Golpes via redes sociais cresceram 90% em 2010

Por Carrie-Ann Skinner*

De acordo com um relatório apresentado pela empresa de segurança online Sophos, dois em cada cinco perfis de rede social já receberam algum tipo de malware enviado por meio de sites como Facebook e Twitter. Em comparação a 2009, esses números representam um aumento de 90% na tentativa e eventual sucesso dessas infecções digitais. Dessas, 67% foram resultado de spam em redes sociais e outros 43% foram vítimas de um ataque de phishing nelas.

Segundo Graham Cluley, consultor sênior de tecnologia na Sophos, a modalidade dos ataques mudou radicalmente. “Hoje usam aplicativos escondidos, sequestro de cliques e pesquisas fajutas. Tudo isso era desconhecido há dois anos. Agora, essas ameaças estão pipocando todos os dias por todas as redes sociais, como Facebook”, diz. Cluley acredita que a culpa pela onda de ataques não é apenas responsabilidade dos gestores da rede social. “Por que o Facebook não toma uma providência contra esse fenômeno? Mas também cabe às pessoas serem mais cuidadosas ao decidirem clicar em algo e ao informar dados pessoais”, alerta.

No trabalho

A pesquisa revela que mais de a metade dos usuários infectados têm acesso irrestrito às redes sociais a partir dos computadores no local de trabalho. Mesmo com quase 60% dos entrevistados cientes do fato do acesso a essas redes poder ser perigoso para a rede corporativa e outros 57% preocupados com a quantidade de informação que os colegas espalham, o banimento das redes sociais do ambiente de trabalho é um acontecimento cada vez mais raro. “As empresas reconhecem o valor intrínseco das redes sociais, que podem ajudar a promover as marcas e ser usadas para realizar campanhas de marketing”, completa Cluley. “Se sua empresa não estiver no Facebook e a concorrência, sim, haverá uma razoável desvantagem. Todavia, cabe avaliar os riscos de participar desses círculos sociais”.

Previsões para 2010

No relatório, a Sophos informa que um ataque realizado via Twitter foi a mais bem sucedida infecção em redes sociais no ano passado. Era setembro de 2010 quando o “onMouseOver worm” atacou a rede. Bastava um usuário passar por cima de uma mensagem no site do Twitter que imediatamente abriam janelas de diversos sites. Outra ameaça que fez a festa na rede em 2010 foi a onda de falsos antivírus.

A Inglaterra, informa o relatório, galgou ao sexto lugar na lista de países com maior número de URLs infectadas. Esse “sucesso” garantiu à ilha da Rainha um share de quase três porcento na contagem de malwares em sites. Ainda assim, a terra de Obama lidera isolada com 39% de todos os Malwares. Surpreendentemente, a França bateu a China e conquistou o segundo lugar, com dez por cento de todas as pragas virtuais em seus sites.

Para Cluley, a vasta maioria dos usuário de PC não se deram conta ainda do perigo que correm em suas máquinas quando insistem em visitar sites suspeitos. “Ao longo de 2009, vimos , em média, 30 mil URLs infectadas ao dia surgindo. Isso equivale a uma a cada dois ou três segundos. Na maioria, trata-se de sites honestos que foram invadidos por hackers e infectados. Isso serve de aviso às empresas para cuidarem melhor dos sites corporativos, pois poderiam infectar os executivos da empresa que navegassem neles”, finaliza Cluley.

*Artigo publicado no site PC Advisor, em 19/01/2011 (traduzido pelo IDG Now)

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