Mercado tem ótimas perspectivas para integradores

Por Jason Knott*

Continuem com o ótimo trabalho! É o que se pode dizer aos profissionais de custom installation sobre sua performance em 2014. De acordo com dados exclusivos do estudo CE Pro Annual Readership, os integradores tiveram incríveis 27% de crescimento nas receitas no ano passado. E a boa fase parece que vai continuar, com estimativas de crescer mais 7,1% em 2015.

A pesquisa, realizada em outubro com 346 entrevistados que são leitores do site CE Pro, revela que a média de faturamento no ano atingiu a marca de US$ 821.500, o que significa uma expansão inacreditável de 51,8% sobre os números de 2011, no auge da recessão. Os valores de 2014 ainda ficam abaixo do pico que foi registrado em 2007: US$ 1,2 milhão. Esses números incluem todas as fontes de receita, tanto residenciais quanto de projetos corporativos: equipamentos, mão de obra, serviço e manutenção pós-projeto (ex: monitoramento de segurança).

Mas as boas notícias não param aí. Além das receitas mais altas, subiu também o número médio de instalações para cada integrador. Em 2013, uma empresa típica do setor realizou 68 projetos, em média; no ano passado, chegou-se a 86 obras (26% a mais). Não é mau, mas significa que os profissionais estão trabalhando mais.

E a média de remuneração por projeto caiu, embora não muito, o que é outro bom sinal. Desde que a recessão começou, essa média havia despencado: de US$ 15.000 até 2007, caiu para US$ 9.800 em 2013 e ficou em US$ 9.552 em 2014. Essa redução tem a ver com tendências macro, como os preços mais baixos dos aparelhos, como itens de automação, áudio multiroom e projetores, só para citar alguns.

Ao mesmo tempo, tudo isso pode estar mostrando que os revendedores encontraram um equilíbrio para cobrar dos clientes pelos serviços prestados. Com mais projetos, aumenta a necessidade de funcionários. Um projeto típico de integração hoje requer uma média de oito profissionais; eram apenas quatro na época da crise.

O fato de o segmento de construção estar se recuperando pode estar influenciando o aumento nas receitas dos integradores. Antes da recessão, apenas uma pequena parte dos negócios vinha de projetos comerciais, como bares, restaurantes, salas de reunião, escolas etc. Nos últimos anos, esse segmento cresceu, chegando a representar 40% do faturamento médio dos integradores, mas em 2014 caiu para 33,5%.

Outra tendência que aparece na pesquisa é o crescimento dos projetos de redes residenciais. Com equipamentos cada vez mais conectados à internet, passou a ser necessário montar redes semelhantes às das empresas, para dar conta de streaming de áudio/vídeo, segurança/monitoramento, termostatos ligados à web, automação e tudo mais.

Os integradores já perceberam que toda instalação começa e termina com uma rede doméstica. E 83% deles montaram projetos desse tipo em 2014, muito mais do que caixas de embutir (69%), TVs Full-HD (68%), áudio multiroom (73%) e mesmo TVs 4K (61%). E não é surpresa que, na média, os integradores compraram 20% mais equipamentos para redes do que em 2013. Foi, de longe, a categoria de produto que mais cresceu no ano passado.

Aos poucos, percebe-se também que o chamado RMR (Recurring Monthly Revenue, ou “receita mensal constante”), advindo da prestação de serviços pós-projeto, vai conquistando a aceitação dos usuários. Na pesquisa, 27% dos entrevistados disseram que essa receita aumentou em 2014, principalmente graças aos serviços de segurança/monitoramento e de gerenciamento remoto, que são cobrados dos clientes.

*Texto publicado originalmente no CE Pro. Para ler o original na íntegra, em inglês, clique aqui.

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