Internet vs TV: uma nova pesquisa

Como faz todo início de ano, a CEA (Consumer Electronics Association), que representa mais de 2 mil empresas do setor, divulgou recentemente um estudo sobre o mercado de eletrônicos. Só que desta vez virou o foco para as mudanças de comportamento dos consumidores americanos, que servem como referência para os de outros países (embora não sejam exatamente iguais).

A pesquisa (leiam a notícia aqui) é mais uma a indicar que não, não é bem assim, a internet não está “matando” as outras mídias, como alguns anunciam. Ao contrário, em certo sentido o avanço das chamadas “novas mídias” até reforça as tradicionais, já que tudo – ou quase tudo – gira em torno do consumo de conteúdo. Mudam, sim, as formas de acesso, e claro que atualmente muita gente procura seus conteúdos preferidos através de dispositivos móveis, o que por si só já pode ser considerado uma revolução.

Mas vejam só: diz o estudo Video Content Discovery and Purchasing Trends, da CEA, que 79% dos adultos americanos acessam conteúdos de vídeo – filmes, shows, séries, esportes, documentários etc. – nos canais de televisão, aberta ou fechada. Mais: 77% ainda preferem ver filmes em discos DVD ou Blu-ray, contra 24% que aceitam pagar para assisti-los via streaming (tipo Netflix) ou download. Outro dado interessante: 50%, quando querem ver um filme ou série, procuram nas emissoras, e apenas 27% fazem a busca em sites (aliás, sites das próprias emissoras).

Esses números batem com outros, divulgados há mais tempo (estou procurando as atualizações), que indicam que a maior parte dos conteúdos acessados e compartilhados na internet, inclusive via redes sociais, tem origem na chamada “grande mídia”: jornais e revistas de maior circulação, rádios e TVs de grande audiência, ou os veículos mais tradicionais. Exatamente os principais responsáveis pela produção de conteúdo.

Sempre que surge esse assunto, lembro como tem sido a evolução da tecnologia e das comunicações ao longo das décadas (quando falamos em meios eletrônicos, é coisa de não mais do que 100 anos). Quando surgiu o cinema, temia-se que fosse “matar” o teatro; quando inventaram a televisão, o pessoal do cinema entrou em pânico; mais tarde, quando veio o videocassete (e com ele a possibilidade de assistir a filmes em fita magnética), o temor era de que isso acabaria com a audiência das emissoras. O mesmo se dá agora com a internet.

Continuo achando que nossa garotinha de 25 anos de idade não vai matar ninguém; apenas quer (aliás, precisa) conviver harmoniosamente com seus irmãos e primos que chegaram antes.

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CDs e DVDs em alta. Acredite.

Há quanto tempo você não compra um CD? E um DVD? Blu-ray, talvez? Como todo mundo sabe, o mercado de discos despencou no mundo inteiro nos últimos anos, superado pela avalanche dos downloads e do streaming. Como explicar, então, que uma empresa brasileira criada em 2002 justamente para produzir discos tenha aumentado mais de vinte vezes seu faturamento nesse período?

IMG_7941A empresa chama-se Ponto 4 Digital, e acaba de inaugurar, em São Paulo, uma moderna fábrica com capacidade para produzir 4,5 milhões de discos por mês (foto). “O mercado cresce fora do segmento musical”, explica Fabio Pereira, um dos sócios da empresa, que espera faturar este ano entre R$ 30 e $40 milhões. “O segmento educacional é hoje o mais forte, incluindo as grandes redes de ensino, escolas de idiomas e universidades, além do governo”, diz ele.

Numa escola moderna, a distribuição de livros impressos é uma prática que aos poucos vai caindo em desuso, substituída pelos discos digitais. O mesmo ocorre em grandes empresas que precisam treinar seus funcionários. Pereira e seus sócios descobriram, anos atrás, que a crise no mercado de discos tornou ociosas milhares de máquinas que eram usadas na Europa. Equipamentos que chegavam a custar US$ 2 milhões hoje podem ser adquiridos por US$ 30 ou 40 mil.

Aqui, como se vê, essas máquinas têm muita utilidade. Estão ajudando a construir um novo segmento de mercado.

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Imagens 4K, em eventos ao vivo

awarhorse1Uma experiência inédita foi realizada no último fim de semana em Londres. Enquanto uma peça era apresentada no teatro New London, a poucos quarteirões de distância um cinema exibia em tempo real as imagens do espetáculo. A peça era War Horse (foto), baseada no mesmo livro que deu origem ao filme Cavalo de Guerra, de Steven Spielberg. As duas casas estavam lotadas. Não é propriamente uma novidade para os londrinos, que adoram teatro, mas desta vez as cenas foram captadas por seis câmeras 4K. As imagens que o público viu no cinema eram tão realistas que muitos saíram comentando que se sentiram como se estivessem no teatro.

A iniciativa foi da Sony, como parte de suas ações de marketing para promover a tecnologia 4K – muitas dessas ações acontecerão durante a Copa do Mundo, em junho. “Queremos fazer o mesmo durante alguns jogos do Mundial”, disse David McIntosh, diretor da área de cinema digital na empresa. A aposta é ambiciosa. Como patrocinadora do evento, a Sony precisa explorar ao máximo essa oportunidade que acontece a cada quatro anos. E a tecnologia Ultra-HD é um excelente trunfo.

McIntosh argumentou que determinados eventos atraem tanta gente que não há espaço físico para todos. “Estamos falando de democratização da cultura e dos conteúdos. Mesmo que você não possa ir a um show ou peça de teatro, assisti-lo numa tela de cinema em 4K nos faz sentir como se estivéssemos lá.”

O repórter Steve May, do site Tech Radar, assistiu à peça no cinema procurando a melhor posição de visualização. Seu relato é de que chegando mais próximo à tela a sensação de envolvimento é total. Como são várias câmeras trabalhando em conjunto, um bom diretor de imagens pode transformar a percepção de quem assiste. Quando há muitos detalhes de cenário, por exemplo, a exibição em vídeo (no caso, cinema digital) chega a superar a, digamos, presencial.

Mas há um porém: o áudio. Numa boa montagem teatral, a captação de som ao vivo envolve o espectador. Isso tem a ver com a acústica da sala e o processamento do sinal. Como ali a intenção era destacar a imagem 4K, o som, diz o repórter, deixou a desejar. De qualquer modo, pode estar surgindo um novo formato para os espetáculos ao vivo. Graças à tecnologia.

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Internet: 25 anos de liberdade

berners_leeMarço de 1989 é considerada oficialmente a data de “fundação” da internet. Foi quando o cientista inglês Tim Berners-Lee (foto) sintetizou num texto a proposta de criação de uma rede de computadores através da qual pesquisadores pudessem trocar informações científicas. Um ano depois, Lee ampliou o conceito, criando o gene do que viria a ser a world wide web.

Nesta terça-feira, quando a invenção de Lee comemorava 25 anos (na verdade, os estudos a respeito datam de 1969, como relato no livro Os Visionários, do qual Lee é um dos personagens), o jornal inglês The Guardian publicou extensa entrevista com o homem, que hoje batalha pela manutenção da web como um serviço livre e neutro. Entre outras coisas, Lee defende a criação de uma Magna Carta da internet, referência ao texto assinado na Inglaterra no ano 1215 pelo Rei John, que retirou o chamado “poder absoluto” dos reis.

“Os princípios de privacidade, liberdade de expressão e anonimato responsável devem ser garantidos de alguma maneira”, diz Lee. “Nossos direitos estão sendo desrespeitados cada vez mais, e meu medo é que nos acostumemos com isso”, comentou ele, que se coloca radicalmente contra os governos (como dos EUA e da própria Grã-Bretanha) que espionam seus cidadãos. “Se não tivermos uma internet livre e neutra, não teremos governos abertos, nem democracia, nem bons sistemas de saúde e diversidade cultural. Não é ingenuidade querer tudo isso. Ingenuidade é achar que podemos esperar sentados por essas coisas.”

Bem, aqui está o original da entrevista, em vídeo. Não resisto a comentar que, enquanto pessoas como Lee estão verdadeiramente preocupadas com os destinos da internet, em Brasilia grupos de políticos travam os trabalhos do Congresso e bloqueiam a votação do marco civil. Não porque discordam do texto, mas porque desejam negociar a aprovação ganhando mais cargos e verbas do governo. Para desgosto dos criadores da web, no Brasil a revolução dos últimos 25 anos tem gosto de dinheiro sujo.

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LG e Samsung: mais telas curvas

LG KoreaNesta terça-feira, a LG apresentou em Seul sua nova linha de TVs UHD e OLED para 2014; uma semana antes do Carnaval, o mesmo havia sido feito pela Samsung. Mais uma vez, as duas gigantes coreanas rivalizam na divulgação de seus lançamentos, alguns deles já mostrados na CES, em janeiro (detalhes aqui). E, em ambos os casos, as telas curvas ganham destaque.

“Esperamos que no futuro todos os nossos TVs sejam curvos”, comentou, com certo exagero, o vice-presidente da divisão de displays da Samsung, Kim Hyeon-seok. Mr. Kim falou em coreano, e suas declarações foram publicadas em inglês pela agência ET News; as traduções às vezes nos enganam. Mas, pelo que entendi, a Samsung pretende convencer seus clientes – inclusive no segmento B2B – que as telas curvas com resolução Ultra-HD são a melhor alternativa. “O olho humano é esférico e isso causa distorções quando vemos as coisas. A tela curva elimina essas distorções”, garantiu um dos auxiliares de mr. Kim citado pela agência.

samsung curveConfesso que nunca tinha ouvido esse explicação. Fato é que a Samsung exibiu TVs curvos de 55, 65, 78 e até 105 polegadas, todos incluindo um novo processador de vídeo chamado ADE (Auto Depth Enhancer) que, pela explicação traduzida, analisa em tempo real as imagens, identifica os objetos e o fundo das cenas e regula automaticamente a profundidade para otimizar o desempenho da tela curva.

Outra agência de notícias coreana, a Yonhap News, dá detalhes sobre a LG, que promete lançar este ano nada menos do que 16 TVs UHD, entre telas planas e curvas, OLED e LED. Curiosamente, o presidente da divisão de TVs do grupo, Ha Hyun-hwoi, admite que a empresa precisa reagir para brigar pela liderança do mercado mundial, ocupada pela Samsung, e também impedir que os fabricantes chineses avancem. A nova linha inclui modelos de 49, 55, 65, 77, 79 e 105 polegadas, e a estratégia será bem agressiva em termos de preço.

As duas empresas informaram que os produtos estarão à venda na Europa e nos EUA antes do meio do ano, ainda tentando aproveitar o interesse em torno da Copa do Mundo. Para o Brasil, nada confirmado por enquanto.

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Memórias parecem não ter limite

Enquanto no Japão anuncia-se um disco óptico com capacidade de até 1 Terabyte (chama-se Archival Disc), por aqui já estamos na casa de 3TB. Calma, estamos falando de coisas diferentes. Discos ópticos, como CDs, DVDs e Blu-rays, são feitos para leitura a laser, com muito maior sensibilidade e detalhamento do sinal. Os 3TB a que me refiro são os dos discos rígidos (hard-disc drives, ou simplesmente HDDs). No momento em que escrevo, essa é a máxima capacidade de memória desses dispositivos portáteis, que podem ser adquiridos em qualquer loja (existem modelos maiores, não portáteis).

Assim como falamos ontem dos pen-drives, que são dispositivos para uso ultraportátil (diria até “semidescartáveis”), os HDDs merecem atenção porque estão se tornando a cada dia mais necessários, dada a enorme quantidade de arquivos que as pessoas inventam de criar e copiar. Com os laptops aos poucos roubando o lugar que era dos computadores de mesa, é natural que os usuários queiram poupar seus HDs internos. Aumentar a memória de um notebook é tão caro e trabalhoso que, na maioria dos casos, não vale a pena. Por isso, os HDDs acabam sendo a companhia ideal para quem precisa de portabilidade.

canvio-3-20121A filial brasileira da T.A.I.S. (Toshiba America Information Systems), por exemplo, está lançado o Canvio Basics 3.0, HD externo que vem concorrer com marcas como Samsung, Iomega, LaCie, Seagate, WD e outras. O “3.0″ refere-se ao conector USB mais veloz e, segundo o fabricante, o aparelho possui um sensor interno antichoque para proteger os dados em caso de acidente. A versão de maior capacidade tem memória de 2TB, mas há ainda as de 1,5TB, 1TB e 500GB; nesta, ainda de acordo com a Toshiba, cabem 142 mil fotos, 131 mil músicas e 410 vídeos (não estão especificados a duração nem os formatos de gravação desses arquivos).

Fica então a dica. Até quando a memória acabar…

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O fantástico mundo dos apps

Logietch-Harmony-Link-1-e1316539686771“Já é possível eliminar o controle remoto”?, pergunta o site CE Pro, dirigido a profissionais de áudio, vídeo e automação. E a resposta é: sim. Graças à evolução do software e à criação de uma infinidade de aplicativos, qualquer pessoa pode hoje dispensar seu velho companheiro de sofá (dica: melhor não jogar fora, deixe guardado numa gaveta para possíveis emergências).

Os apps, lançados por quase todos os fabricantes, podem ser baixados num tablet ou smartphone, de tal forma que este passa a ser o único controle usado na casa. Parece ótimo, não? Menos, menos. De tanto ouvir seus clientes dizerem que não queriam mais controle algum, já que tudo poderia ser embutido num único aparelho, um projetista de nome Leon Shaw, da empresa AudioAdvice, de Raleigh (Carolina do Norte), decidiu tirar a prova. Guardou todos os controles que tinha em casa, inclusive o “super” que havia programado pacientemente para aprender as funções dos demais, e ficou alguns dias tentando usar apenas seu tablet.

O relato de Shaw pode ser decepcionante para os adeptos do faça-você-mesmo. Primeira descoberta: nem todos os apps são automáticos, ou seja, não ligam o aparelho; há casos em que é preciso ir até o painel e fazê-lo manualmente, coisa que irrita qualquer usuário acostumado com controles. Segunda descoberta: por mais que pareçam amigáveis, como se costuma dizer, as telas dos tablets (Shaw diz que experimentou vários) são mais difíceis de acionar que as de um controle; este, além de tudo, ainda oferece teclas físicas, justamente para essas emergências.

Terceiro ponto (e a meu ver o mais grave): baixar vários apps num tablet ou smartphone é quase como utilizar vários aparelhos ao mesmo tempo; no caso, faz lembrar aquelas situações em que é preciso acionar os controles que se amontoam sobre o sofá ou a mesa de centro. As telas dos aplicativos possuem layouts diversos, anulando a maior vantagem de um controle, que é o acionamento intuitivo. E há o tempo que cada app leva para se comunicar com o respectivo aparelho para o qual, afinal, foi criado!

Por fim, Shaw se convenceu de que nada supera a comodidade de ter um único controle remoto, devidamente programado para acionar o máximo possível de aparelhos com o mínimo possível de comandos. Sim, programar corretamente um controle é trabalho para profissionais, que devem ser pagos por isso. É o que Shaw tem dito a seus clientes. Quem quiser, claro, pode baixar seus apps e tentar usá-los. Mas é bom estar preparado para algumas surpresas nada agradáveis.

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Seu futuro num pen-drive. Ou quase.

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Todo mundo que usa ou já usou um pen-drive deve ter passado pelo aborrecimento de constatar que os dados salvos ali por algum motivo não são aceitos pelo computador, projetor ou outros aparelhos de reprodução. Alguns, como eu, têm coleções de pen-drives, de procedências diversas, que às vezes “decidem” não cooperar. Mas receio que esse seja o nosso futuro: depender daquele pedacinho de plástico com um chip dentro.

Pelo menos, é isso que deu a entender a Google ao lançar o Chromecast, minúsculo acessório que serve para fazer streaming via redes Wi-Fi e jogar o conteúdo num display. Em vez do tradicional USB dos pen-drives, o Chromecast possui conector HDMI para permitir a transferência de áudio e vídeo de alta definição.

Roku_2Pois agora a Roku, dona de um dos serviços de streaming mais utilizados pelos americanos, está lançando seu streaming stick, um quase-pen-drive semelhante ao da Google, só que com os dois tipos de conector: USB e HDMI. Ao plugar o Roku stick, o usuário ganha acesso a uma série de serviços de áudio e vídeo, incluindo Netflix, Hulu, YouTube etc., comandando tudo com seu smartphone ou tablet.

 

Cada “brinquedinho” desses custa entre 30 e 50 dólares nos EUA, ou seja, vão virar febre. Mais um pedacinho de plástico para as pessoas se divertirem.

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Normas técnicas em discussão

No próximo dia 18, começa em São Paulo a quarta edição do Programa de Certificação Home Expert, que iniciamos em 2011. Será mais uma série de encontros técnicos entre novos profissionais do mercado de sistemas eletrônicos residenciais (e alguns de outros segmentos que estão de olho num upgrade) e nossa equipe de instrutores. Já temos um belo grupo de quase 40 inscritos, e é provável que esse número aumente nas próximas semanas (a inscrição pode ser feita a qualquer tempo, no homexpert.com.br.

Desde a primeira edição, já foram certificados cerca de 100 profissionais, e este ano, como sempre, uma das preocupações dos instrutores será reforçar a questão das normas técnicas existentes, algo que infelizmente nem todos os profissionais em atividade respeitam. Poucos se dão ao trabalho de consultar as publicações da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) ou do InMetro/ConMetro (Instituto e Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), que elaboram normas para todos os setores da atividade industrial. Essas normas têm força de lei na área de projetos e serviços.

Refiro-me ao assunto após a notícia de que Infocomm está trazendo ao Brasil suas normas para o segmento audiovisual, já consagradas nos EUA e em alguns outros países. São normas derivadas dos padrões ANSI (American National Standards Institute), entidade que em 2008 credenciou a Infocomm do “desenvolvedora de padrões” para esse setor. Segundo me disse Nelson Baumgratz, responsável pela filial brasileira da Infocomm, essas normas não têm paralelo no Brasil. Seu trabalho, neste momento, é divulgá-las entre os profissionais e procurar outras entidades, inclusive a própria ABNT, visando oficializá-las.

Nesta terça-feira, haverá em São Paulo um primeiro encontro nesse sentido. Discutir e entender as normas é imprescindível para todo profissional. Por ora, as da Infocomm não são impositivas – precisam ser endossadas pela ABNT e homologadas pelo ConMetro. Não há o risco, por exemplo, de alguém ser processado pelo cliente caso se descubra que seu projeto não seguiu essas recomendações. Mas isso tende a mudar, já que o país não tem normas equivalentes. E, mesmo que não haja imposição por lei, todo profissional sério e responsável deve usar normas técnicas como referência.

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Guarda de rua que vê tudo

monitoramentoDez entre dez integradores de sistemas de automação residencial contam que segurança é a preocupação número um dos usuários. Não é para menos, considerando o país (e os tempos) em que vivemos. Com um vasto mercado a explorar, fabricantes e desenvolvedores têm que ser ágeis e criativos. O exemplo ao lado nos foi enviado pela assessoria da empresa sueca Axis, cuja filial brasileira deve encontrar aqui mais oportunidades de negócio do que em seu tranquilo país de origem.

Fundada em 1984, a Axis produz equipamentos de vídeo para vigilância e monitoramento. Um de seus integradores nos EUA, numa cidade chamada Glenwood, relatou a solução encontrada para monitorar vários pontos de um bairro com baixo custo e fácil controle. Chama-se SkyWatch e pode-se ver como funciona na foto: um conjunto de câmeras HD do tipo PTZ (pan-tilt-zoom), que podem ser movimentadas em 360 graus via controle remoto, fixadas no alto de um mastro com quase 10m de altura.

As imagens captadas, diz a Axis, são armazenadas num servidor instalado na própria unidade móvel e transmitidas – via antena Wi-Fi – para laptops e tablets localizados em outros pontos do bairro (por exemplo, em viaturas policiais que circulam pela região). Os “homens da lei” têm, portanto, a possibilidade de acompanhar visualmente qualquer movimento suspeito, ou monitorar eventos ou locais onde haja grande afluxo de pessoas. Se quiserem, podem até acionar um sistemas de luzes e/ou sirenes, também a distância.

Fica aí a dica: segurança, ainda mais quando planejada e executada de forma inteligente, nunca é demais. Para quem quiser saber mais detalhes, este é o link.

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E agora, Bernardo?

Está armado o barraco entre os ministérios da Fazenda e das Comunicações, por causa do leilão da faixa de 700MHz para as operadoras de celular 4G, que já comentamos aqui, aqui e aqui. Os jornalistas Vera Magalhães e Julio Wiziack, da Folha de São Paulo, deram o furo nesta quinta-feira: o secretário do Tesouro, Arno Augustin, hoje a principal autoridade financeira do país, quer aumentar a arrecadação do governo com esse leilão. Até aí, nada de errado: essa é sua função. O problema é que Augustin escolheu uma péssima estratégia: desmoralizar o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que é (ou deveria ser) o responsável pelas decisões na área.

O clima ficou tão tenso após o vazamento da notícia que Bernardo teve de vir a público, visivelmente contrariado, para apresentar sua versão (teoricamente, a oficial): “O Tesouro não está interferindo”, disse ele, segundo o site especializado Teletime. “O Arno deixou claro que tem interesse que a arrecadação seja a melhor possível. Agora, a definição técnica do modelo de leilão está sendo feita pela Anatel, e não está pronta ainda”, garantiu Bernardo.

É uma trombada típica de um governo que trabalha sem planejamento. Para quem não sabe, Augustin – homem de confiança da presidente – é o mesmo funcionário que nos últimos anos vem adotando a chamada “contabilidade criativa” nos números divulgados pelo Ministério da Fazenda (o ministro faz apenas o papel de porta-voz). Uma boa receita com o leilão do 4G ajudaria demais o Tesouro, num momento de descrédito após tanta maquiagem.

Para quem não está familiarizado com o tema: a faixa de 700MHz foi reservada pela Anatel para comportar as futuras redes de telefonia 4G, e as operadoras estão contando com isso; a rede atual, na faixa de 2,5MHz, é precária. No momento, está sendo preparado o edital (obrigatório por lei) do leilão, marcado para agosto. É o documento que define quais freqüências serão leiloadas e as obrigações das empresas vencedoras. Entre as exigências técnicas, devem ser definidas as áreas de cobertura, os prazos, as metas de qualidade (aquelas que nunca são atendidas, mas que ainda assim precisam constar do edital) e as respectivas responsabilidades legais. No caso do 4G, será fundamental, por exemplo, definir claramente quem irá arcar com os custos da implantação das redes, que não poderão causar interferências sobre os canais de TV digital, como temem as emissoras.

A idéia do secretário do Tesouro é que essas obrigações podem ser, digamos, flexibilizadas. Com isso, as operadoras se sentirão mais atraídas e aceitarão pagar mais pelas licenças para uso das freqüências. E, como sabemos, flexibilização no atual governo é um conceito – desculpem o trocadilho – por demais elástico. A estimativa atual é de arrecadar cerca de R$ 6 bilhões no leilão, mas com exigências menos rígidas pode-se chegar a R$ 12 ou até R$ 15 bilhões.

O ministro Paulo Bernardo e sua equipe sabem os riscos envolvidos. Para se ter idéia, uma das propostas em estudo é destinar o bloco de freqüências mais lucrativas a uma única operadora, que ficaria liberada para aumentar as tarifas dos usuários que demandarem velocidades mais altas. Tudo ao contrário do que vêm pregando a Anatel e o próprio ministro.

É bom ficar atento aos próximos lances dessa queda-de-braço. Para boa parte do governo, a última das prioridades é a qualidade do serviço prestado ao consumidor. Este só tem o direito de pagar a conta.

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E o filme acabou em pizza…

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Ainda um pequeno comentário sobre a festa do Oscar. A foto ao lado mostra ninguém menos do que Meryl Streep, a maior atriz do cinema, fartando-se com um pedaço de pizza que lhe foi servido pela apresentadora do evento, Ellen DeGeneres. A televisão e a internet exibiram apenas de relance, mas algum fotógrafo mais esperto cravou o flagrante. Diz meu amigo Julio Cohen que o dono da rede de pizzarias está faturando alto após a inesperada promoção. Jamais pensou ter estrelas de Hollywood como seus garotos-propaganda.

article-2574147-1C10074700000578-276_634x426Nesta outra foto, jogadores da seleção brasileira carregam um garoto sul-africano de 7 anos, que invadiu o campo ao final do jogo desta quarta-feira. Sem querer, o menino virou celebridade, abraçado por seus ídolos. Teve sorte: retido pelos seguranças, foi “salvo” por Neymar, para surpresa de seu pai, que acompanhava tudo à beira do campo e para quem, agora, o filho é “o grande ídolo da África do Sul”.

 

Será tudo isso obra do acaso? Ou será que o marketing criativo é capaz de transformar até o acaso em vírus comercial?

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Dá para confiar no streaming?

ellenAinda a propósito da transmissão do Oscar no domingo à noite, alguns sites fizeram a “cobertura” em tempo real, com imagens da festa e comentários ao vivo. Dois queridos amigos experts em cinema, Miguel Barbieri Jr e Eliane Munhoz, por exemplo, acompanharam tudo em seus respectivos blogs e fizeram sucesso, com grande repercussão nas redes sociais. Entre sites internacionais, o Oscar foi, de longe, o grande campeão de audiência dos últimos meses.

Mas, se no Brasil o tema é para poucos (ainda mais este ano, quando teve que dividir as atenções com os desfiles de carnaval), nos EUA é tratado como megaevento. Como tal, nestes tempos online, acaba levando muita gente à internet para acompanhar a abertura de cada um daqueles envelopes. Não deu outra: as redes de banda larga travaram! Diz o site da ótima revista The Atlantic que poucos americanos conseguiram acessar os feeds, transformando o Oscar num evento “inassistível”.

Choveram reclamações no Twitter e no Facebook, enquanto mais de 1 bilhão de pessoas “normais” estavam assistindo tudo confortavelmente instalados em seus sofás. O site chegou a reproduzir tuítes irados de assinantes que não conseguiam receber o sinal estável. Sim, havia sites piratas com cobertura ao vivo, mas estes são difíceis de encontrar quando mais se precisa: o usuário em geral acaba “escravo” de algo (ou alguém…) que nem sabe onde está.

Tudo isso reflete a dura realidade de que a tal web TV, ou que nome se queira dar, ainda tem muito chão pela frente até se tornar, de fato, concorrente da televisão convencional. Já aconteceu outras vezes. Sempre que há um grande evento, e milhões de pessoas tentam acessá-lo ao mesmo tempo, as redes não suportam a demanda e acabam caindo. Sim, a emissora que pagou para ter o direito de transmitir o evento (no caso, a ABC) faz o possível para impedir que outros lhe roubem o sinal.

Mas, mesmo levando isso em conta, fica claro que vídeo online e eventos ao vivo são como água e óleo – não podem ser misturados. Pelo menos, não com a qualidade que o cinéfilo exige. Da próxima vez, muitos talvez prefiram ver um filme, em lugar de assistir à maior festa do cinema.

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Superconector: quais as vantagens

Untitled-1Acaba de chegar ao mercado brasileiro o primeiro receiver para home theater que traz o badalado conector HDBaseT. Trata-se do DTR-60.5, da marca japonesa Integra, distribuída pela Som Maior (mais detalhes aqui). É um lançamento importante porque significa – ou pode significar – uma mudança de paradigma na forma como são desenhados e executados os projetos de áudio, vídeo e redes.

Até o momento, pensava-se no padrão HDBaseT como solução específica para projetos grandes, principalmente em espaços corporativos, e que envolvam cabeamento estruturado. Recorro ao amigo e colaborador Vinicius Barbosa Lima para explicar melhor o assunto. Conectores HDBaseT podem trafegar simultaneamente até cinco tipos diferentes de sinal: áudio, vídeo, dados, comando e energia. E isso tudo utilizando os tradicionais cabos de rede, do tipo UTP (par trançado), com conector RJ45.

Eu disse “energia”? Sim, já é possível transmitir a alimentação elétrica dos equipamentos através de cabos comuns. É a tecnologia chamada POE (Power Over Ethernet). Para quem vai instalar, basta uma matriz de áudio/vídeo distribuindo os sinais pela casa, já que automação e comandos podem ser incorporados a esse aparelho.

A partir do momento em que se pode utilizar um receiver com HDBaseT, suponho – posso estar enganado, ainda não fizemos os testes – que tudo fique mais fácil ainda. Certamente, é um aparelho mais caro que os receivers “comuns”, mas a simplificação de todo o projeto deve justificar a escolha. E é claro que trata-se apenas do primeiro: outros fabricantes de receivers devem estar preparando soluções similares.

Fato é que, após tantos anos de hegemonia do HDMI, com inúmeras queixas quanto à compatibilidade entre fontes diferentes de sinal (receptores de TV paga são os campeões de falhas), surge a perspectiva de um outro padrão de conexão, mais completo. Esperemos que seja também mais confiável.

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Campeonato de marketing

oscarsA Samsung marcou um belíssimo gol na transmissão do Oscar, no último domingo. Diante de um público internacional estimado em mais de 1 bilhão de telespectadores, a apresentadora Ellen DeGeneres exibiu para as câmeras um smartphone Galaxy com o qual fotografava as diversas celebridades presentes à festa. A certa altura, reuniu várias delas para uma selfie, que acabou se tornando instantaneamente a imagem mais acessada nas redes sociais nos últimos anos (foto).

Selfie, para quem não sabe, é como são chamados os “autoretratos” captados com smartphones e que os autores em seguida jogam nas redes. Com a agilidade dos aparelhos atuais, milhões de selfies são divulgadas a todo momento. Mas nenhuma até hoje havia conseguido juntar, num único clique, nomes como Brad Pitt, Meryl Streep, Julia Roberts, Kevin Spacey, Jennifer Lawrence, Angelina Jolie etc. Patrocinadora do Oscar desde 2009, a empresa montou no salão de entrada do Dolby Theater, onde aconteceu a cerimônia deste ano, um videowall com nada menos do que 86 displays de vários tamanhos (TVs, tablets e smartphones) exibindo imagens dos filmes indicados.

Mas a ação não para aí. Nestes cinco anos, a Samsung já investiu US$ 24 milhões no patrocínio da transmissão do Oscar pela rede ABC, segundo a revista AdAge, especializada em publicidade. O que dá uma média de US$ 4,8 milhões por ano, ou seja, uma pechincha. Imaginem quanto custaria reunir aquele time de estrelas para um anúncio convencional…

Sacadas assim são notáveis, quando se pensa como é difícil hoje em dia para uma marca se diferenciar no mercado sem detonar todo o seu orçamento de marketing. Algo parecido está acontecendo neste momento aqui no Brasil. Impedida de associar sua imagem à Copa do Mundo (a concorrente Sony é um dos patrocinadores oficiais), a mesma Samsung decidiu se unir à CBF, patrocinando a seleção brasileira – que, por motivos óbvios, é a mais vista e comentada do evento. Resultado: seus anúncios podem exibir alguns dos principais jogadores brasileiros (Neymar é da Panasonic).

Outro gol de placa, em nome do marketing.

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Dependência do celular já é doença

Smartphone-addiction-blogComo seria a sua vida se não houvesse celular? A pergunta foi feita a usuários americanos, ingleses e italianos por pesquisadores da Nielsen. E a maioria respondeu que não faz a menor ideia. Aliás, que não saberia o que fazer sem essa maquininha que os acompanha diariamente. Conheço pessoas que dormem com o celular na cama, ligado, e outras que possuem dois ou até três aparelhos, carregando-os a todo lugar. Pois saibam que esse hábito está prestes a ser enquadrado na categoria das “doenças modernas”, ali pertinho do stress, da depressão e até da síndrome do pânico.

Não estou fazendo drama (vejam os detalhes aqui). “Não é que as pessoas estão usando celular por mais tempo”, resume o relatório. “Elas simplesmente não conseguem deixá-los de lado. Utilizam-nos várias vezes por dia, ainda que não haja necessidade”. Na média, americanos e italianos usam seu celular sete vezes por dia; ingleses, nove;

Os números da pesquisa são tão preocupantes que o site Venture Beat procurou especialistas para tentar entender o fenômeno. Um deles, Brad Shimmin, pesquisador de mídias sociais numa empresa de análise de mercado, comentou que a Nielsen nem deveria ter se dado ao trabalho de entrevistar os usuários. “Basta observá-los na rua, num restaurante, no metrô ou mesmo no sofá de suas casas, enquanto vêem TV”, diz Shimmin.  ”Eles interagem mais com seus celulares do que com as pessoas em volta”.

Já para especialistas em psicologia e entidades médicas, os “sintomas” são semelhantes aos de outros tipos de vício, como o do jogo, por exemplo. “Todo vício faz aumentar a tolerância a alguma substância, de tal forma que a pessoa sempre quer mais e mais”, explica David N. Greenfield, psicólogo e autor do livro Virtual Addiction: Help for Netheads, Cyber Freaks and Those Who Love Them, citado pelo site WebMD, que trata de problemas de saúde em geral. “No caso da internet, do email e agora do celular, funciona mais ou menos como as máquinas de jogos: você nunca sabe se vai receber uma mensagem agradável, por isso fica tentando várias vezes. É a busca contínua do prazer.”

Este site brasileiro, por sinal, dá uma lista de motivos pelos quais o celular (e mais ainda o smartphone) vicia. Mostra que 94% das pessoas (não sei onde foi feita essa pesquisa) simplesmente ficam doentes, ou mesmo em pânico, quando estão sem seu aparelho. Incrivelmente, lembra Shimmin, os celulares estão tornando os cidadãos mais conectados e, ao mesmo tempo, mais separados do que nunca.

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Vivendo, estudando e aprendendo

Apresentamos aqui, semanas atrás, uma lista de eventos de tecnologia que acontecerão este ano em São Paulo. Haverá também alguns em outras cidades (vejam abaixo), o que é ótimo. Devem acontecer outros, que não chegaram ao nosso conhecimento, mas tudo indica que empresas e profissionais estão despertando para a necessidade do aprendizado contínuo. Se na vida diária as atualizações são importantes, que dizer de quem trabalha no segmento de tecnologia?

Daqueles eventos citados, o primeiro será o Fórum Aureside, entre os dias 18 e 22 de março, que será organizado dentro da ISC, tradicional feira de equipamentos para segurança. A intenção é promover o link entre segurança e automação residencial e predial, duas coisas cada vez mais interligadas. Podem participar engenheiros, arquitetos, designers, projetistas, instaladores, síndicos, administradores de condomínios, técnicos de manutenção predial e qualquer profissional das áreas de energia, iluminação, telecom etc. Neste link, o programa do evento.

Sobre eventos em outras cidades, alguns destaques:

BITS South America – Feira de informática e telecom focada no segmento B2B. Porto Alegre, 13 a 15 de maio.

Powergrid Brasil – Feira e Congresso sobre tecnologia e equipamentos de controle de energia. Joinville, 16 a 19 de setembro.

CIT 2014 – Feira de informática e tecnologias voltadas para jogos eletrônicos. Rio de Janeiro, 5 a 7 de dezembro.

São esses, por enquanto. Se alguém quiser divulgar outros eventos semelhantes, a serem realizados em qualquer lugar do país este ano, é só nos enviar. Nos próximos dias, publicaremos uma lista atualizada de eventos no Exterior.

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Netflix vs Amazon: guerra de drones

drones

 

 

 

Como muitos dos leitores já devem saber, estamos na era dos drones. Não aqueles que alguns governos estão usando em guerras, mas drones de uma outra categoria, pacíficos. São brinquedinhos parecidos com os que muitas crianças já usam por aí e servem para, entre outras coisas, agilizar serviços de entrega. A primeira grande empresa a usá-los foi a Amazon, maior loja virtual do mundo.

Começou em dezembro, em algumas cidades americanas, e está se expandindo rapidamente. A ideia, anunciada em rede nacional de TV, é entregar as encomendas no mesmo dia (same-day delivery) em qualquer lugar – isso mesmo: qualquer lugar do mundo. Como conseguirão esse milagre, somente São Jeff Bezos deve saber.

O curioso é que, na disputa entre as empresas líderes em tecnologia, os drones – por mais que sejam eficientes – já estão sendo vistos como um atraso. Pelo menos para quem compra filmes, música e livros, que até outro dia representavam o maior faturamento da Amazon. Para ironizar a iniciativa, a Netflix – cujo negócio é vender conteúdos em vídeo – criou este clipe, que está circulando na internet. Num primor de síntese e edição, o vídeo mostra os “drones virtuais” da Netflix, que não entregam as encomendas no mesmo dia, mas no mesmo segundo!!!

Uma forma bem humorada de criticar a concorrente.

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O TV mais largo do mundo

LG-105-inch-105UB9Três metros e catorze centímetros: é quanto mede de largura o display 4K da LG de 105 polegadas, de uso comercial, que acaba de ser lançado nos EUA. Tínhamos visto o brinquedinho na CES, mas até então não havia expectativa de lançamento em tão curto espaço de tempo. A questão é que o padrão Ultra-HD está sendo tão badalado (e requisitado) que alguns fabricantes estão mudando suas estratégias a respeito.

Todo mundo sabe que produzir um bom TV UHD ainda custa caro, embora não tanto quanto um OLED (mais detalhes aqui). No Brasil, por exemplo, a diferença de preço entre as duas categorias (UHD e Full-HD) gira em torno de 60%. Não há muitas pessoas dispostas a pagar por isso, mas pelo que sabemos todos os lotes que os fabricantes vêm importando estão sendo vendidos em pouco tempo. O esforço logístico para distribuir e demonstrar um TV desses pelo país afora, depois entregar e instalar na casa do comprador, é considerável. Só se consegue fazê-lo em quantidades pequenas.

Mas são justamente esses aparelhos que garantem aos fabricantes as maiores margens de lucro. Qual seria então a saída? Vendê-los não aos usuários residenciais, mas ao chamado “mercado corporativo”. Costuma-se dizer genericamente “empresas”, mas esse segmento abrange um leque enorme: lojas, shoppings, órgãos públicos, estações de transporte, museus, hospitais, hotéis, escolas, auditórios, centros de convenções, enfim, todo espaço onde caiba uma tela grande e onde se exija boa visibilidade a distância.

Não é coincidência, portanto, que a LG esteja direcionando seu 105″ 4K superwide às aplicações comerciais, como confirma o próprio press-release distribuído pela empresa nesta terça-feira, nos EUA (lançou também um modelo de 98″, mas 16:9. Nem foi por acaso que o produto se destacou na Digital Signage Expo 2014, feira de equipamentos para sinalização digital realizada no início do mês em Las Vegas. Aliás, a Samsung também estava lá, com um modelo 4K de 110″, só que não superwide. Estavam também outros fabricantes de displays, não muito conhecidos do consumidor mas respeitadíssimos entre os profissionais da área.

Se cada grande empresa do planeta encomendar, digamos, 10 displays como esses, já teremos um mercado gigantesco. Somando os espaços listados acima, pode-se ver o potencial da tecnologia 4K – não para o consumidor, que este não tem o que assistir ainda, mas para outros tipos de usuário.

Em tempo: não foi confirmado, mas a previsão de preço para o TV de 105″ é em torno de US$ 150 mil (lá nos EUA).

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