Tecnologia e segurança, juntas

Advance-security-system1Começa nesta quarta-feira, em São Paulo, a ISC Brasil 2014, feira e conferência internacional de segurança, setor que movimenta muito dinheiro e é grande gerador de empregos. Este ano, pela primeira vez foi aberto espaço para o Fórum Aureside de Novas Tecnologias de Automação, organizado pela Associação Brasileira de Automação Residencial. De um lado, a indústria de segurança cada vez mais se volta aos recursos tecnológicos, que aumentam a eficiência e a confiabilidade dos sistemas; de outro, as discussões sobre automação residencial e predial darão grande ênfase à questão da segurança pessoal e patrimonial. Por motivos óbvios.

Num momento particularmente crítico para o país em termos de segurança pública, é natural que mais pessoas e empresas se preocupem com o tema. Um estudo recente colocou sete cidades brasileiras entre as 30 mais violentas do mundo, à frente de ícones do gênero, como Bagdá, Beirute e Johannesburgo. Não é pouca coisa. A sensação de insegurança – e, pior, de que nada está sendo feito para reduzi-la – aumenta os níveis de stress e com certeza é responsável pelo baixíssimo grau de produtividade dos profissionais brasileiros.

Uma coisa é certa: esse clima favorece a indústria de equipamentos de segurança, muito requisitada nos últimos tempos. Na ISC, serão demonstrados aparelhos de última geração, como uma câmera antivandalismo! Isso mesmo: a empresa Axis anuncia um modelo para uso em ruas e praças, que seria “ultrarresistente a golpes”.

Para quem trabalha no ramo, feliz ou infelizmente, surgem também novas oportunidades através da tecnologia. No Fórum Aureside, poderemos ver como o sistema de segurança pode ser integrado ao de automação, em casas e edifícios, para otimizar a eficiência e aumentar a sensação de conforto. Fechaduras biométricas; microcâmeras IP (que podem ser monitoradas pela internet); controles de iluminação, alarmes e sensores acionados pelo celular ou tablet; e as chamadas tecnologias teleassistivas, que se prestam não apenas à segurança mas também ao acompanhamento e auxílio de pessoas com dificuldades de locomoção ou necessidades especiais – enfim, eis aí um novo (e enorme) mercado que se expande no país e no mundo.

Se os sistemas de entretenimento às vezes são definidos (a meu ver erroneamente) como “supérfluos”, ninguém jamais poderá dizer o mesmo das tecnologias voltadas à segurança.

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