Archive | março, 2015

UHD e a nova disputa de patentes

Era tudo que a indústria não precisava neste momento: uma nova disputa sobre patentes relativas à tecnologia Ultra-HD está dividindo os fabricantes. Surgiu nos EUA um grupo chamado HEVC Advance, reivindicando royalties sobre o uso do padrão de compressão High-Efficiency Video Coding, obrigatório nos produtos 4K a serem comercializados a partir deste ano. Sem HEVC (também chamado H.265), TVs, monitores e projetores não conseguem processar a gigantesca quantidade de dados contida no sinal 4K.

Esta semana, durante a tradicional feira da NAB, que reúne as maiores emissoras de televisão e fabricantes do mundo, essa deverá ser a grande polêmica. O setor vem batalhando pela padronização da tecnologia 4K há pelo menos três anos. Em janeiro, foi constituída a UHD Alliance, consórcio entre fabricantes, produtores de conteúdo e desenvolvedores de software que visa (ou visava?) exatamente a unificação dessas normas. Esse consórcio havia concordado em pagar os royalties ao MPEG, que já desenvolve padrões de compressão há anos; agora, corre o risco de ter que pagar mais, a um segundo grupo.

O problema é que para produzir e distribuir conteúdos em 4K são usados diversos softwares e protocolos, patenteados por dezenas de empresas. Algumas se uniram ao MPEG, outras acharam que estavam recebendo pouco e agora estão no HEVC Advance. Fabricantes, estúdios de cinema, redes de TV e provedores como Netflix e Amazon precisarão decidir quanto (e a quem) pagar, o que pode retardar os lançamentos previstos.

Como lembrou bem o site CNet, a tecnologia agora corre risco de sair das mãos do engenheiros e passar a ser controlada pelos advogados.

Olimpíada 2016 não terá 4K

Olympic-RingsO Comitê Olímpico Internacional anunciou que, ao contrário do que muitos esperavam, não haverá transmissões em 4K durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, marcados para o ano que vem. Caminhando na direção oposta à de quase toda a indústria, Yiannis Exarchos, diretor da OBS (Olympic Broadcast Services), empresa responsável pela venda dos direitos de televisão do evento, explicou que “não há demanda” para essa tecnologia.

“Temos que seguir o que dizem as emissoras, com quem negociamos”, disse o executivo. “E, neste momento, parece que nenhuma delas tem planos de utilizar equipamento UHD na cobertura dos Jogos.”

Ao contrário da Copa do Mundo, em que a Fifa fez todos os esforços para que as transmissões utilizassem a mais recente tecnologia disponível (embora poucos torcedores tenham tido acesso), a Olimpíada é administrada de forma conservadora. A idéia é só adotar uma inovação quando ela já estiver consagrada – ou, pelo menos, razoavelmente disseminada.

O site 4k.com, que defende os interesses dos fabricantes, não engoliu a explicação. Suspeita haver no ar um clima de “traição”. Com mais de 10 milhões de TVs UHD já vendidos, e as estatísticas apontado para muito mais este ano, a indústria contava com o impulso olímpico, já que a falta de conteúdo em 4K é considerada a grande barreira à adesão dos consumidores.

Mas, pelas palavras de Exarchos, o COI tem outras prioridades. Está em estudos, por exemplo, a liberação do sinal dos Jogos em mídias digitais visando o uso de realidade virtual. “Nossa equipe está analisando aplicativos e a melhor forma de adotar essa tecnologia já em 2016”, anunciou, citando smartphones e os óculos do tipo Google Glass, que criam “uma nova experiência visual” para o usuário.

Quanto ao 4K, ele foi taxativo: “Na minha opinião, 8K tem mais chance de vingar… A diferença é muito mais perceptível do que entre HD e 4K”. Ainda segundo Exarchos, a OBS está trabalhando em conjunto com os japoneses da NHK para, se tudo der certo, utilizar a Olimpíada seguinte (2020, em Tóquio) como plataforma de lançamento das transmissões em 8K.

Show de tecnologia e requinte

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Neste fim de semana, a distribuidora Som Maior promoveu em São Paulo o High End Show 2015, mostrando sua vasta linha de produtos de alto padrão. Além de revendedores de todo o país, estiveram presentes usuários – alguns trazidos pelas próprias revendas – que foram conferir as novidades de marcas como B&W, NAD, Classé e várias outras.

Entre os produtos mais comentados do evento, destacamos o projetor SIM2 Nero 3, com iluminação por leds e dispositivo óptico DLP Full-HD. Construído em vidro extremamente delicado, o Nero 3 já é apontado como a “Ferrari” dos projetores, embora seu design retangular seja bem diferente de modelos anteriores da marca italiana.

Em caixas acústicas, além da linha de embutir CWM, da B&W, chamaram a atenção as novidades da Meridian, especialista em caixas ativas. A renovada linha DSP8000 traz agora a codificação MQA (Master Quality Authenticated), patente da empresa britânica que já comentamos aqui.

Com o requinte que lhe é peculiar, a Som Maior montou no Hotel Renaissance diversas salas de demonstração, incluindo mobiliários e revestimentos. Uma delas foi reservada para a marca dinamarquesa Raidho, recentemente relançada no Brasil. Seu modelo top de linha (foto) é a D5, com 2m de altura, verdadeiro prodígio de engenharia acústica – não à tôa, é uma das mais caras do mundo. Trata-se da primeira linha de caixas acústicas que utiliza cones de cerâmica revestidos com uma camada de pó de diamante! Os interessados podem conferir neste link o que diz sobre a D5 o exigente colega Jonathan Valin, da revista The Absolute Sound.

Nos próximos dias, falaremos mais sobre o evento da Som Maior e as novidades que foram demonstradas.

PlayStation ganha canal de TV via internet

 

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PlayStation Vue é o nome de um novo serviço de vídeo pela internet, que começou a funcionar nos EUA nesta quarta-feira. Pagando uma mensalidade de US$ 49,99, o assinante que possuir um console PS3 ou PS4 poderá ter acesso a filmes, séries, eventos esportivos e outras atrações, além da rede PlayStation Network, que recentemente incorporou o serviço de música Spotify.

Não chega a ser propriamente novidade. Há meses a Sony já havia informado que entraria nesse segmento; aliás, é o que deverão fazer, em breve, os principais fabricantes de equipamentos. A ordem não é mais vender aparelhos e, sim, serviços de vídeo pela web. É também o que já vem dizendo, desde o ano passado, o fundador da Netflix, Reed Hastings (leiam aqui). Assim como já fazem Apple, Google, Amazon e Microsoft, ele acha que só irá sobreviver no futuro quem souber usar as plataformas online para distribuir conteúdo relevante.

Um diferencial interessante do Vue está na possibilidade de assistir a conteúdos da televisão, inclusive ao vivo – basta conectar o videogame. Esses conteúdos podem ser salvos no servidor PS Vue e acessados a qualquer momento (por um período de 28 dias). A restrição é o acesso único, ou seja, o assinante tem que estar em casa e usar seu próprio console. A interface segue o padrão “limpo” do PS4.

Trata-se de mais um modelo de distribuição. Como mostra o crescimento do Netflix, cada vez mais as pessoas irão dividir seu tempo entre a TV tradicional e a web TV. Não há mais volta.

Crestron, agora mais presente

Nesta quinta-feira, a Crestron inaugurou em Tamboré, na Grande SP, seu Experience Center. É mais uma etapa do projeto de implantação oficial da empresa no Brasil, depois de anos com distribuição através da Syncrotape. Em Tamboré também funciona a sede das operações do grupo na América Latina. No Brasil, o foco é nos projetos corporativos.

Mas, nesta sexta, e até domingo, revendedores e convidados poderão conhecer as soluções da empresa no segmento residencial. Em São Paulo, acontece a convenção da distribuidora Som Maior, que desde o final do ano passado assumiu a distribuição da Crestron. Estarão em demonstração as novidades de marcas como B&W, Jeff Rowland, SIM2, NAD, Rotel, Classé, Meridian etc.

4K TV chega à Europa

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A França, país que mantém uma das mais altas taxas de conexão para banda larga no mundo, é também o primeiro país europeu com transmissão regular de TV em 4K. A operadora Free acaba de lançar, por uma mensalidade de 30 euros, o Freebox Mini 4K, aparelho que permite ao assinante captar conteúdos em ultra-alta resolução, transmitidos pela internet.

O serviço, via redes de fibra óptica ou DSL, incluirá 200 canais de vídeo, sendo 49 deles em HD, mais video-on-demand, gravador digital (com módulo à parte), comandos por voz e acesso direto aos conteúdos Google. O Freebox Mini 4K (foto) virá equipado com decoder HEVC e saídas USB. A Free só não confirmou ainda quando começa a oferecer conteúdos em 4K.

USB-C: conexão para tudo

apple-macbook-air-type-cComo de costume, a Apple ganhou as manchetes mundiais esta semana, ao apresentar seus novos produtos, particularmente a versão atualizada do MacBook, que antes mesmo de chegar às lojas (a previsão para EUA e Europa é abril) está sendo considerado o melhor notebook já produzido. Talvez seu avanço mais importante esteja no conector USB-C (foto), que simplesmente substitui todos os outros das versões anteriores.

Para alguns especialistas, os demais fabricantes seguirão a tendência: um conector só, para energia e transferência de arquivos. Por ser universal, como o próprio nome diz, o conector USB permite ligar ao notebook aparelhos de diversas marcas, inclusive os que utilizam sistema operacional diferente do iOS. A versão USB-C da Apple, fisicamente semelhante à já conhecida micro-USB (2,6 x 8,4mm), traz o benefício adicional de ser dual, ou seja, pode ser plugada dos dois lados, o que sem dúvida simplifica a vida do usuário.

Além de mais rápida (10Gbps contra 5Gbps do USB convencional), USB-C também conduz sinal elétrico de até 20Volts a 5Amperes, suficiente para recarregar a bateria do notebook e também para usá-lo como recarregador de smartphones e tablets. Usando adaptadores, que aliás a Apple já lançou, será possível ligar nesse mesmo conector aparelhos com saídas HDMI, Ethernet, SD e até mesmo VGA.

Outra vantagem – esta ainda não confirmada – para usuários do novo MacBook é o lançamento de baterias e carregadores externos, algo que a Apple relutava em liberar. O site 9to5mac informa que a empresa já autorizou.

Na verdade, a aposta da Apple é que as pessoas cada vez mais utilizem conexões sem fio, seja para transmissão de dados ou para música e vídeo. Fones de ouvido e caixas acústicas wireless já estão tomando conta do mercado internacional. Podem não ter o desempenho de seus “primos” cabeados, mas a palavra mágica agora é CONVENIÊNCIA. É o que quase todos os usuários procuram, e o que todos os fabricantes terão que providenciar. A Apple já descobriu como.

Em tempo: o novo Chromebook Pixel, notebook da Google, tem dois conectores USB-C.

Assinantes têm que aguardar a Justiça

Sobre a entrada em vigor das novas regras de atendimento da Anatel para as operadoras, ficou faltando um “pequeno detalhe”: as empresas não estão obrigadas a cumpri-las, porque aguarda-se um pronunciamento da Justiça. Conforme esclarece o site Convergência Digital, alguns itens do novo regulamento estão suspensos há sete meses (!!!) por uma liminar.

Regras como a maior facilidade para cancelar uma assinatura e o direito do assinante antigo às mesmas promoções oferecidas a assinantes novos estão entre os itens suspensos. E, diante disso, a Anatel diz que nada pode fazer.

O segredo dos TVs espiões

Não tivemos oportunidade de comentar aqui (e foi muito mal divulgado na imprensa brasileira) o episódio envolvendo TVs que são capazes de “espionar” a vida íntima do usuário. Tudo começou com a divulgação, pela Samsung, de um comunicado sobre o uso do recurso voice recognition nos TVs smart (vejam o texto abaixo). Basicamente, a empresa advertia os usuários de que comentários racistas, palavrões e até relativos a seus cartões de crédito, quando feitos diante do TV, poderiam ser ouvidos por terceiros.

A polêmica se acirrou quando sites australianos divulgaram que os TVs smart Samsung estavam exibindo anúncios da Pepsi, que apareciam de repente na tela mesmo quando o usuário assistia a um DVD! A conclusão, talvez apressada, foi que os códigos de funcionamento dos TVs podiam ser hackeados.

Bem, no caso da Austrália, a empresa apressou-se em informar que havia detectado (e já resolvido) problemas técnicos no software que alimenta os aparelhos. Mas a questão do reconhecimento de voz permanece obscura. Entidades inglesas de defesa da privacidade chegaram a comparar os TVs Samsung com as telas descritas por George Orwell no famoso livro 1984, onde nasceu o personagem Big Brother.

Segundo a Samsung, ao ativar o comando por voz o usuário estaria “consentindo” que suas palavras sejam enviadas a um servidor externo, encarregado da busca para atender a sua solicitação. Ou seja, após utilizar a função cada pessoa deve desativá-la para que suas conversas posteriores não sejam captadas no mesmo servidor, que não seria de responsabilidade do fabricante de TVs. “Levamos muito a sério a questão da privacidade e utilizamos os mais seguros padrões de segurança, inclusive criptografia, para evitar uso não autorizado dos dados dos usuários”, explicou a empresa.

Enfim, não custa ficar quieto diante do seu TV. Leiam agora o que dizia o site global da Samsung:

“Por favor, estejam informados de que se suas palavras incluírem informações pessoais ou delicadas estarão entre os dados captados e transmitidos a terceiros através do reconhecimento de voz.” 

Dias depois, a empresa retirou essa frase do site, acrescentando novas explicações sobre como funciona o reconhecimento de voz (leiam aqui o original). Nada muito diferente das outras marcas de TVs smart, mas a confusão já estava feita.

Uma aliança em torno do OLED

Comentamos aqui na semana passada sobre os planos ambiciosos da LG para fazer decolar a tecnologia OLED, e agora chega da Coreia uma notícia mais quente: a empresa acaba de fechar acordo com as japonesas Sony e Panasonic para fornecer a elas esses painéis orgânicos. Confirmada a informação, significaria que teremos mais duas marcas de TVs desse tipo no mercado; como se sabe, por enquanto a LG está sozinha no segmento.

O site do jornal Korea Times divulga entrevista com Han Sang-beom, diretor da divisão de displays do grupo, informando que a ideia é formar uma “OLED Alliance” com japoneses e chineses. Todos investiriam na produção de TVs de tela grande usando painéis orgânicos, e assim ajudando a divulgar a tecnologia pelo mundo afora.

De quebra, a LG conseguiria com isso isolar a megaconcorrente Samsung, que continua liderando o mercado de TVs LCD.

Automação e outras tecnologias

projeto FBComo antecipamos aqui, a partir desta semana o setor de tecnologia entra numa fase agitada de eventos, principalmente em São Paulo. Serão feiras, seminários, cursos e demonstrações, a maioria voltada para profissionais ou, quem sabe, aqueles usuários que gostam do faça-você-mesmo. Um tópico central em quase todos esses encontros será o uso crescente das tecnologias de automação, tanto nas empresas como em casas, condomínios e edifícios em geral.

A propósito, é muito interessante este artigo, escrito por um especialista em projetos que incluem recursos de automação. Como se sabe, há no mundo inteiro uma forte tendência a se adotar soluções de baixo custo para acionamento de alarmes, ar condicionado, cortinas ou persianas elétricas e, acima de tudo, iluminação. Nos EUA, esse já é um mercado bilionário; no Brasil, está começando e, com a crise econômica, muitos podem ficar tentados.

Já ouvi de alguns instaladores que esses produtos podem “matar” o mercado. Teoricamente, o consumidor pode adquiri-los até em magazines e a instalação não requer prática nem habilidade. É bom ler o citado artigo, no entanto, para perceber os riscos envolvidos, entre eles o de se mexer com a rede elétrica da residência. A conclusão é que cabe aos profissionais entender essa atitude do consumidor e mostrar que não há milagre: automação, de verdade, não se encontra em qualquer esquina.

De olho na sua operadora

Se você tem problemas com sua operadora de telefonia (e quem não tem?), vale lembrar que nesta terça-feira 10/03 entram em vigor as novas normas da Anatel sobre o atendimento. O Regulamento Geral dos Direitos do Consumidor determina novos procedimentos para registrar queixas, e até para cancelar serviços, sem ter que sofrer com a burocracia dos call-centers atuais.

Com todas as suas falhas, é preciso reconhecer que desta vez a Anatel está agindo certo. No entanto, nenhuma das novas regras irá funcionar se o próprio usuário não fizer a sua parte, questionando e cobrando. Para isso, aliás, vale usar todas as ferramentas possíveis, não apenas a própria central de reclamações da Anatel, mas serviços como Procon, Reclame Aqui e as redes sociais.

Em resumo, estes são os principais itens do Regulamento:

*O site da operadora deve ter um espaço apropriado para o assinante acessar todos os dados do seu contrato; ali também deve constar uma ferramenta que permita cancelar um serviço por conta própria, sem ter que falar com um atendente.

*O site precisa incluir tabelas comparativas com os serviços de outras operadoras e como são cobrados;

*Todas as chamadas do usuário à operadora (e vice-versa) têm de ser gravadas, obrigatoriamente, inclusive aquelas – às vezes irritantes – em que a empresa liga oferecendo novos serviços.

Eventos agitando o mercado

O mês de março dá início a uma programação de eventos de tecnologia que promete ser agitada este ano. Já na semana que entra teremos dois: a ISC, voltada a sistemas de segurança; e a Feicon Batimat, maior feira do país para o segmento de construção. Em ambos os mercados, o uso de recursos eletrônicos e de automação é cada vez maior, daí por que os profissionais dessas áreas não devem perder. Dentro da ISC, aliás, acontecerá no dia 12 o III Fórum Aureside de Tecnologias Emergentes.

Teremos também, nos dias 23 e 24, a abertura do Programa de Certificação Home Expert, que entra agora no seu quinto ano. Com foco maior nas demonstrações práticas, o Programa terá algumas novidades este ano (ainda não podemos divulgar, mas os interessados devem ficar atentos às atualizações do site).

Só para lembrar: o Home Expert se destina a profissionais em busca de maior qualificação no segmento de projetos de home theater e automação residencial. Como está havendo no momento uma grande migração entre empresas e profissionais de tecnologia, os conteúdos do Programa podem ser valiosíssimos, não só para quem já atua no segmento, mas também para quem trabalha com telecom, informática, redes, segurança, energia, TV por assinatura, instalações elétricas etc.

Aproveitando: estamos apoiando também a InfoComm TecnoMultiMedia, que acontece em maio, e a ExpoPredialTec (julho), eventos que interessam de perto a todos esses profissionais. Falaremos muito de ambos aqui.

Show de arte e tecnologia

scopitoneQuem for a Nova York este ano – principalmente sendo alguém que gosta de tecnologia – não deve perder a exposição Making Music Modern: Design for Ear and Eye, que fica até novembro no MoMa (Musem of Modern Art).

Infelizmente, não estou escrevendo de lá. Me baseio nos comentários do site AV Network: a ideia da mostra é usar os recursos tecnológicos atuais (de áudio, vídeo, cenografia e iluminação) para contar a história do desenvolvimento da música, que naturalmente tem tudo a ver com a evolução das técnicas de gravação e reprodução. Ali estão desde os fonógrafos de Thomas Edison até players digitais de última geração, juke-boxes, caixas acústicas de todos os tipos e tamanhos, toca-discos e amplificadores analógicos, instrumentos musicais, os velhos tape-decks e gravadores de rolo, e por aí vai.

Dica: toda sexta-feira, no final da tarde, é promovida uma demonstração do lendário player Scopitone (foto), de 1963, que pertence à coleção particular do Museu. Deve ser um momento mágico para quem se liga em áudio!

Além da exposição em si, o MoMa oferece uma inacreditável programação de palestras e performances relacionadas ao tema. Vejam no link acima.

AMX, agora pra valer no Brasil

AMX screensEstivemos na última terça-feira no evento de lançamento oficial da AMX no Brasil. A empresa, muito tradicional no setor de automação (durante anos disputou a liderança mundial com a Crestron), foi adquirida no ano passado pelo grupo Harman, que aos poucos vai integrando seus sistemas de áudio e vídeo, tanto residencial quanto profissional.

Sob o comando da Harman do Brasil, a ideia é fazer decolar, enfim, a AMX por aqui; a marca sempre foi comercializada através de distribuidores independentes. Agora, todo o processo de importação, distribuição e suporte será facilitado, inclusive com um escritório em São Paulo (a sede do grupo é em Nova Santa Rita, próximo a Porto Alegre).

A AMX produz milhares de itens para automação, dos quais aproximadamente 600 começam agora a chegar aos revendedores e integradores brasileiros. “Estamos pesquisando o mercado desde que foi confirmada a aquisição”, nos disse Rodrigo Kniest, presidente da Harman do Brasil, que, aliás, surgiu a partir da compra da tradicionalíssima Selenium.

Para quem não sabe, a Harman – além dos produtos de consumo que a maioria conhece, de marcas como JBL, Harman Kardon, Mark Levinson e AKG – é forte também em segmentos como o automobilístico, fornecendo sistemas para as montadoras; projetos de infraestrutura, como sonorização de edifícios (montou, por exemplo, alguns dos estádios da Copa); auditórios, escolas, igrejas etc. Agora, poderá integrar os recursos de automação AMX a esses sistemas, além de atuar no segmento residencial.

LG: mais investimentos em OLED

Na próxima semana, a LG apresenta em São Paulo sua linha 2015, com destaque para os TVs de tela grande. Ainda não se sabe exatamente quais modelos serão mostrados, mas normalmente são aqueles exibidos na IFA, em setembro, e na CES, em janeiro. Destaque para os TVs OLED, até porque a empresa coreana é a única até agora nesse segmento.

Esta semana, o site Yonhap News, da Coreia, divulgou que o grupo decidiu aumentar os investimentos na tecnologia. Só este ano vão gastar cerca de US$ 915 milhões naquela que é considerada a maior fábrica de painéis OLED do mundo – onde já investiu agora US$ 700 milhões. A meta é produzir 600 mil painéis em 2015 e 1,5 milhão em 2016. Segundo as fontes citadas pelo site, a demanda está subindo.

Um segredo chamado HDR

paletteA edição de março da revista HOME THEATER & CASA DIGITAL traz uma detalhada reportagem sobre a nova geração de TVs 4K e os avanços que esses aparelhos oferecem. Ao longo do ano, teremos no mercado (e comentaremos aqui) uma série de inovações que devem alterar significativamente a percepção da imagem nos TVs.

Uma delas chama-se HDR (High Dynamic Range) e, segundo alguns analistas, é o recurso mais importante até hoje na evolução dos TVs LCD. Trata-se de um processamento digital da imagem, capaz de ampliar a faixa dinâmica tanto em e contraste quanto nas cores. O algoritmo consegue identificar em cada quadro o ponto mais claro e o mais escuro, e também as gradações de cinza, resultando em imagens mais contrastadas. Como se sabe, essa sempre foi uma deficiência da tecnologia LCD, que nem mesmo os leds conseguem superar.

Em relação às cores, o processamento HDR atua de forma semelhante, identificando maior variedade de tons e, portanto, aproximando-se mais das cores naturais que enxergamos na vida real. Os leitores mais atentos devem se lembrar de quando comentamos aqui sobre algumas indefinições da tecnologia 4K, citando a tecnologia Dolby Vision, que está sendo adotada por alguns fabricantes. HDR produz exatamente o mesmo resultado.

Aguardem mais notícias sobre o assunto.

Internet pelo celular: hora de cortes

Não foi muito divulgado, mas na semana passada o Ministério da Justiça notificou as operadoras Vivo, Claro, Tim e Oi, pedindo esclarecimentos sobre a decisão de cortar a internet dos usuários de celular que atingirem suas franquias de dados. O pedido vem do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, que pelo visto está atrasado: há meses que as operadoras vinham anunciando a mudança, primeiro para seus clientes de planos pré-pagos e agora (a partir deste mês) também para os pós-pagos.

Tecnicamente, a medida faz sentido: para preservar o serviço a todos os assinantes, admite-se cortar daqueles que se excedem “estourando” a franquia. Até agora, estes tinham reduzida sua velocidade de conexão, mas as operadoras alegam que isso não vem sendo suficiente. O tema rende uma boa discussão.

Se o mercado de telefonia celular estivesse (pra valer) em regime de livre competição, bastaria ao usuário insatisfeito trocar de operadora. O problema começa quando as quatro empresas trabalham em conjunto, adotando a restrição praticamente ao mesmo tempo.

Na prática, a tal notificação não muda nada: as empresas começam a cortar o sinal a partir desta segunda-feira. Seria interessante, pelo menos, que a Anatel e o Ministério das Comunicações opinassem a respeito. Mas parece que ambos nada têm a ver com a questão.

Som para bons ouvidos

Pesquisa realizada com cerca de 2 mil consumidores de cinco países (os que mais utilizam equipamentos de áudio) revela dados interessantes sobre como está mudando o comportamento dos usuários. Por exemplo: 70% disseram que aceitam pagar mais para melhorar a qualidade do som que ouvem habitualmente em casa.

A maioria, claro, acha que sabe identificar a tal “qualidade”, algo difícil de se medir na prática. Fato é que, pelo menos nos países pesquisados (EUA, Alemanha, Reino Unido, China e Japão), existe o desejo de espalhar som por vários ambientes da casa, e com um padrão pelo menos próximo ao do CD, mesmo ouvindo música da internet. Querem também que os aparelhos sejam menos complicados e possam ser acionados a partir de um smartphone (76% dos entrevistados).

Por fim, uma previsão sinistra extraída das respostas: CDs, vinis e arquivos de música em baixa resolução (vulgo MP3) irão durar no máximo cinco anos!!!

Para quem tiver curiosidade, o estudo chama-se “State of Play”; um resumo está neste link.