Olimpíada: show de tecnologia no gelo

17 de fevereiro de 2018

A cada grande evento esportivo, a tecnologia bate novos recordes. Coisas que pareciam impossíveis de se atingir numa Copa do Mundo ou Olimpíada tornam-se incrivelmente reais no evento seguinte. É o que acontece mais uma vez agora, com os Jogos Olímpicos de Inverno da Coreia do Sul – evento que ficará marcado na História pelo início da (tomara) reunificação das duas Coreias.

As imagens que chegam de PyeongChang são empolgantes, inclusive as transmitida ao vivo (este site é uma boa referência). Grandes redes de TV, como BBC e NBC, criaram canais exclusivos para cobrir as competições com tecnologia de última geração. A americana NBC montou o que diz ser “o maior esquema de todos os tempos” para essa cobertura, incluindo:

  • 1.800 horas de transmissão ao vivo, via streaming e aplicativo
  • Na TV, para quem mora nos EUA, são cinco canais dedicados às competições, inclusive o inédito Olympic Channel, que cobre as equipes americanas. 
  • 50 horas de transmissão em realidade virtual (VR)
  • Clipes ao vivo e “melhores momentos” podem ser assistidos no Snapchat e até em carros da rede Uber
  • Em acordo com a rede social BuzzFeed, os conteúdos gerados pela NBC são compartilhados e podem ser comentados em tempo real. 

Além disso, microcâmeras estão sendo montadas no corpo de alguns atletas para captar imagens nunca vistas antes, em modalidades como esqui alpino, saltos, snowboard e bobsled, que produzem aquelas imagens impressionantes sobre o fundo branco da neve (este vídeo é um bom aperitivo).

Em parceria com a Dolby, a operadora americana Comcast está aproveitando os Jogos para demonstrar conteúdos gravados em 4K HDR e com áudio Dolby Atmos. Assim como a brasileira Globo, a Comcast já havia feito testes desse tipo na Olimpíada de 2016, no Rio; agora, trabalha em conjunto com a japonesa NHK, que também faz testes com transmissões ao vivo em resolução 8K, diretamente da Coreia. A própria NBC aproveita parte desse material, que a NHK lhe fornece convertido para 4K.

Numa detalhada reportagem sobre o uso da tecnologia em PyeongChang, o site especializado TV Technology conta que o maior desafio para os técnicos está sendo trabalhar sob temperaturas constantes na faixa de 30 graus negativos e com ventos mais fortes que o habitual, mesmo para quem está costumado a cobrir Jogos de Inverno. No entanto, os recursos tecnológicos ajudam a contornar essa dificuldade. Boa parte da estrutura necessária agora é integrada nos chamados RIBs (racks-in-a-box), unidades de conexão que podem ser mais facilmente transportadas. Nos intervalos entre um evento e outro, os equipamentos são conectados e testados. A montagem final, que antes levava cerca de um mês, agora é feita em 2 ou 3 dias. 

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