Como fica o consumo pós-Copa

23 de julho de 2018

Foi aberta hoje em São Paulo mais uma edição da Eletrolar Show, evento dedicado ao varejo de eletrônicos de consumo. Ali costumam se reunir empresários e profissionais varejistas de todo o país, iniciando os preparativos para as vendas daqui até o final do ano. Como todo ano de Copa, neste 2018 boa parte do consumo concentrou-se no primeiro semestre. Além disso, as incertezas políticas e econômicas preocupam a todos, com potencial para prejudicar os negócios.

Nesse cenário, o segmento de áudio e vídeo parece ser o menos problemático. Segundo dados divulgados na Feira pela Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), TVs e aparelhos AV cresceram 20,7% em vendas de janeiro a junho, contra 15% do mercado como um todo. Os números seriam melhores, não fosse a fatídica greve dos caminhoneiros – mais exato dizer “paralisação das empresas de transporte”. Não foram divulgadas vendas em unidades, mas a previsão da Eletros é terminar o ano com 12,5 milhões de TVs comercializados nas lojas, o que seria um belo salto de 10% sobre 2017.

Quanto aos efeitos da Copa sobre as vendas, são sugestivos os dados citados por Jurandir Pitsch, vice-presidente da SES, operadora européia de satélites para televisão, em entrevista ao site Teletime. Segundo ele, a participação do 4K nas vendas de TVs subiu de 10% em outubro para 30% agora, na véspera da Copa, colocando essa tecnologia em 7% a 8% dos lares brasileiros. Considerando o IBGE, existem hoje no país cerca de 45 milhões de domicílios, ou seja, algo em torno de 3,6 milhões teriam TVs 4K. 

É pouco, mas sem dúvida um bom começo em tempos de crise.

Um comentario para “Como fica o consumo pós-Copa”

  1. Erick Nilson Correa e Silva disse:

    Eu tambem aproveitei a Copa e troquei minha TV antiga por uma Panasonic novinha. Nao fosse a greve dos caminhoneiros talvez as vendas fossem maiores.

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