Google lança seu TV. De novo.

Android_TVÉ a quinta tentativa, vamos ver se dá certo. A Google anunciou na semana passada sua entrada no segmento de TV com o Android TV. Ao contrário das vezes anteriores, porém, a empresa não está lançando um “aparelho”, mas sim um conceito, esperando contar com a adesão de grandes fabricantes. A ideia é convencer os usuários de tablets e smartphones Android a darem um passo adiante, transferindo parte dos recursos para uma tela maior.

O plano, apresentado na convenção de desenvolvedores Android, é produzir um televisor acionado via controles de videogame, cujos botões sejam tudo que o usuário necessita para navegar pela internet, aplicativos e canais de TV. A esses profissionais foi apresentado um desenho básico de como devem ser os apps, adaptados ao menu Android do TV. Na tela, haverá espaço para digitação de textos, acesso às redes, busca por assuntos etc., com a inclusão de comandos de voz (os controles virão equipados com microfones). Tudo deve ser descomplicado e “amigável”, como definiu o diretor de engenharia do Android, Chris McKillop: “Quando a pessoa senta no sofá, perde 20 pontos de QI: não quer pensar, não quer usar computador, quer que o TV seja seu computador”.

OK, pode ser verdade. Mas a Google tem um problema, como bem lembrou um colunista do The Wall Street Journal: já foram tantas suas tentativas mal sucedidas (confiram aqui) que essa nova receita já nasce com alto grau de descrédito. Quatro anos atrás, quando surgiu o Google TV (lembram-se?), o hábito dos TVs smart ainda era incipiente. Hoje, todos os principais fabricantes possuem plataformas próprias. Por que abririam mão delas para se tornarem google-dependentes?

Respostas até agosto, quando a Google pretende ter nas lojas televisores com a marca Android TV.

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Caixas embutidas (e invisíveis)

sonance

 

 

 

Esta pode ser uma dica interessante para instaladores de sistemas de áudio e/ou home theater, e também para os fabricantes nacionais de caixas acústicas. Encontrei no site CE Pro a descrição do trabalho de uma empresa chamada TruFig, com sede na Califórnia, que pertence ao mesmo grupo da Sonance, fabricante de caixas acústicas de embutir. A TruFig desenvolveu um sistema de montagem de caixas no teto em que a face frontal da caixa praticamente desaparece (vejam neste vídeo). Após a passagem do gesso, faz-se um delicado corte na área onde está a caixa, que pode inclusive ser pintada na cor desejada. O mesmo esquema pode ser utilizado em outros tipos de superfície, como madeira e pedra.

Quem sabe alguém não se dispõe a fazer algo do gênero no Brasil.

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4K ao vivo: primeiras impressões

Ainda vamos realizar mais testes, mas as primeiras imagens que pudemos ver em 4K em nossa sala de testes – geradas pela Globosat, via SporTV, no último sábado – foram impressionantes. Como havíamos informado, a operadora comprou os direitos da Fifa para levar ao ar três jogos em 4K, todos realizados no Maracanã, já que sua unidade móvel está no Rio de Janeiro. Do estádio, técnicos da Sony captam as imagens e as enviam, por rede de fibra óptica, à central da Globosat, de onde o sinal é repassado às operadoras. A Net, por exemplo, realizou no sábado, durante a transmissão de Colombia 2 x Uruguai 0, eventos em algumas cidades para mostrar a inovação a convidados. O mesmo deverá acontecer na próxima sexta-feira, no jogo França x Alemanha, e na grande final da Copa, dia 13.

Em nossa sala, captamos o sinal usando um decoder cedido pela Net, que foi ligado a um TV LG 4K de 79 polegadas, com processamento 60P (60 quadros por segundo), que estamos avaliando para a próxima edição da revista HOME THEATER & CASA DIGITAL. A taxa (frame-rate) de 60P é compatível com a qualidade da transmissão encomendada pela Fifa; a maioria dos TVs 4K já lançados trabalham com taxa de 30P. Significa que conseguimos ver imagens muito mais naturais e fluidas, especialmente nas cenas movimentadas como as de um jogo de futebol.

A uma distância de aproximadamente 4m da tela, a sensação de envolvimento – com as luzes apagadas – é quase total. Mais de perto, surge certo desconforto pelo fato dos olhos tentarem acompanhar a ação numa área de visão maior – é o já conhecido fenômeno first-row (“primeira fila”), comum nos cinemas. Mesmo numa distância maior (chegamos a 6m), o detalhamento da imagem se mantém.

Aguardem as cenas dos próximos capítulos, digo, posts.

 

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Maracanã ao vivo, urgente, em 4K

maracana 4KAinda dentro do assunto futebol em 4K, observem a foto acima. A tela mostra o Maracanã vazio na tarde desta sexta-feira, dia que muita gente considerou “sem graça” porque não tem jogo de Copa. Enquanto funcionários preparavam o estádio para o jogo de sábado (Colombia x Uruguai), técnicos da Globosat e da HBS, empresa responsável pelas transmissões do evento, faziam os ajustes finais no equipamento que será usado para gerar as primeiras imagens em 4K da Copa.

Recebemos hoje, em nossa sala de testes, o decoder 4K da Net, acessório indispensável para captar essas imagens. E recebemos também esse TV, modelo Ultra-HD UB9800, de 79 polegadas, da LG, o primeiro com capacidade de reproduzir imagens geradas em 60P (60 quadros por segundo). Nem o decoder nem o TV estão ainda disponíveis para o consumidor.

Segundo a Net, o decoder – fabricado pela empresa francesa Sagemcom – está em fase de testes (a operadora está testando também outras marcas), e os três jogos da Copa a ser realizados no Maracanã serão muito úteis para isso. O sinal 4K será captado pela Globosat, autorizada pela Fifa, que fará a geração através do canal SporTV. Neste sábado, portanto, estaremos a postos, não para assistir ao jogo como torcedores, mas para verificar a qualidade da imagem 4K 60P. Para nossa equipe, também será a primeira vez.

Em tempo: 60P refere-se à velocidade de projeção da imagem. São 60 quadros por segundo, o dobro do convencional (30P). Faz enorme diferença, como já pudemos notar com o estádio vazio. Vamos conferir na hora em que a bola rolar. E depois contaremos tudo aqui.

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Tem transmissão em 4K neste sábado

Ao contrário do meu palpite (previ Colômbia x Itália), o primeiro jogo da Copa transmitido em 4K no Brasil será Colômbia x Uruguai, neste sábado, às 17hs, direto do Maracanã. Três operadoras de TV paga estão autorizadas a distribuir o sinal da Globosat (Net, Vivo e Oi), mas até este momento apenas a Net está capitalizando a novidade. Quem entrar no site da operadora irá encontrar uma tela para se cadastrar, caso deseje assistir ao jogo em casa com imagem quatro vezes melhor. Não é garantia, mas é um passo indispensável: a empresa dispõe de um número limitado de decoders compatíveis.

Trata-se, portanto, de uma degustação. Quem já possui um TV 4K terá a oportunidade de conferir – provavelmente pela primeira vez – como é uma imagem 4K de verdade. E, se tudo der certo na transmissão, com certeza terá interesse em adquirir o decoder. Haverá mais dois jogos da Copa transmitidos dessa forma, no dia 4 às 13hs (uma das quartas-de-final – meu palpite: França x Alemanha) e no dia 13 (a final), ambos realizados no Rio de Janeiro.

Em algumas cidades, a Net fará também exibições públicas dos jogos, para convidados.

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Atmos: o som sobre nossas cabeças

Transformers: A Era da Extinção, Planeta dos Macacos: o Confronto e a nova versão das Tartarugas Ninja são os três primeiros filmes lançados nos cinemas, em vários países, com processamento de áudio Dolby Atmos. Trata-se de mais um avanço em relação aos softwares que ampliam a sensação de envolvimento do espectador. Começou lá atrás com o áudio mono, passou pelo estéreo, surround e, com a chegada dos recursos digitais, o céu passou a ser o limite.

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Segundo a Dolby, que aliás produziu este belo vídeo para explicar a evolução, os cinemas equipados com processadores Atmos devem aumentar o número de caixas acústicas de modo a preencher todos os espaços da sala, como no desenho ao lado (as caixas azuis ficariam no alto). Mas a grande notícia é que em breve estarão no mercado players e receivers compatíveis com o novo codec. Onkyo, Pioneer e Integra foram os primeiros fabricantes a adquirir a licença; a primeira até já anunciou que em setembro coloca no mercado internacional um receiver (mod. TX-NR3030) com 11.2 canais de áudio; vai também liberar atualizações para modelos da linha atual.

Mais: até o final do ano devem sair os primeiros filmes em Blu-ray com a codificação Atmos, informa a Dolby, que se mostra animadíssima com sua nova patente. “Os players atuais nem precisarão de atualização”, garantiu o diretor de pesquisas da empresa, Brett Crocket, ao site da revista Twice. “O código Atmos é liberado pelo player através dos conectores HDMI. Logo devem sair também sistemas de home theater, caixas acústicas e até soundbars compatíveis”.

Será empolgação demais? Talvez. Aparentemente, o que esse codec faz é separar determinados sons (escolhidos pelo diretor do filme ou por seu engenheiro de áudio) para “flutuar” pelo ambiente de forma mais natural e convincente que os atuais simuladores. As caixas acústicas poderão ser instaladas no teto e espalhar os sons pela área mais alta da sala, num efeito multidimensional.

Essa é a teoria. Na prática, quase nem temos ainda filmes gravados em 7.1 canais, justamente porque os produtores não acham compensador o investimento. Vamos ver se agora eles mudam de ideia.

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4K e 8K, só para telas grandes

8K uhdtv imageAinda a propósito da transmissão do jogo Brasil x Camarões em 8K, que assistimos ao vivo no Rio, vale a pena lembrar o que nos disse o engenheiro-chefe de pesquisas da NHK do Japão, Hiroyuki Okubo: a médio prazo, não se pensa em conteúdos 8K para TVs domésticos. Como já explicamos aqui, tanto 4K (Ultra-HD) quanto 8K (Super Hi-Vision) são padrões de vídeo destinados a telas realmente grandes, a partir de 60 polegadas. “Menos do que isso, é difícil notar a diferença para a imagem Full-HD”, disse Okubo.

Em seus testes, a NHK utiliza dois tipos de display: um de LED-LCD 85 polegadas e um plasma de 102″. Na verdade, explicou ele, a maior dificuldade no desenvolvimento do padrão 8K não está nos displays, mas no esquema de transmissão. Redes de satélite DTH e de cabos convencionais não dão conta da banda necessária para transportar os mais de 33 milhões de pixels que formam a imagem. Os atuais softwares de compressão acabam deteriorando a qualidade, ao eliminar parte desses pixels.

“Antes de chegar às casas das pessoas, esperamos ver equipamentos 8K em universidades, casas de shows, centros de pesquisa e hospitais”, prevê Okubo. “No Japão, já fizemos experiências de cirurgias com médicos em países diferentes. Alguns deles disseram que viram mais detalhes do que se estivessem no centro cirúrgico”.

Ou seja, quem quiser usar esses TVs para ver filmes e futebol, deve primeiro providenciar uma sala grande, bem grande.

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Justiça dos EUA dá vitória às emissoras

aereoNesta quarta-feira, a Suprema Corte dos EUA proibiu o serviço de TV via internet Aereo.com, que – como comentamos aqui – vem causando um alvoroço entre as emissoras de televisão. Por seis votos a três, o tribunal decidiu que é ilegal retransmitir o sinal das redes sem autorização. “Na prática, esse serviço é igual ao das operadoras de TV paga”, sentenciou o juiz Stephen Breyer. “Ambos usam equipamento próprio; ambos recebem o conteúdo das redes, alguns deles protegidos por direitos autorais; ambos permitem que o assinante assista aos conteúdos ao vivo”.

O assunto não se resolve totalmente com a decisão da Suprema Corte. Não, lá não existem excrescências como “embargos infringentes” e outras maracutaias jurídicas inventadas aqui. O Aereo.com, que opera em 11 grandes cidades dos EUA, certamente terá que interromper seus serviços, atacados ferozmente pela grande mídia – e até pelo governo americano – nos últimos meses. Vamos ver qual será a reação da sociedade e da chamada “comunidade midiática”, que hoje vai muito além das redes de televisão. Voltaremos ao tema nos próximos dias.

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Celular 4G: procuram-se operadoras

Um grande vôo da alegria saiu de Brasilia nesta segunda-feira rumo a Nova York e Londres. No comando, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, com a missão de convencer operadoras que ainda não atuam no Brasil a participarem do leilão do celular 4G, marcado para agosto. As indecisões do governo em relação ao tema acabaram assustando as grandes operadoras que dividem o gigantesco mercado brasileiro de telefonia e banda larga. Vivo (cujo controle é espanhol), Tim (italiano), Claro (mexicano), Oi (português, com um dedo do BNDES e dos fundos de pensão) e GVT (francês) – por motivos diversos – relutam a disputar segundo as regras definidas pela Anatel.

O assunto é necessariamente polêmico. Em março, dois repórteres da Folha de São Paulo revelaram que o Ministério da Fazenda estava interferindo na questão do leilão visando aumentar o valor das frequências na faixa de 700MHz. Com a revelação, conseguiu-se justamente o contrário: o interesse das operadoras diminuiu, a ponto de o SinditeleBrasil, que as representa, ter sugerido que as frequências lhes fossem concedidas “gratuitamente”.

Se a missão chefiada por Paulo Bernardo obtiver sucesso e atrair para o Brasil grandes operadoras americanas, europeias e/ou asiáticas, será uma façanha. Com regras mal explicadas, ingerências políticas de todo tipo e em meio a uma campanha eleitoral, há quem aposte que, se o leilão de fato acontecer em agosto, já será lucro. Resta saber para quem.

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TV 8K também está no Brasil

650xA convite da TV Globo, estivemos no CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas), no Rio de Janeiro, para assistir nesta segunda-feira ao jogo Brasil x Camarões em transmissão especial ao vivo em 8K. Em parceria com a NHK do Japão, a Globo está fazendo demonstrações dessa tecnologia durante a Copa do Mundo. Foi uma emoção diferente participar desse grande momento da evolução tecnológica; os japoneses planejam ter o sistema implantado no país todo em 2020.

“É provável que implantemos direto o 8K, sem passar pelo 4K”, nos disse Hiroyuki Okubo, um dos engenheiros da NHK que está no Brasil para essas demonstrações. “Para as emissoras, o custo da transição é muito alto, talvez não compense mudar do HD para o UHD”. O padrão 8K, também chamado Super Hi-Vision como já comentamos, exibe 7.680 x 4.320 pixels, ou seja, mais de 33 milhões de pontos formando a imagem, o equivalente a 16 vezes o padrão Full-HD atual. UHD (ou 4K) seria um nível intermediário de resolução: 3.840 x 2.160 pixels.

Foi a primeira transmissão ao vivo em 8K no Brasil (até ontem, todo o material exibido em público era gravado). Assistindo ao jogo numa tela de 275 polegadas especialmente montada para a ocasião, não há como se manter indiferente. As imagens em 8K – que estudantes e pesquisadores também podem ver, até o final da Copa, mediante inscrição prévia no site Globo Universidade – têm tamanha profundidade que em alguns momentos lembram cenas gravadas em 3D. Tomadas feitas a partir do gramado permitem enxergar os jogadores em camadas, com extrema nitidez. Numa tomada panorâmica do público presente ao estádio, pudemos ver um torcedor, lá no alto, segurando seu celular; com um zoom, foi possível até ler o nome no crachá de outro torcedor, provavelmente convidado.

Detalhe: como havia poucas câmeras 8K no estádio, só tínhamos acesso aos replays dos gols; lances polêmicos, daqueles em que a câmera mostra mínimos detalhes, ficaram de fora - ordens da Fifa, que está preparando um documentário em 4K sobre a Copa. Mesmo assim, com o áudio ajustado pela equipe da NHK em 22.2 canais, reproduzidos através de 33 caixas acústicas espalhadas pelo auditório do CBPF, conseguimos nos sentir “dentro do estádio”, como diz a propaganda de alguns TVs.

Segundo Okubo, o sinal gerado a partir do estádio foi transmitido via satélite, com bit-rate de 280 Megabits por segundo, para o IBC, centro internacional de imprensa da Fifa, no Rio, e de lá para o CBPF via fibra óptica. Equipamentos da NHK instalados no local faziam a recepção e comprimiam o sinal para 24 Gigabits por segundo, ou seja, compressão de quase 100 vezes, verdadeira façanha tecnológica! “Estamos melhorando aos poucos”, explicou o engenheiro, que chefia a equipe de pesquisas da NHK. “Começamos a estudar o assunto em 2002 e planejamos iniciar as transmissões regulares em 8K no Japão em 2016. Até 2020, na Olimpíada de Tóquio, o sistema deverá estar implantado”.

Em tempo: não nos foi autorizado gravar vídeos no local; para quem não viu, este é o link da reportagem feita pelo Jornal Nacional sobre o evento.

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TV OLED chega à resolução de imagem 8K

OLED 8KTambém na Display Week, conferência internacional realizada no início do mês nos EUA, foi exibido o primeiro protótipo de um display OLED com resolução de imagem 8K (foto). O projeto é de três empresas japonesas – Sharp, SEL (Semiconductor Energy Laboratory) e AFD (Advanced Film Device) – e naturalmente atraiu toda a atenção dos visitantes (lá estavam, como sempre, alguns dos maiores especialistas do mundo). Mesmo tendo apenas 13,3 polegadas (pouco maior que um tablet), o display foi considerado uma façanha. É a primeira vez que se consegue agrupar tamanha quantidade de pixels numa tela: nada menos do que 664 ppi (pixels por polegada), quando os displays HD atuais ficam na casa dos 530 ppi. Por incrível que pareça, o site japonês Nikkei Technology noticiou o feito com certo desdém, ressalvando que “a gama de vermelho ficou apenas em 84%, quando um bom TV OLED chega a 100%”. O exigente redator explicou que cada OLED usado no protótipo é acoplado a cinco transistores e um capacitor, para compensar as variações de voltagem, resultando num número inacreditável de transistores: 497,664 milhões.

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Tecnologia de plasma faz 50 anos

150-inch-PDP baixaFoi no último dia 3, na cidade de San Diego (Califórnia), a comemoração oficial dos 50 anos da invenção dos displays de plasma. Durante o evento Display Week 2014, promovido pela SID (Society for Information Display), profissionais de vários países aplaudiram de pé os engenheiros Donald L. Bitzer, coinventor do painel, e Tsutae Shinoda, cuja equipe criou a tecnologia usada na geração de imagens a partir do famoso “gás de plasma”.

plasma1A data, na verdade, é arbitrária. Uma invenção como essa leva tanto tempo que é impossível determinar o dia exato em que tudo veio à luz. Mas foi em junho de 1964, na Universidade de Illinois, que dois professores – com a ajuda de um aluno de pós-graduação – apresentaram a estrutura do monitor que serviria de base para a fabricação de plasmas (foto ao lado). A meta de Bitzer, como professor de física, era desenvolver um display gráfico para ser usado nas salas de aula. Os TVs de então eram todos feitos com tubos de raios catódicos (CRT), pesados e impraticáveis para essa finalidade. Na foto abaixo, feita no início deste ano, ele aparece mostrando seu protótipo original, do qual detém a patente.

Donald L Bitzer

 

Mas foram necessários quase 30 anos para que os displays de plasma chegassem ao mercado internacional. Em 1973, Shinoda, jovem engenheiro da Universidade de Hiroshima recém-contratado pela Fujitsu, começou a trabalhar num projeto de uso de gás neon para produção de imagens; a empresa, no entanto, decidiu abandonar a ideia após a queima de vários protótipos construídos por Shinoda e sua equipe. Contrariado e persistente, ele decidiu sair e montar a Shinoda Plasma Co., que finalmente conseguiu, em 1983, apresentar as primeiras unidades – usando a estrutura de painel de Bitzer para acomodar uma caixa eletrificada cheia de neon – com telas de até 12 polegadas.

Plasma Elite KURO PRO-111FD 1O primeiro TV de plasma (42″) saiu pela própria Fujitsu em 1996, revelando qualidade de imagem muito superior à dos displays de cristal líquido (LCD), feitos inicialmente para uso em informática. Os plasmas foram crescendo de tamanho: o maior deles, com 152″, foi apresentado pela Panasonic na CES 2010 (foto ao alto). Mas os avanços na fabricação de LCDs, principalmente após o surgimento dos backlights de leds, levaram fabricantes de peso – como Sony, Philips e Toshiba – a desistir do plasma, algo que muitos especialistas lamentam até hoje. Mesmo com toda a evolução, os LCDs ainda não atingiram o mesmo nível de contraste e definição de cores (acima, um dos modelos da celebrada linha Kuro, da Pioneer, considerados os melhores até hoje).

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O dr. Shinoda (ao lado, também em foto recente) ainda defende o uso do plasma para algumas aplicações (vejam aqui). Mas, para a maioria, o plasma – aos 50 anos de idade – é uma tecnologia com os dias contados. Samsung e LG são as duas empresas que continuam produzindo, mas cada vez em menor quantidade. A festa do dia 3, portanto, foi uma merecida homenagem aos dois inovadores. Mas valeu como uma despedida. Esses 50 anos passaram mesmo muito rápido.

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Chegou a hora da automação barata?

archos-smart-home-2014-06-20-01Sites internacionais de tecnologia não param de alardear a revolução que está para acontecer – ou já estaria acontecendo – no setor de automação residencial. São produtos cada vez mais práticos e baratos, que se propõem a simplificar incrivelmente atividades corriqueiras do dia-a-dia, como acender/apagar luzes, acionar alarmes, medir a temperatura ambiente etc. Desde que a empresa Nest começou a fazer sucesso, em 2012, com seu “termostato inteligente”, uma infinidade de soluções na mesma linha têm chegado aos mercados europeu e americano. Tudo parece tão simples!

O ágil e bem informado site Engadget, por exemplo, destaca uma novidade da Archos, empresa asiática famosa por seus produtos de baixo custo. Seu kit chamado Smart Home – aliás, nome nada original – é destinado a leigos no assunto: vem com duas microcâmeras, dois minúsculos sensores de movimento e um tablet, que funciona como controle de tudo (foto acima). Preço sugerido nos EUA: US$ 250; quem quiser pode levar apenas uma câmera e um sensor pagando US$ 150. O tablet, portanto, sai quase de graça. O sistema funciona por Bluetooth, mas o fabricante garante alcance de 20 metros com até 13 aparelhos conectados. Pechincha!

HONEYWELLJá a gigante Honeywell decidiu entrar forte nesse segmento com o Lyric (ao lado), praticamente um clone do Nest, só que, além de controlar a temperatura, comunica-se com o smartphone ou tablet do usuário para “adivinhar” quando ele está chegando em casa e, então, preparar o ambiente para recebê-lo. Cool, como dizem os ianques!

No Brasil, já existem alguns produtos nessa linha. Para os mais empolgados, especialmente os que viajam ao Exterior e gostam de trazer essas coisas, talvez seja útil lembrar que um sistema de automação verdadeiro requer uma central de controle instalada por um profissional treinado. Num país que ainda sofre com quedas de energia e instabilidade nas redes, essas maravilhas exigem cuidados redobrados. E, claro, sempre é bom desconfiar de milagres: em tecnologia, pode-se afirmar com segurança que estes não existem.

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Copa é vista em 5,9 bilhões de telas

O cálculo é de uma empresa chamada Ovum, especializada em análises de mídia: 5,9 bilhões de telas estão sendo usadas no mundo inteiro para acompanhar a Copa 2014. Como comentamos na semana passada, esta é a Copa da interatividade e da comunicação multimídia. Além dos TVs, milhões (ou, ao que parece agora, bilhões) de pessoas estão vendo os jogos através de tablets, notebooks e demais tipos de telas.

Segundo o estudo, aliás, somente 43% das pessoas estão utilizando TVs; o mais comum é assistir à Copa via streaming, o que agora está sendo possível graças a aplicativos como WatchESPN, BBC Live, GloboEsporte.com, SporTV e uma infinidade de sites piratas (mais detalhes aqui). Segundo o site americano Multichannel News, o jogo Alemanha x Ghana, na última segunda-feira, bateu um recorde histórico, sendo visto por 11 milhões de telespectadores pelo canal ESPN, a maior audiência para uma partida de futebol (soccer) por lá.

Aqui no Brasil, não há estatísticas desse tipo, mas um levantamento publicado pelo Ibope ontem é sugestivo: audiência dos jogos da Copa 2014 caiu, na comparação com 2010 (este site dá mais detalhes). Menos pessoas estão ficando em casa para ver a seleção brasileira; muitas saem para assistir em grupo, na casa de parentes ou amigos; e muitas também estão em bares, restaurantes e mesmo praças a céu aberto, onde foram instalados telões.

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Infocomm e a nova geração de projetores

projectorFalando em telas gigantes, foi aberta nesta quarta-feira em Las Vegas a edição 2014 da InfoComm, principal evento internacional do setor de áudio/vídeo profissional. E uma das atrações, como sempre, é a disputa entre os fabricantes de projetores. Tradicionalmente, os que são exibidos na feira destinam-se mais ao segmento corporativo, para quem usa projetores no trabalho, não em casa; e, nesse campo, a especificação “luminosidade” acaba sendo mais valorizada que o “contraste”, ponto crucial nos projetores para home theater.

Ainda não conseguimos apurar tudo que está sendo mostrado no evento, mas já se sabe que a chamada “corrida dos lumens” – em que cada fabricante procura exibir projetores com taxa de brilho mais alta – está sendo disputada a todo vapor em Las Vegas. Com o avanço da tecnologia de iluminação a laser, em alguns casos associada aos leds, é possível ampliar incrivelmente o brilho das imagens. Se até algum tempo atrás os especialistas se admiravam com modelos na faixa de 10 ou 12 mil lumens, nesta InfoComm já existem projetores de 20 mil! Isso, considerando telas de 100 a 150 polegadas; para telas maiores, como as de cinema digital, há protótipos que superam os 60 mil lumens.

 

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Um TV de 1,6 milhão de dólares

TITAN ZEUSÉ difícil até saber para quê alguém desejaria um TV como este, mas o fato é que a fabricante inglesa Titan – especialista em telas gigantes – acaba de apresentar o Zeus. Aliás, para quem é ligado em mitologia grega, o nome não poderia ser mais apropriado. São simplesmente 370 polegadas, ou 8m de largura por 5m de altura. E atenção: é um TV mesmo, não uma tela de projeção como algumas que já mostramos aqui.

Pela contagem oficial, até agora o maior TV do mundo era um plasma Panasonic de 152″, exibido na CES em 2010, o primeiro 4K que tivemos a oportunidade de ver funcionando (vejam este vídeo). Mas, como se sabe, o plasma vai aos poucos desaparecendo, e não consta que os principais fabricantes de TVs LCD estejam pensando em tamanhos tão grandes. A Titan, que só fabrica por encomenda, já exibiu na Inglaterra modelos de 173″, 196″ e até 251″, todos LCDs.

Segundo o site especializado InAVate, a empresa já conseguiu vender um Zeus (!!!), para um milionário que pagou US$ 1,6 milhão e o colocou junto à piscina de sua casa. Quem mais se candidata?

 

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Cada vez mais video-on-demand

Quase todo dia sai algum estudo sobre o crescimento dos serviços OTT (over-the-top) pelo mundo afora, Brasil inclusive. Aparentemente, não há como escapar: cada vez mais as pessoas vão buscar na internet suas fontes de entretenimento, e cada vez menos nas grades fixas da televisão tradicional (aberta ou fechada). Não é casual, portanto, o lançamento de serviços de vídeo sob demanda por parte das próprias operadoras, emissoras e programadoras. São elas, afinal, que detêm os melhores conteúdos.

A última da lista é a Fox, que nesta segunda-feira anunciou o serviço Fox Play, já disponível para os assinantes da GVT e da Vivo TV. A Fox certamente está negociando com as demais operadoras, que têm suas bases de clientes consolidadas, mas trata-se de mais uma opção de acesso a conteúdos online independente do dispositivo utilizado. Vivo Play, Claro Vídeo e o recém-lançado Live Tim Blue Box são alguns exemplos; a Globosat, principal programadora do país, também tem o seu Globosat Play, enquanto a Sky criou no ano passado um acesso a seus conteúdos pelo videogame Xbox.

No fundo, a preocupação de todas essas empresas é diminuir o espaço para o crescimento da Netflix. Aliás, foi o próprio presidente da Net, José Felix, quem admitiu isso tempos atrás, ao site Telessíntese. Como sabe quase todo mundo que tem um portal, site ou blog, ainda não se descobriu a chave para fazer os serviços online darem dinheiro. Mas bem que alguns deles podem atrapalhar quem já atua nas outras plataformas.

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Os “rock gols” de Bonfá na Copa

bonfaAinda sobre a Copa: um ingrediente adicional, que não se tinha visto nas anteriores, é a enorme quantidade de opções para quem quer assistir aos jogos e acompanhar seus bastidores. Além das duas redes abertas (Globo e Band), temos SporTV, ESPN e Fox Sports que não deixam escapar nenhum detalhe.

Destaco aqui a ótima ideia da Fox de trazer de volta o ‘totalmente excelente’ Paulo Bonfá (ex-MTV) no comando de transmissões bem-humoradas, que fogem do trivial (e repetitivo) estilo das emissoras brasileiras. Uma de suas sacadas: o “comentarista cego” (Geraldo Magela, que realmente é deficiente visual), que satiriza o rame-rame da maioria dos “analistas”. Bonfá e seu antigo colega de geniais bancadas, Marco Bianchi, estarão juntos no dia 25/06, num remake do velho Rock Gol da MTV, no jogo Suíça x Honduras.

Já valeu a Copa.

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Copa terá experiência em 8K

4k 8k uhdtv uhdPara quem gosta de futebol ou de tecnologia, a Copa do Mundo está sendo um espetáculo inesquecível. Acompanho ambos há décadas e não me lembro de um evento tão fascinante. Em campo, nunca se viu tantos gols, alguns belíssimos, em tão poucos jogos. Fora dele, um show de imagens coloridas como só a Copa é capaz de proporcionar, devidamente captadas por profissionais atentos e suas câmeras de última geração. Só se pode desejar que continue assim até o final (sim, a conversa sobre a roubalheira que envolve o futebol pode esperar para depois do último jogo).

Como anunciamos aqui, haverá transmissões especiais em 4K promovidas pela Sony em parceria com Globo, usando link terrestre UHF, e Globosat, esta através das operadoras Net, VivoTV e OiTV. Serão eventos fechados, só para convidados, nos dias 28/06, 04 e 13/07; talvez as operadoras de TV paga liberem decoders 4K para alguns de seus assinantes, mas isso ainda não está confirmado.

A Globo (TV aberta) anunciou que irá utilizar em seus eventos o primeiro decoder em tempo real para 4K com frequência de 60P (60 quadros por segundo), que é a última palavra em matéria de transmissão. As experiências anteriores haviam sido feitas com decoder 30P. O aparelho, produzido pela NEC, faz a compressão do sinal de vídeo 4K sem perdas, dispensando o uso de software adicional, o que gera imagem mais estável. É o primeiro passo para que tenhamos, daqui a alguns anos, transmissões regulares em UHD.

Outra novidade, divulgada pela colega Cristina De Luca no IDG Now, é a realização de testes também em 8K durante esta Copa. Serão feitos pela emissora japonesa NHK utilizando a infraestrutura de internet da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa). Aproveitando que nove partidas serão transmitidas experimentalmente para o Japão, o sinal será gerado também para locais do Rio de Janeiro, onde poderá ser acompanhado por especialistas e convidados. Aliás, o primeiro jogo desse projeto já foi transmitido: Costa do Marfim 2 x 1 Japão, sábado passado.

 

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