Assinantes têm que aguardar a Justiça

Sobre a entrada em vigor das novas regras de atendimento da Anatel para as operadoras, ficou faltando um “pequeno detalhe”: as empresas não estão obrigadas a cumpri-las, porque aguarda-se um pronunciamento da Justiça. Conforme esclarece o site Convergência Digital, alguns itens do novo regulamento estão suspensos há sete meses (!!!) por uma liminar.

Regras como a maior facilidade para cancelar uma assinatura e o direito do assinante antigo às mesmas promoções oferecidas a assinantes novos estão entre os itens suspensos. E, diante disso, a Anatel diz que nada pode fazer.

O segredo dos TVs espiões

Não tivemos oportunidade de comentar aqui (e foi muito mal divulgado na imprensa brasileira) o episódio envolvendo TVs que são capazes de “espionar” a vida íntima do usuário. Tudo começou com a divulgação, pela Samsung, de um comunicado sobre o uso do recurso voice recognition nos TVs smart (vejam o texto abaixo). Basicamente, a empresa advertia os usuários de que comentários racistas, palavrões e até relativos a seus cartões de crédito, quando feitos diante do TV, poderiam ser ouvidos por terceiros.

A polêmica se acirrou quando sites australianos divulgaram que os TVs smart Samsung estavam exibindo anúncios da Pepsi, que apareciam de repente na tela mesmo quando o usuário assistia a um DVD! A conclusão, talvez apressada, foi que os códigos de funcionamento dos TVs podiam ser hackeados.

Bem, no caso da Austrália, a empresa apressou-se em informar que havia detectado (e já resolvido) problemas técnicos no software que alimenta os aparelhos. Mas a questão do reconhecimento de voz permanece obscura. Entidades inglesas de defesa da privacidade chegaram a comparar os TVs Samsung com as telas descritas por George Orwell no famoso livro 1984, onde nasceu o personagem Big Brother.

Segundo a Samsung, ao ativar o comando por voz o usuário estaria “consentindo” que suas palavras sejam enviadas a um servidor externo, encarregado da busca para atender a sua solicitação. Ou seja, após utilizar a função cada pessoa deve desativá-la para que suas conversas posteriores não sejam captadas no mesmo servidor, que não seria de responsabilidade do fabricante de TVs. “Levamos muito a sério a questão da privacidade e utilizamos os mais seguros padrões de segurança, inclusive criptografia, para evitar uso não autorizado dos dados dos usuários”, explicou a empresa.

Enfim, não custa ficar quieto diante do seu TV. Leiam agora o que dizia o site global da Samsung:

“Por favor, estejam informados de que se suas palavras incluírem informações pessoais ou delicadas estarão entre os dados captados e transmitidos a terceiros através do reconhecimento de voz.” 

Dias depois, a empresa retirou essa frase do site, acrescentando novas explicações sobre como funciona o reconhecimento de voz (leiam aqui o original). Nada muito diferente das outras marcas de TVs smart, mas a confusão já estava feita.

Uma aliança em torno do OLED

Comentamos aqui na semana passada sobre os planos ambiciosos da LG para fazer decolar a tecnologia OLED, e agora chega da Coreia uma notícia mais quente: a empresa acaba de fechar acordo com as japonesas Sony e Panasonic para fornecer a elas esses painéis orgânicos. Confirmada a informação, significaria que teremos mais duas marcas de TVs desse tipo no mercado; como se sabe, por enquanto a LG está sozinha no segmento.

O site do jornal Korea Times divulga entrevista com Han Sang-beom, diretor da divisão de displays do grupo, informando que a ideia é formar uma “OLED Alliance” com japoneses e chineses. Todos investiriam na produção de TVs de tela grande usando painéis orgânicos, e assim ajudando a divulgar a tecnologia pelo mundo afora.

De quebra, a LG conseguiria com isso isolar a megaconcorrente Samsung, que continua liderando o mercado de TVs LCD.

Automação e outras tecnologias

projeto FBComo antecipamos aqui, a partir desta semana o setor de tecnologia entra numa fase agitada de eventos, principalmente em São Paulo. Serão feiras, seminários, cursos e demonstrações, a maioria voltada para profissionais ou, quem sabe, aqueles usuários que gostam do faça-você-mesmo. Um tópico central em quase todos esses encontros será o uso crescente das tecnologias de automação, tanto nas empresas como em casas, condomínios e edifícios em geral.

A propósito, é muito interessante este artigo, escrito por um especialista em projetos que incluem recursos de automação. Como se sabe, há no mundo inteiro uma forte tendência a se adotar soluções de baixo custo para acionamento de alarmes, ar condicionado, cortinas ou persianas elétricas e, acima de tudo, iluminação. Nos EUA, esse já é um mercado bilionário; no Brasil, está começando e, com a crise econômica, muitos podem ficar tentados.

Já ouvi de alguns instaladores que esses produtos podem “matar” o mercado. Teoricamente, o consumidor pode adquiri-los até em magazines e a instalação não requer prática nem habilidade. É bom ler o citado artigo, no entanto, para perceber os riscos envolvidos, entre eles o de se mexer com a rede elétrica da residência. A conclusão é que cabe aos profissionais entender essa atitude do consumidor e mostrar que não há milagre: automação, de verdade, não se encontra em qualquer esquina.

De olho na sua operadora

Se você tem problemas com sua operadora de telefonia (e quem não tem?), vale lembrar que nesta terça-feira 10/03 entram em vigor as novas normas da Anatel sobre o atendimento. O Regulamento Geral dos Direitos do Consumidor determina novos procedimentos para registrar queixas, e até para cancelar serviços, sem ter que sofrer com a burocracia dos call-centers atuais.

Com todas as suas falhas, é preciso reconhecer que desta vez a Anatel está agindo certo. No entanto, nenhuma das novas regras irá funcionar se o próprio usuário não fizer a sua parte, questionando e cobrando. Para isso, aliás, vale usar todas as ferramentas possíveis, não apenas a própria central de reclamações da Anatel, mas serviços como Procon, Reclame Aqui e as redes sociais.

Em resumo, estes são os principais itens do Regulamento:

*O site da operadora deve ter um espaço apropriado para o assinante acessar todos os dados do seu contrato; ali também deve constar uma ferramenta que permita cancelar um serviço por conta própria, sem ter que falar com um atendente.

*O site precisa incluir tabelas comparativas com os serviços de outras operadoras e como são cobrados;

*Todas as chamadas do usuário à operadora (e vice-versa) têm de ser gravadas, obrigatoriamente, inclusive aquelas – às vezes irritantes – em que a empresa liga oferecendo novos serviços.

Eventos agitando o mercado

O mês de março dá início a uma programação de eventos de tecnologia que promete ser agitada este ano. Já na semana que entra teremos dois: a ISC, voltada a sistemas de segurança; e a Feicon Batimat, maior feira do país para o segmento de construção. Em ambos os mercados, o uso de recursos eletrônicos e de automação é cada vez maior, daí por que os profissionais dessas áreas não devem perder. Dentro da ISC, aliás, acontecerá no dia 12 o III Fórum Aureside de Tecnologias Emergentes.

Teremos também, nos dias 23 e 24, a abertura do Programa de Certificação Home Expert, que entra agora no seu quinto ano. Com foco maior nas demonstrações práticas, o Programa terá algumas novidades este ano (ainda não podemos divulgar, mas os interessados devem ficar atentos às atualizações do site).

Só para lembrar: o Home Expert se destina a profissionais em busca de maior qualificação no segmento de projetos de home theater e automação residencial. Como está havendo no momento uma grande migração entre empresas e profissionais de tecnologia, os conteúdos do Programa podem ser valiosíssimos, não só para quem já atua no segmento, mas também para quem trabalha com telecom, informática, redes, segurança, energia, TV por assinatura, instalações elétricas etc.

Aproveitando: estamos apoiando também a InfoComm TecnoMultiMedia, que acontece em maio, e a ExpoPredialTec (julho), eventos que interessam de perto a todos esses profissionais. Falaremos muito de ambos aqui.

Show de arte e tecnologia

scopitoneQuem for a Nova York este ano – principalmente sendo alguém que gosta de tecnologia – não deve perder a exposição Making Music Modern: Design for Ear and Eye, que fica até novembro no MoMa (Musem of Modern Art).

Infelizmente, não estou escrevendo de lá. Me baseio nos comentários do site AV Network: a ideia da mostra é usar os recursos tecnológicos atuais (de áudio, vídeo, cenografia e iluminação) para contar a história do desenvolvimento da música, que naturalmente tem tudo a ver com a evolução das técnicas de gravação e reprodução. Ali estão desde os fonógrafos de Thomas Edison até players digitais de última geração, juke-boxes, caixas acústicas de todos os tipos e tamanhos, toca-discos e amplificadores analógicos, instrumentos musicais, os velhos tape-decks e gravadores de rolo, e por aí vai.

Dica: toda sexta-feira, no final da tarde, é promovida uma demonstração do lendário player Scopitone (foto), de 1963, que pertence à coleção particular do Museu. Deve ser um momento mágico para quem se liga em áudio!

Além da exposição em si, o MoMa oferece uma inacreditável programação de palestras e performances relacionadas ao tema. Vejam no link acima.

AMX, agora pra valer no Brasil

AMX screensEstivemos na última terça-feira no evento de lançamento oficial da AMX no Brasil. A empresa, muito tradicional no setor de automação (durante anos disputou a liderança mundial com a Crestron), foi adquirida no ano passado pelo grupo Harman, que aos poucos vai integrando seus sistemas de áudio e vídeo, tanto residencial quanto profissional.

Sob o comando da Harman do Brasil, a ideia é fazer decolar, enfim, a AMX por aqui; a marca sempre foi comercializada através de distribuidores independentes. Agora, todo o processo de importação, distribuição e suporte será facilitado, inclusive com um escritório em São Paulo (a sede do grupo é em Nova Santa Rita, próximo a Porto Alegre).

A AMX produz milhares de itens para automação, dos quais aproximadamente 600 começam agora a chegar aos revendedores e integradores brasileiros. “Estamos pesquisando o mercado desde que foi confirmada a aquisição”, nos disse Rodrigo Kniest, presidente da Harman do Brasil, que, aliás, surgiu a partir da compra da tradicionalíssima Selenium.

Para quem não sabe, a Harman – além dos produtos de consumo que a maioria conhece, de marcas como JBL, Harman Kardon, Mark Levinson e AKG – é forte também em segmentos como o automobilístico, fornecendo sistemas para as montadoras; projetos de infraestrutura, como sonorização de edifícios (montou, por exemplo, alguns dos estádios da Copa); auditórios, escolas, igrejas etc. Agora, poderá integrar os recursos de automação AMX a esses sistemas, além de atuar no segmento residencial.

LG: mais investimentos em OLED

Na próxima semana, a LG apresenta em São Paulo sua linha 2015, com destaque para os TVs de tela grande. Ainda não se sabe exatamente quais modelos serão mostrados, mas normalmente são aqueles exibidos na IFA, em setembro, e na CES, em janeiro. Destaque para os TVs OLED, até porque a empresa coreana é a única até agora nesse segmento.

Esta semana, o site Yonhap News, da Coreia, divulgou que o grupo decidiu aumentar os investimentos na tecnologia. Só este ano vão gastar cerca de US$ 915 milhões naquela que é considerada a maior fábrica de painéis OLED do mundo – onde já investiu agora US$ 700 milhões. A meta é produzir 600 mil painéis em 2015 e 1,5 milhão em 2016. Segundo as fontes citadas pelo site, a demanda está subindo.

Um segredo chamado HDR

paletteA edição de março da revista HOME THEATER & CASA DIGITAL traz uma detalhada reportagem sobre a nova geração de TVs 4K e os avanços que esses aparelhos oferecem. Ao longo do ano, teremos no mercado (e comentaremos aqui) uma série de inovações que devem alterar significativamente a percepção da imagem nos TVs.

Uma delas chama-se HDR (High Dynamic Range) e, segundo alguns analistas, é o recurso mais importante até hoje na evolução dos TVs LCD. Trata-se de um processamento digital da imagem, capaz de ampliar a faixa dinâmica tanto em e contraste quanto nas cores. O algoritmo consegue identificar em cada quadro o ponto mais claro e o mais escuro, e também as gradações de cinza, resultando em imagens mais contrastadas. Como se sabe, essa sempre foi uma deficiência da tecnologia LCD, que nem mesmo os leds conseguem superar.

Em relação às cores, o processamento HDR atua de forma semelhante, identificando maior variedade de tons e, portanto, aproximando-se mais das cores naturais que enxergamos na vida real. Os leitores mais atentos devem se lembrar de quando comentamos aqui sobre algumas indefinições da tecnologia 4K, citando a tecnologia Dolby Vision, que está sendo adotada por alguns fabricantes. HDR produz exatamente o mesmo resultado.

Aguardem mais notícias sobre o assunto.

Internet pelo celular: hora de cortes

Não foi muito divulgado, mas na semana passada o Ministério da Justiça notificou as operadoras Vivo, Claro, Tim e Oi, pedindo esclarecimentos sobre a decisão de cortar a internet dos usuários de celular que atingirem suas franquias de dados. O pedido vem do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, que pelo visto está atrasado: há meses que as operadoras vinham anunciando a mudança, primeiro para seus clientes de planos pré-pagos e agora (a partir deste mês) também para os pós-pagos.

Tecnicamente, a medida faz sentido: para preservar o serviço a todos os assinantes, admite-se cortar daqueles que se excedem “estourando” a franquia. Até agora, estes tinham reduzida sua velocidade de conexão, mas as operadoras alegam que isso não vem sendo suficiente. O tema rende uma boa discussão.

Se o mercado de telefonia celular estivesse (pra valer) em regime de livre competição, bastaria ao usuário insatisfeito trocar de operadora. O problema começa quando as quatro empresas trabalham em conjunto, adotando a restrição praticamente ao mesmo tempo.

Na prática, a tal notificação não muda nada: as empresas começam a cortar o sinal a partir desta segunda-feira. Seria interessante, pelo menos, que a Anatel e o Ministério das Comunicações opinassem a respeito. Mas parece que ambos nada têm a ver com a questão.

Som para bons ouvidos

Pesquisa realizada com cerca de 2 mil consumidores de cinco países (os que mais utilizam equipamentos de áudio) revela dados interessantes sobre como está mudando o comportamento dos usuários. Por exemplo: 70% disseram que aceitam pagar mais para melhorar a qualidade do som que ouvem habitualmente em casa.

A maioria, claro, acha que sabe identificar a tal “qualidade”, algo difícil de se medir na prática. Fato é que, pelo menos nos países pesquisados (EUA, Alemanha, Reino Unido, China e Japão), existe o desejo de espalhar som por vários ambientes da casa, e com um padrão pelo menos próximo ao do CD, mesmo ouvindo música da internet. Querem também que os aparelhos sejam menos complicados e possam ser acionados a partir de um smartphone (76% dos entrevistados).

Por fim, uma previsão sinistra extraída das respostas: CDs, vinis e arquivos de música em baixa resolução (vulgo MP3) irão durar no máximo cinco anos!!!

Para quem tiver curiosidade, o estudo chama-se “State of Play”; um resumo está neste link.

Conteúdo 4K na TV por assinatura

A HBO anunciou na semana passada que já está produzindo todos os seus novos conteúdos em 4K. Séries nacionais exibidas pela programadoras, como O Negócio e Sr. Ávila já foram captadas com essa resolução de imagem, e as novas – Psi, da produtora O2 (de Fernando Meirelles), e Magnífica 70, da Conspiração – também estão sendo. O problema é que, por enquanto, ninguém sabe quando será possível transmitir em 4K.

A Globosat também já fez experiências com esse equipamento, por exemplo, na Copa do Mundo e no Carnaval, mas as imagens só puderam ser transmitidas a alguns pontos específicos, em trabalho conjunto (experimental) com as operadoras Net, Claro, Vivo e Oi. Sabe-se que as duas primeiras estão montando infraestrutura para poder oferecer conteúdos 4K a seus assinantes, mas o desafio é enorme. O sinal 4K, com quatro vezes mais pixels do que o atual, precisa passar por um sofisticado software de compressão; além disso, não pode comprometer o envio dos sinais convencionais.

Em alguns países, já existem canais dedicados ao 4K; nos EUA, a DirecTV (dona da Sky) foi a primeira. No Brasil, pelo visto, isso deve demorar.

Ooops! Sinal de alerta.

Na tarde desta quinta-feira, fomos surpreendidos pelo que parecia ser uma “invasão” neste blog e no site hometheater.com.br. Felizmente não era, segundo a Google, que administra o serviço a partir dos EUA; apenas um problema de código nos banners de publicidade, sem risco para os usuários. Mesmo assim, uma mensagem de alerta continuou aparecendo para todos que tentaram acessar os sites. Lamentavelmente, não temos como impedir. Aliás, nada há a fazer, a não ser esperar que a própria Google corrija o bug. Pedimos desculpas a todos.

Novos recursos, mercado incerto

estande TVsComo era de se imaginar, a alta do dólar está sendo péssima para o ambiente de negócios. A cotação saltou de R$ 2,18 em outubro de 2013 para R$ 2,40 em setembro de 2014, e agora, como se sabe, estamos na faixa de R$ 2,90. Para o setor eletrônico, essa é a pior notícia, refletindo-se na queda de investimentos e/ou no aumento dos preços ao consumidor.

Mesmo com o clima de incerteza, resultado de uma política econômica desastrada, há novidades interessantes no horizonte. Para quem pensa em trocar de TV, por exemplo, estão chegando daqui até abril três novas marcas de TVs 4K: Panasonic, Philips e Toshiba. Até agora, o segmento top do mercado vem sendo disputado por apenas três fabricantes – LG, Samsung e Sony, sendo que esta última sofre com os efeitos da crise que afeta a matriz japonesa.

Mais produtos significam maior competição, o que sempre é vantajoso para quem vai comprar. Um levantamento inicial da equipe da revista HOME THEATER & CASA DIGITAL mostra que estão à venda no país 15 modelos 4K, com tamanhos variando entre 50 e 85 polegadas, sendo três deles de tela curva. Com exceção dos dois TVs Philips, de 50″ e 58″, todos possuem a polêmica conexão HDMI 2.0 60P, que já comentamos aqui e que garante compatibilidade com as transmissões em resolução UHD, tanto da televisão quanto da internet.

Passamos, portanto, a um novo estágio do mercado, ampliando as opções para o consumidor mais exigente. Aguardem os próximos posts para acompanhar essa evolução.

De volta, ao infinito e além…

Aos prezados leitores, informo que, após 20 dias de recesso devido a problemas de saúde, estamos retomando as atividades deste blog. Aos poucos, vamos voltando à atividade normal e tentando colocar os assuntos em dia. Agradeço a compreensão de todos, especialmente aqueles que enviaram mensagens de carinho e apoio.

E bola pra frente, que muito assunto para comentar!

QD pode ser a saída para o LCD

Na época da CES, abordamos aqui a tecnologia QD (Quantum Dot; alguns vêm traduzindo como “pontos quânticos”), que começa a ser adotada por vários fabricantes de TVs. Na Feira, as principais marcas fizeram demonstrações indicando que a novidade estará nas linhas 2015. “Novidade”, claro, é força de expressão: a Sony já utiliza esse tipo de painel desde 2013.

Utiliza, mas nem todo mundo ficou sabendo, já que a empresa pouco explorou essa inovação. Trata-se de uma película de nanocristais que se aplica sobre o painel interno do TV; essas partículas são ultra-sensíveis e, conforme os impulsos elétricos, reproduzem luz de alta intensidade, aumentando a dinâmica das cores, que se tornam mais naturais e vibrantes.

A Sony chamou esses painéis de Triluminous, e cada fabricante adotou uma nomenclatura: na Sharp, Beyond 4K; na Samsung, SUHD; e, na LG, Color Prime. Segundo a consultoria DisplaySearch, tudo isso para chegar próximo da performance dos TVs OLED. Estes são considerados ainda imbatíveis em termos de cores, contraste e profundidade de imagem, porque emitem a própria luz, dispensando o painel de backlight. Isso, até o momento, ninguém conseguiu com a tecnologia LCD.

Spotify chega ao PlayStation

PS Spotify

 

Menos de um ano após o lançamento, a Sony está desativando seu serviço de streaming Music Unlimited e transferindo seus usuários para o Spotify. A partir de março, os assinantes da PlayStation Network (PSN) terão acesso a um serviço chamado ‘PlayStation Music’, que nada mais é do que uma versão do Spotify para usuários do videogame. As músicas poderão ser ouvidas a partir dos consoles PS3 e PS4, além dos tablets e smartphones Xperia. O Spotify, que hoje rivaliza com o iTunes em variedade e acessibilidade, é mantido por uma empresa sueca operada a partir da Inglaterra. Oficialmente, possui cerca de 15 milhões de usuários pelo mundo.

Essa decisão da Sony confirma o que vem se observando no mercado em geral: os fabricantes de equipamentos buscam parcerias estratégicas com provedores de serviço. A ideia inicial de cada um ter a sua própria rede (Samsung, LG, Panasonic e outras também tentaram) parece que vai deixando de ser prioridade. É mais prático se unir aos “inimigos”, que no caso são nomes como Spotify, Amazon, Netflix, Vine, Google. E outros que vêm por aí.

Cotas, também no Netflix

Até que demorou. Uma fonte da Ancine revelou à colunista Keila Jimenez, da Folha de São Paulo, que a Agência pretende estipular cotas para produções nacionais também nos serviços de vídeo pela internet – Netflix é o mais famoso deles. A ideia seria exigir que 30% dos produtos oferecidos sob demanda sejam brasileiros.

Como se sabe, em 2012 a Ancine conseguiu impor esse mesmo tipo de regra às programadoras de TV por assinatura. O fortíssimo lobby dos produtores de cinema e vídeo no Congresso fez aprovar a medida, apesar de longa e intensa polêmica. Com a internet, era mesmo de se esperar que algo do gênero fosse proposto, até porque é uma reinvindicação das próprias operadoras de TV paga, que desde aquela época cobram do governo um tratamento igual para as empresas online.

O sucesso do Netflix e de outros serviços de video-on-demand deve estar atraindo os olhares dos produtores, o que é compreensível. Mas essa batalha pode ser inglória. Os cerca de 2 milhões de assinantes brasileiros do Netflix (o número é da própria Ancine) podem acessar o serviço mesmo que estejam do outro lado do mundo: basta ter um aparelho ligado a uma conexão de banda larga minimamente robusta. Quem irá impedi-los?

No fundo, estamos assistindo a mais um capítulo da velha saga brasileira em torno do levar-vantagem-em-tudo. Esse pessoal parece não entender a revolução da internet. Nela, não cabem cotas. A distância entre conteúdos bons e ruins não é determinada por um decreto, mas sim por um clique do usuário. Como, aliás, mostra bem este artigo.