Home Expert 2014 já começou

Nesta terça-feira, iniciamos os trabalhos do Programa de Certificação Home Expert, destinado a profissionais do mercado de áudio, vídeo e automação residencial e também aos que atuam em outros segmentos, mas pretendem investir em projetos e serviços relacionados. Como vem acontecendo há três anos (esta é a quarta edição do Programa), a ideia é fornecer conteúdo de base para quem está começando na área – leia-se: conteúdo imprescindível, pois sem essa base o profissional não chega a lugar nenhum.

Para quem não está familiarizado, convém lembrar que o Programa se estende ao longo de todo o ano, culminando com uma prova de avaliação, marcada para novembro. Além dos encontros presenciais (haverá mais três: em maio, julho e setembro), boa parte dos trabalhos acontece no mundo virtual. Através do site Home Expert, o participante pode acessar materiais complementares e tirar dúvidas com os instrutores. A ideia é que todos mantenham-se em regime de “aprendizado contínuo”, até porque a toda hora surgem novidades nas oito matérias abordadas – Áudio, Vídeo, Acústica, Elétrica, Redes e Novas Tecnologias, Marketing e Administração, Automação Residencial e Cabeamento.

O Programa é organizado pela revista HOME THEATER & CASA DIGITAL, com patrocínio das empresas Controllar e Epson, e apoio da Aureside e da SET. Bom aprendizado a todos.

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Tecnologia e segurança, juntas

Advance-security-system1Começa nesta quarta-feira, em São Paulo, a ISC Brasil 2014, feira e conferência internacional de segurança, setor que movimenta muito dinheiro e é grande gerador de empregos. Este ano, pela primeira vez foi aberto espaço para o Fórum Aureside de Novas Tecnologias de Automação, organizado pela Associação Brasileira de Automação Residencial. De um lado, a indústria de segurança cada vez mais se volta aos recursos tecnológicos, que aumentam a eficiência e a confiabilidade dos sistemas; de outro, as discussões sobre automação residencial e predial darão grande ênfase à questão da segurança pessoal e patrimonial. Por motivos óbvios.

Num momento particularmente crítico para o país em termos de segurança pública, é natural que mais pessoas e empresas se preocupem com o tema. Um estudo recente colocou sete cidades brasileiras entre as 30 mais violentas do mundo, à frente de ícones do gênero, como Bagdá, Beirute e Johannesburgo. Não é pouca coisa. A sensação de insegurança – e, pior, de que nada está sendo feito para reduzi-la – aumenta os níveis de stress e com certeza é responsável pelo baixíssimo grau de produtividade dos profissionais brasileiros.

Uma coisa é certa: esse clima favorece a indústria de equipamentos de segurança, muito requisitada nos últimos tempos. Na ISC, serão demonstrados aparelhos de última geração, como uma câmera antivandalismo! Isso mesmo: a empresa Axis anuncia um modelo para uso em ruas e praças, que seria “ultrarresistente a golpes”.

Para quem trabalha no ramo, feliz ou infelizmente, surgem também novas oportunidades através da tecnologia. No Fórum Aureside, poderemos ver como o sistema de segurança pode ser integrado ao de automação, em casas e edifícios, para otimizar a eficiência e aumentar a sensação de conforto. Fechaduras biométricas; microcâmeras IP (que podem ser monitoradas pela internet); controles de iluminação, alarmes e sensores acionados pelo celular ou tablet; e as chamadas tecnologias teleassistivas, que se prestam não apenas à segurança mas também ao acompanhamento e auxílio de pessoas com dificuldades de locomoção ou necessidades especiais – enfim, eis aí um novo (e enorme) mercado que se expande no país e no mundo.

Se os sistemas de entretenimento às vezes são definidos (a meu ver erroneamente) como “supérfluos”, ninguém jamais poderá dizer o mesmo das tecnologias voltadas à segurança.

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Brasileiros parecem satisfeitos

Protestos nas ruas e gritaria nas redes sociais podem fazer barulho, mas pelo menos no que se refere aos serviços de telecomunicações o consumidor brasileiro se diz satisfeito. A constatação, que parece contraditória, está numa pesquisa do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgada na semana passada e que ainda carece de melhores explicações. O IPEA criou a sigla SIPS para identificar esse tipo de trabalho: Sistema de Indicadores de Percepção Social. A ideia é aferir a percepção das pessoas quanto à qualidade dos serviços em geral – no caso, telefonia (fixa e celular), televisão (aberta e fechada) e internet.

À primeira vista, parece a história da sensação térmica: os termômetros marcam 30 graus, mas você sente 40!!! Se as operadoras ocupam, ao lado dos bancos, cartões de crédito e planos de saúde, a liderança nos índices de reclamações aos Procons, como a população pode se dizer satisfeita com os serviços? Fato é que, diz o IPEA, de 3.809 domicílios consultados em 212 municípios no ano passado, 26,6% possuem TV por assinatura e, desses, 87,1% avaliam o serviço como bom ou ótimo. Até aí, nenhuma surpresa: sabemos que a concorrência vem fazendo as operadoras aprimorarem seu trabalho. Mas, na telefonia fixa, o percentual é de 73%, também altíssimo. E, acreditem, 65% no caso do celular.

Uma explicação seria que a maioria das pessoas está usando menos telefone fixo. OK. Já no caso da telefonia móvel, (82,5%) da população utiliza celular pré-pago, modalidade em que as operadoras oferecem menos serviços. Bem, o IPEA é um órgão conceituado e, embora ligado ao governo federal, mantém uma tradição de independência em suas análises. Até hoje, quase todos os estudos do gênero, elaborados por empresas e entidades igualmente respeitadas, têm indicado que o Brasil está atrasadíssimo em matéria de telecom (vejam esta notícia). Esperemos que surjam mais dados, para esclarecer de onde vem tanta satisfação.

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Ao vivo, direto do espaço

koichiPara quem tem mais de 50 anos, deve ter sido como voltar no tempo. Em minha mente, retornaram imagens do dia 20 de julho de 1969, quando assistimos em casa ao vivo (logicamente num TV preto e branco, marca Invictus) à chegada do homem à lua. Agora, tudo foi em cores – e em alta definição. Quem não assistiu à inédita transmissão em tempo real do programa Live from Space, produzido pela National Geographic em conjunto com a Nasa, deve procurar as imagens na internet (este vídeo e este outro, mais longo, dão uma ideia da grandiosidade daqueles momentos).

Durante duas horas, pudemos ver os dois astronautas americanos a bordo da nave Soyuz dando voltas pelo planeta a mais de 30.000 quilômetros de distância, com direito a “closes” de alguns pontos – África do Sul, Itália, Japão, Estados Unidos. Os dois conversavam animadamente com a apresentadora Soledad O’Brien, da NatGeo, instalada num estúdio montado em Houston, na sede da Nasa. Pudemos ver os astronautas flutuando naquele ambiente com gravidade quase zero e contando sua experiência. Um deles, o nipoamericano Koichi Wakata (foto), estava ali havia dois meses e emocionou-se quando a nave passou sobre o Japão.

Os astronautas russos, numa cabine anexa, não foram mostrados, talvez pela dificuldade de montar equipamento de TV a bordo, ou porque a Nasa quis, mesmo, valorizar o feito de sua equipe. Não importa. Entre uma imagem e outra vinda lá de cima, pequenos documentários pré-gravados davam detalhes sobre o projeto. E, num requinte da tecnologia interativa atual, os astronautas até responderam perguntas feitas na hora pelos telespectadores, via Skype.

Enfim, um espetáculo histórico. Para ser lembrado até daqui a 50 anos.

Em tempo: este é o site da Nasa que exibe imagens em tempo real da missão espacial Soyuz. E aqui o site oficial do projeto.

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Vem aí uma nova guerra de preços?

Comentamos aqui anteontem sobre as novas linhas de TVs da LG e da Samsung, mostradas na Coreia, e eis que o Korea Daily, um dos principais jornais de Seul, informa que já está em execução uma estratégia das duas empresas para cortar os preços dos TVs 4K. No mercado americano, os cortes já começaram. O modelo Samsung de 55″ caiu de US$ 5.499 para US$ 2.999; o de 65″ passou de US$ 7.499 para US$ 4.499; e o LG de 55″ teve redução equivalente: de US$ 6.000 para US$ 3.499.

E por que esses cortes, quando os próprios fabricantes alegam que é justamente nos TVs 4K, mais caros, que estão as margens de lucro atualmente? Há duas razões: China e Sony. Segundo o jornal coreano, que cita pesquisas da NPD DisplaySearch, a fabricante japonesa lidera o segmento UHD com 23,4% de participação (dados do último trimestre de 2013), seguida pelas chinesas Skyworth e TCL, ficando Samsung em 4° lugar e LG em 8°. No total, somando todas as categorias de TVs, as coreanas continuam bem à frente, mas aparentemente isso não lhes satisfaz (no Brasil, onde não há estatísticas oficiais, as últimas indicações eram de que a liderança em TVs acima de 46″ é da LG).

Os produtos chineses talvez não representem uma ameaça, considerando que perdem na comparação técnica com coreanos e japoneses. Mas a competição com a Sony em 4K parece ser mais renhida do que foi em Full-HD. Consultando lojas online, percebe-se que a empresa japonesa vem apostando em promoções devido à Copa do Mundo (da qual é patrocinadora oficial). O preço de seu modelo de 65″, por exemplo, caiu pela metade: de R$ 27.000 para pouco mais de R$ 13.000; o de 55″ veio de R$ 14.000 para R$ 10.000. Samsung e LG, logicamente terão que correr atrás.

Configura-se assim mais uma guerra de preços em torno de uma tecnologia de ponta. Melhor para o consumidor.

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Internet vs TV: uma nova pesquisa

Como faz todo início de ano, a CEA (Consumer Electronics Association), que representa mais de 2 mil empresas do setor, divulgou recentemente um estudo sobre o mercado de eletrônicos. Só que desta vez virou o foco para as mudanças de comportamento dos consumidores americanos, que servem como referência para os de outros países (embora não sejam exatamente iguais).

A pesquisa (leiam a notícia aqui) é mais uma a indicar que não, não é bem assim, a internet não está “matando” as outras mídias, como alguns anunciam. Ao contrário, em certo sentido o avanço das chamadas “novas mídias” até reforça as tradicionais, já que tudo – ou quase tudo – gira em torno do consumo de conteúdo. Mudam, sim, as formas de acesso, e claro que atualmente muita gente procura seus conteúdos preferidos através de dispositivos móveis, o que por si só já pode ser considerado uma revolução.

Mas vejam só: diz o estudo Video Content Discovery and Purchasing Trends, da CEA, que 79% dos adultos americanos acessam conteúdos de vídeo – filmes, shows, séries, esportes, documentários etc. – nos canais de televisão, aberta ou fechada. Mais: 77% ainda preferem ver filmes em discos DVD ou Blu-ray, contra 24% que aceitam pagar para assisti-los via streaming (tipo Netflix) ou download. Outro dado interessante: 50%, quando querem ver um filme ou série, procuram nas emissoras, e apenas 27% fazem a busca em sites (aliás, sites das próprias emissoras).

Esses números batem com outros, divulgados há mais tempo (estou procurando as atualizações), que indicam que a maior parte dos conteúdos acessados e compartilhados na internet, inclusive via redes sociais, tem origem na chamada “grande mídia”: jornais e revistas de maior circulação, rádios e TVs de grande audiência, ou os veículos mais tradicionais. Exatamente os principais responsáveis pela produção de conteúdo.

Sempre que surge esse assunto, lembro como tem sido a evolução da tecnologia e das comunicações ao longo das décadas (quando falamos em meios eletrônicos, é coisa de não mais do que 100 anos). Quando surgiu o cinema, temia-se que fosse “matar” o teatro; quando inventaram a televisão, o pessoal do cinema entrou em pânico; mais tarde, quando veio o videocassete (e com ele a possibilidade de assistir a filmes em fita magnética), o temor era de que isso acabaria com a audiência das emissoras. O mesmo se dá agora com a internet.

Continuo achando que nossa garotinha de 25 anos de idade não vai matar ninguém; apenas quer (aliás, precisa) conviver harmoniosamente com seus irmãos e primos que chegaram antes.

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CDs e DVDs em alta. Acredite.

Há quanto tempo você não compra um CD? E um DVD? Blu-ray, talvez? Como todo mundo sabe, o mercado de discos despencou no mundo inteiro nos últimos anos, superado pela avalanche dos downloads e do streaming. Como explicar, então, que uma empresa brasileira criada em 2002 justamente para produzir discos tenha aumentado mais de vinte vezes seu faturamento nesse período?

IMG_7941A empresa chama-se Ponto 4 Digital, e acaba de inaugurar, em São Paulo, uma moderna fábrica com capacidade para produzir 4,5 milhões de discos por mês (foto). “O mercado cresce fora do segmento musical”, explica Fabio Pereira, um dos sócios da empresa, que espera faturar este ano entre R$ 30 e $40 milhões. “O segmento educacional é hoje o mais forte, incluindo as grandes redes de ensino, escolas de idiomas e universidades, além do governo”, diz ele.

Numa escola moderna, a distribuição de livros impressos é uma prática que aos poucos vai caindo em desuso, substituída pelos discos digitais. O mesmo ocorre em grandes empresas que precisam treinar seus funcionários. Pereira e seus sócios descobriram, anos atrás, que a crise no mercado de discos tornou ociosas milhares de máquinas que eram usadas na Europa. Equipamentos que chegavam a custar US$ 2 milhões hoje podem ser adquiridos por US$ 30 ou 40 mil.

Aqui, como se vê, essas máquinas têm muita utilidade. Estão ajudando a construir um novo segmento de mercado.

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Imagens 4K, em eventos ao vivo

awarhorse1Uma experiência inédita foi realizada no último fim de semana em Londres. Enquanto uma peça era apresentada no teatro New London, a poucos quarteirões de distância um cinema exibia em tempo real as imagens do espetáculo. A peça era War Horse (foto), baseada no mesmo livro que deu origem ao filme Cavalo de Guerra, de Steven Spielberg. As duas casas estavam lotadas. Não é propriamente uma novidade para os londrinos, que adoram teatro, mas desta vez as cenas foram captadas por seis câmeras 4K. As imagens que o público viu no cinema eram tão realistas que muitos saíram comentando que se sentiram como se estivessem no teatro.

A iniciativa foi da Sony, como parte de suas ações de marketing para promover a tecnologia 4K – muitas dessas ações acontecerão durante a Copa do Mundo, em junho. “Queremos fazer o mesmo durante alguns jogos do Mundial”, disse David McIntosh, diretor da área de cinema digital na empresa. A aposta é ambiciosa. Como patrocinadora do evento, a Sony precisa explorar ao máximo essa oportunidade que acontece a cada quatro anos. E a tecnologia Ultra-HD é um excelente trunfo.

McIntosh argumentou que determinados eventos atraem tanta gente que não há espaço físico para todos. “Estamos falando de democratização da cultura e dos conteúdos. Mesmo que você não possa ir a um show ou peça de teatro, assisti-lo numa tela de cinema em 4K nos faz sentir como se estivéssemos lá.”

O repórter Steve May, do site Tech Radar, assistiu à peça no cinema procurando a melhor posição de visualização. Seu relato é de que chegando mais próximo à tela a sensação de envolvimento é total. Como são várias câmeras trabalhando em conjunto, um bom diretor de imagens pode transformar a percepção de quem assiste. Quando há muitos detalhes de cenário, por exemplo, a exibição em vídeo (no caso, cinema digital) chega a superar a, digamos, presencial.

Mas há um porém: o áudio. Numa boa montagem teatral, a captação de som ao vivo envolve o espectador. Isso tem a ver com a acústica da sala e o processamento do sinal. Como ali a intenção era destacar a imagem 4K, o som, diz o repórter, deixou a desejar. De qualquer modo, pode estar surgindo um novo formato para os espetáculos ao vivo. Graças à tecnologia.

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Internet: 25 anos de liberdade

berners_leeMarço de 1989 é considerada oficialmente a data de “fundação” da internet. Foi quando o cientista inglês Tim Berners-Lee (foto) sintetizou num texto a proposta de criação de uma rede de computadores através da qual pesquisadores pudessem trocar informações científicas. Um ano depois, Lee ampliou o conceito, criando o gene do que viria a ser a world wide web.

Nesta terça-feira, quando a invenção de Lee comemorava 25 anos (na verdade, os estudos a respeito datam de 1969, como relato no livro Os Visionários, do qual Lee é um dos personagens), o jornal inglês The Guardian publicou extensa entrevista com o homem, que hoje batalha pela manutenção da web como um serviço livre e neutro. Entre outras coisas, Lee defende a criação de uma Magna Carta da internet, referência ao texto assinado na Inglaterra no ano 1215 pelo Rei John, que retirou o chamado “poder absoluto” dos reis.

“Os princípios de privacidade, liberdade de expressão e anonimato responsável devem ser garantidos de alguma maneira”, diz Lee. “Nossos direitos estão sendo desrespeitados cada vez mais, e meu medo é que nos acostumemos com isso”, comentou ele, que se coloca radicalmente contra os governos (como dos EUA e da própria Grã-Bretanha) que espionam seus cidadãos. “Se não tivermos uma internet livre e neutra, não teremos governos abertos, nem democracia, nem bons sistemas de saúde e diversidade cultural. Não é ingenuidade querer tudo isso. Ingenuidade é achar que podemos esperar sentados por essas coisas.”

Bem, aqui está o original da entrevista, em vídeo. Não resisto a comentar que, enquanto pessoas como Lee estão verdadeiramente preocupadas com os destinos da internet, em Brasilia grupos de políticos travam os trabalhos do Congresso e bloqueiam a votação do marco civil. Não porque discordam do texto, mas porque desejam negociar a aprovação ganhando mais cargos e verbas do governo. Para desgosto dos criadores da web, no Brasil a revolução dos últimos 25 anos tem gosto de dinheiro sujo.

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LG e Samsung: mais telas curvas

LG KoreaNesta terça-feira, a LG apresentou em Seul sua nova linha de TVs UHD e OLED para 2014; uma semana antes do Carnaval, o mesmo havia sido feito pela Samsung. Mais uma vez, as duas gigantes coreanas rivalizam na divulgação de seus lançamentos, alguns deles já mostrados na CES, em janeiro (detalhes aqui). E, em ambos os casos, as telas curvas ganham destaque.

“Esperamos que no futuro todos os nossos TVs sejam curvos”, comentou, com certo exagero, o vice-presidente da divisão de displays da Samsung, Kim Hyeon-seok. Mr. Kim falou em coreano, e suas declarações foram publicadas em inglês pela agência ET News; as traduções às vezes nos enganam. Mas, pelo que entendi, a Samsung pretende convencer seus clientes – inclusive no segmento B2B – que as telas curvas com resolução Ultra-HD são a melhor alternativa. “O olho humano é esférico e isso causa distorções quando vemos as coisas. A tela curva elimina essas distorções”, garantiu um dos auxiliares de mr. Kim citado pela agência.

samsung curveConfesso que nunca tinha ouvido esse explicação. Fato é que a Samsung exibiu TVs curvos de 55, 65, 78 e até 105 polegadas, todos incluindo um novo processador de vídeo chamado ADE (Auto Depth Enhancer) que, pela explicação traduzida, analisa em tempo real as imagens, identifica os objetos e o fundo das cenas e regula automaticamente a profundidade para otimizar o desempenho da tela curva.

Outra agência de notícias coreana, a Yonhap News, dá detalhes sobre a LG, que promete lançar este ano nada menos do que 16 TVs UHD, entre telas planas e curvas, OLED e LED. Curiosamente, o presidente da divisão de TVs do grupo, Ha Hyun-hwoi, admite que a empresa precisa reagir para brigar pela liderança do mercado mundial, ocupada pela Samsung, e também impedir que os fabricantes chineses avancem. A nova linha inclui modelos de 49, 55, 65, 77, 79 e 105 polegadas, e a estratégia será bem agressiva em termos de preço.

As duas empresas informaram que os produtos estarão à venda na Europa e nos EUA antes do meio do ano, ainda tentando aproveitar o interesse em torno da Copa do Mundo. Para o Brasil, nada confirmado por enquanto.

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Memórias parecem não ter limite

Enquanto no Japão anuncia-se um disco óptico com capacidade de até 1 Terabyte (chama-se Archival Disc), por aqui já estamos na casa de 3TB. Calma, estamos falando de coisas diferentes. Discos ópticos, como CDs, DVDs e Blu-rays, são feitos para leitura a laser, com muito maior sensibilidade e detalhamento do sinal. Os 3TB a que me refiro são os dos discos rígidos (hard-disc drives, ou simplesmente HDDs). No momento em que escrevo, essa é a máxima capacidade de memória desses dispositivos portáteis, que podem ser adquiridos em qualquer loja (existem modelos maiores, não portáteis).

Assim como falamos ontem dos pen-drives, que são dispositivos para uso ultraportátil (diria até “semidescartáveis”), os HDDs merecem atenção porque estão se tornando a cada dia mais necessários, dada a enorme quantidade de arquivos que as pessoas inventam de criar e copiar. Com os laptops aos poucos roubando o lugar que era dos computadores de mesa, é natural que os usuários queiram poupar seus HDs internos. Aumentar a memória de um notebook é tão caro e trabalhoso que, na maioria dos casos, não vale a pena. Por isso, os HDDs acabam sendo a companhia ideal para quem precisa de portabilidade.

canvio-3-20121A filial brasileira da T.A.I.S. (Toshiba America Information Systems), por exemplo, está lançado o Canvio Basics 3.0, HD externo que vem concorrer com marcas como Samsung, Iomega, LaCie, Seagate, WD e outras. O “3.0″ refere-se ao conector USB mais veloz e, segundo o fabricante, o aparelho possui um sensor interno antichoque para proteger os dados em caso de acidente. A versão de maior capacidade tem memória de 2TB, mas há ainda as de 1,5TB, 1TB e 500GB; nesta, ainda de acordo com a Toshiba, cabem 142 mil fotos, 131 mil músicas e 410 vídeos (não estão especificados a duração nem os formatos de gravação desses arquivos).

Fica então a dica. Até quando a memória acabar…

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O fantástico mundo dos apps

Logietch-Harmony-Link-1-e1316539686771“Já é possível eliminar o controle remoto”?, pergunta o site CE Pro, dirigido a profissionais de áudio, vídeo e automação. E a resposta é: sim. Graças à evolução do software e à criação de uma infinidade de aplicativos, qualquer pessoa pode hoje dispensar seu velho companheiro de sofá (dica: melhor não jogar fora, deixe guardado numa gaveta para possíveis emergências).

Os apps, lançados por quase todos os fabricantes, podem ser baixados num tablet ou smartphone, de tal forma que este passa a ser o único controle usado na casa. Parece ótimo, não? Menos, menos. De tanto ouvir seus clientes dizerem que não queriam mais controle algum, já que tudo poderia ser embutido num único aparelho, um projetista de nome Leon Shaw, da empresa AudioAdvice, de Raleigh (Carolina do Norte), decidiu tirar a prova. Guardou todos os controles que tinha em casa, inclusive o “super” que havia programado pacientemente para aprender as funções dos demais, e ficou alguns dias tentando usar apenas seu tablet.

O relato de Shaw pode ser decepcionante para os adeptos do faça-você-mesmo. Primeira descoberta: nem todos os apps são automáticos, ou seja, não ligam o aparelho; há casos em que é preciso ir até o painel e fazê-lo manualmente, coisa que irrita qualquer usuário acostumado com controles. Segunda descoberta: por mais que pareçam amigáveis, como se costuma dizer, as telas dos tablets (Shaw diz que experimentou vários) são mais difíceis de acionar que as de um controle; este, além de tudo, ainda oferece teclas físicas, justamente para essas emergências.

Terceiro ponto (e a meu ver o mais grave): baixar vários apps num tablet ou smartphone é quase como utilizar vários aparelhos ao mesmo tempo; no caso, faz lembrar aquelas situações em que é preciso acionar os controles que se amontoam sobre o sofá ou a mesa de centro. As telas dos aplicativos possuem layouts diversos, anulando a maior vantagem de um controle, que é o acionamento intuitivo. E há o tempo que cada app leva para se comunicar com o respectivo aparelho para o qual, afinal, foi criado!

Por fim, Shaw se convenceu de que nada supera a comodidade de ter um único controle remoto, devidamente programado para acionar o máximo possível de aparelhos com o mínimo possível de comandos. Sim, programar corretamente um controle é trabalho para profissionais, que devem ser pagos por isso. É o que Shaw tem dito a seus clientes. Quem quiser, claro, pode baixar seus apps e tentar usá-los. Mas é bom estar preparado para algumas surpresas nada agradáveis.

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Seu futuro num pen-drive. Ou quase.

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Todo mundo que usa ou já usou um pen-drive deve ter passado pelo aborrecimento de constatar que os dados salvos ali por algum motivo não são aceitos pelo computador, projetor ou outros aparelhos de reprodução. Alguns, como eu, têm coleções de pen-drives, de procedências diversas, que às vezes “decidem” não cooperar. Mas receio que esse seja o nosso futuro: depender daquele pedacinho de plástico com um chip dentro.

Pelo menos, é isso que deu a entender a Google ao lançar o Chromecast, minúsculo acessório que serve para fazer streaming via redes Wi-Fi e jogar o conteúdo num display. Em vez do tradicional USB dos pen-drives, o Chromecast possui conector HDMI para permitir a transferência de áudio e vídeo de alta definição.

Roku_2Pois agora a Roku, dona de um dos serviços de streaming mais utilizados pelos americanos, está lançando seu streaming stick, um quase-pen-drive semelhante ao da Google, só que com os dois tipos de conector: USB e HDMI. Ao plugar o Roku stick, o usuário ganha acesso a uma série de serviços de áudio e vídeo, incluindo Netflix, Hulu, YouTube etc., comandando tudo com seu smartphone ou tablet.

 

Cada “brinquedinho” desses custa entre 30 e 50 dólares nos EUA, ou seja, vão virar febre. Mais um pedacinho de plástico para as pessoas se divertirem.

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Normas técnicas em discussão

No próximo dia 18, começa em São Paulo a quarta edição do Programa de Certificação Home Expert, que iniciamos em 2011. Será mais uma série de encontros técnicos entre novos profissionais do mercado de sistemas eletrônicos residenciais (e alguns de outros segmentos que estão de olho num upgrade) e nossa equipe de instrutores. Já temos um belo grupo de quase 40 inscritos, e é provável que esse número aumente nas próximas semanas (a inscrição pode ser feita a qualquer tempo, no homexpert.com.br.

Desde a primeira edição, já foram certificados cerca de 100 profissionais, e este ano, como sempre, uma das preocupações dos instrutores será reforçar a questão das normas técnicas existentes, algo que infelizmente nem todos os profissionais em atividade respeitam. Poucos se dão ao trabalho de consultar as publicações da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) ou do InMetro/ConMetro (Instituto e Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), que elaboram normas para todos os setores da atividade industrial. Essas normas têm força de lei na área de projetos e serviços.

Refiro-me ao assunto após a notícia de que Infocomm está trazendo ao Brasil suas normas para o segmento audiovisual, já consagradas nos EUA e em alguns outros países. São normas derivadas dos padrões ANSI (American National Standards Institute), entidade que em 2008 credenciou a Infocomm do “desenvolvedora de padrões” para esse setor. Segundo me disse Nelson Baumgratz, responsável pela filial brasileira da Infocomm, essas normas não têm paralelo no Brasil. Seu trabalho, neste momento, é divulgá-las entre os profissionais e procurar outras entidades, inclusive a própria ABNT, visando oficializá-las.

Nesta terça-feira, haverá em São Paulo um primeiro encontro nesse sentido. Discutir e entender as normas é imprescindível para todo profissional. Por ora, as da Infocomm não são impositivas – precisam ser endossadas pela ABNT e homologadas pelo ConMetro. Não há o risco, por exemplo, de alguém ser processado pelo cliente caso se descubra que seu projeto não seguiu essas recomendações. Mas isso tende a mudar, já que o país não tem normas equivalentes. E, mesmo que não haja imposição por lei, todo profissional sério e responsável deve usar normas técnicas como referência.

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Guarda de rua que vê tudo

monitoramentoDez entre dez integradores de sistemas de automação residencial contam que segurança é a preocupação número um dos usuários. Não é para menos, considerando o país (e os tempos) em que vivemos. Com um vasto mercado a explorar, fabricantes e desenvolvedores têm que ser ágeis e criativos. O exemplo ao lado nos foi enviado pela assessoria da empresa sueca Axis, cuja filial brasileira deve encontrar aqui mais oportunidades de negócio do que em seu tranquilo país de origem.

Fundada em 1984, a Axis produz equipamentos de vídeo para vigilância e monitoramento. Um de seus integradores nos EUA, numa cidade chamada Glenwood, relatou a solução encontrada para monitorar vários pontos de um bairro com baixo custo e fácil controle. Chama-se SkyWatch e pode-se ver como funciona na foto: um conjunto de câmeras HD do tipo PTZ (pan-tilt-zoom), que podem ser movimentadas em 360 graus via controle remoto, fixadas no alto de um mastro com quase 10m de altura.

As imagens captadas, diz a Axis, são armazenadas num servidor instalado na própria unidade móvel e transmitidas – via antena Wi-Fi – para laptops e tablets localizados em outros pontos do bairro (por exemplo, em viaturas policiais que circulam pela região). Os “homens da lei” têm, portanto, a possibilidade de acompanhar visualmente qualquer movimento suspeito, ou monitorar eventos ou locais onde haja grande afluxo de pessoas. Se quiserem, podem até acionar um sistemas de luzes e/ou sirenes, também a distância.

Fica aí a dica: segurança, ainda mais quando planejada e executada de forma inteligente, nunca é demais. Para quem quiser saber mais detalhes, este é o link.

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E agora, Bernardo?

Está armado o barraco entre os ministérios da Fazenda e das Comunicações, por causa do leilão da faixa de 700MHz para as operadoras de celular 4G, que já comentamos aqui, aqui e aqui. Os jornalistas Vera Magalhães e Julio Wiziack, da Folha de São Paulo, deram o furo nesta quinta-feira: o secretário do Tesouro, Arno Augustin, hoje a principal autoridade financeira do país, quer aumentar a arrecadação do governo com esse leilão. Até aí, nada de errado: essa é sua função. O problema é que Augustin escolheu uma péssima estratégia: desmoralizar o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que é (ou deveria ser) o responsável pelas decisões na área.

O clima ficou tão tenso após o vazamento da notícia que Bernardo teve de vir a público, visivelmente contrariado, para apresentar sua versão (teoricamente, a oficial): “O Tesouro não está interferindo”, disse ele, segundo o site especializado Teletime. “O Arno deixou claro que tem interesse que a arrecadação seja a melhor possível. Agora, a definição técnica do modelo de leilão está sendo feita pela Anatel, e não está pronta ainda”, garantiu Bernardo.

É uma trombada típica de um governo que trabalha sem planejamento. Para quem não sabe, Augustin – homem de confiança da presidente – é o mesmo funcionário que nos últimos anos vem adotando a chamada “contabilidade criativa” nos números divulgados pelo Ministério da Fazenda (o ministro faz apenas o papel de porta-voz). Uma boa receita com o leilão do 4G ajudaria demais o Tesouro, num momento de descrédito após tanta maquiagem.

Para quem não está familiarizado com o tema: a faixa de 700MHz foi reservada pela Anatel para comportar as futuras redes de telefonia 4G, e as operadoras estão contando com isso; a rede atual, na faixa de 2,5MHz, é precária. No momento, está sendo preparado o edital (obrigatório por lei) do leilão, marcado para agosto. É o documento que define quais freqüências serão leiloadas e as obrigações das empresas vencedoras. Entre as exigências técnicas, devem ser definidas as áreas de cobertura, os prazos, as metas de qualidade (aquelas que nunca são atendidas, mas que ainda assim precisam constar do edital) e as respectivas responsabilidades legais. No caso do 4G, será fundamental, por exemplo, definir claramente quem irá arcar com os custos da implantação das redes, que não poderão causar interferências sobre os canais de TV digital, como temem as emissoras.

A idéia do secretário do Tesouro é que essas obrigações podem ser, digamos, flexibilizadas. Com isso, as operadoras se sentirão mais atraídas e aceitarão pagar mais pelas licenças para uso das freqüências. E, como sabemos, flexibilização no atual governo é um conceito – desculpem o trocadilho – por demais elástico. A estimativa atual é de arrecadar cerca de R$ 6 bilhões no leilão, mas com exigências menos rígidas pode-se chegar a R$ 12 ou até R$ 15 bilhões.

O ministro Paulo Bernardo e sua equipe sabem os riscos envolvidos. Para se ter idéia, uma das propostas em estudo é destinar o bloco de freqüências mais lucrativas a uma única operadora, que ficaria liberada para aumentar as tarifas dos usuários que demandarem velocidades mais altas. Tudo ao contrário do que vêm pregando a Anatel e o próprio ministro.

É bom ficar atento aos próximos lances dessa queda-de-braço. Para boa parte do governo, a última das prioridades é a qualidade do serviço prestado ao consumidor. Este só tem o direito de pagar a conta.

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E o filme acabou em pizza…

oscar

 

 

 

Ainda um pequeno comentário sobre a festa do Oscar. A foto ao lado mostra ninguém menos do que Meryl Streep, a maior atriz do cinema, fartando-se com um pedaço de pizza que lhe foi servido pela apresentadora do evento, Ellen DeGeneres. A televisão e a internet exibiram apenas de relance, mas algum fotógrafo mais esperto cravou o flagrante. Diz meu amigo Julio Cohen que o dono da rede de pizzarias está faturando alto após a inesperada promoção. Jamais pensou ter estrelas de Hollywood como seus garotos-propaganda.

article-2574147-1C10074700000578-276_634x426Nesta outra foto, jogadores da seleção brasileira carregam um garoto sul-africano de 7 anos, que invadiu o campo ao final do jogo desta quarta-feira. Sem querer, o menino virou celebridade, abraçado por seus ídolos. Teve sorte: retido pelos seguranças, foi “salvo” por Neymar, para surpresa de seu pai, que acompanhava tudo à beira do campo e para quem, agora, o filho é “o grande ídolo da África do Sul”.

 

Será tudo isso obra do acaso? Ou será que o marketing criativo é capaz de transformar até o acaso em vírus comercial?

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Dá para confiar no streaming?

ellenAinda a propósito da transmissão do Oscar no domingo à noite, alguns sites fizeram a “cobertura” em tempo real, com imagens da festa e comentários ao vivo. Dois queridos amigos experts em cinema, Miguel Barbieri Jr e Eliane Munhoz, por exemplo, acompanharam tudo em seus respectivos blogs e fizeram sucesso, com grande repercussão nas redes sociais. Entre sites internacionais, o Oscar foi, de longe, o grande campeão de audiência dos últimos meses.

Mas, se no Brasil o tema é para poucos (ainda mais este ano, quando teve que dividir as atenções com os desfiles de carnaval), nos EUA é tratado como megaevento. Como tal, nestes tempos online, acaba levando muita gente à internet para acompanhar a abertura de cada um daqueles envelopes. Não deu outra: as redes de banda larga travaram! Diz o site da ótima revista The Atlantic que poucos americanos conseguiram acessar os feeds, transformando o Oscar num evento “inassistível”.

Choveram reclamações no Twitter e no Facebook, enquanto mais de 1 bilhão de pessoas “normais” estavam assistindo tudo confortavelmente instalados em seus sofás. O site chegou a reproduzir tuítes irados de assinantes que não conseguiam receber o sinal estável. Sim, havia sites piratas com cobertura ao vivo, mas estes são difíceis de encontrar quando mais se precisa: o usuário em geral acaba “escravo” de algo (ou alguém…) que nem sabe onde está.

Tudo isso reflete a dura realidade de que a tal web TV, ou que nome se queira dar, ainda tem muito chão pela frente até se tornar, de fato, concorrente da televisão convencional. Já aconteceu outras vezes. Sempre que há um grande evento, e milhões de pessoas tentam acessá-lo ao mesmo tempo, as redes não suportam a demanda e acabam caindo. Sim, a emissora que pagou para ter o direito de transmitir o evento (no caso, a ABC) faz o possível para impedir que outros lhe roubem o sinal.

Mas, mesmo levando isso em conta, fica claro que vídeo online e eventos ao vivo são como água e óleo – não podem ser misturados. Pelo menos, não com a qualidade que o cinéfilo exige. Da próxima vez, muitos talvez prefiram ver um filme, em lugar de assistir à maior festa do cinema.

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Superconector: quais as vantagens

Untitled-1Acaba de chegar ao mercado brasileiro o primeiro receiver para home theater que traz o badalado conector HDBaseT. Trata-se do DTR-60.5, da marca japonesa Integra, distribuída pela Som Maior (mais detalhes aqui). É um lançamento importante porque significa – ou pode significar – uma mudança de paradigma na forma como são desenhados e executados os projetos de áudio, vídeo e redes.

Até o momento, pensava-se no padrão HDBaseT como solução específica para projetos grandes, principalmente em espaços corporativos, e que envolvam cabeamento estruturado. Recorro ao amigo e colaborador Vinicius Barbosa Lima para explicar melhor o assunto. Conectores HDBaseT podem trafegar simultaneamente até cinco tipos diferentes de sinal: áudio, vídeo, dados, comando e energia. E isso tudo utilizando os tradicionais cabos de rede, do tipo UTP (par trançado), com conector RJ45.

Eu disse “energia”? Sim, já é possível transmitir a alimentação elétrica dos equipamentos através de cabos comuns. É a tecnologia chamada POE (Power Over Ethernet). Para quem vai instalar, basta uma matriz de áudio/vídeo distribuindo os sinais pela casa, já que automação e comandos podem ser incorporados a esse aparelho.

A partir do momento em que se pode utilizar um receiver com HDBaseT, suponho – posso estar enganado, ainda não fizemos os testes – que tudo fique mais fácil ainda. Certamente, é um aparelho mais caro que os receivers “comuns”, mas a simplificação de todo o projeto deve justificar a escolha. E é claro que trata-se apenas do primeiro: outros fabricantes de receivers devem estar preparando soluções similares.

Fato é que, após tantos anos de hegemonia do HDMI, com inúmeras queixas quanto à compatibilidade entre fontes diferentes de sinal (receptores de TV paga são os campeões de falhas), surge a perspectiva de um outro padrão de conexão, mais completo. Esperemos que seja também mais confiável.

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