TV 4K: quem vai querer?

Ainda não há um balanço oficial das vendas propiciadas pela já famosa Black Friday. Talvez nem haja. Como se previa, as promoções continuam e devem ir até o início de janeiro; na semana entre Natal e Ano Novo, há uma pausa, mas logo vêm as “liquidações”, quando muitas vezes os preços são ainda mais baixos.

Mas o que já se sabe é que os TVs de tela grande estão no topo das listas de compra de boa parte dos consumidores. Não me refiro aos modelos gigantes, como os de 105 polegadas que acabam de ser lançados por Samsung e LG, conforme comentamos aqui (vejam também este vídeo). Esses são para uma minoria. Mas a guerra de preços parece estar, mais uma vez, virando esse mercado do avesso.

Vejam o caso dos 4K. Modelos na faixa de 50″ já podem ser adquiridos por até R$ 2.800, em 10 parcelas, algo impensável há cerca de um mês. Com a chegada das novas linhas, que trazem algumas atualizações, e o estoque acumulado desde a Copa do Mundo, as redes de varejo não hesitam em cortar – certamente, de comum acordo com os fabricantes.

Não é um privilégio brasileiro. Segundo a consultoria DisplaySearch, nos principais mercados internacionais a corrida pelos TVs entre 40″ e 50″ é o grande fenômeno do mercado este ano. Consumidores que haviam adquirido seu último TV por volta de 2008 partem agora para a substituição, estimulada pelos preços convidativos. O mercado mundial de TVs como um todo cresce pouco (a estimativa é de apenas 4% em 2014), mas o de 4K está dando um salto de 500%. Sim, 500%! Vejam os detalhes aqui.

Deu no jornal. Ainda bem.

orange_register.750Com o avanço das novas mídias, há tempos deixou de ser novidade saber que um jornal ou revista fechou – ou interrompeu sua circulação impressa, mantendo apenas a versão online. Já aconteceu com grandes publicações, brasileiras e estrangeiras, e parece que ninguém mais estranha. Curioso é ver como certos jornais lidam com a própria sobrevivência.

O californiano Orange County Register, por exemplo, decidiu que seus funcionários, jornalistas inclusive, precisavam gastar mais sola de sapato, como descreveu o todo-poderoso (e por enquanto preservado) New York Times. Para cortar custos, a direção do Register convocou até os repórteres ao trabalho de entregar os jornais aos assinantes; além de fazer suas entrevistas, alguns agora passam parte do dia atendendo a ligações de leitores que não receberam seus exemplares. A empresa até oferece bônus em dinheiro e brindes a quem entrega maior quantidade de jornais, mas garante que ninguém é forçado a isso.

Richard Mirman, diretor do jornal, enviou recentemente um email a todos agradecendo seus esforços (alguns acordam às 2hs da manhã, para garantir a entrega no horário determinado). Em outra mensagem, comunicou pessoalmente a situação aos assinantes. Uma ex-colunista do Register, ouvida pelo Times, disse que seus colegas estão sofrendo muito com a situação. “Todo mundo se emprenha para produzir um jornal de boa qualidade. Agora, para que a versão impressa sobreviva, o mais importante é que ela seja entregue aos leitores”.

Se é que serve de consolo, vale a pena registrar que a notícia e seus desdobramentos estão sendo publicados (ainda) pelo próprio jornal. Mas até quando?

TV paga e as mudanças da Sky

Embora a Net continue sendo a maior operadora de TV por assinatura do país, com mais de metade dos domicílios atendidos, foi a Sky que mais cresceu este ano, em percentual de faturamento, segundo a Anatel. E isso tem uma explicação: a operadora pertencente à americana DirecTV decidiu focar nos usuários de renda mais alta. Os dados, que estão num estudo da consultoria Teleco baseado nas estatísticas da Anatel, foram confirmados pelo presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista, há cerca de duas semanas, numa entrevista ao jornalista Samuel Possebon, do site Tela Viva.

O crescimento da Sky – que teve uma fase conturbada em 2013, quando chegou a merecer uma auditoria da DirecTV, após denúncias de manipulação na venda de assinaturas – pode ser maior em 2015, caso seja aprovada a compra da DirecTV pela AT&T, gigante americana das telecomunicações. Ainda não está claro o que os novos donos irão fazer no Brasil, mas já houve declarações de que sua ideia é competir de maneira mais forte no segmento de banda larga; hoje, a Sky presta esse serviço apenas em algumas localidades, usando a tecnologia TD-LTE (4G) na frequência de 2,5GHz.

Em TV paga, segundo Baptista, a Sky teve que mudar sua estratégia devido ao problema da inadimplência, chegando a recusar nada menos do que 1,2 milhão de assinantes este ano. As outras grandes operadoras não admitem que a questão é grave, consequência – talvez – do furor com que muitos consumidores adquiriram pacotes no período 2009-2012, quando a economia do país ia melhor. Mas o presidente da Sky acha que existe até uma “bolha” de 2,3 milhões de usuários inadimplentes no mercado como um todo – não declarados por suas concorrentes (para ver números atualizados sobre esse mercado, clique aqui; veja também as novidades do setor de TV por assinatura em nosso hot site).

Sua Excelência, o consumidor

1016_ford-assemblylineEm tempos de Black Friday, com toda a carga negativa que a data sugere, vale a pena ler um breve artigo do grande publicitário Ruy Lindenberg, publicado na rede Linked In, sobre a figura do consumidor. Ao comentar o livro American Assembly Line (“Linha de Montagem Americana”), do historiador David Nye, que trata exatamente da sociedade de consumo, Ruy nos ajuda a entender melhor a importância do ilustríssimo sr. Consumidor para o mundo em que vivemos.

O livro descreve a já célebre invenção de Henry Ford, que há exatamente 101 anos criava a linha de montagem (foto) – há quem pense que Ford foi o inventor do automóvel, mas esse mérito é compartilhado pelos historiadores entre várias pessoas; muito antes, em 1789, Oliver Evans obteve a primeira patente americana para o veículo a motor; mundialmente, a honraria é atribuída ao alemão Karl Benz, cuja patente é de 1888.

Seja como for, antes de Ford ninguém tinha encontrado uma forma de produzir automóveis em escala industrial. O velho Henry percebeu o apelo dos veículos a motor junto ao público, mas sabia que sem a montagem em série aquele não era um negócio viável. Tratou de equipar sua fábrica, próximo a Detroit, com velozes máquinas de montagem, e também de pagar bem a seus operários, que seriam (deduziu ele, brilhantemente) os principais candidatos a adquirir os veículos.

Como diz Ruy, Henry Ford acabou de certa forma “inventando” o consumidor. Foi dele também a ideia, revolucionária para a época, de promover visitas guiadas à fábrica, deixando as pessoas boquiabertas diante da maravilha que havia criado. Explorou também as feiras industriais, na Europa e nos EUA, para encantar o público com demonstrações sobre como os carros eram montados. Todos começaram então a querer participar dessa engrenagem, que foi sendo aperfeiçoada com os anos.

O que se conhece por “sociedade de consumo” evoluiu com a indústria da comunicação, particularmente a partir dos anos 1950, quando a televisão se popularizou nos principais países. Se hoje existem distorções como a Black Friday, e se determinadas empresas não respeitam o consumidor, este tem – como nunca teve antes – o sagrado poder de recusar o que lhe oferecem, procurar outra opção ou simplesmente não comprar.

Se alguém aí se sente enganado, não tem o direito de colocar a culpa em Henry Ford.

Preços lá e cá: quanta diferença!

Não é novidade que o Brasil é um dos países mais caros para se viver. Pode-se tomar como referência qualquer produto ou serviço. Estrangeiros que conheço se espantam quando chegam aqui e encontram preços similares, ou até mais altos, do que em Paris, Londres, Nova York etc. É o (sobre)preço que pagamos por nossa incapacidade de escolher políticos melhores e nosso já histórico conformismo.

Mas há quem exagere nas contas. A propósito da Black Friday, o site Tech Tudo publicou uma tabela comparando valores do Brasil e dos EUA, para concluir que, mesmo com as promoções desta semana, sai mais caro comprar aqui do que viajar e trazer tudo de lá (incluindo o valor de passagem, hotel etc). O cálculo foi feito por uma agência de turismo chamada ViajaNet, que naturalmente quer estimular as pessoas a… isso mesmo: viajar. A lista de produtos pesquisados inclui diversos eletrônicos, inclusive TVs 4K que – como se sabe – não são fáceis de trazer na bagagem.

A conta – confiram aqui – é de que a compra no Brasil custa 137% mais. Mas não considera que, da mesma forma que se pode cair em armadilhas comprando aqui, há riscos em adquirir eletrônicos fora. A começar de um detalhe simplório: se o aparelho der problema, não há a quem recorrer (talvez com exceção da Apple em casos específicos, nenhum fabricante oferece garantia para itens adquiridos fora do país). Já vi casos de pessoas que trouxeram produtos com voltagem 110V (lá, é difícil encontrar outra) e os ligaram, aqui, em 220V – só para citar um exemplo.

Recentemente, o jornal O Estado de S.Paulo pesquisou o custo de pacotes de viagem para o final do ano no litoral paulista e na Europa. Concluiu, claro, que lá (escolha: Paris, Roma, Barcelona…) é mais barato. Quem quiser pode arriscar.

Black Friday: todo cuidado é pouco

Enfim, chegou a “sexta-feira negra”, mais uma invenção americana que o Brasil copia. Lá, é feriado. Aqui, para muita gente, é quase como se fosse. Como já comentamos anteriormente, nossa Black Friday virou caso de polícia no ano passado, quando milhares de consumidores caíram nas mais diversas armadilhas. A situação chegou a tal ponto que, em São Paulo, o Procon criou uma “black list” de lojas virtuais das quais se deve fugir a qualquer custo. São quase 500 (vejam aqui a relação completa).

O volume de notícias a respeito nos últimos dias é uma amostra de como a data eleva a adrenalina das pessoas. É quase uma neurose. Walmart, Americanas.com, Submarino, Ponto Frio, Extra, Magazine Luisa e até o Buscapé não falam em outra coisa a não ser as ofertas da hora. Para os desavisados, é bom lembrar que o mundo não vai acabar nesta sexta… nem na segunda-feira, teoricamente o “último dia” das promoções. Conversando com executivos do mercado, é consenso de que a Black Friday passou a ser uma espécie de “aquecimento” para as vendas de Natal, com desdobramentos até janeiro, quando há as tradicionais liquidações.

Para quem está com pressa, vale lembrar que vem surgindo uma série de ferramentas que podem ajudar a pesquisar as ofertas e evitar as tentações perigosas. Uma delas chama-se Bizoo, que se propõe a exibir o histórico de variação dos preços de cada produto, para que o consumidor avalie se o que está vendo na tela é mesmo uma promoção, ou uma maquiagem.

É bom dar uma olhada no Código de Ética da Black Friday, elaborado pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, para saber o que pode e não pode ser feito e, assim, desconfiar quando for o caso. Não custa também conferir o Guia de Comércio Eletrônico do Procon-SP, com dicas para comprar com mais segurança. O site IDG Now, aliás, foi além: entrevistou especialistas e elaborou uma oportuna série de dicas para não cair em roubadas.

Nunca se deve subestimar a esperteza alheia.

Marketing high-tech em Nova York

google-times-square-2Poucas empresas no mundo têm estrutura (e, vale reconhecer, criatividade) para uma ação como a que a Google Inc desencadeou esta semana em Nova York. Na praça mais visitada da cidade, Times Square, onde diariamente circulam milhares de pessoas vindas de todas as partes do mundo, a empresa montou um mega-display: 100m de largura por 24m de altura. O painel de leds (foto), além de ser o maior do mundo (ocupa área equivalente a um prédio de oito andares), também exibe a mais alta resolução de imagem para aparelhos desse tipo: 24 milhões de pixels, algo como três vezes a de um TV ou projetor 4K.

Tudo isso para lançar a nova campanha publicitária do Android, que é totalmente interativa. Ao passar diante do painel, qualquer pessoa pode produzir sua versão pessoal do bonequinho que simboliza esse sistema operacional. A Google garante que todas as versões produzidas serão exibidas na supertela. Basta baixar antes o aplicativo – sim, tinha que haver um app na história – chamado Androidify.

Aliás, nem é preciso ir a Nova York. O mesmo pode ser feito a distância, entrando no site do Android. Segundo o site Mobile Marketing, a Google pagou US$ 2,5 milhões pelo aluguel do espaço durante um mês – isso mesmo: ficará em exibição até o Natal, período em que a empresa pretende lançar novos produtos das linhas Nexus e Chrome, além da nova versão do Google Maps.

Mercado de TVs se empolga

Diz a consultoria americana IHS, especializada na indústria eletrônica, que 34% dos consumidores por lá planejam adquirir pelo menos um televisor neste final de ano. E que 68% estão de olho em eletrônicos de modo geral. Mais da metade dos entrevistados na semana passada disseram-se dispostos a gastar mais de 500 dólares com isso (aqui, mais detalhes sobre a pesquisa).

Claro que o mercado brasileiro é diferente, e não temos pesquisas para analisar, mas o ânimo entre varejistas e fabricantes se elevou nas últimas semanas. Como se sabe, o ano foi atípico: a maior parte das vendas de TVs concentrou-se no primeiro semestre, devido à Copa do Mundo. Ainda assim, a expectativa é de que neste final de ano as vendas sejam 30% maiores do que no final de 2013.

É bom lembrar que os meses pós-Copa foram fracos, o que já era esperado, resultando em dezenas de promoções. Os principais fabricantes ampliaram suas linhas, procurando atender a todo tipo de público, e essa estratégia será testada já a partir desta semana, com a aguardada Black Friday (dia 28). No balanço final, a indústria deve fechar 2014 com aproximadamente 18 milhões de TVs vendidos, o que representaria 15% a mais do que no ano passado.

Nada mau, para um país cujo PIB insiste em ficar próximo de zero.

Casa eficiente: você ainda vai ter uma!

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Nesta segunda-feira, fomos conhecer a CasaE, um projeto inovador da Basf, gigante alemã da área química. Em parceria com algumas empresas de automação, eles construíram uma “casa eficiente”, conceito ainda pouco conhecido no Brasil, mas que muitos especialistas apontam como o futuro no setor de habitação.

Para quem trabalha com projetos residenciais, é uma visita imperdível – até porque pode-se aprender muito com profissionais que já estão nesse ramo há algum tempo. A casa foi equipada com diversos recursos de automação para torná-la mais eficiente no consumo de energia. Mas, antes disso, a própria construção foi diferenciada. Em lugar de tijolos tradicionais ou concreto, foram utilizados blocos de poliestireno estendido, material que a Basf comercializa sob a marca Neoport. Segundo a empresa, esse material proporciona melhor isolamento térmico, resultando em redução de até 70% na energia consumida dentro da casa.

O projeto usou ainda outros produtos da empresa alemã, todos sob o mesmo conceito: tintas e vernizes que facilitam o controle da temperatura, pisos drenantes que poupam água, revestimentos, soluções impermeabilizantes etc. Uma das tintas possui propriedades antibacterianas e é a única, até agora, aprovada pela Anvisa (mais detalhes aqui).

Na CasaE, tudo isso foi combinado soluções de empresas como Schneider, Finder, Biltech, ABB e o consórcio KNX, entre outras, englobando rede elétrica, iluminação, segurança, aspiração central, monitoramento remoto etc. A construção faz parte do projeto Prédio Eficiente, coordenado pela Aureside (Associação Brasileira de Automação Residencial).

TV paga cresce (bem) mais que o país

O mercado brasileiro de TV por assinatura fechou setembro com 19,43 milhões de domicílios atendidos, o que representa 29,67% de penetração, diz a Anatel em seu último levantamento (vejam aqui os detalhes). Nos últimos doze meses, foram 2 milhões de novos assinantes, uma média de 11% de crescimento ao mês. Dificilmente haverá outro setor da economia em condições de exibir números tão bons, num país que nem consegue crescer 1%.

Curiosamente, a operadora que mais aumentou sua clientela em setembro foi a OiTV, com 67 mil novas assinaturas; justamente a Oi que, segundo as notícias mais recentes, está às voltas com uma complexa renegociação de sua dívida, estimada em R$ 46 bilhões. Impossível saber se esse é um fenômeno temporário (a empresa baixou consideravelmente seus preços este ano), ou se terá continuidade.

Como já comentamos aqui, o mercado deverá passar por mudanças substanciais a partir de 2015. A incorporação da GVT pela Vivo/Telefônica, respectivamente quinta e sexta colocadas no ranking, com certeza terá impacto sobre a Oi. Além disso, a Sky – atualmente em segundo lugar – tende a ganhar força com os investimentos da AT&T, que adquiriu a DirecTV; a Sky, aliás, já vem expandindo sua atuação em banda larga sem fio, como noticiou na semana passada o site Convergência Digital.

Não está descartada a possibilidade dessas gigantes seguirem o exemplo da Telmex (controladora da Net e da Claro) e começarem a adquirir o controle de operadoras regionais, cujo espaço para crescimento vem sendo reduzido.

Globo capricha mais no futebol

Replays_FreeDQualquer torcedor deve estar percebendo a pobreza do futebol brasileiro nos últimos tempos. Depois da Copa e dos já famosos 7×1, parece que o problema ficou mais evidente: caiu a audiência na televisão e o público nos estádios, que já não era grande coisa, tem sido constrangedor (com uma ou outra exceção). Outro dia, o Corinthians jogou para pouco mais de 8 mil resignados em seu recém-inaugurado estádio, onde cabem mais de 40 mil.

Não vou me alongar aqui sobre as causas do declínio, mas o fato é que as emissoras estão tendo que se reinventar em termos de cobertura futebolística. Para os canais fechados, a opção é ir buscar os campeonatos de outros países, especialmente da Europa. Entre as redes abertas, a Globo – só para variar – é a que mais está se mexendo. A emissora anunciou que no próximo domingo, dia 16, irá estrear um novo sistema de câmeras montadas em volta do campo, que permitirá captar imagens de uma partida em 360 graus!

A novidade foi criada pela empresa israelense Replay Technologies, com o nome de FreeD; aqui, irá se chamar Câmera 360; em alguns países, já é usada para transmissões de basquete, tênis, beisebol etc. Basicamente, trata-se de um software que recria os pixels da imagem para simular cenas reais do jogo. No caso do futebol, diz a Globo, serão instaladas várias câmeras com sensores ao redor do campo, cujas imagens transmitidas ao equipamento poderão ser montadas como numa captação multiângulo em 3D. Será útil, por exemplo, para rever determinados lances sob ângulos diferentes e até tirar dúvidas (neste link, há algumas demonstrações interessantes).

A estreia será no jogo Flamengo x Coritiba, domingo às 17hs, no Maracanã. A conferir.

Mais opções em áudio high-end

sonusNesta terça-feira, estivemos em mais um evento da distribuidora Audiogene para seus revendedores. Além de rever velhos amigos, foi interessante observar o surgimento de novos profissionais no mercado de áudio, vídeo e automação, em diversas partes do país; alguns participaram do nosso Programa de Certificação Home Expert e, pelo visto, estão evoluindo otimamente em suas carreiras.

Em encontros como esse, fica ainda mais clara a necessidade das empresas – que em sua essência são prestadoras de serviços especializados – se reciclarem e se manterem atualizadas. Numa única tarde, a quantidade de informações apresentadas sobre novos produtos e inovações de conceito valeu quase como um curso (mais detalhes aqui).

Interessante também acompanhar a evolução da própria Audiogene como distribuidora de equipamentos e fornecedora de soluções. Sua primeira marca foi a brasileira Absolute Acoustics, fabricante de caixas acústicas, cabos, conectores, matrizes e distribuidores de sinal. Hoje, são cerca de 20 marcas internacionais, incluindo algumas das mais conceituadas em seus segmentos, como McIntosh, Focal e Savant. No evento, ficamos conhecendo as duas mais novas integrantes do protifólio: a italiana Sonus Faber (caixas acústicas de design sofisticado, como mostra a foto acima) e a inglesa Arcam (players e receivers que se posicionam a meio caminho entre o high-end e as marcas mais conhecidas atualmente).

Alguns destaques entre os diversos produtos que foram anunciados (os lançamentos não serão imediatos, há itens que só chegam em meados do ano que vem):

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*Soundbar Focal com sub passivo que funciona como base para apoiar o TV (foto);

*Três linhas de caixas da Sonus Faber: Venere, Olympica e Homage;

*Matriz híbrida (HDMI/HDBaseT) com áudio Dolby Atmos e configurável pela internet.

*Subwoofer compacto da Focal com cantos arredondados;

*Servidor de música digital da McIntosh;

*Player universal da Arcam, que reproduz desde Blu-ray e SACD até arquivos digitais transmitidos via rede Ethernet;

*Power Absolute Acoustics para 12 canais de áudio;

Segundo a Audiogene, boa parte dos produtos já pode ser vista pelos revendedores credenciados no show-room da empresa. Nos próximos meses, vamos mostrá-los em detalhes aqui e no hometheater.com.br.

TVs Smart têm (quase toda) a força

smart-tv-1É quase impossível encontrar hoje um TV que não ofereça acesso à internet e uma série de aplicativos pré-instalados. Quem encontrar, e for comparar o preço, certamente irá concluir que não vale a pena ter um TV sem essa comodidade. Os fabricantes continuam investindo para conquistar o consumidor com mais e mais apps. O problema é saber até onde isso vale a pena?

Uma pesquisa divulgada dias atrás pela consultoria inglesa FutureSource revelou que, no ano passado, foram vendidos cerca de 90 milhões de TVs Smart em todo o mundo, o que significa uns 30% de todo o mercado. É também esse, hoje, o percentual de residências que possuem um TV conectado à internet nos países mais desenvolvidos. E, em quase 80% dos casos, quem tem um TV desses usa-o em boa parte do tempo para acessar serviços online; claro, Netflix e YouTube são os compeões.

Mas não está se concretizando a ideia original dos fabricantes, de transformar os aplicativos em fonte adicional de receita, segundo Jack Wetherill, que coordenou a pesquisa. “O consumidor não quer pagar pelos apps, a não ser no caso de serviços por assinatura, como o Netflix”, analisa o especialista. “O custo de produzir aplicativos interessantes é muito alto, e ninguém está enxergando retorno, a não ser quando se trata de apps para tablets e smartphones”.

Vem aí outra sexta-feira negra

À medida que se aproxima mais uma Black Friday (última sexta-feira de novembro), é recomendável redobrar os cuidados na hora de fazer compras online. A invenção americana, que como tantas outras é copiada no Brasil desde 2012, ganhou contornos policiais no ano passado, quando houve centenas de denúncias de fraude, conforme apontamos neste artigo.

Este ano, a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico se antecipou e criou uma espécie de “selo de honestidade”, que promete oferecer a lojas virtuais que não façam maquiagem de preços. Até a semana passada, segundo o site do jornal O Estado de S.Paulo, 96 empresas haviam concordado com as condições – a Câmara quer chegar até o final do mês com 150 adesões. Diz a entidade que, em 2013, as promoções relacionadas ao evento (que na verdade não dura apenas um dia…) atingiram cerca de R$ 770 milhões em vendas.

Falta ainda decidir o que fazer com as lojas que atrasam as entregas, ou que simplesmente cobram o valor determinado mas não entregam os pedidos, e como ressarcir os consumidores prejudicados. Por enquanto, nenhuma palavra a respeito. Infelizmente, se nos EUA a Black Friday é associada ao feriado de Ação de Graças, quando as famílias se reúnem para agradecer a Deus pelo que conquistaram, aqui foi transformada em mais um caso de polícia.

Dois pioneiros que se vão

Esta semana, mais precisamente na terça-feira dia 4, o mundo da tecnologia perdeu duas grandes figuras, daquelas que dificilmente poderão ser substituídas.

Primeiro, se foi George Feldstein, fundador da Crestron, o visionário que, ainda nos anos 1970, enxergou na integração dos sistemas eletrônicos um mercado. A não ser em aplicações muito específicas, antes da Crestron os sistemas instalados numa casa ou numa empresa não se comunicavam – quando muito, trocavam sinais. Foi Feldstein quem introduziu soluções de controle automatizado específicos para ambientes residenciais, em lugar das antigas adaptações (confundia-se, por exemplo, automação da casa com automação bancária…); vejam aqui, em inglês, mais detalhes sobre sua trajetória.

tas-215-cover-finOutra morte a se lamentar é a de Harry Pearson, cofundador da revista The Absolute Sound, que para muitos é a “bíblia” do áudio. A publicação nasceu em 1973 para, segundo Pearson, fazer contraponto às mais veteranas Stereophile e Stereo Review, que ele considerava “muito comerciais”. A TAS foi a primeira a usar o termo “high-end” para definir equipamentos de alto padrão. HP – como era chamado – não gostava de rock (quando muito, jazz instrumental; só ouvia música erudita) e, nos primeiros anos, também não aceitava anúncios em suas páginas. Para avaliar um produto, reunia sua equipe e todos davam seus pareceres, de ouvido, sem instrumentos de medição, baseados apenas em suas preferências e experiências pessoais. Foi, por assim dizer, um “radical” do jornalismo de tecnologia, o que lhe causou grandes problemas de relacionamento (e também de dinheiro), mas nunca abalou sua credibilidade; aqui, um réquiem para Pearson, escrito por Jonathan Valin, um de seus sucessores.

Criadores como Feldstein e Pearson é que fazem valer a pena atuar na área de tecnologia.

Cara de pau eletrônica

A notícia pode ser inacreditável, mas tem tudo a ver com o “país dos espertinhos”, aquele em que vivemos. Deu no site Tela Viva. Um juiz de Governador Valadares (MG) negou indenização a um consumidor que queria ser ressarcido em 420 reais, valor pago por um AZ Box.

Para quem não está familiarizado, esse é o nome genérico do aparelho que permite invadir as redes das operadoras de TV por assinatura e assistir aos canais sem pagar. O espertalhão havia comprado de um amigo e se enfureceu quando o sinal foi cortado, já que era uma captação proibida por lei. Cara de pau, chegou a admitir perante o Juiz que sabia da ilegalidade, mas mesmo assim queria o dinheiro de volta.

Já tratamos do tema várias vezes (leiam aqui). Como se sabe, uma das características dos piratas é a criatividade para burlar as proibições e as limitações técnicas. Agora, descobre-se também como é criativo o consumidor que tenta se aproveitar da situação – e, com isso, acaba se confundindo com o bandido.

Banda larga, perna curta

Cerca de um mês atrás, comentamos aqui sobre o plano anunciado pela então candidata Dilma Roussef, de espalhar redes de fibra óptica “pelo país inteiro”. Mais específico, o site da candidata falava do Programa Banda Larga para Todos, prometendo “cobertura de 90% dos domicílios brasileiros até 2018″. Era uma utopia, como sabe qualquer pessoa medianamente informada sobre o assunto – na verdade, mais uma falsa promessa de campanha.

Agora, o próprio ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, se encarrega de desmentir sua chefe. Ao site Convergência Digital, o ministro disse que aquilo foi “um erro” da campanha. “A promessa é de fibra óptica em 90% dos municípios, e não dos domicílios”, corrigiu Bernardo, que informou ter pedido correção dos dados (segundo o site, até esta quarta-feira a informação errada continuava lá). “Fibra óptica em 100% dos domicílios provavelmente custaria R$ 400 ou R$ 500 bilhões”, calcula o ministro.

Para reafirmar a velha história de que mentira tem perna curta, coube a um subordinado do ministro – Artur Coimbra, diretor de banda larga do Ministério – colocar as coisas em termos mais realistas. Falando a uma comissão do Senado, Coimbra disse que o plano prevê levar fibra a 45% dos domicílios, sem especificar a quantidade de municípios. Considerando que esse plano é o que restou do célebre PNBL, lançado ainda pelo presidente Lula em 2010 (leiam aqui, aqui e aqui), conclui-se que a promessa da presidente é apenas isso – uma promessa.

Em tempo: o site da consultoria Teleco, grande autoridade no assunto, informa que até agosto havia cerca de 23 milhões de acessos de banda larga, entre fibra e cabo coaxial, equivalente a 11% da população (11,6 acessos para cada grupo de 100 habitantes).

Um gigante de meio milhão de reais

4K 105 inch CURVED UHDNa última quinta-feira, a Samsung apresentou em São Paulo seu TV 4K de 105 polegadas (mod. UN105S9W). Foi um grande esforço de logística para trazer o aparelho e exibi-lo de um modo completamente fora do comum: uma espécie de “nave”, contendo uma sala de home theater com o TV em destaque, foi erguida a cerca de 15m de altura; dentro dela, um grupo de convidados apreciando as imagens do TV, tendo como fundo as luzes da capital paulista.

Esse TV, que vimos em demonstração na CES, em janeiro, e na IFA, em setembro, também é fora do comum. A curvatura da tela em 105″, com formato 21:9, causa muito maior impacto; com certeza, é até hoje o que mais se aproxima de uma tela de cinema. Para manter a baixa espessura (apenas 17mm), a Samsung desenhou um gabinete “limpo”, colocando todas as conexões e processadores num módulo à parte (vejam este vídeo).

O gigante também está sendo lançado nos EUA e na Europa, pelo equivalente a US$ 120 mil. Aqui, o preço sugerido é de R$ 499 mil, e não será surpresa se forem vendidas algumas dezenas (a LG mostrou modelo semelhante na IFA e deve lançá-lo em breve no Brasil).

Em tempo: para evitar confusão, é importante informar que o TV Samsung é um 4K LED-LCD, e não OLED. Este, por enquanto, é privilégio da LG, como mostramos neste vídeo.

Banda larga chega aos 80% (na teoria)

Desde sábado último, está valendo a nova regulamentação da Anatel sobre os serviços de banda larga. Como previsto desde 2012, as operadoras agora têm que garantir pelo menos 80% da velocidade registrada em contrato. Como todos se lembram, até então elas cumpriam apenas 10% e ninguém podia reclamar. A garantia mínima passou para 60% naquele ano, depois 70% em 2013 e agora chega aos 80%.

A pergunta que muitos usuários se fazem é: como saber se a norma está sendo cumprida? Na teoria, se você contratou um pacote de 10 Megabits por segundo, não pode receber menos do que 8Mbps. Mas essa é uma média calculada ao longo de cada mês. Nos momentos de pico, é comum a velocidade cair. O que a Anatel fez foi contratar uma empresa chamada EAQ (Entidade Aferidora de Qualidade) para fazer a medição utilizando cerca de 10 mil aparelhos conectados aos modems de consumidores voluntários. Ou seja, o cálculo funciona por amostragem.

Para quem quiser acompanhar, de fato, como anda o serviço prestado por sua operadora, o melhor caminho é instalar um medidor como os listados no site Brasil Banda Larga. E, claro, se a regra dos 80% não for respeitada, questionar a operadora e reclamar por todos os meios possíveis. O texto completo do regulamento que trata do assunto pode ser lido aqui. E o site Convergência Digital traz mais explicações.