Lojas online: quem ganha e quem perde

Nos últimos dias, caíram na Bolsa as ações do Magazine Luiza e da B2W (Submarino e Americanas.com), simplesmente com a notícia de que a Amazon iria iniciar suas operações no segmento de eletrônicos. A gigantesca marca americana já está no Brasil desde 2012, mas até agora vendia apenas livros. Como comentamos recentemente aqui, decidiu investir pesado no mercado brasileiro.

O market place da Amazon entrou no ar nesta quarta-feira 18, provavelmente com centenas de milhares de cliques. Nessa modalidade de loja virtual, o dono do site oferece sua plataforma para que varejistas de pequeno e médio porte – e também fabricantes, com suas lojas próprias – vendam produtos ao consumidor. É o modelo de sucesso do Luiza, por exemplo, aprimorado com ferramentas de big data, cada vez mais sofisticadas. Outros nomes fortes no segmento: Netshoes, Via Varejo e Dafiti.

Só que, nesse quesito, ninguém bate a Amazon, primeira loja virtual do planeta, criada em 1996, ainda antes da explosão da internet. Não sei se é motivo para tantos temores, mas fato é que o chamado “mercado” entendeu a novidade como ameaça aos sites brasileiros, daí a queda nas cotações (em parte revertida já nesta 4a). Além de todo o seu aparato tecnológico, a Amazon tem dois trunfos com os quais é difícil competir: cobra menos de seus parceiros, que assim podem praticar preços mais baixos ou, se preferirem, aumentar suas margens; e garante a entrega (ou reembolso do valor pago), mediante um rigoroso sistema de avaliação e pontuação dos vendedores.

Como disse um especialista, a Amazon é como “um urso entrando na sua casa: ele vai escolher onde quer sentar, e você que trate de se adaptar ao visitante”. Vamos acompanhar os próximos passos. 

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