Internet das Coisas desperta insegurança

20 de agosto de 2018

Em evento na semana passada, no Panamá, técnicos da Kaspersky alertaram: quem utiliza aparelhos smart (e quem não usa?) deve redobrar os cuidados com a segurança de suas conexões. Não chega a surpreender este dado: o Brasil é campeão latino-americano de dispositivos infectados, com 72% de todos os casos relatados até agora em 2018. Recebemos aqui, e pelo visto alegremente, nada menos do que 23% dos ataques globais a aparelhos de acesso remoto, classificados como IoT (Internet das Coisas). 

O site Tecnoblog fez um detalhado levantamento da situação, com base nos estudos da Kaspersky (vejam aqui). O problema afeta usuários de TVs smart, caixas acústicas Bluetooth e todo aparelho com acesso direto à internet. No exemplo mais comum, o hacker rouba o controle do dispositivo e cria uma rede de botnets, ou seja, outros dispositivos também infectados que vão espalhando o vírus por suas respectivas redes de contatos. Na maioria dos casos, o usuário nem percebe que foi “invadido”.

Segundo o pessoal da Kaspersky, cinco de cada seis dispositivos acabam sendo atingidos, inclusive fechaduras eletrônicas – o que leva a um problema mais sério: o risco de invasão de uma casa. Invasão física, não virtual. A empresa analisou seis aplicativos de IoT de várias marcas: um de campainha smart, um de aspirador de pó do tipo robô, dois de câmeras de segurança e dois de iluminação. As marcas não foram reveladas, ainda.

Mesmo considerando que a Kaspersky é uma empresa especializada em segurança digital – e, portanto, tem interesse em vender a ideia de que IoT é uma tecnologia insegura -, não custa lembrar que nós, brasileiros, temos um descaso histórico na matéria. Um cuidado simples recomendado pela própria Kaspersky: atualizar regularmente seu roteador. Quem faz isso?

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