About Orlando Barrozo

Author Archive | Orlando Barrozo

Show de tecnologia em Copacabana

Na semana passada, acompanhamos ao vivo um grande espetáculo tecnológico. O centenário Copacabana Palace, no Rio, emprestou sua fachada para a exibição do Video Mapping Challenge, competição internacional de projeção mapeada promovida pela Epson. Oito projetores a laser foram montados em torres erguidas sobre a areia da praia, bem de frente para um suntuoso edifício, construído há quase 100 anos – foi inaugurado em 1923. Em terra, um sofisticado equipamento da empresa sueca Dataton rodava o software WatchOut, criado justamente para projeção mapeada. No computador, o designer cria a imagens sobre uma réplica do prédio; ao serem projetadas, tem-se um show de cores e luzes, irresistível até para quem estava na praia, como mostra este vídeo.

Video Mapping, garantem os especialistas, começa a se transformar no recurso técnico de maior impacto para espetáculos ao vivo. Quem frequenta shows de música já deve ter visto. Este link mostra slideshow com alguns belos exemplos. Quando se une tecnologia a uma paisagem como aquela, revela-se até onde pode ir a criatividade humana.

TVs agora atenderão comandos de voz

Um colega americano, no site Twice, teve a grande sacada: “Os fabricantes de eletrônicos estão ouvindo vozes”. Sim, vozes de revendedores e integradores pedindo produtos compatíveis com os chamados assistentes de voz: Alexa (da Amazon), o mais usado até agora; Assistant (Google) ou Siri (Apple). Pelo visto, ninguém escapa. O que se viu na CES de Las Vegas esta semana confirma que os PAs (Personal Assistants), como chamam os americanos, estão tomando de assalto o mercado de tecnologia.

Há cerca de um ano, comentamos aqui sobre a disputa entre Google e Amazon nesse campo. Ao longo do ano, a Amazon consolidou sua liderança, mas a Google não se conteve, dando início a uma estratégia agressiva no último trimestre. A presença da empresa na CES, com estande e tudo, foi o sinal mais eloqüente de que a briga é pra valer. Curiosamente, a Apple – primeira a lançar um assistente de voz, o hoje desprezado Siri – ficou para trás nessa corrida. 

Agora, temos pelo menos mais três concorrentes bem dotados para brincar nessa praia. Em Las Vegas, a Samsung estreou sua plataforma Bixby, apresentada como capaz de conectar qualquer produto da marca, dos TVs aos eletrodomésticos. Chegou também o ThinQ, da LG, com mais ou menos o mesmo conceito. E a Microsoft tenta entrar no segmento com o Cortana, em meio a uma avalanche de críticas a sua performance. 

Para quem ainda não sabe o que faz exatamente um assistente de voz, talvez seja uma boa assistir a este interessante vídeo promocional da Google. Ali estão a maior parte dos recursos do Assistant, e que podem se encontrados nas demais plataformas. Trata-se de simplificar uma série de atividades diária e acabar (será muita pretensão?) com os eternos problemas de incompatibilidade e os erros de configuração e acionamento que travam os aparelhos definidos como smart.

Não será surpresa se outros assistentes de voz surgirem nos próximos meses, mas por enquanto a tendência os fabricantes de equipamentos se ajustarem aos gigantes já estabelecidos. Na CES, empresas como Philips e Sony demonstraram TVs integrados ao Google Assistant, enquanto a LG, por exemplo, anunciou que suas próximas linhas virão com Alexa. Alguns fabricantes preferirão até oferecer ambos, deixando a escolha para o consumidor.

Já deu pra perceber que teremos muita novidade em assistentes pessoais daqui por diante. Vejam a reportagem de nosso Julio Cohen, direto dos corredores da CES, e aguardem os lançamentos para o mercado brasileiro, que estaremos acompanhando aqui. 

Globo chega à era de Game of Thrones

Acaba de estrear a nova superprodução da Globo: Deus Salve o Rei, que ocupa a faixa das 19h, é provavelmente a mais cara telenovela da história (a emissora não fornece números). Com certeza, é a que exige maior complexidade em termos de cenários, figurinos, iluminação etc. Ambientada na Idade Média, a trama envolve castelos suntuosos, duelos com espadas e uma dramatização diferente das novelas que retratam situações atuais. Depois de ter produzido novelas na Grécia (Belíssima, 2007), Índia (Caminho das Índias, 2009) e Turquia (Salve Jorge, 2013), entre outras locações distantes, a Globo desta vez preferiu economizar nas viagens: somente uma parte da equipe técnica foi à Espanha, Escócia e Islândia, para captar imagens de castelos, vilarejos e paisagens que lembram a era medieval. Enquanto isso, no Rio de Janeiro foi montada uma cidade cenográfica de aproximadamente 1.800m2, com externas gravadas no processo chroma key convencional. 

OK, OK, dirão os leitores, mas por que estamos aqui falando de novela? Deus Salve o Rei é também um marco por ser a primeira produção do gênero gravada com áudio imersivo. O telespectador não vai perceber isso na transmissão pela TV aberta, mas talvez o consiga no Globo Play, serviço on-demand da emissora. O áudio é codificado em Dolby Atmos, processamento que já pode ser captado quando se assiste pela internet. Aqui, uma boa explicação.

Vale lembrar que Dolby Atmos já foi utilizado pela Globo, por exemplo, na transmissão do Rock in Rio, no ano passado. É, de fato, uma tendência mundial, considerando a quantidade de produtos compatíveis exibidos esta semana na CES de Las Vegas. Deverá ser usado também nas próximas séries da Globo. Aliás, para reforçar o impacto, a emissora fez a pré-estreia da novela num cinema, devidamente equipado com caixas acústicas espalhadas pelo teto para realçar os efeitos sonoros.

Acidentes de Primeiro Mundo

Outro dia foi o aeroporto JFK, em Nova York, que inundou: uma falha hidráulica acabou trazendo para cima dos passageiros e de suas bagagens, até mesmo na área de desembarque, a água gelada vinda das nevascas lá fora (só vendo o vídeo para acreditar).

Hoje, visitantes e profissionais que cobrem a CES, em Las Vegas, levaram um susto quando caiu a energia dos pavilhões Central e South. Centenas de equipamentos desligados abruptamente, inclusive as enormes telas espalhadas por uma área de aproximadamente 2 mil metros quadrados. Celulares com flash passaram a ser instrumentos valiosos, como se vê na foto.

Nos dois casos, houve pedidos de desculpas das autoridades responsáveis (pelo menos isso; se fosse no Brasil…). Definitivamente, a América de Trump não é mais aquela!

Neste vídeo, nosso correspondente Julio Cohen mostra o espanto nos estandes da CES em meio à escuridão.

Fabricantes tentam antecipar tecnologia 8K

Aos poucos, vamos tentando destrinchar as novidades da CES 2018, cuja cobertura detalhada pode ser acompanhada em nosso hot site. Desta vez, são inúmeras, certamente puxadas pela necessidade da indústria eletrônica se reinventar em velocidade cada vez mais alta. O problema é quando essa postura atropela inovações que ainda estão sendo assimiladas pelos consumidores.

Vejam o caso do 8K. O pessoal que trabalha com broadcast e produção de vídeo já sabe que esse é o futuro. Para boa parte deles, 4K não passa de uma ponte aguardando as devidas experiências e regulamentações do 8K. Claro, é exagero: não há como passar de 2K (Full-HD) para 8K diretamente, pois a complexidade e a diferença em termos de desempenho são estratosféricas. E no entanto… isso mesmo, alguns fabricantes estão exibindo displays 8K na CES (não é a primeira vez) e já anunciando que esses aparelhos estarão à venda ao longo do ano!

Posso estar errado, mas não dá para levar muito a sério esses anúncios. Samsung e LG, por exemplo, estão demonstrando 8K mais como uma forma de reafirmar sua liderança tecnológica (anos atrás, a Sharp também o fez). Antes que algum leitor mais empolgado já saia por aí procurando, vale lembrar que, ao contrário do 4K, lançado há cerca de quatro anos, os conteúdos 8K inexistem por ora. E talvez demorem muito, porque, se já é complicado (e custoso) produzir com 8 milhões de pixels, que dizer de 32 milhões?

Isso mesmo: a melhor forma de entender o tamanho do problema é calcular a quantidade de pixels, os elementos que formam a imagem:

2K (Full-HD) – 1.920 x 1.080 = 2,073 milhões de pixels

4K (Ultra HD) – 3.840 x 2.160 = 8,294 milhões de pixels

8K (Super HiVision) – 7.680 x 4.320 = 33,177 milhões de pixels

Para quem quiser entender melhor essa história, temos um post antigo explicando. 

Em Las Vegas, lançamentos e polêmicas

Nosso JULIO COHEN já está a todo vapor na “cidade do pecado” para cobrir a CES 2018. Oficialmente, o evento abre na 3a feira, mas neste sábado ele já pôde entrar no clima, como se vê no hot site que criamos especialmente para o evento

Aqui, na retaguarda, acompanhamos não apenas os lançamentos mas também os “bastidores virtuais” da CES. Aliás, a Feira não seria a mesma – que cobrimos desde 1997 – se não fosse as fofocas e polêmicas de bastidor. Mais ainda em tempos de Trump: o homem parece ter enlouquecido de vez ao propor algo que a sagrada Constituição americana (escrita e cumprida há quase 250 anos) proíbe terminantemente: a censura.

Trump não gostou de algumas revelações de um ex-assessor, que alimentou o jornalista Michael Wolf para escrever o livro Fire and Fury: Inside The Trump White House (em português, algo como “Fogo e Fúria: Por Dentro da Casa Branca de Trump”). Quis impedir a circulação, mas lá – ao contrário daqui, por exemplo – isso nem é levado a sério. Lançado no dia 5, o livro já é o mais vendido na Amazon, sucesso que deve se repetir conforme forem saindo as traduções pelo mundo afora. Aqui, detalhes do livro.

Se quiser, Trump terá que processar Wolf judicialmente e aguardar o resultado. Como o presidente já se indispôs algumas vezes com o setor de tecnologia, há entre visitantes e expositores da CES uma “discreta torcida” para que se cumpra uma das previsões de Wolf: seu livro pode derrubar o presidente.

2017: balanço, análises e tendências.

A edição de janeiro da revista HOME THEATER & CASA DIGITAL, que chega às bancas esta semana, traz uma retrospectiva focada nos produtos que nossa equipe avaliou durante o ano. Selecionamos aqueles que mais se destacaram em cada categoria e trazemos um resumo das respectivas avaliações. São 13 aparelhos que retratam o mercado residencial e podem ser recomendados sem susto. A revista – em edição impressa ou digital – também pode ser solicitada no hometheater.com.br.

Aliás, junto com a primeira edição do ano os assinantes da HOME THEATER recebem também seu exemplar gratuito do anuário HOME THEATER BEST 2018, com uma seleção de excelentes projetos visitados pela equipe ao longo do ano. Lançado em 2001, o anuário acaba de atingir a “maioridade”, consolidando-se como referência para consumidores, integradores, arquitetos e designers. 

Trump, CES e neutralidade da internet

Já está virando um péssimo costume: o chefe da FCC, equivalente americana da nossa Anatel, cancela na última hora sua participação da CES. Tudo estava agendado para dia 8, quando Ajit Pai daria sua primeira entrevista no evento (ele assumiu em março). Mas, cinco dias antes, e sem maiores explicações, a direção da Consumer Technology Association recebeu o aviso de que ele não irá a Las Vegas. 

A dedução imediata de quem acompanha esse mercado foi que Pai não queria enfrentar o público da CES, quase 100% formado por defensores ardorosos da chamada neutralidade das redes. É impossível escapar do trocadilho com o nome do executivo, o “pai” do projeto do governo Trump de acabar com essa conquista dos usuários de internet em todo o mundo. Em setembro, a FCC anunciou que iria rever a legislação, uma das promessas de Trump: as operadoras ficariam livres para tarifar e regular o acesso como bem entenderem, seja para uma Netflix ou para um anônimo usuário individual.

Imediatamente após o anúncio, mobilizaram-se as diversas entidades que defendem a neutralidade – na verdade, um conceito meio abstrato, pelo qual o acesso deve sempre ser livre. Incentivados por gigantes como Apple, Google, Facebook, Microsoft e cia., esses movimentos pressionaram a FCC a voltar atrás. Inútil: em dezembro, a Comissão votou conforme o projeto. A única esperança dos movimentos agora é que seja aprovado o impeachment de Trump, hipótese cada vez mais discutida nos EUA.

Mas, segundo Gary Shapiro, presidente da CTA, o motivo da ausência de mr. Pai na CES seria outro. Ele e sua família vêm sofrendo não só pressões, mas até ameaças de morte por causa de sua política na FCC, considerada muito favorável às grandes operadoras. Verdade ou não, este é o terceiro ano consecutivo em que o executivo-chefe da FCC (ou seja, a maior autoridade do país em telecomunicações) cancela presença na CES. Fica parecendo descortesia. Ou, quem sabe, medo de enfrentar as críticas.

Para quem se interessa pelo assunto, recomendo estas quatro visões diferentes sobre a neutralidade das redes:

Gigantes querem neutralidade da rede em benefício próprio

Pioneiros da internet defendem neutralidade

Teles tentarão acabar com a neutralidade das redes no Brasil

Neutralidade da rede deve permanecer intocada no Brasil

Como será a partilha da Oi em 2018?

Oi: este foi provavelmente o verbete mais buscado em 2017 entre os sites brasileiros de tecnologia. E também nos de notícias políticas e judiciais. O crescimento indecente da dívida, hoje passando dos R$ 65 bilhões, atraiu a mídia para a realidade da empresa. Trata-se do maior escândalo do gênero: como pôde dar errado um negócio financiado com dinheiro público (e muito), baixo risco, com tudo para ser uma máquina de lucros (já que possui a maior rede cabeada do país)? Algumas respostas aqui.

O ano terminou com advogados e consultores discutindo a viabilidade do Plano de Recuperação Judicial da Oi, mediado pela AGU (Advocacia Geral da União). Pouco antes do Natal, Eurico Teles, nomeado presidente temporário da operadora, afirmou que o plano visa deixá-la pronta para qualquer um que queira comprar. Com 63 milhões de clientes nos serviços de telefonia (fixa e móvel), banda larga e TV, o potencial de fato é reconhecido pela maioria dos especialistas. Seria atraente para qualquer investidor, e há pelo menos três candidatos: a egípcia Orascom e as chinesas China Telecom e China Mobile.

Os problemas começam quando se analisa a dívida da Oi, sua capacidade e a forma de pagá-la. O tal Plano propõe reduzir os R$ 65,4 bilhões para R$ 29,3, com os principais credores assumindo o controle na forma de ações. 

O site G1, aliás, listou os credores por ordem de grandeza (da dívida), com nada menos do que 13 mil razões sociais; alguns casos são ridículos, como o de uma empresa de serviços de Recife a quem a Oi deve – acreditem!!! – R$ 2,69. Isso mesmo, dois reais e sessenta e nove centavos. Aqui, os peixes grandes:

Bank of New York Mellon (EUA) – R$ 18,5 bilhões

Citicorp (Reino Unido) – R$ 15,7 bilhões

China Development Bank – R$ 2,4 bilhões

Itaú (Brasil) – R$ 1,5 bilhão

Acrescentem-se os valores devidos a órgãos do governo:

Banco do Brasil – R$ 4,3 bilhões

BNDES – R$ 3,3 bilhões

Caixa Econômica Federal – R$ 1,9 bilhão

Sem falar em aproximadamente R$ 10 bilhões de multas, não pagas à Anatel. Para saldar esses quase R$ 20 bi de dívida pública, a atual direção da Oi sugere parcelamento de R$ 8,3 bilhões, a serem pagos em 20 anos, ficando o restante para ser “discutido na Justiça”. Proposta indecorosa e, é claro, recusada pela Anatel e demais entes públicos envolvidos. O blog da Teleco traz mais detalhes.

Já para a dívida internacional, a Oi aceita transferir aos credores cerca de R$ 6,3 bilhões, mandando para as calendas o restante (algo como R$ 40 bi). Se aceitasse os R$ 40 bi oferecidos pelos chineses, a empresa pagaria pelo menos a parte devida ao governo e metade do débito com os bancos. Mas, pagar? Claro que isso nem passa pela cabeça de seus executivos. 

CES 2018 dá a largada tecnológica

Tradição sagrada para quem trabalha ou consome tecnologia é a CES de Las Vegas, que este ano acontece de 9 a 12 de janeiro. A área de exposição continua sendo expandida, como vem acontecendo ano após ano, assim como a quantidade de empresas participantes e a variedade de segmentos representados no evento.

Foi-se o tempo em que as atrações se resumiam a produtos de áudio e vídeo. A edição 2018 tem nada menos do que 24 setores de exposição e demonstração, do tradicional áudio high-end ao robôs, IoT, realidade virtual etc. Sim, TVs continuam sendo o item que mais atrai visitantes, junto com os computadores de bolso, digo, os smartphones – a diferença é que um TV pode ser apreciado até de longe; enquanto ocorrem sempre na CES verdadeiras lutas corporais para colocar a mão num celular desses que parecem (mesmo) pocket-PCs.

Nas próximas duas semanas, e certamente nas subsequentes, estaremos comentando aqui os destaques da CES 2018. Lá em Las Vegas estará nosso colaborador Julio Cohen, incansável pesquisador, alimentando o hot site que estamos finalizando para levar ao ar a partir de sábado 06/01 – hospedado no hometheater.com.br

Como aperitivo, a foto acima, que mostra o TV OLED LG de 88″, o primeiro capaz de reproduzir imagens em resolução 8K. Algo como uma “Ferrari dos TVs”. 

Um ano para acelerar

Depois do período de festas, lá vamos nós para mais um ano. O desejo é que 2018 traga a todos os leitores mais notícias boas do que ruins, tanto no uso da tecnologia quanto na vida pessoal e nos destinos do país.

Sem entrar no marketing do “Avança Brasil”, campanha oficial do governo Temer, acho importante, antes de mais nada, reconhecer que o país está hoje ligeiramente melhor do que estava um ano atrás. Nada empolgante, mas agora existe pelo menos um fio de recuperação (digo, na economia). Voltaram os investimentos, reduziram-se os estúpidos índices de inflação e juros, e com isso a tendência natural é que negócios e projetos sejam retomados aos poucos, gerando empregos. Nada humilha mais um cidadão do que a falta de trabalho. Claro, foram mais de 12 milhões de vagas exterminadas no período de quatro anos; recuperá-las levará no mínimo mais quatro!

Como já aprendemos, o que está escrito acima resume as pré-condições para que voltemos a respirar sem a ajuda de aparelhos. O mercado de tecnologia, em particular, só pode ser reativado com melhores níveis de emprego e renda. E, nesse ponto, confesso-me mais otimista que a maioria das pessoas com quem tenho conversado. O fato de estarmos em ano eleitoral, sempre turbulento, não deve influir no ritmo da economia, porque criou-se um virtuoso consenso de que não há outro caminho a seguir. Seja quem for o próximo presidente, será obrigado a manter a política econômica atual.

Outra coisa, bem diferente, é aceitar o jogo político como vem sendo praticado. Me parece que a sociedade já sacou: os bilhões roubados via corrupção são exatamente os bilhões que faltam nos serviços básicos. Destruíram os sistemas públicos de saúde e educação, transformaram a criminalidade num grande negócio, e por aí vai. Este artigo, aliás, revela alguns números inquietantes. Temos em 2018 a chance histórica de tirar de cena pelo menos parte dos bandidos que assaltaram o Estado brasileiro, e assim começar a necessária faxina institucional através do voto.

Ao trabalho, portanto, que 2018 espera muito de todos nós.

Em tempo: parte das nossas ideias a respeito estão na seção Jeitinho Brasileiro. Leiam e comentem!

Disney dá a senha para o futuro

Disse um repórter do site americano Digital Trends que é a “união de Mickey com Wolverine”. Talvez se possa falar ainda em lobo mau e os zumbis de Walking Dead. Ou Star Wars, ratatouilles e todos os super heróis da Marvel. Fato é que a compra da Fox pela Disney, confirmada esta semana (embora ainda pendente de aprovação pelas autoridades americanas), marca uma nova etapa da indústria de mídia e entretenimento. É o tipo de negócio que tende a mexer com diversas forças, obrigando todo mundo a se reposicionar daqui por diante.

As informações oficiais são de que a Disney irá pagar US$ 66 bilhões para assumir o controle das divisões de cinema e vídeo do grupo Fox, incluindo os canais FX e National Geographic, além de 39% da operadora europeia Sky. Ficam de fora Fox News, Fox Sports (canais pagos) e Fox TV (rede aberta dos EUA). A Disney passa a ter ainda 94% das ações do Hulu, serviço criado pelos estúdios de Hollywood para enfrentar o Netflix e que hoje tem pouca expressão fora do mercado americano.

Como se sabe, recentemente a Disney começou a retirar seus conteúdos do Netflix, preparando o lançamento de um serviço próprio de streaming, previsto para estrear em 2019. Além de Mickey, Darth Vader e toda a “família Disney”, sairão as produções da Fox, Pixar e Marvel. Pelo visto, o único super herói sobrevivente será o próprio Reed Hastings, dono do Netflix… A Disney também é dona da ESPN e já anunciou que terá um serviço de streaming exclusivo de esportes em 2018. 

Tudo isso é parte da reação de Hollywood à expansão da internet. Os donos de conteúdo (Disney, HBO, Turner e mesmo a Globo brasileira) não querem correr o risco de se tornarem escravos de Netflix, Amazon, Google, Facebook etc. A tendência é termos mais serviços de streaming competindo pela preferência do consumidor, como vêm fazendo desde sempre os canais de TV.

Como diz o Digital Trends, bem-vindos ao admirável mundo novo do streaming! Para quem quiser saber mais detalhes sobre o alcance do negócio Disney Fox, eis aqui um bom resumo em português.

Abaixo o vale tudo

Aproveito aqui uma dica do excelente boletim Canal Meio para ilustrar uma ideia que já comentei algumas vezes: para vencer, vale tudo? Não, errado. Nem tudo. Seja na vida, na política ou no esporte, como mostra a história contada pelo jornal espanhol Marca. Aconteceu em 1992, em Tóquio, um encontro entre dois grandes do futebol: o brasileiro Telê Santana (então técnico do São Paulo) e o holandês Johann Cruyff (do Barcelona). Num café, véspera do jogo em que os dois times decidiriam o Mundial de Clubes, Telê e Cruyff tiveram um diálogo ao mesmo tempo comovente e enriquecedor. Transcrevo abaixo o texto:

Johan Cruyff e Telê Santana puseram as mãos direitas uma em cima da outra para pactuar que, se naquele 13 de dezembro de 1992, algum jogador do São Paulo ou do Barcelona se descontrolasse, ou não correspondesse ao bom futebol que eles praticavam como religião, seria substituído. “Fechado”, disse Cruyff, entusiasmado. É o que conta hoje o ex-árbitro argentino Juan Carlos Loustau, escalado para dirigir aquela partida, referindo-se ao momento que testemunhou, o mais maravilhoso pacto secreto que o futebol já conheceu.

Foi na madrugada de 11 de dezembro, num hotel em Tóquio. Quase quatro horas de conversa sem pausa haviam transcorrido, muitas xícaras de café foram consumidas, e o holandês não parava de fumar. É insólito nos tempos de hoje pensar que 25 anos atrás, na véspera da final da Copa Intercontinental de Clubes, o Barcelona dirigido por Cruyff e o São Paulo de Telê se hospedavam no mesmo hotel.

De um lado, Stoichkov, Michael Laudrup, Pep Guardiola, Ronald Koeman e cia. De outro, Raí, Palhinha, Muller, Cafu, Zetti… e, no centro desse quadrilátero imaginário, Telê e Cruyff conversavam como amigos, sem se preocuparem que dois dias depois estariam disputando um título.

“Eles estavam convencidos de que perder jogando bem não é fracassar, e de que numa partida leal, respeitando os princípios que os haviam levado até ali, não há vencedores nem vencidos”, diz Loustau. O argentino, na época considerado o segundo melhor árbitro do mundo, já havia dirigido jogos da Copa de 1990, na Itália, e fora indicado para apitar a final em Tóquio. “Em 40 anos de carreira, nada me tocou mais do que ter sido testemunha privilegiada daquela conversa entre Telê e Cruyff”, conta ele. “Eles falavam de futebol como se fosse algo sagrado. Diziam que interromper um jogo simulando contusões, esconder a bola ou fazer cera não era válido. Foi a coisa mais enriquecedora que o futebol me deu”. 

Loustau lembra que Cruyff lhe perguntou com certo espanto por sua experiência de 1989, no Maracanã, quando apitou um jogo entre Brasil e Chile em que o goleiro chileno Roberto Rojas fingiu ter sido ferido por um sinalizador atirado pela torcida. “Cruyff e Telê queriam ganhar, mas não de qualquer maneira, não com artimanhas. Tinham argumentos muito parecidos. Por exemplo, falavam com entusiasmo sobre o desafio de combinar a velocidade com a precisão para surpreender o rival”.

Naquela noite, Loustau entendeu que os dois nunca consideravam que perder fosse um fracasso, como o holandês havia perdido a Copa de 1974 para a Alemanha e o brasileiro fora derrotado pela Itália na Copa de 1982. “Eles queriam vencer com suas crenças e concordavam que respeitar isso era a base de qualquer êxito. Bastava ver suas equipes para perceber que os jogadores faziam exatamente o que os dois treinadores apregoavam”.

Jogadas inúteis eram rechaçadas pelo brasileiro e pelo holandês. “Não se cansavam de falar sobre futebol, até que lá pelas 3hs da manhã surgiu o pacto, uma aposta pelo jogo limpo”, acrescenta o ex-árbitro. Como que tocado por uma varinha mágica, Loustau subiu naquela noite ao seu quarto de hotel meio que embriagado de futebol. Estava convencido de que teria pouco trabalho no jogo. “O tempo de jogo corrido foi enorme, com muitas chances de gol e sem segundas intenções”, recorda. 

Nunca mais se encontraram, nem para tomar mais uma xícara de café. Telê faleceu em 2006, aos 75 anos; Cruyff aos 69, em 2016. E a testemunha privilegiada continua lembrando, como se fosse hoje, a madrugada em que pôs sua mão para ajudar a selar um belo pacto. 

Investimentos chineses e o medo da China

Nos últimos dez anos, governo e empresas da China investiram cerca de US$ 80 bilhões no Brasil. Os números assustam os mais conservadores: o medo do que isso possa significar no futuro para a chamada “soberania nacional” equivale ao que se ouvia, anos atrás, sobre as “multinacionais”, em particular as americanas. Aqui mesmo no mercado de eletroeletrônicos, é comum é grita contra essa “ameaça”, inclusive agora que o presidente Temer foi à China em busca de investimentos. Aqui, um bom exemplo.

Esta semana, um artigo do especialista Tulio Cariello no site brasileiro do jornal El País analisou o tal “medo da China”, lembrando que os laços entre os dois países há anos são bem mais fortes do que se pensa. Na verdade, não é só o Brasil: os chineses avançam em várias regiões do mundo, especialmente aquelas onde os ativos são mais baratos. Vêm crescendo na África, América Latina e em países menos desenvolvidos da Ásia. Souberam aproveitar a crise americana/européia e pretendem continuar esses movimentos.

Aqui, têm investido em fusões, aquisições e joint-ventures nas áreas de agronegócio, energia e tecnologia. Não será surpresa se ficarem também com um bom pedaço na futura privatização da Eletrobrás, o que já arrepia os cabelos de muita gente, como se vê neste link.

Não é coincidência que, como citamos aqui recentemente, as operadoras brasileiras de telecom fizeram chegar ao governo sua preocupação com a possibilidade de uma concorrente chinesa assumir o controle da Oi. Aliás, essas coisas nunca são coincidência. Mais detalhes aqui.

Previdência: (de)formando opiniões

Como não sou especialista em Previdência, evito comentar o tema. Não estou seguro de que a reforma atualmente em discussão será mesmo positiva para o país, ainda mais em sua versão desfigurada pelo governo Temer e seus aliados. Pelo que já li, ouvi e pesquisei, caminhamos céleres para uma falência geral de órgãos públicos, que chegará tanto mais rápido quanto mais demorarmos a encarar a realidade do envelhecimento da população e suas consequências.

Deixo a critério dos leitores formarem sua opinião a partir do trabalho (que considero admirável) de especialistas como José Pastore, Ricardo Amorim, Mansueto de Almeida, Samuel Pessoa e o grande prof. Wladimir Novaes Martinez, autor de vários livros a respeito, entre muitos outros. Cada um deles tem vários artigos e entrevistas publicados, que recomendo sem moderação a quem quiser – mesmo – entender e opinar sobre a questão previdenciária.

Mas o ponto aqui é outro. Em meio à polêmica da reforma, é natural que muitos se manifestem, às vezes de forma ardorosa, contra e a favor. Existem os que não concordam e apontam erros neste ou naquele ponto, e há também os grupos de interesse, que criticam porque podem vir a perder benefícios e privilégios. Em princípio, todas as manifestações são legítimas. Que a população leiga discuta, comente e critique, é igualmente saudável. Difícil é ver, ler e ouvir supostos formadores de opinião acionando seus ventiladores para espalhar excrementos de ideias sobre o tema sem se darem a um trabalho mínimo de pesquisa e análise.

Este, aliás, é um dos problemas na atual era das fake news. Ficou difícil distinguir aqueles que, de fato, estudam para analisar e ajudar a formar opiniões (a meu ver, a única tarefa relevante de quem atua em comunicação); e aqueles que nadam na onda mais conveniente, aproveitando-se de seus espaços na mídia. Infelizmente, vem sendo assim no Brasil há décadas, e agora com a ajuda da internet.

A propósito, imperdível a reportagem da BBC Brasil sobre os criadores de perfis falsos na web brasileira. Entre eles estão vários “formadores de opinião”.  

A “viúva” e a Lei de Informática

“Desburocratizar, simplificar e modernizar a Lei de Informática” – essas foram as justificativas do governo federal para conceder um novo mimo à indústria. Atendendo a pedidos, o presidente Temer editou medida provisória cancelando juros e multas aplicadas a empresas que no passado foram beneficiadas pela Lei. Algumas das multas têm mais de dez anos e não foram pagas… O site Telesíntese dá mais detalhes. 

Para quem não se recorda, a Lei de Informática foi criada para incentivar indústrias brasileiras do setor eletroeletrônico: elas ganham descontos no IPI e se comprometem a reinvestir os valores em “pesquisa e desenvolvimento” (P&D). A última versão da lei, aprovada em 2014, prorroga os benefícios até 2029 (vejam aqui). A medida provisória agora assinada só vem confirmar o que já se sabe: ninguém está preocupado com P&D.

No fundo, todo mundo adora criticar o Estado, inclusive reinvindicar cortes nos gastos públicos, mas ninguém abre mão dos incentivos estatais pagos com dinheiro “da viúva” (como gosta de dizer o grande Elio Gaspari). Não custa lembrar o episódio do ITA, em 2015 (governo Dilma).

Pirataria: Justiça condena youtuber

Pode ser um marco a decisão da Justiça de São Paulo, que na semana passada mandou remover conteúdos ilegais do canal Café Tecnológico. Como centenas de outros, é um canal que se dedica a comentar e compartilhar conteúdos sobre tecnologia e entretenimento no YouTube e Facebook. Após algum tempo sendo monitorado, a decisão judicial – para ação movida pela ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) – diz que o objetivo do canal não era apenas comentar, mas “guiar os frequentadores… auferindo vantagens com remuneração”. Boa parte dos conteúdos são de propriedade da NET/Claro, Vivo e outras operadoras e programadoras.

O juiz Fernando Henrique de Oliveira Biolcati, da 22ª Vara Cível de São Paulo, determinou a remoção dos conteúdos e pagamento de indenização à ABTA; o valor será calculado com base no que as empresas deixaram de ganhar devido à ação do canal. A ABTA informou que está monitorando outros canais, sites e contas em redes sociais que têm objetivos similares: divulgar conteúdos não autorizados, fornecer links para acesso gratuito e sugerir aparelhos destinados à pirataria. 

Curioso é que o proprietário do canal, que não se identifica, publicou áudio relatando seu trabalho e as ações que vem sofrendo. Admite que sua atividade “não é muito legal”, mas justifica-se pelo fato de empresas como NET e Vivo estarem entre as que têm maior número de reclamações. Seria esse, portanto, o pretexto para agir ilegalmente. 

Até hoje, a Justiça e as autoridades policiais têm dado mais atenção à pirataria de mídias físicas. Mas esta, como citamos aqui recentemente, perde espaço para a pirataria digital e online, muito mais difícil de combater. O caminho é longo, mas quem sabe a decisão do juiz estimule outras.

Lamentável também constatar que milhares de pessoas apoiam a ilegalidade e, ao mesmo tempo, criticam os políticos. Ganhar a vida honestamente, de fato, não é fácil.

Apenas atualizando: nesta 3a, a Receita Federal fez em Foz do Iguaçu mais um mutirão para destruição de receptores piratas de TV.

Uso de papel e o “fim” da imprensa

 

 

Ultimamente, é raro passar uma semana sem ver na internet alguém alertando para “a morte” da mídia impressa. O evento – tido como inevitável – há anos está prestes a acontecer, profecia que lembra Nostradamus e outros apocalípticos. As novas gerações não gostam de ler, afirma-se, como se as antecessoras tivessem esse hábito. Quantas vezes você já não ouviu que “a internet está matando os jornais”?

Bem, pode haver gente torcendo para isso, mas como diria Steve Jobs – aliás, copiando o escritor (e jornalista) Mark Twain -, essas notícias são “ligeiramente exageradas”. Nunca se venderam tantos livros impressos, e a tiragem de jornais e revistas, na média, é estável há alguns anos. O que vem caindo é o investimento em publicidade, e não apenas na mídia impressa mas também no rádio e na TV, todos afetados pelos fenômenos Google e Facebook.

Em tempos de fake news, como já comentamos aqui, é recomendável checar tudo que se lê e se ouve, procurando fontes distintas e independentes (até onde isso é possível). Para quem se interessa pela questão das mídias, uma dica interessante é o site twosides.org.br, que se dedica a mostrar, com farta pesquisa de dados, que o papel está longe, muito longe de ser abandonado pela humanidade.

Two Sides é o nome de uma organização criada por empresas de comunicação gráfica e que, portanto, se propõe à defesa das mídias impressas. Encomendou ampla pesquisa internacional sobre  a influência das mídias digitais nos hábitos de leitura e de consumo. Entre dez países avaliados, o Brasil é o terceiro com maior adesão ao papel. Aqui, diz o estudo, as pessoas não apenas confiam mais nas informações que lêem impressas como não gostam de receber faturas e boletos por meios digitais. 

Num universo de 1.040 entrevistados, 61% disseram preferir revistas impressas e 55% querem continuar recebendo suas contas, carnês, faturas e exames médicos em papel. Mais: 60% acham que os jornais impressos lhes permitem melhor entendimento sobre os fatos, sendo que para 57% essa mídia tem mais credibilidade; nesse ponto, por sinal, as redes sociais perdem feio: apenas 27% confiam. Os detalhes da pesquisa podem ser vistos aqui.

O trabalho da Two Sides é interessante também por desfazer mitos como o de que o uso do papel aumenta os níveis de poluição; na verdade, o principal inimigo do meio ambiente hoje é o chamado lixo eletrônico, já que poucos países têm políticas regulares para descarte e reciclagem (e a produção não para de aumentar). 

Tecnologia e o mundo dos negócios em 2018

Saiu o relatório META (Macro-Economic Trend Analysis), da AVIXA, sobre as perspectivas do segmento Pro AV no próximo ano. Esse documento anual antes era chamado Environmental Scan, e agora mudou de nome, como a própria entidade, antes InfoComm. A versão integral deve ser adquirida no site; é gratuita para associados (cliquem aqui). São tendências extraídas de pesquisas junto a empresários e formadores de opinião nos principais países onde a AVIXA atua. Separamos alguns tópicos interessantes, que têm a ver com a crise econômica, o momento político – no Brasil, 2018 será ano eleitoral – e as mudanças tecnológicas que já temos comentado aqui. Vale a pena parar para ler e pensar a respeito:

*A economia mundial está em lenta recuperação, após a crise da década passada. A previsão é crescer 4% no ano, uma média dos índices coletados nos países mais importantes (Brasil incluído);

*O problema do desemprego é o grande desafio. EUA são ponto fora da curva: lá, estão quase chegando ao “pleno emprego”, fenômeno que também tivemos no Brasil seis anos atrás. Como sabemos, era uma bolha que veio a estourar em 2014. Ao mesmo tempo, há falta de mão-de-obra qualificada devido às falhas na educação.

*Grande estímulo ao mercado Pro AV são os eventos internacionais, como Olimpíadas e Copa do Mundo. Infelizmente, o Brasil desperdiçou as duas oportunidades que teve: não gerou os empregos correspondentes (e prometidos), não entregou as obras, gastou demais e ainda afastou investidores. Maquiavel não faria melhor!

*Mas há boas perspectivas no segmento de eventos em geral: cultura, esportes, feiras, congressos, shows de música, ações de marketing em locais públicos – todas essas atividades necessitam de tecnologia eficiente.

*Os comportamentos estão mudando no mundo inteiro. Hoje, quem consegue manter seu emprego (ou sua empresa) precisa trabalhar mais do que no passado. Sobra menos tempo para lazer, e isso significa que esses poucos momentos precisam ser bem aproveitados – de preferência junto à família. Importante: não há um padrão de comportamento constante, nem entre pessoas do mesmo grupo social. 

*Mesmo que a maioria não perceba, quase todo mundo hoje leva uma vida mais conectada. IoT (Internet das Coisas) já é realidade, ao contrário de VR (Realidade Virtual), que por enquanto é coisa para uma minoria. BYOD (levar seu próprio aparelho para o trabalh0), sensores de presença, GPS, comunicação instantânea, transações pelo celular… esses são hábitos que vieram para ficar. Com isso, aumentam também as preocupações com a segurança dos dados, o que exige mais investimentos das empresas.

*Um complicador é a política: o nacionalismo está em alta e, com ele, o risco de ataques terroristas ligados a movimentos separatistas, religiosos ou protecionistas. Isso traz riscos para quem exporta e/ou importa.

*As pessoas estão ficando mais exigentes em termos de áudio e vídeo. Resolução UHD, áudio imersivo, recursos smart, monitoramento remoto e videoconferência são inovações que tendem a crescer.