TVs smart e 4K estão crescendo

Mais de 70% dos consumidores nos países emergentes – Brasil, China, Índia etc. – estão preferindo comprar TVs smart do que os modelos convencionais. Nos países mais avançados, esse percentual fica na faixa dos 40%. Os dados são da empresa de pesquisas NPD DisplaySearch, que também aposta no crescimento rápido dos TVs 4K – mais rápido do que ocorreu, por exemplo, na implantação dos HDTVs. Hoje, a estimativa é de pouco mais de 1 milhão de aparelhos 4K vendidos mundialmente, sendo a maior parte deles no mercado chinês (mais detalhes aqui). Mas em 2017 serão mais de 30 milhões por ano. Os pesquisadores apostam no aumento da oferta de conteúdos 4K pela internet, via serviços de streaming, como Netflix, YouTube e Amazon. Com mais pessoas tendo acesso a filmes, séries e vídeos em 4K, e os preços dos TVs caindo, o resultado não é difícil de adivinhar.

Vamos ver se a prática confirma a teoria.

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Como NÃO atender o cliente

Deve entrar para a história – ou pelo menos virar um belo case de marketing – o novo episódio envolvendo a Comcast, maior operadora de banda larga e TV paga dos EUA. Nesta quarta-feira, bombou na internet o caso do atendente que, inconformado com um cliente que pedia o cancelamento da assinatura, exatrapolou todos os limites do bom senso e da civilidade que se espera desse tipo de profissional.

Ryan Block, jornalista da área de tecnologia, queria cancelar os serviços e ligou para o SAC da Comcast. Ao perceber que o atendente estava alterado, decidiu gravar a conversa – que ao todo durou mais de 8 minutos – e depois colocou-a no site Soundcloud. Em poucos minutos, o caso se multiplicou via blogs e redes sociais, levando a operadora a emitir um comunicado oficial com pedido de desculpas. O atendente (não identificado até o momento) foi afastado.

Ouvindo a gravação, percebe-se que ele estava mesmo visivelmente nervoso.

- Por que você quer cancelar o serviço da melhor operadora do país?” perguntava insistentemente.

- Quero mudar para outra operadora, retrucou Block, a princípio com voz tranquila.

- Mas por quê? Estou aqui para te ajudar. Me diga: por quê?, insistia o atendente, aumentando o tom da voz.

- Se você quer mesmo me ajudar, então cancele o serviço, por favor.

- Mas eu preciso saber, esse é o meu trabalho. Se você não me diz a razão, como nossa empresa pode saber o que lhe desagrada e, assim, melhorar os serviços?

- Parece que você está brincando comigo. Só quero cancelar esse serviço, nada mais…

Já transtornado, o atendente passou a gritar:

- Estou falando sério. Você tem que me dizer o motivo…

Mas perdeu o rumo quando ouviu do cliente:

- O simples modo como você está me atendendo já é um bom motivo para eu cancelar esse serviço!

Bem, a íntegra da conversa pode ser conferida neste link. O comunicado da Comcast diz que o procedimento do atendente é “inaceitável e não condiz com os treinamentos que a empresa oferece a seus funcionários”. Block, que chamou a atitude de “beligerante”, pediu mais tarde, via Twitter, que a empresa faça uma avaliação cuidadosa de suas práticas, em vez de demitir a pessoa que o atendeu.

Como se vê, a eterna luta dos consumidores com as empresas que lhes vendem produtos ou serviços não é exclusividade brasileira, ao contrário do que muitos pensam. Quantos casos iguais a esse devem ser registrados diariamente? Bem, agora se pode, pelo menos, gravá-los e compartilhar via redes sociais. O efeito é devastador, como o pessoal da Comcast deve estar percebendo.

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As vantagens do HDMI 2.0

Concluindo os testes que fizemos durante a Copa do Mundo, nos jogos transmitidos pela SporTV em 4K, avaliamos que o maior avanço está na possibilidade de usar o conector HDMI 2.0. Os TVs que oferecem essa entrada se destacam dos demais, porque é o único padrão, por enquanto, capaz de captar a imagem Ultra-HD na frequência de 60 quadros por segundo (60P). Com a versão anterior do HDMI, é possível reproduzir vídeos Full-HD em 60P, mas é difícil saber como o sinal foi gravado. Em 4K, esse detalhe passa a ser mais relevante (todas as câmeras 4K registram as imagens nessa frequência).

Apenas para lembrar, segundo a definição do consórcio HDMI, o conector 2.0 tem as seguintes capacidades:

*Transmitir múltiplos sinais 4K pelo mesmo display;

*Trafegar sinal de vídeo em formato superwide (21:9);

*Sincronizar a transmissão simultânea dos sinais de áudio e vídeo;

*Transmitir até 32 canais de áudio simultâneos;

*Trafegar áudio de altíssima resolução quando necessário (a taxa de amostragem chega a impressionantes 1.5MHz.

Com exceção das imagens da Copa, que foram transmissões especiais, conteúdos em 4K só estão disponíveis através da internet (via Netflix e YouTube, principalmente). Nesse caso, o usuário precisa de uma boa conexão de banda larga, e o conteúdo original (como House of Cards, produção própria da Netflix) precisa ter sido gravado em 4K. Fizemos a comparação usando rede de 15MB e o resultado foi excelente. Certamente, quando (e se) tivermos discos pré-gravados em 4K, será melhor ainda.

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Anatel: novas regras, já em vigor

Se alguém não tinha reparado, já estão em vigor as novas regras da Anatel para o atendimento prestado pelas operadoras de telefonia, banda larga e TV por assinatura. Passaram a valer justamente no fatídico 8 de julho (dia dos 7×1), mas isso nada tem a ver com o fato de que algumas operadoras ainda não estão cumprindo o que foi determinado.

Eu mesmo acabo de passar por uma experiência tenebrosa com a Vivo, e é incontável a quantidade de queixas acumuladas nas redes sociais sobre o mau atendimento prestado especialmente pelas teles. Segundo a Anatel, foram mais de 3 milhões de reclamações em 2013; a imprensa em geral vem publicando diversas reportagens a respeito, entrevistando usuários de várias partes do país. Parece ser um problema crônico.

Mas a Anatel também diz que estes primeiros 30 dias servirão para monitorar quais empresas estão, de fato, dispostas a cumprir as regras. Uma das normas determina, por exemplo, que o cliente deve ter toda a facilidade para cancelar um serviço, automaticamente, pelo telefone ou pela internet, sem ter que falar com um atendente. Será? Em caso negativo, o remédio é gritar. E agora ainda mais alto!

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Mapa da mina para TVs smart

Conforme prometido, a LG confirmou na semana passada a liberação do SDK (Software Development Kit) para seus TVs smart. Com isso, desenvolvedores de aplicativos podem usar os chamados códigos-fonte da plataforma WebOS, que agora equipa os TVs da marca. Já está no ar um site específico para essa finalidade, a partir do qual os profissionais podem criar novos serviços.

Como já comentamos aqui, o sistema operacional WebOS – criado nos anos 1990 pela Palm, para uso em tablets – foi adquirido e atualizado pela LG visando principalmente o mercado de TVs. Essa é uma tendência, a meu ver irreversível, da indústria eletrônica. Embora haja uma entidade internacional, a Smart TV Alliance, tentando padronizar os aparelhos, é natural que cada fabricante procure desenvolver sua plataforma. É sintomático, por exemplo que Samsung e Sony, dois dos maiores fabricantes, não façam parte dessa Aliança.

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A tela vai rolar…

rollableA foto ao lado mostra um display OLED de 18 polegadas, do tipo rollable (ainda não tem nome comercial). Trata-se de um protótipo exibido semana passada pela LG em Seul. Em parceria com universidades locais e com o Ministério de Comércio, Indústria e Energia, a empresa está desenvolvendo a tecnologia que permite produzir displays tão finos que podem ser enrolados – além de serem transparentes. Segundo o jornal Korea Times, a imagem é de ótima resolução (1.200 x 810 pixels), e a LG trabalha com o projeto de produzir modelos de até 60 polegadas em 2017 (neste site, mais imagens desses displays..

Se o leitor está se perguntando para quê serviria um display desses, as respostas dos coreanos são várias. Além de smartphones e tablets “enroláveis”, a tecnologia poderá ser aplicada, por exemplo, na produção de equipamentos médicos, brinquedos, embalagens e painéis de automóveis. Duvida? Aguarde mais três anos.

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Mais um juiz contra o Facebook

Não é só no futebol que os brasileiros têm muito a aprender. Aliás, em certas áreas, parece que estamos voltando atrás no tempo. Em Teófilo Otoni (MG), um juiz determinou que o Facebook saia do ar!!! Isso mesmo: alegando que a empresa não lhe forneceu dados solicitados numa investigação sobre prostituição infantil, ele determinou que o acesso à rede social seja suspenso em todo o país (mais detalhes aqui).

Não é a primeira vez que isso acontece, infelizmente. E também não é só no Brasil. Seguindo o antiquíssimo raciocínio de culpar o carteiro pelo conteúdo da carta, juízes ignoram a evolução do mundo e se propõem a prejudicar cerca de 30 milhões de usuários do FB, “em nome da lei”. Nesse último caso, o juiz passou por cima, inclusive, da lei mais recente colocada em vigor, o Marco Civil da Internet, que veta a responsabilização criminal de um site ou provedor por delitos cometidos por seus usuários.

De cara, esse juiz já sai perdendo, no mínimo, de 7×1.

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Celular vs TV: governo apoia emissoras

Aparentemente, o governo federal decidiu ficar do lado das emissoras na disputa com as operadoras de telefonia celular. Nesta quinta-feira, a Anatel divulgou as regras que, a princípio, devem nortear a implantação das redes de celular 4G construídas na faixa de 700MHz, que também é disputada pela TV digital. Como já havia feito semanas atrás (vejam aqui), a Agência admitiu que as interferências entre os dois tipos de sinal são inevitáveis, como alegam as emissoras, e determinou o que deve ser feito quando (e se) isso acontecer. Anotem:

*A operadora deverá instalar um filtro na saída de sua torre de transmissão mais próxima ao local onde ocorrer a interferência;

*Caso isso não resolva, a operadora terá de trocar a torre de posição;

*Uma terceira alternativa é reduzir a potência de transmissão da torre.

Há outras duas opções consideradas no regulamento, mas estas caberão ao consumidor: colocar ele próprio um filtro em seu TV ou receptor digital, ou mudar de endereço. Em qualquer situação, vale a premissa de que o serviço fornecido há mais tempo tem prioridade, ou seja, se você já recebia em casa sinal de TV aberta antes de ser instalada a rede de celular, a operadora terá que solucionar o problema.

Para quem quiser saber mais detalhes, o site Tela Viva traz boas análises sobre a questão – que não é urgente, do ponto de vista do usuário, mas que precisa ser resolvida o quanto antes, pois pode se transformar num problemão mais à frente.

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Áudio analógico é melhor que digital?

Sei que a maioria dos leitores irá responder que sim: áudio analógico – supostamente sem compressão – é mais fiel ao sinal original e, portanto, tem melhor qualidade. Também pensava assim, até ler um pequeno artigo publicado no site americano Residential Systems, sobre um evento ocorrido há dias em Nova York: High Resolution Audio Listening Experience. Ali, profissionais da área e jornalistas especializados se reuniram para ouvir demonstrações do que foi denominado HRA (High-Resolution Audio), que já comentamos aquiaqui.

O que mais me chamou a atenção foram as explicações de Frank Filipetti. Sabem quem é? Veterano engenheiro de áudio e produtor musical que tem no currículo três prêmios Grammy e trabalhos com artistas como Frank Zappa, James Taylor, Barbra Streisand, Elton John, Luciano Pavarotti e George Michael, entre outros (aqui, sua discografia completa). Pois Filipetti não quis deixar dúvidas: “Quem diz que o som analógico é melhor é porque não esteve no estúdio de gravação”, sentenciou, para espanto dos seus colegas presentes.

Sabe-se que Filipetti foi um dos primeiros produtores a adotar as tecnologias digitais de gravação de áudio; já produziu vários DVDs de shows com áudio 5.1 canais, além de ter gravado musicais da Broadway, também premiados. Mas o cidadão usou até palavrões para se referir à música analógica, garantindo que “nunca antes o consumidor teve a chance de ouvir música melhor do que hoje”!!!

Bem, acho que, pelo menos por enquanto, não dá para discutir com mr. Filipetti. É bom lembrar que o evento foi organizado pela associação das gravadoras americanas e pelo DEG (Digital Entertainment Group), entidades que vêm defendendo ardorosamente a adoção do HRA pelos consumidores. Como ainda não ouvi nenhuma gravação desse tipo, prefiro me calar, por ora. Ou Filipetti está sendo muito bem pago para dizer o que disse ou, quem sabe, seus ouvidos já não estejam em grande forma.

Ou talvez ele tenha mesmo razão!

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A disputa entre Sky e Globosat

Deu na Folha de São Paulo: a operadora Sky e a programadora Globosat não estão se entendendo para renovação de seu atual contrato. Diz a colunista Keila Jimenez que a Sky pede uma redução no valor mensal, estimado em R$ 60 milhões, para poder ajustar os preços de seus pacotes ao públicos das classes C e D. Oficialmente, claro, as empresas não se manifestam, mas esse tipo de negociação – que no caso já dura três meses – costuma ser um cabo de guerra. A Globosat é a marca mais valorizada do segmento, e se aceitar um valor mais baixo certamente terá que renegociar também com as outras operadoras. Mas não pode ignorar os 5,2 milhões de assinantes da Sky (quase 30% do mercado), que em números absolutos é a operadora que mais vem crescendo.

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Enfim, um padrão para os TVs 4K

4K Toshiba L8400-580-90A CEA (Consumer Electronics Association) anunciou na semana passada uma lista de normas voluntárias para os fabricantes de TVs Ultra-HD. “Voluntárias”, no caso, significa que são apenas sugestões, não exigências. Mas, de qualquer modo, a entidade – que representa mais de 3 mil empresas, de vários países – promete fazer valer seu poder de, digamos, convencimento. Um comitê de vídeo formado pela CEA chegou à conclusão de que a padronização é imprescindível para que a tecnologia UHD seja o sucesso que a indústria espera.

Basicamente, o documento Ultra High-Definition Display Characteristics V2 (o vol. 1 havia sido apresentado em 2012) lista uma série de recursos e funções que todo televisor 4K fabricado a partir de setembro deverá ter. Inclui itens ligados à fabricação, mas também a ajustes e procedimentos de instalação, que naturalmente cabem a quem adquire o produto. Exemplo: os TVs a partir de agora devem ser compatíveis com o padrão 60P, que identifica a chamada “taxa de quadros” (em inglês, frames per second, ou simplesmente fps). Filmes e vídeos são produzidos e/ou masterizados em 60, 30 ou 24fps; os de 60P são os que exibem melhor imagem; para reproduzir esses sinais, o TV precisa ser equipado com um decodificador HEVC, que está bem explicado neste artigo.

Outras características importantes incluídas no documento da CEA:

*Todo TV 4K deve ter pelo menos uma entrada HDMI com código atualizado de proteção anticópia (HDCP);

*As entradas de vídeo devem ser compatíveis com a colorimetria 2.160p, que garante a máxima fidelidade nas cores (também atualizável);

*O TV precisa ter capacidade de reproduzir também sinal da internet com a resolução original de 3.840 x 2.160 pixels;

*E também ser capaz de receber e reproduzir áudio multicanal;

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Tecnologia na Copa foi (quase) um golaço

Para o pessoal do sofá, a Copa 2014 foi (está sendo) uma agradável surpresa. Além de ótimos jogos, belos gols e muita emoção, a intensa cobertura da televisão não está deixando passar nada. Nem mesmo as gafes (como esta do canal Band Sports) e os momentos cômicos (como a semiqueda do técnico argentino); sem falar, claro, dos choros e da violência, como a que vitimou nosso Neymar. Tudo exibido nos mínimos detalhes, com imagens cristalinas, mais ainda para quem teve o privilégio de ver os jogos transmitidos em Ultra-HD.

A meu ver, esta Copa estabelece um novo padrão de qualidade, tanto dentro quanto fora do campo. Diz o jornalista holandês Simon Kupers, que escreve para o Financial Times, da Inglaterra, que o bom nível das partidas tem a ver com o fato de que, nos últimos anos, o futebol se transformou na maior atração da televisão mundial. A transmissão ao vivo dos principais campeonatos europeus – onde estão os melhores times – cresceu em audiência, elevando o padrão de referência das torcidas. E os jogadores estão respondendo em campo. Entre ver na TV um jogo do campeonato brasileiro e um, digamos, da Premier League inglesa, muitos fãs do esporte optam pela segunda alternativa; naturalmente, isso não vale para os torcedores fanáticos, mas essa é outra discussão.

Kupers, aliás, escreveu na semana passada uma bela crônica sobre a Copa, após passar por várias cidades brasileiras, e empolgou-se a ponto de afirmar que “o Brasil já ganhou a Copa” – referência, é claro, não ao futebol da seleção, mas ao clima que se criou no país para receber os estrangeiros. Seu texto, cuja tradução pode ser lida aqui, é uma boa reflexão sobre a função social do futebol, especialmente no Brasil. Vale a pena ler.

Voltando à tecnologia, a Copa no Brasil só não merece nota 10 porque, nos estádios e nos centros de imprensa, pelos relatos disponíveis, a coisa foi feia. Conexões sofríveis (mais do que o habitual), quedas de sinal e até brigas foram constantes. Nenhuma surpresa. Se quase nada foi feito para melhorar a infraestrutura de telecomunicações, até pelos desentendimentos entre órgãos e empresas responsáveis, ninguém poderia esperar algo diferente.

Não importa quem seja o campeão, pode-se concluir que a Copa vai deixar saudades. As prometidas obras de mobilidade foram abandonadas a meio caminho e as redes de comunicação não suportaram a demanda, ou seja, pouca coisa vai sobrar para os brasileiros a partir de segunda-feira. Mas foi uma festa, mesmo assim. As imagens alegres e coloridas registradas em alta definição, que certamente ainda iremos rever dezenas de vezes, é que acabam sendo, enfim, o grande legado da Copa.

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Tablets OLED estão a caminho

Galaxy-Tab-S10-5 OLEDEm sua insana busca de superar a Apple, a Samsung está prestes a conseguir um feito: entregar ao mercado um tablet superior ao iPad. Pelo menos, é o que dizem vários sites internacionais especializados, ao anunciar os novos Galaxy Tab S, de 8,4″ e 10,5″. Ambos começaram a chegar às lojas dos EUA e dos principais países europeus no início de junho. E marcam a introdução no segmento dos displays AMOLED, já usados em alguns smartphones, só que agora numa versão mais avançada (nome comercial: Super AMOLED).

Ambos são derivados dos OLEDs, displays construídos a partir de diodos feitos de material orgânico que emitem a própria luz. AMOLEDs são displays OLED do tipo matriz ativa, em que uma camada de filme condutor de energia é aplicada para aumentar a velocidade de ativação dos pixels. Nesse aspecto, são cerca de mil vezes mais rápidos que os LCDs. Mas, até agora, só eram fabricados em tamanhos pequenos, abastecendo o enorme mercado de smartphones.

A aposta da Samsung é usar os Super AMOLEDs nessa nova linha de tablets. O site mais respeitado do mundo na matéria, DisplayMate, após realizar mais um de seus famosos e detalhadíssimos shootouts (comparativos entre displays), os classifica como os melhores já produzidos até hoje (vejam aqui). Tempos atrás, o mesmo site comparou cinco tablets com display LCD e concluiu que nenhum deles superava o iPad (neste link). Vamos ver agora qual será a resposta da Apple.

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Mais um jogo da Copa em 4K

DSC00452Nesta sexta-feira, aconteceu a segunda transmissão de um jogo da Copa do Mundo em 4K, pela Globosat, via SporTV (a primeira havia sido no dia 28 – confiram aqui). Pudemos assim conferir de perto mais detalhes dessa tecnologia, utilizando em nossa sala de testes um TV LG de 79 polegadas com capacidade de recepção em 60P (os TVs convencionais utilizam taxa de quadros de 30P).

No jogo Alemanha 1 x França 0, nossa equipe observou melhor a questão dos chamados artifacts (“artifícios de vídeo”), comuns no sinal digital. Toda vez que é usada compressão de sinal, esse problema é perceptível quando se aproxima os olhos da tela. Parte da imagem oscila, com ligeira alteração de cores (nas tomadas do gramado, é mais fácil observar). O conversor fornecido pela Net para assistirmos a essa transmissão utiliza o melhor software de compressão da atualidade, o chamado HEVC (High-Eficiency Video Codec), também conhecido como H.265. No entanto, a quantidade de pixels (mais de 8 milhões) é tão grande que nem esse software evita as oscilações.

Mas é importante destacar que essa “deficiência” não pode ser vista a partir de certa distância. Assistindo ao jogo a 3 ou 4m do TV, a sensação de profundidade é tamanha que esse detalhe nem é notado. Confiram neste vídeo.

Nos próximos dias, faremos mais testes com os sinais gravados dos dois jogos em 4K até agora (o terceiro será a grande final, no próximo domingo, dia 13). E relataremos aqui neste blog.

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Transmitindo em 4K, sem fio

qualcomm 4K mobileNo segundo semestre do ano que vem, já teremos no mercado internacional os primeiros smartphones e tablets capazes de transmitir imagens em 4K. É o que promete a Qualcomm, um dos maiores fabricantes de chips, após adquirir o controle da Wilocity. Essa pequena empresa de origem israelense, fundada em 2007, ganhou fama ao lançar o padrão WiGig de conexão sem fio. Entre os diversos existentes, é o padrão que oferece maior velocidade de transferência de dados (na faixa entre 6 e 7 Gigabits por segundo).

Segundo a Qualcomm, a próxima geração de chips Snapdragon, específica para dispositivos móveis, passa agora a incluir essa tecnologia. Como a Qualcomm fornece chips para boa parte dos fabricantes, a conclusão é que logo a novidade estará incorporada aos aparelhos (a previsão para o segundo semestre de 2015 é de Cormac Conroy, vice-presidente da empresa, segundo o site PC World).

Talvez seja prematuro afirmar, mas se a indústria realmente adotar o WiGig estaremos próximos do fim da necessidade de cabos para comunicação entre aparelhos portáteis. Sua velocidade de transmissão é seis vezes mais alta que a do Wi-Fi a/c; e, segundo a Qualcomm, ideal para transmitir conteúdos em Ultra-HD, por exemplo, do smartphone para o TV. Conroy deu até um exemplo: que tal captar o sinal 4K da Netflix pelo celular e assisti-lo na tela grande?

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Samsung também abandona o plasma

plasmaNão se pode dizer que seja uma surpresa, mas nesta terça-feira a Samsung SDI – que fabrica componentes para TVs e outros aparelhos eletrônicos – anunciou em Seul que irá interromper a produção de painéis de plasma a partir de novembro. Depois da Panasonic, maior fabricante do mundo, ter tomado a mesma decisão no final do ano passado, analistas de mercado aguardam agora um comunicado da LG no mesmo sentido, para decretar o fim dessa tecnologia.

As duas empresas coreanas, que lideram hoje o mercado de televisores, também vêm sofrendo prejuízos com suas divisões de plasma. Esse tipo de TV representa menos de 5% das vendas mundiais. Segundo a agência de notícias Yonhap, de Seul, a mesma fábrica da SDI que até agora vinha produzindo esses painéis será adaptada para aumentar a produção de baterias para câmeras e celulares, um segmento em plena expansão.

Na terça-feira, logo após a divulgação da notícia, as ações da SDI na bolsa local subiram 3,7%, numa amostra de que o mercado em geral apoia a medida. “Eles agiram certo”, comentou um analista de mercado citado pela agência. “Vão poder se concentrar no LCD e, além disso, ganharão mais dinheiro com a venda de baterias.”

Mais uma triste notícia para “comemorar” o aniversário de 50 anos do plasma.

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Google lança seu TV. De novo.

Android_TVÉ a quinta tentativa, vamos ver se dá certo. A Google anunciou na semana passada sua entrada no segmento de TV com o Android TV. Ao contrário das vezes anteriores, porém, a empresa não está lançando um “aparelho”, mas sim um conceito, esperando contar com a adesão de grandes fabricantes. A ideia é convencer os usuários de tablets e smartphones Android a darem um passo adiante, transferindo parte dos recursos para uma tela maior.

O plano, apresentado na convenção de desenvolvedores Android, é produzir um televisor acionado via controles de videogame, cujos botões sejam tudo que o usuário necessita para navegar pela internet, aplicativos e canais de TV. A esses profissionais foi apresentado um desenho básico de como devem ser os apps, adaptados ao menu Android do TV. Na tela, haverá espaço para digitação de textos, acesso às redes, busca por assuntos etc., com a inclusão de comandos de voz (os controles virão equipados com microfones). Tudo deve ser descomplicado e “amigável”, como definiu o diretor de engenharia do Android, Chris McKillop: “Quando a pessoa senta no sofá, perde 20 pontos de QI: não quer pensar, não quer usar computador, quer que o TV seja seu computador”.

OK, pode ser verdade. Mas a Google tem um problema, como bem lembrou um colunista do The Wall Street Journal: já foram tantas suas tentativas mal sucedidas (confiram aqui) que essa nova receita já nasce com alto grau de descrédito. Quatro anos atrás, quando surgiu o Google TV (lembram-se?), o hábito dos TVs smart ainda era incipiente. Hoje, todos os principais fabricantes possuem plataformas próprias. Por que abririam mão delas para se tornarem google-dependentes?

Respostas até agosto, quando a Google pretende ter nas lojas televisores com a marca Android TV.

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Caixas embutidas (e invisíveis)

sonance

 

 

 

Esta pode ser uma dica interessante para instaladores de sistemas de áudio e/ou home theater, e também para os fabricantes nacionais de caixas acústicas. Encontrei no site CE Pro a descrição do trabalho de uma empresa chamada TruFig, com sede na Califórnia, que pertence ao mesmo grupo da Sonance, fabricante de caixas acústicas de embutir. A TruFig desenvolveu um sistema de montagem de caixas no teto em que a face frontal da caixa praticamente desaparece (vejam neste vídeo). Após a passagem do gesso, faz-se um delicado corte na área onde está a caixa, que pode inclusive ser pintada na cor desejada. O mesmo esquema pode ser utilizado em outros tipos de superfície, como madeira e pedra.

Quem sabe alguém não se dispõe a fazer algo do gênero no Brasil.

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4K ao vivo: primeiras impressões

Ainda vamos realizar mais testes, mas as primeiras imagens que pudemos ver em 4K em nossa sala de testes – geradas pela Globosat, via SporTV, no último sábado – foram impressionantes. Como havíamos informado, a operadora comprou os direitos da Fifa para levar ao ar três jogos em 4K, todos realizados no Maracanã, já que sua unidade móvel está no Rio de Janeiro. Do estádio, técnicos da Sony captam as imagens e as enviam, por rede de fibra óptica, à central da Globosat, de onde o sinal é repassado às operadoras. A Net, por exemplo, realizou no sábado, durante a transmissão de Colombia 2 x Uruguai 0, eventos em algumas cidades para mostrar a inovação a convidados. O mesmo deverá acontecer na próxima sexta-feira, no jogo França x Alemanha, e na grande final da Copa, dia 13.

Em nossa sala, captamos o sinal usando um decoder cedido pela Net, que foi ligado a um TV LG 4K de 79 polegadas, com processamento 60P (60 quadros por segundo), que estamos avaliando para a próxima edição da revista HOME THEATER & CASA DIGITAL. A taxa (frame-rate) de 60P é compatível com a qualidade da transmissão encomendada pela Fifa; a maioria dos TVs 4K já lançados trabalham com taxa de 30P. Significa que conseguimos ver imagens muito mais naturais e fluidas, especialmente nas cenas movimentadas como as de um jogo de futebol.

A uma distância de aproximadamente 4m da tela, a sensação de envolvimento – com as luzes apagadas – é quase total. Mais de perto, surge certo desconforto pelo fato dos olhos tentarem acompanhar a ação numa área de visão maior – é o já conhecido fenômeno first-row (“primeira fila”), comum nos cinemas. Mesmo numa distância maior (chegamos a 6m), o detalhamento da imagem se mantém.

Aguardem as cenas dos próximos capítulos, digo, posts.

 

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