Existe idade para inovar? Não creia nisso.

6 de setembro de 2018

Pesquisa do site americano Arkenea mostra como é ilusória a ideia de que são os jovens, ousados e cheios de energia, os principais empreendedores. Ao contrário, vários fatores indicam que entre 45 e 55 anos é quando as pessoas, amadurecidas, têm mais condições de criar um negócio próprio ou finalmente atingir sucesso em suas carreiras.
Muitos, porém, atingem suas maiores conquistas bem depois. Uma pesquisa da Fundação Kauffman divulgada em 2011 revelou que a idade média dos empreendedores americanos está subindo e hoje se concentra na faixa de 55 a 64 anos. E vale sempre lembrar que Steve Jobs, embora sempre fosse considerado um gênio, surgiu com sua maior criação, o iPhone, quando já passava dos 50.

Neste post, acrescentamos alguns nomes à lista produzida pelo site (incluindo brasileiros) para ressaltar os feitos de empresários e profissionais que conseguiram inovar e se tornar influentes em diversas áreas. Assim como é equivocada a postura de se contrapor às inovações, como se o passado tivesse sido sempre glorioso, segregar as pessoas pela idade apenas contribui para tornar mais difícil a evolução de uma empresa.
Empresários ou chefetes que agem dessa maneira deveriam urgentemente repensar seus conceitos, ainda mais num mundo em que a colaboração e o compartilhamento (de ideias, projetos e experiências) são cada vez mais vitais.
Aproveite e compartilhe esta interessante cronologia:
Stan Lee, mestre dos super-heróis, criou sua primeira HQ, “Quarteto Fantástico”, quando já tinha 39 anos e pensava desistir da carreira.
Henry Ford já era um senhor de 45 anos quando criou o revolucionário Ford T, em 1908.
Anos atrás, a inglesa Susan Boyle ganhou fama como cantora pela internet; seu primeiro disco vendeu 1 milhão de cópias na Inglaterra, quando ela já tinha 47 anos.
Indo mais longe no tempo: Leonardo da Vinci já não era mais garoto quando pintou Mona Lisa. Contava 51 anos.
Um dos maiores empreendedores da história foi Ray Kroc, que começou a erguer o império McDonald’s aos 53 anos de idade.
A poeta brasileira Clarice Lispector publicou seu maior sucesso, “A Hora da Estrela”, em 1977, aos 56 anos (ela morreu naquele mesmo ano).
Outro empreendedor de respeito: foi somente aos 61 anos que Harland Sanders lançou a franquia KFC.
E que tal o escritor sul-africano J.R.R. Tolkien, que lançou o primeiro livro da série “O Senhor dos Anéis” quando já tinha 62 anos?

O grande arquiteto Frank Llloyd Wright já estava na casa dos 68 anos quando criou sua obra-prima (a casa Fallingwater).
Um brasileiro que só conseguiu realizar seu sonho, após muita persistência, aos 75 anos: em 1985, Tancredo Neves se elegeu o primeiro presidente civil do Brasil após da ditadura militar; Neves adoeceu na véspera da posse e nunca pôde assumir o cargo.
E o que dizer de Nelson Mandela, que após quase 30 anos de prisão chegou à presidência da África do Sul com a idade de 76 anos?
É bom conhecer também a incrível história de Anna Mary Robertson, pintora americana apelidada “Grandma Moses”, que foi ganhar uma exposição no MoMa, de Nova York, somente aos 78 anos; ela havia pintado seu primeiro quadro aos 72. 
Mais recentemente (2013), o canadense Christopher Plummer tornou-se o ator mais velho a ganhar seu primeiro Oscar, após mais de 60 anos de carreira. Tinha 82 anos, e o filme foi “Toda Forma de Amor”.
Outra façanha incrível foi a de Gladys Burrill, que entrou para o Guinnes ao participar de sua primeira maratona aos 86 anos.
E o caso mais espantoso: quando já levava 94 anos, o inglês Harry Bernstein (foto ao lado) escreveu o primeiro de seus quatro livros sobre a saga de sua família; ele morreu aos 101!!!

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