WhatsApp, fake news e 5G

17 de outubro de 2018

Está sendo realizado esta semana em São Paulo o Futurecom, principal evento do país na área de telecomunicações, e um dos assuntos mais comentados é a chegada do padrão de transmissão 5G. EUA, Coreia do Sul e Finlândia são alguns dos países onde essa tecnologia já foi regulamentada e está em vias de entrar em fase comercial. No Brasil, há muita conversa e especulação mas, na prática, ninguém sabe quando.

Curioso é que o Futurecom acontece num momento particularmente marcante da evolução do telefone celular, principal dispositivo por onde trafegam as redes 4G e 5G. O aplicativo mais usado no Brasil é o WhatsApp, que acaba de comprovar sua força ao se mostrar decisivo nas eleições presidenciais – sem essa ferramenta, não teríamos tanta mobilização nem, claro, tantas fake news. 

No mundo inteiro, há hoje 4,57 bilhões de aparelhos, entre celulares comuns e smartphones, segundo o site Statista, especializado em análises da indústria eletrônica. E a agência da ONU especializada em telecom informa que já existem quase tantas linhas de celular (6,8 bilhões) quanto habitantes (7 bilhões) no planeta. Não acredita? Veja aqui

Talvez mais incrível seja o fato de que cada vez menos o celular é usado para sua finalidade original (falar). A tecnologia permitiu incorporar tantos recursos que, para alguns usuários, esses aparelhos se tornaram quase extensões do corpo. Será essa uma boa notícia? Acho que não, dada a quantidade de “viciados” que andam por aí: vejam o que diz este escritor que pesquisou o assunto

Para não terminar esta nota em deprê, convido os leitores a assistirem a um bem humorado vídeo produzido pelo site Business Insider. As imagens acompanham a evolução do celular desde antes de 1973, ano em que Martin Cooper (foto acima), executivo da Motorola, apresentou o DynaTAC 8000X, primeiro telefone móvel do mundo, que só chegaria ao mercado dez anos depois. O vídeo viaja pelo tempo chegando até 2024: daqui a seis anos, prevê, será possível implantar um chip de celular na mão. Assim, quem sabe, muitos poderão aposentar esse brinquedo que os acompanha 24 horas por dia. Não será fácil desapegar.

Deixe uma resposta