior deles, de 152″, custaria “apenas” US$ 500 mil se fosse encomendado hoje, mas já não se encontra em linha de produção).

Na lista também não estão os novos modelos Samsung e LG de tela curva, com 105 polegadas e formato 21:9, apresentados na CES, em janeiro (aqui, os detalhes). Se o leitor é daqueles que precisa decidir urgentemente a compra de seu novo TV, e faz questão de luxo acima de tudo, aqui vão as sugestões do site:

BeovisionBang & Olufsen Beovision 4-103 – Com 103″, é o pimpolho dessa turma. Também é o único plasma incluído na lista. O design da empresa dinamarquesa dispensa comentários. Preço: US$ 140.000.

samsung_4k_110Samsung 4K 110″ – Já está à venda na Coreia e chega aos mercados europeu e americano agora em abril. Será então o maior TV de série do mundo. Preço: US$ 152.000.

cseed_560C-SEED LED TV – Entramos na categoria “TVs fora de série”. Este, por exemplo, com 201″, só é produzido sob encomenda. A C-SEED é uma empresa austríaca especializada em displays outdoor, como se vê na foto. O TV tem taxa de renovação de tela (refresh rate) de 100.000Hz – os melhores leds convencionais têm 480Hz. Possui ainda seis alto-falantes e três subwoofers embutidos, controle remoto biométrico e sensores para vento e chuva (não funciona se as condições do tempo forem ruins). Além do TV em si, chama atenção a estrutura que o sustenta. Desenhada pelo estúdio alemão Porsche, a peça metálica gira até 135 graus e atinge a altura de 5 metros. Detalhe: tudo fica embutido no piso, inclusive a tela, que demora 40 segundos para ser içada eletronicamente. Preço da diversão: US$ 687.000.

prestige_rose_560Stuart Hughes Prestige HD Supreme Rose – Trata-se de um, digamos, simples TV de 55 polegadas, mas (parafraseando o poeta Drummond) como dói… A inglesa Stuart Hughes, de Liverpool, é especializada em transformar objetos convencionais em artigos de luxo. Alguém pode achar ridículo, mas a moldura do TV é revestida com 28kg de ouro 18 quilates. A superfície onde se vê o logotipo é uma pele de crocodilo costurada à mão, com detalhes em pedras preciosas, incluindo – detalhe mesmo!!! – 72 diamantes. Para os interessados, a encomenda sai por US$ 2.260.000. E, de novo, você não leu errado.

Filmes em 4K, junto com o TV

1080p-vs-4k2Nesta quinta-feira, a Samsung confirmou nos EUA a prometida parceria com os estúdios Fox e Paramount para distribuição de filmes em resolução Ultra-HD. A princípio, são três: Uma Noite no Museu, X-Men Origens: Wolverine e O Conselheiro do Crime virão pré-gravados numa espécie de HD externo que a Samsung passará a vender junto com os TVs 4K. A ideia é aos poucos ir oferecendo mais títulos, que o usuário poderá baixar da internet – sempre em UHD – através do mesmo HD.

É mais ou menos a mesma estratégia da Sony, que no ano passado lançou (somente nos EUA) seu primeiro media player, cuja memória já embutia dez filmes em 4K. Não deu certo – pelo menos até agora – porque os consumidores perceberam uma “pegadinha”: os títulos na verdade não eram originais 4K, mas Full-HD, submetidos ao processo de upconversion. Este, como se sabe, nunca tem o mesmo resultado de uma gravação feita com câmeras UHD. A Sony tinha, e tem, a vantagem de poder usar seu próprio catálogo de filmes e séries de TV, que é gigantesco, mas com a crise que se abateu sobre o grupo nos últimos meses é preciso esperar para ver como evolui esse projeto.

Já a Samsung, que não dispõe de catálogo próprio, faz o que está a seu alcance: busca parcerias para viabilizar o sucesso dos TVs 4K. Já se acertou com a Netflix, que deve iniciar em breve a oferta de títulos com essa resolução; e negocia com a Amazon as mesmas condições. Seu UHD Video Pack, que chega às lojas dos EUA até maio (para o Brasil, não há previsão ainda), terá capacidade de 1 Terabyte e preço sugerido de US$ 300. Tomara que os filmes venham, mesmo, em 4K.

Exportando automação para a China

Invertendo um processo já tradicional na indústria brasileira de eletreletrônicos, a empresa Neocontrol, com sede em Belo Horizonte, começou a exportar componentes para o mercado chinês. Desenvolvedora de soluções para automação residencial e predial, a empresa é uma das que mais têm crescido no país. No ano passado, se uniu à gigante francesa Somfy e, através dessa parceria, conseguiu atingir mercados internacionais, especialmente na América Latina. Agora, começa a desbravar simplesmente o maior mercado do mundo.
Conversei com Gabriel Peixoto, sócio e cofundador da Neocontrol, que demonstrou seu entusiasmo com a nova oportunidade. Esta surgiu a partir da constatação de que a indústria eletrônica chinesa, embora altamente eficiente no hardware, não tem a mesma desenvoltura em software. Daí por que o mercado de automação por lá ainda não decolou. “Na próxima semana, participaremos de uma feira na China, justamente para mostrar a eles nossos produtos e as soluções que desenvolvemos no Brasil, que são mais baseadas em software”.
Uma das atrações no estande da Neocontrol será o micro-módulo dimmer/relay, que segundo Gabriel é o menor do mundo e pode ser usado em comandos de automação em geral, além de controles de iluminação, segurança, cortinas elétricas etc. Os chineses certamente poderão copiar o módulo (se é que já não estão). Difícil será copiar a “inteligência” ali contida.

High-end: conceitos e modismos

vinyl-records-recordUm artigo que publicamos recentemente na revista HOME THEATER & CASA DIGITAL (leia na íntegra aqui) vem provocando intensa curiosidade entre os leitores. O título original, provocativo, era “Você sabe o que é high-end”? Visava justamente aos usuários com menos de 40 anos, que não tiveram o prazer de consumir a música analógica. No campo do áudio, a expressão “high-end” surgiu na década de 1950, provocada exatamente pelo público audiófilo que, além de boa música, se extasiava com gravações bem executadas e bem reproduzidas. Com o tempo, passou a designar os equipamentos de alto padrão, geralmente mais caros e refinados, hoje um nicho de mercado que se contrapõe aos produtos de massa.

A reação de alguns leitores me faz voltar ao tema, até porque sei que muitos dos que nos lêem aqui não são daquela época. As tecnologias evoluem, mas alguns dados – que são da natureza – não se alteram. Exemplo: para acostumar os ouvidos a um som de boa qualidade, nada substitui a música ao vivo. Assistir a concertos e shows acústicos ajuda a aprimorar o sentido da audição, principalmente quando o espaço é bem dimensionado. Em SP, os dois melhores são a Sala São Paulo e o Teatro Alfa. Já as chamadas “casas de shows” em geral mais atrapalham do que ajudam a vida dos artistas, que naturalmente se submetem por questões financeiras.

Quem não pode frequentar lugares como esses deve investir em boas gravações e bons equipamentos de reprodução. Como já comentamos aqui algumas vezes, a praticidade do áudio portátil acabou roubando da geração nascida a partir dos anos 80 as referências quanto à qualidade da música que se consome. Mas não foi mero modismo. Contribuiu para isso também a postura um tanto arrogante dos fabricantes especializados, que se recusavam a adotar os formatos de compressão, em nome de uma “pureza” que nem existe nos discos de vinil (embora muitos pensem o contrário). Só há cerca de cinco anos é que grandes marcas de áudio high-end aderiram ao áudio digital.

Há poucos dias, trocando emails com Robert Harley, meu “guru” na matéria, comentamos sobre discos lançados ou relançados nos últimos dois anos que servem (ou deveriam servir) como padrão a quem quer ouvir música bem gravada. Harley edita a prestigiada The Absolute Sound (TAS), mais tradicional publicação do áudio high-end, e com base nas análises de sua equipe me sugeriu os títulos abaixo. Servem tanto para quem precisa fazer demonstrações com equipamentos de alto padrão quanto para aqueles que querem apenas se emocionar com boa música.

Apreciem sem moderação:

Jazz

Keith Jarrett, Testament: Paris/London (ECM) – Concerto de piano-solo ao vivo de um dos grandes improvisadores do gênero. Suave e delicado.

Scott LaFaro, Pieces of Jade (Resonance) – LaFaro, que foi baixista do trio de Bill Evans, arrasa como solista. Para ouvir com caixas torre de bom alcance, capazes de captar a essência dos graves acústicos.

Erudito

Hölst: The Planets, Paavo Järvi, Cincinnati Symphony Orchestra (Telarc) – Gravação recheada com variações de clima, que supera a original de Zubin Mehta.

Mendelssohn Discoveries, Riccardo Chailly & Leipzig Gewandhaus (Decca) – Uma das melhores gravações orquestrais dos últimos anos, capta as sutilezas do grande compositor romântico alemão.

Pop/Rock

Leonard Cohen, Live at the Isle of Wight 1970 (Columbia/Legacy) – Registro histórico do cantor canadense, com sua folk music contagiante, a reedição consegue transmitir todo o clima do evento ao vivo.

Julie London, Julie is Her Name (Boxstar) – Outra gravação antológica, de 1955, com a cantora de voz hipnotizante. Robert Greene, crítico da TAS, assim a definiu: “Ela tem a voz que toda mulher teria, se o mundo fosse perfeito”.

Paul Simon, Graceland (Warner) – Ponto alto da carreira-solo de Simon, de 1986, unindo pop e ritmos africanos com extremo bom gosto. A TAS recomenda a versão recém-lançada em LP 45rpm.

David Bowie, The Next Day (Columbia) – Tanto em CD quanto em MP3, o mais recente álbum de Bowie é um show de instrumentação pop.

Videowall: o luxo do luxo

40-display-mirror-vw-700Em sua próxima viagem a Paris, não deixe de visitar o shopping La Madeleine. É lá que funciona uma das mais impressionantes peças de tecnologia da atualidade: este videowall da foto, com 25 metros de largura e superfície espelhada que esconde 40 finíssimos displays de led, usados para exibir gráficos e figuras concebidos pelo designer francês Ora Ito, que vive na França. Claro, serve também para sinalização do shopping, com informações gerais para os visitantes. O equipamento é da empresa alemã Ventuz, que montou os servidores e a rede para manter a gigantesca tela sempre límpida e atualizada.

Bem, quem não tem planos de ir a Paris tão cedo pode se extasiar assistindo a este vídeo. Vale a pena.

Home Expert 2014 já começou

Nesta terça-feira, iniciamos os trabalhos do Programa de Certificação Home Expert, destinado a profissionais do mercado de áudio, vídeo e automação residencial e também aos que atuam em outros segmentos, mas pretendem investir em projetos e serviços relacionados. Como vem acontecendo há três anos (esta é a quarta edição do Programa), a ideia é fornecer conteúdo de base para quem está começando na área – leia-se: conteúdo imprescindível, pois sem essa base o profissional não chega a lugar nenhum.

Para quem não está familiarizado, convém lembrar que o Programa se estende ao longo de todo o ano, culminando com uma prova de avaliação, marcada para novembro. Além dos encontros presenciais (haverá mais três: em maio, julho e setembro), boa parte dos trabalhos acontece no mundo virtual. Através do site Home Expert, o participante pode acessar materiais complementares e tirar dúvidas com os instrutores. A ideia é que todos mantenham-se em regime de “aprendizado contínuo”, até porque a toda hora surgem novidades nas oito matérias abordadas – Áudio, Vídeo, Acústica, Elétrica, Redes e Novas Tecnologias, Marketing e Administração, Automação Residencial e Cabeamento.

O Programa é organizado pela revista HOME THEATER & CASA DIGITAL, com patrocínio das empresas Controllar e Epson, e apoio da Aureside e da SET. Bom aprendizado a todos.

Tecnologia e segurança, juntas

Advance-security-system1Começa nesta quarta-feira, em São Paulo, a ISC Brasil 2014, feira e conferência internacional de segurança, setor que movimenta muito dinheiro e é grande gerador de empregos. Este ano, pela primeira vez foi aberto espaço para o Fórum Aureside de Novas Tecnologias de Automação, organizado pela Associação Brasileira de Automação Residencial. De um lado, a indústria de segurança cada vez mais se volta aos recursos tecnológicos, que aumentam a eficiência e a confiabilidade dos sistemas; de outro, as discussões sobre automação residencial e predial darão grande ênfase à questão da segurança pessoal e patrimonial. Por motivos óbvios.

Num momento particularmente crítico para o país em termos de segurança pública, é natural que mais pessoas e empresas se preocupem com o tema. Um estudo recente colocou sete cidades brasileiras entre as 30 mais violentas do mundo, à frente de ícones do gênero, como Bagdá, Beirute e Johannesburgo. Não é pouca coisa. A sensação de insegurança – e, pior, de que nada está sendo feito para reduzi-la – aumenta os níveis de stress e com certeza é responsável pelo baixíssimo grau de produtividade dos profissionais brasileiros.

Uma coisa é certa: esse clima favorece a indústria de equipamentos de segurança, muito requisitada nos últimos tempos. Na ISC, serão demonstrados aparelhos de última geração, como uma câmera antivandalismo! Isso mesmo: a empresa Axis anuncia um modelo para uso em ruas e praças, que seria “ultrarresistente a golpes”.

Para quem trabalha no ramo, feliz ou infelizmente, surgem também novas oportunidades através da tecnologia. No Fórum Aureside, poderemos ver como o sistema de segurança pode ser integrado ao de automação, em casas e edifícios, para otimizar a eficiência e aumentar a sensação de conforto. Fechaduras biométricas; microcâmeras IP (que podem ser monitoradas pela internet); controles de iluminação, alarmes e sensores acionados pelo celular ou tablet; e as chamadas tecnologias teleassistivas, que se prestam não apenas à segurança mas também ao acompanhamento e auxílio de pessoas com dificuldades de locomoção ou necessidades especiais – enfim, eis aí um novo (e enorme) mercado que se expande no país e no mundo.

Se os sistemas de entretenimento às vezes são definidos (a meu ver erroneamente) como “supérfluos”, ninguém jamais poderá dizer o mesmo das tecnologias voltadas à segurança.

Brasileiros parecem satisfeitos

Protestos nas ruas e gritaria nas redes sociais podem fazer barulho, mas pelo menos no que se refere aos serviços de telecomunicações o consumidor brasileiro se diz satisfeito. A constatação, que parece contraditória, está numa pesquisa do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgada na semana passada e que ainda carece de melhores explicações. O IPEA criou a sigla SIPS para identificar esse tipo de trabalho: Sistema de Indicadores de Percepção Social. A ideia é aferir a percepção das pessoas quanto à qualidade dos serviços em geral – no caso, telefonia (fixa e celular), televisão (aberta e fechada) e internet.

À primeira vista, parece a história da sensação térmica: os termômetros marcam 30 graus, mas você sente 40!!! Se as operadoras ocupam, ao lado dos bancos, cartões de crédito e planos de saúde, a liderança nos índices de reclamações aos Procons, como a população pode se dizer satisfeita com os serviços? Fato é que, diz o IPEA, de 3.809 domicílios consultados em 212 municípios no ano passado, 26,6% possuem TV por assinatura e, desses, 87,1% avaliam o serviço como bom ou ótimo. Até aí, nenhuma surpresa: sabemos que a concorrência vem fazendo as operadoras aprimorarem seu trabalho. Mas, na telefonia fixa, o percentual é de 73%, também altíssimo. E, acreditem, 65% no caso do celular.

Uma explicação seria que a maioria das pessoas está usando menos telefone fixo. OK. Já no caso da telefonia móvel, (82,5%) da população utiliza celular pré-pago, modalidade em que as operadoras oferecem menos serviços. Bem, o IPEA é um órgão conceituado e, embora ligado ao governo federal, mantém uma tradição de independência em suas análises. Até hoje, quase todos os estudos do gênero, elaborados por empresas e entidades igualmente respeitadas, têm indicado que o Brasil está atrasadíssimo em matéria de telecom (vejam esta notícia). Esperemos que surjam mais dados, para esclarecer de onde vem tanta satisfação.

Ao vivo, direto do espaço

koichiPara quem tem mais de 50 anos, deve ter sido como voltar no tempo. Em minha mente, retornaram imagens do dia 20 de julho de 1969, quando assistimos em casa ao vivo (logicamente num TV preto e branco, marca Invictus) à chegada do homem à lua. Agora, tudo foi em cores – e em alta definição. Quem não assistiu à inédita transmissão em tempo real do programa Live from Space, produzido pela National Geographic em conjunto com a Nasa, deve procurar as imagens na internet (este vídeo e este outro, mais longo, dão uma ideia da grandiosidade daqueles momentos).

Durante duas horas, pudemos ver os dois astronautas americanos a bordo da nave Soyuz dando voltas pelo planeta a mais de 30.000 quilômetros de distância, com direito a “closes” de alguns pontos – África do Sul, Itália, Japão, Estados Unidos. Os dois conversavam animadamente com a apresentadora Soledad O’Brien, da NatGeo, instalada num estúdio montado em Houston, na sede da Nasa. Pudemos ver os astronautas flutuando naquele ambiente com gravidade quase zero e contando sua experiência. Um deles, o nipoamericano Koichi Wakata (foto), estava ali havia dois meses e emocionou-se quando a nave passou sobre o Japão.

Os astronautas russos, numa cabine anexa, não foram mostrados, talvez pela dificuldade de montar equipamento de TV a bordo, ou porque a Nasa quis, mesmo, valorizar o feito de sua equipe. Não importa. Entre uma imagem e outra vinda lá de cima, pequenos documentários pré-gravados davam detalhes sobre o projeto. E, num requinte da tecnologia interativa atual, os astronautas até responderam perguntas feitas na hora pelos telespectadores, via Skype.

Enfim, um espetáculo histórico. Para ser lembrado até daqui a 50 anos.

Em tempo: este é o site da Nasa que exibe imagens em tempo real da missão espacial Soyuz. E aqui o site oficial do projeto.

Vem aí uma nova guerra de preços?

Comentamos aqui anteontem sobre as novas linhas de TVs da LG e da Samsung, mostradas na Coreia, e eis que o Korea Daily, um dos principais jornais de Seul, informa que já está em execução uma estratégia das duas empresas para cortar os preços dos TVs 4K. No mercado americano, os cortes já começaram. O modelo Samsung de 55″ caiu de US$ 5.499 para US$ 2.999; o de 65″ passou de US$ 7.499 para US$ 4.499; e o LG de 55″ teve redução equivalente: de US$ 6.000 para US$ 3.499.

E por que esses cortes, quando os próprios fabricantes alegam que é justamente nos TVs 4K, mais caros, que estão as margens de lucro atualmente? Há duas razões: China e Sony. Segundo o jornal coreano, que cita pesquisas da NPD DisplaySearch, a fabricante japonesa lidera o segmento UHD com 23,4% de participação (dados do último trimestre de 2013), seguida pelas chinesas Skyworth e TCL, ficando Samsung em 4° lugar e LG em 8°. No total, somando todas as categorias de TVs, as coreanas continuam bem à frente, mas aparentemente isso não lhes satisfaz (no Brasil, onde não há estatísticas oficiais, as últimas indicações eram de que a liderança em TVs acima de 46″ é da LG).

Os produtos chineses talvez não representem uma ameaça, considerando que perdem na comparação técnica com coreanos e japoneses. Mas a competição com a Sony em 4K parece ser mais renhida do que foi em Full-HD. Consultando lojas online, percebe-se que a empresa japonesa vem apostando em promoções devido à Copa do Mundo (da qual é patrocinadora oficial). O preço de seu modelo de 65″, por exemplo, caiu pela metade: de R$ 27.000 para pouco mais de R$ 13.000; o de 55″ veio de R$ 14.000 para R$ 10.000. Samsung e LG, logicamente terão que correr atrás.

Configura-se assim mais uma guerra de preços em torno de uma tecnologia de ponta. Melhor para o consumidor.

Internet vs TV: uma nova pesquisa

Como faz todo início de ano, a CEA (Consumer Electronics Association), que representa mais de 2 mil empresas do setor, divulgou recentemente um estudo sobre o mercado de eletrônicos. Só que desta vez virou o foco para as mudanças de comportamento dos consumidores americanos, que servem como referência para os de outros países (embora não sejam exatamente iguais).

A pesquisa (leiam a notícia aqui) é mais uma a indicar que não, não é bem assim, a internet não está “matando” as outras mídias, como alguns anunciam. Ao contrário, em certo sentido o avanço das chamadas “novas mídias” até reforça as tradicionais, já que tudo – ou quase tudo – gira em torno do consumo de conteúdo. Mudam, sim, as formas de acesso, e claro que atualmente muita gente procura seus conteúdos preferidos através de dispositivos móveis, o que por si só já pode ser considerado uma revolução.

Mas vejam só: diz o estudo Video Content Discovery and Purchasing Trends, da CEA, que 79% dos adultos americanos acessam conteúdos de vídeo – filmes, shows, séries, esportes, documentários etc. – nos canais de televisão, aberta ou fechada. Mais: 77% ainda preferem ver filmes em discos DVD ou Blu-ray, contra 24% que aceitam pagar para assisti-los via streaming (tipo Netflix) ou download. Outro dado interessante: 50%, quando querem ver um filme ou série, procuram nas emissoras, e apenas 27% fazem a busca em sites (aliás, sites das próprias emissoras).

Esses números batem com outros, divulgados há mais tempo (estou procurando as atualizações), que indicam que a maior parte dos conteúdos acessados e compartilhados na internet, inclusive via redes sociais, tem origem na chamada “grande mídia”: jornais e revistas de maior circulação, rádios e TVs de grande audiência, ou os veículos mais tradicionais. Exatamente os principais responsáveis pela produção de conteúdo.

Sempre que surge esse assunto, lembro como tem sido a evolução da tecnologia e das comunicações ao longo das décadas (quando falamos em meios eletrônicos, é coisa de não mais do que 100 anos). Quando surgiu o cinema, temia-se que fosse “matar” o teatro; quando inventaram a televisão, o pessoal do cinema entrou em pânico; mais tarde, quando veio o videocassete (e com ele a possibilidade de assistir a filmes em fita magnética), o temor era de que isso acabaria com a audiência das emissoras. O mesmo se dá agora com a internet.

Continuo achando que nossa garotinha de 25 anos de idade não vai matar ninguém; apenas quer (aliás, precisa) conviver harmoniosamente com seus irmãos e primos que chegaram antes.

CDs e DVDs em alta. Acredite.

Há quanto tempo você não compra um CD? E um DVD? Blu-ray, talvez? Como todo mundo sabe, o mercado de discos despencou no mundo inteiro nos últimos anos, superado pela avalanche dos downloads e do streaming. Como explicar, então, que uma empresa brasileira criada em 2002 justamente para produzir discos tenha aumentado mais de vinte vezes seu faturamento nesse período?

IMG_7941A empresa chama-se Ponto 4 Digital, e acaba de inaugurar, em São Paulo, uma moderna fábrica com capacidade para produzir 4,5 milhões de discos por mês (foto). “O mercado cresce fora do segmento musical”, explica Fabio Pereira, um dos sócios da empresa, que espera faturar este ano entre R$ 30 e $40 milhões. “O segmento educacional é hoje o mais forte, incluindo as grandes redes de ensino, escolas de idiomas e universidades, além do governo”, diz ele.

Numa escola moderna, a distribuição de livros impressos é uma prática que aos poucos vai caindo em desuso, substituída pelos discos digitais. O mesmo ocorre em grandes empresas que precisam treinar seus funcionários. Pereira e seus sócios descobriram, anos atrás, que a crise no mercado de discos tornou ociosas milhares de máquinas que eram usadas na Europa. Equipamentos que chegavam a custar US$ 2 milhões hoje podem ser adquiridos por US$ 30 ou 40 mil.

Aqui, como se vê, essas máquinas têm muita utilidade. Estão ajudando a construir um novo segmento de mercado.

Imagens 4K, em eventos ao vivo

awarhorse1Uma experiência inédita foi realizada no último fim de semana em Londres. Enquanto uma peça era apresentada no teatro New London, a poucos quarteirões de distância um cinema exibia em tempo real as imagens do espetáculo. A peça era War Horse (foto), baseada no mesmo livro que deu origem ao filme Cavalo de Guerra, de Steven Spielberg. As duas casas estavam lotadas. Não é propriamente uma novidade para os londrinos, que adoram teatro, mas desta vez as cenas foram captadas por seis câmeras 4K. As imagens que o público viu no cinema eram tão realistas que muitos saíram comentando que se sentiram como se estivessem no teatro.

A iniciativa foi da Sony, como parte de suas ações de marketing para promover a tecnologia 4K – muitas dessas ações acontecerão durante a Copa do Mundo, em junho. “Queremos fazer o mesmo durante alguns jogos do Mundial”, disse David McIntosh, diretor da área de cinema digital na empresa. A aposta é ambiciosa. Como patrocinadora do evento, a Sony precisa explorar ao máximo essa oportunidade que acontece a cada quatro anos. E a tecnologia Ultra-HD é um excelente trunfo.

McIntosh argumentou que determinados eventos atraem tanta gente que não há espaço físico para todos. “Estamos falando de democratização da cultura e dos conteúdos. Mesmo que você não possa ir a um show ou peça de teatro, assisti-lo numa tela de cinema em 4K nos faz sentir como se estivéssemos lá.”

O repórter Steve May, do site Tech Radar, assistiu à peça no cinema procurando a melhor posição de visualização. Seu relato é de que chegando mais próximo à tela a sensação de envolvimento é total. Como são várias câmeras trabalhando em conjunto, um bom diretor de imagens pode transformar a percepção de quem assiste. Quando há muitos detalhes de cenário, por exemplo, a exibição em vídeo (no caso, cinema digital) chega a superar a, digamos, presencial.

Mas há um porém: o áudio. Numa boa montagem teatral, a captação de som ao vivo envolve o espectador. Isso tem a ver com a acústica da sala e o processamento do sinal. Como ali a intenção era destacar a imagem 4K, o som, diz o repórter, deixou a desejar. De qualquer modo, pode estar surgindo um novo formato para os espetáculos ao vivo. Graças à tecnologia.

Internet: 25 anos de liberdade

berners_leeMarço de 1989 é considerada oficialmente a data de “fundação” da internet. Foi quando o cientista inglês Tim Berners-Lee (foto) sintetizou num texto a proposta de criação de uma rede de computadores através da qual pesquisadores pudessem trocar informações científicas. Um ano depois, Lee ampliou o conceito, criando o gene do que viria a ser a world wide web.

Nesta terça-feira, quando a invenção de Lee comemorava 25 anos (na verdade, os estudos a respeito datam de 1969, como relato no livro Os Visionários, do qual Lee é um dos personagens), o jornal inglês The Guardian publicou extensa entrevista com o homem, que hoje batalha pela manutenção da web como um serviço livre e neutro. Entre outras coisas, Lee defende a criação de uma Magna Carta da internet, referência ao texto assinado na Inglaterra no ano 1215 pelo Rei John, que retirou o chamado “poder absoluto” dos reis.

“Os princípios de privacidade, liberdade de expressão e anonimato responsável devem ser garantidos de alguma maneira”, diz Lee. “Nossos direitos estão sendo desrespeitados cada vez mais, e meu medo é que nos acostumemos com isso”, comentou ele, que se coloca radicalmente contra os governos (como dos EUA e da própria Grã-Bretanha) que espionam seus cidadãos. “Se não tivermos uma internet livre e neutra, não teremos governos abertos, nem democracia, nem bons sistemas de saúde e diversidade cultural. Não é ingenuidade querer tudo isso. Ingenuidade é achar que podemos esperar sentados por essas coisas.”

Bem, aqui está o original da entrevista, em vídeo. Não resisto a comentar que, enquanto pessoas como Lee estão verdadeiramente preocupadas com os destinos da internet, em Brasilia grupos de políticos travam os trabalhos do Congresso e bloqueiam a votação do marco civil. Não porque discordam do texto, mas porque desejam negociar a aprovação ganhando mais cargos e verbas do governo. Para desgosto dos criadores da web, no Brasil a revolução dos últimos 25 anos tem gosto de dinheiro sujo.

LG e Samsung: mais telas curvas

LG KoreaNesta terça-feira, a LG apresentou em Seul sua nova linha de TVs UHD e OLED para 2014; uma semana antes do Carnaval, o mesmo havia sido feito pela Samsung. Mais uma vez, as duas gigantes coreanas rivalizam na divulgação de seus lançamentos, alguns deles já mostrados na CES, em janeiro (detalhes aqui). E, em ambos os casos, as telas curvas ganham destaque.

“Esperamos que no futuro todos os nossos TVs sejam curvos”, comentou, com certo exagero, o vice-presidente da divisão de displays da Samsung, Kim Hyeon-seok. Mr. Kim falou em coreano, e suas declarações foram publicadas em inglês pela agência ET News; as traduções às vezes nos enganam. Mas, pelo que entendi, a Samsung pretende convencer seus clientes – inclusive no segmento B2B – que as telas curvas com resolução Ultra-HD são a melhor alternativa. “O olho humano é esférico e isso causa distorções quando vemos as coisas. A tela curva elimina essas distorções”, garantiu um dos auxiliares de mr. Kim citado pela agência.

samsung curveConfesso que nunca tinha ouvido esse explicação. Fato é que a Samsung exibiu TVs curvos de 55, 65, 78 e até 105 polegadas, todos incluindo um novo processador de vídeo chamado ADE (Auto Depth Enhancer) que, pela explicação traduzida, analisa em tempo real as imagens, identifica os objetos e o fundo das cenas e regula automaticamente a profundidade para otimizar o desempenho da tela curva.

Outra agência de notícias coreana, a Yonhap News, dá detalhes sobre a LG, que promete lançar este ano nada menos do que 16 TVs UHD, entre telas planas e curvas, OLED e LED. Curiosamente, o presidente da divisão de TVs do grupo, Ha Hyun-hwoi, admite que a empresa precisa reagir para brigar pela liderança do mercado mundial, ocupada pela Samsung, e também impedir que os fabricantes chineses avancem. A nova linha inclui modelos de 49, 55, 65, 77, 79 e 105 polegadas, e a estratégia será bem agressiva em termos de preço.

As duas empresas informaram que os produtos estarão à venda na Europa e nos EUA antes do meio do ano, ainda tentando aproveitar o interesse em torno da Copa do Mundo. Para o Brasil, nada confirmado por enquanto.

Memórias parecem não ter limite

Enquanto no Japão anuncia-se um disco óptico com capacidade de até 1 Terabyte (chama-se Archival Disc), por aqui já estamos na casa de 3TB. Calma, estamos falando de coisas diferentes. Discos ópticos, como CDs, DVDs e Blu-rays, são feitos para leitura a laser, com muito maior sensibilidade e detalhamento do sinal. Os 3TB a que me refiro são os dos discos rígidos (hard-disc drives, ou simplesmente HDDs). No momento em que escrevo, essa é a máxima capacidade de memória desses dispositivos portáteis, que podem ser adquiridos em qualquer loja (existem modelos maiores, não portáteis).

Assim como falamos ontem dos pen-drives, que são dispositivos para uso ultraportátil (diria até “semidescartáveis”), os HDDs merecem atenção porque estão se tornando a cada dia mais necessários, dada a enorme quantidade de arquivos que as pessoas inventam de criar e copiar. Com os laptops aos poucos roubando o lugar que era dos computadores de mesa, é natural que os usuários queiram poupar seus HDs internos. Aumentar a memória de um notebook é tão caro e trabalhoso que, na maioria dos casos, não vale a pena. Por isso, os HDDs acabam sendo a companhia ideal para quem precisa de portabilidade.

canvio-3-20121A filial brasileira da T.A.I.S. (Toshiba America Information Systems), por exemplo, está lançado o Canvio Basics 3.0, HD externo que vem concorrer com marcas como Samsung, Iomega, LaCie, Seagate, WD e outras. O “3.0” refere-se ao conector USB mais veloz e, segundo o fabricante, o aparelho possui um sensor interno antichoque para proteger os dados em caso de acidente. A versão de maior capacidade tem memória de 2TB, mas há ainda as de 1,5TB, 1TB e 500GB; nesta, ainda de acordo com a Toshiba, cabem 142 mil fotos, 131 mil músicas e 410 vídeos (não estão especificados a duração nem os formatos de gravação desses arquivos).

Fica então a dica. Até quando a memória acabar…