Tendências para 2016: atenção, integradores

Como faz todo começo de ano, o site americano CE Pro apontou na semana passada as cinco principais tendências para 2016 em projetos eletrônicos residenciais. Quem puder ler o original, em inglês, com certeza vai acrescentar muito ao seu negócio e à forma de relacionamento com clientes e fornecedores. Nos próximos dias, publicaremos uma versão em português. Estou me referindo, é claro, a integradores e profissionais de projetos eletrônicos em geral. Com ou sem crise, estar informado e atualizado é cada vez mais essencial. Sim, são apenas tendências, não quer dizer que acontecerão de fato. Mas, partindo de especialistas como esses, e considerando que o mercado americano está aos poucos saindo de uma crise que devorou milhões de empregos, como a nossa agora, convém prestar atenção. Abaixo, um resumo:

1.Redes de baixa voltagem – É bom se preparar para o uso mais intensivo de equipamentos LV/DC (low-voltage/direct-current), que é como são alimentados todos os dispositivos de automação, roteadores, termostatos etc. Nos próximos anos, haverá uma enxurrada deles no mercado, sem falar (ainda) das baterias recarregáveis do tipo Powerwall, que vão demorar uns dois anos para atingir escala comercial. Isso combina com as redes elétricas PoE (Power over Ethernet), tendência que cresce em paralelo.

2.Distribuição de vídeo 4K – Pode parecer heresia falar disso no Brasil, onde nem o HD está totalmente implantado (vejam como está a transição da TV analógica), mas no Primeiro Mundo a distribuição de sinal com definição mais alta está em todas as conversas. Já não se discute mais se o 4K será realidade, apenas quando. E aqui não estamos falando da mera troca de display: está surgindo um ecossistema para dar suporte a essa tecnologia. Emissoras, produtoras de vídeo e estúdios de cinema já adotam 4K como rotina; serviços de streaming, como Netflix, YouTube e Amazon, estão aumentando a oferta de conteúdos em 4K; e ao longo deste ano teremos, enfim, os discos Blu-ray 4K.

3.De olho na porta – Já conhecem o Airbnb? Trata-se de um serviço online onde se pode alugar casas, apartamentos, vagas em pousadas, chácaras etc. diretamente com o proprietário. Existem similares, e todos crescem rapidamente, a ponto de já se desenvolver um subproduto: aumenta a demanda por sistemas de segurança eletrônicos, que podem ser um ótimo diferencial na hora de fechar um negócio como esse. Fechaduras e campainhas inteligentes, câmeras IP, cortinas e persianas elétricas e por aí vai.

4.Análise de áudio e vídeo – No caminho inverso da automação como conhecemos, devem surgir este ano os sistemas de análise de dados com base em informações de som e imagem. Microfones serão capazes de separar os sons e identificar, por exemplo, o choro de um bebê, o vazamento de um cano ou o barulho de um tiro; câmeras térmicas conseguirão detectar um rosto estranho, ou o risco de fogo. Parece coisa de espionagem.

5.Todo poder ao usuário – Essa não é nova: cada vez mais as pessoas querem ter controle sobre o que vêem e ouvem. Empresas como Crestron e Savant já oferecem dispositivos com essa finalidade, mas vem muito mais por aí. O segredo está na chamada “arquitetura” do sistema. Numa rede convencional, é complicado permitir que cada usuário altere as configurações na hora em que bem entende. A nuvem resolve o problema, centralizando todos os códigos de tal modo que, estando conectado, você tem mais poderes. Essa, aliás, é a palavra em inglês: empowerment.

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