Política da Globo mira na próxima década

Como vem acontecendo há décadas, de tempos em tempos as Organizações Globo são acusadas por sua posição política. A diferença é que agora as condenações não se dão a propósito de alinhamento com o governo de plantão, como quase sempre ocorria, mas justamente pelo motivo oposto; de repente, parece que o grupo de mídia mais poderoso do país virou oposição!

É o que se revela nas entrelinhas dos discursos anti-Globo, desconfiados de que haveria algo por trás da cobertura jornalística. Se antes eram as esquerdas que demonizavam a emissora do Jardim Botânico, hoje o papel é desempenhado por tucanos e peemedebistas. Tudo porque foi o jornal O Globo que detonou a mais recente crise política, ao divulgar o conteúdo da já célebre gravação entre o presidente Temer e seu ex-amigo Joesley Batista.

Há um cheiro de inveja no ar: qual jornal ou revista não gostaria de ter sido o autor do “furo”? Mas esse é mero detalhe, que só interessa aos jornalistas. Vale mais tentar entender por que houve (se é que houve) uma mudança de postura na empresa dos Marinho. Sem deixar de registrar que, no episódio, as demais emissoras cumpriram seu eterno papel de figurantes, com quase nada a acrescentar, dando mais motivos para seus telespectadores trocarem de canal.

Aqui mesmo neste blog já apontamos, algumas vezes, como a liderança da Globo, realçada toda vez que um fato mobiliza a opinião pública dessa maneira, pode ser danosa para o país. Mas, sejam quais forem as métricas – entretenimento, refinamento da produção, qualificação de repórteres e apresentadores, tecnologia – a distância em relação aos outros grupos de mídia chega a ser constrangedora. E, se alguém neste momento fala em “monopólio”, é porque desconhece o funcionamento da mídia (especialmente a televisão) em países como Japão, México e Itália. Tema para outro artigo.

Com seu poderio, a Globo consegue cumprir uma lição de casa que talvez nem esteja nos sonhos dos concorrentes. Paga altos salários, não aluga seus horários, incentiva o aperfeiçoamento técnico de seus profissionais, contrata pesquisas e investe em experimentos de linguagem e de formato como poucas redes no mundo. Mesmo com a queda de receitas nos últimos anos, fenômeno multinacional e inevitável, mantém acesa a chama da criatividade, na condição de maior produtora de conteúdos da América Latina.

Há tempos o desafio da Globo deixou de ser a luta contra a concorrência, para se tornar algo bem mais complexo: manter-se forte na mente de uma nova geração de telespectadores que busca outros tipos de tela. É provável que 90% (se não mais) da população brasileira atual tenha crescido diante do plim-plim. Mas é igualmente plausível que metade desse contingente hoje não queira mais assistir TV no modo tradicional, a ponto de tornar o controle remoto um acessório quase descartável.

Pois bem, os irmãos Marinho perceberam isso há mais de dez anos, quando decidiram renovar todos os postos diretivos do grupo. Assumiu o comando uma geração de “profissionais de TV” que combina talentos técnicos com jornalistas e comunicadores egressos do marketing. Parte deles recebeu a missão de estudar as novas formas de mídia e as mudanças de comportamento do telespectador/leitor/consumidor. Nesse meio tempo, o grupo retirou-se do mercado de operação de TV por assinatura (até por força da nova legislação, para a qual, aliás, contribuiu decisivamente). E concentrou-se naquilo que sabe fazer melhor: produzir conteúdo.

O detalhe – que talvez tenha escapado aos críticos – é que as formas de distribuir conteúdo evaporaram ao sabor da internet e das tecnologias correlatas. Não basta produzir com qualidade; é preciso esse rigor também ao fazer chegar as produções ao distinto (e fragmentado) público. Se tanta gente critica a Globo há tantos anos, e ainda assim continua dando-lhe recordes de audiência na grade linear, significa que novelas, séries e jornalismo podem ser atraentes também nas segundas e terceiras telas, que fatalmente dominarão as próximas décadas.

Atentos, os executivos da Globo notaram que as disputas políticas podem interferir nesse cenário. Não deve ser agradável ver repórteres sendo agredidos por manifestantes, carros de reportagem incendiados e até cabines de transmissão de futebol hostilizadas. No entanto, cabe à mesma Globo desbravar os caminhos das novas mídias, colocando suas produções em cartaz na internet, ou via celular, às vezes até antes da estreia na rede aberta, ainda que seja apenas para “testar” o público. O que fazer se os outros grupos de comunicação se mostram incompetentes para isso?

Após a repercussão de sua cobertura nos escândalos do Mensalão e do Petrolão, com juízes se elevando à condição de “estrelas do vídeo”, a Globo registrou – em números – que a população estava cada vez mais interessada na cobertura política. As denúncias de corrupção, se encavalando umas às outras, não fizeram cair a audiência como acontecia no passado. E, como no mundo inteiro, políticos corruptos (e seus bajuladores, sempre por perto) se defenderam condenando a mídia. Continuam a fazê-lo, como é o caso do atual presidente. 

No entanto, falar em mídia no Brasil é falar da Globo. É valioso notar que o mesmo jornal O Globo foi o único, até esta data, a pedir em editorial a renúncia de Temer. Por seus meios, a sociedade mostrou que está com a mídia (ou com a Globo). Pode-se aqui acrescentar um saudável vice-versa: mais do que em qualquer época da história brasileira, a mídia está indo aonde o povo está. Questão de sobrevivência. É preciso desnudar os poderosos, tarefa que vem a ser a razão de ser do Jornalismo, seja ele analógico ou digital, impresso ou eletrônico, em regimes democráticos. É um longo e conturbado aprendizado para todos os lados que queiram, de fato, aprender. A emissora que outrora se acomodava às conveniências do poder percebeu que seu papel tinha de mudar. 

O país é outro. E, para o bem ou para o mal, isso só se vê na Globo.

Apple contra-ataca Amazon e Google

 

 

 

 

 

Nesta segunda-feira, como esperado, a Apple anunciou o lançamento do HomePod (foto), sua versão para o produto eletrônico mais badalado da atualidade: a caixa acústica que responde a comandos de voz. Bem, não é simplesmente uma caixa acústica, pois serve para muito mais do que apenas ouvir música. Assim como o Echo, da Amazon, e o Google Home, esses aparelhos se propõem a revolucionar as atividades domésticas, do básico “atender telefone” ao controle simultâneo de diversos dispositivos espalhados pela casa.

O HomePod tem 15cm de altura e seis microfones embutidos. Atende às ordens do usuário, como “acender as luzes” ou “aumentar a temperatura da sala”, através do já conhecido aplicativo Siri. Alguns recursos podem ser acionados simplesmente encostando o dedo no aparelho. Um woofer voltado para cima se encarrega dos sons graves, como ao reproduzir música vinda do celular, por exemplo. E sete tweeters são montados para espalhar os sons em diversas direções, criando sensação de envolvimento.

Segundo a Apple, vai custar $349 quando for lançado, no final do ano. Fará parte da plataforma que a empresa desenvolveu para manter conectados todos os produtos de sua linha (iPhone, iPad etc), incluindo os acessórios HomeKit, que podem compor um sistema de automação de médio porte. 

O HomePod era o lançamento que faltava para acabar de vez com as dúvidas sobre que tipo de eletrônico irá dominar os ambientes domésticos num futuro cada vez mais próximo. Seu único problema está no fato de ser um Apple: se você não é adepto da marca, provavelmente vai preferir os concorrentes, até porque as plataformas Amazon Alexa e Google Assistant foram desenvolvidas para “conversar” com aparelhos de qualquer marca – menos Apple.

Será difícil resistir. 

TV paga x emissoras: acordo mais difícil

Se nenhuma novidade ocorrer até lá, no próximo dia 10 de junho a Vivo deixa de transmitir a seus assinantes os sinais das redes Record, SBT e RedeTV! Única das grandes operadoras que havia concordado em pagar por isso, a empresa espanhola voltou atrás após o fracasso das negociações com a Simba, empresa criada pelas emissoras. Net/Claro, Oi e Sky já haviam decidido não pagar.

As conversas entre as partes estão sendo conduzidas com o máximo sigilo para que nenhum detalhe seja vazado. A pendência não é nova, mas tornou-se crítica em março, quando foram desligados os transmissores analógicos na Grande São Paulo, a maior praça do país, que responde por quase metade dos domicílios atendidos pela TV paga. De início, a Simba anunciou que estava perto de fechar com a Vivo, e esta de fato manteve no ar os sinais das três redes. Mas seus assinantes já foram avisados de que isso acaba em 10/06.

A queda de braço envolveu ruidosas campanhas de “esclarecimento”, com ataques de parte a parte. Não há números oficiais sobre audiência, o que torna impossível saber o impacto dos três canais entre os assinantes. Segundo o site Teletime, há forte pressão das afiliadas das redes para não tirar do ar seus sinais, o que favorece as operadoras. Ficando fora da Net/Claro, por exemplo, as emisoras perdem mais de 30% dos domicílios; somadas, as quatro maiores operadoras cobrem mais de 80% do mercado brasileiro (aqui, mais alguns detalhes).

Se para as redes já está difícil encontrar anunciantes estando na TV paga, é muito mais complicado ficando fora. 

Show de tecnologias em São Paulo

Começa nesta terça-feira, em São Paulo, a TecnoMultimídia InfoComm Brasil TMI 2017, principal evento de tecnologias audiovisuais do país. Há um número menor de expositores do que no ano passado, e isso, claro, se deve à crise econômica, mas em compensação está programada uma série de atividades simultâneas à Feira. 

Falando primeiro sobre a exposição: os visitantes terão a chance de assistir a demonstrações dos novíssimos projetores 4K, de pelo menos duas marcas (BenQ e Casio). Ao contrário dos TVs 4K, que já são razoavelmente conhecidos, os sistemas de projeção com resolução UHD ainda não são muito usados em projetos corporativos, a não ser em salas de cinema e grandes eventos. As duas empresas, além da Epson (que adota um sistema chamado “4K-Enhanced”), tentam expandir esse segmento com aparelhos de menor porte e custo mais baixo.

Outra atração da TecnoMultimídia serão as demos de video mapping, tecnologia que une o processamento de vídeo aos softwares de controle de luz. A chamada “projeção mapeada” já é adotada, por exemplo, em shows musicais e painéis publicitários. Empresas como Christie, Barco e a própria Epson estão liderando esses avanços.

Haverá ainda uma extensa programação técnica, com cursos e seminários sobre diversos ramos do mercado audiovisual, que hoje é indissociável dos recursos de automação. A InfoComm, que já realiza esse tipo de trabalho há décadas pelo mundo afora, anuncia sessões voltadas não apenas aos profissionais do setor, mas também algumas específicas para usuários finais. Este grupo inclui executivos de empresas que trabalham com tecnologia, administradores de edifícios, organizadores de eventos e gerentes ou diretores de escolas, hospitais, hotéis, varejo etc. Também o PROAVBR, grupo setorial da Abinee dedicado ao segmento de áudio/vídeo, terá um encontro desse tipo durante a Feira. 

A TecnoMultimídia 2017 marca ainda a realização, pela primeira vez no Brasil, do Digital Signage Summit, evento internacional importante para quem trabalha com sistemas de sinalização digital. Este é um dos segmentos tecnológicos que mais crescem no mundo, entrando em espaços como estações, aeroportos, shopping-centers, museus e tantos outros.

Estaremos lá, de terça a quinta-feiras, acompanhando tudo de perto e apresentando o que houver de mais interessante. Acompanhem no site businesstech.net.br e em nossas páginas do Facebook, Twitter e Linked In

Futebol europeu, em 4K e realidade virtual

As duas partidas finais do futebol europeu este ano serão as primeiras experiências  de transmissão ao vivo em 4K pela internet, com áudio Dolby Atmos e também com a opção VR (realidade virtual). O anúncio foi feito esta semana pela rede britânica BT, após acordo com a UEFA. A emissora detém os direitos tanto da Champions League quanto da Europa League, e promete caprichar em ambos os eventos.

A primeira decisão acontece na próxima quarta-feira (24/05), em Estocolmo, entre o inglês Manchester United e o holandês Ajax, decidindo a Europa League. No sábado 3 de junho, em Cardiff (País de Gales), Real Madrid e Juventus lutam pelo título de clubes mais importante do futebol mundial, a UEFA Champions League. Os dois jogos poderão ser assistidos de graça no YouTube, no site btsport.com, no app da emissora e – para quem reside na Europa – nos canais BT Sport. No Brasil, quem transmite em rede aberta – mas não em 4K – é a Globo, e na TV fechada o privilégio é da ESPN (no caso da Europa League) e do EI+ (para a Champions). Haverá ainda uma transmissão especial da Globo para salas de cinema.

Quem tiver um TV 4K poderá apreciar as imagens em UHD no YouTube, mas os só os europeus terão o privilégio de também ouvir o som do estádio codificado em Dolby Atmos, com os ruídos das torcidas passeando por suas salas (claro, aqueles que possuem receiver e caixas acústicas compatíveis). Será ainda a primeira vez que um evento ao vivo poderá ser visto pelo público em 360°. Isso já aconteceu na Olimpíada do Rio, mas somente em transmissões fechadas. A BT diz ter desenvolvido um aplicativo em que o telespectador, munido de um óculos VR, pode selecionar narração e gráficos especiais sobre a imagem, além de ângulos variados de câmera no estádio.

Terremoto também na Anatel

 

No mesmo dia em que o governo Temer foi sacudido pelas denúncias da JBS, também caiu uma bomba na Anatel. O Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou relatório acusando conselheiros da Agência por “dano ao erário” e ação dolosa” no polêmico episódio TAC da Telefônica. Para quem não acompanha, TAC (Termo de Ajuste de Conduta) é uma espécie de acordo com uma empresa para transformar multas em investimentos. É uma jaboticaba antiga no setor: quando a dívida chega a um nível considerado alto demais, apela-se para o tal ajuste, de modo que a empresa – tipicamente uma operadora – se compromete a investir os valores devidos para melhorar seus serviços.

No caso específico, as multas aplicadas à Telefônica eram de aproximadamente R$ 4,87 bilhões. Como se deixou que elas chegassem a tanto, é algo que que talvez somente uma investigação criminal, no padrão Lava Jato, apurasse. Fato é que o Conselho Diretor da Anatel concordou em reverter esse valor em “investimentos”, por exemplo, numa suposta rede de fibra óptica que cobriria 100 cidades brasileiras. A pergunta que não quis calar na época (outubro de 2016) é se a empresa já tinha esses investimentos engatilhados, pois acabara de adquirir o controle da GVT, operadora de TV, e pretendia expandir sua cobertura. Se isso já fazia parte de seus planos, por que não pagar a multa aplicada, como seria socialmente justo?

Bem, pela lei essas decisões precisam ser submetidas ao TCU, que agora deu seu parecer, como mostra o colega Samuel Possebon, do Teletime. O Tribunal acha que o contribuinte foi lesado em R$ 137,7 milhões, apontando o dedo para três conselheiros (Rodrigo Zerbone, Igor de Freitas e Anibal Diniz, sendo que o primeiro já deixou a Agência). Infelizmente, o TAC virou procedimento de rotina, permitindo que muitas multas deixem de ser pagas e, portanto, tornem-se inócuas. Ao contrário de um contribuinte comum, a empresa nesse caso consegue continuar atuando como se nada estivesse devendo.

Vamos torcer para que o TCU leve à frente sua decisão de apurar as irregularidades no Conselho da Anatel, especialmente as regras travestidas em “ajustamento de conduta”, conforme este resumo de outra colega do Teletime, Lúcia Berbert. Recomendo também esta análise de Possebon sobre as consequências da denúncia para o mercado de telecom em geral. 

Comparando LED com LED

Nesta terça-feira, a LG apresentou sua nova linha de TVs 4K de uma forma pouco usual no Brasil: comparando seus produtos lado a lado com os do principal concorrente. Dois TVs Samsung, supostamente tops de linha, foram colocados no palco, ao lado dos correspondentes LG UHD e “Super UHD”. Este último, mais avançado, possui o painel chamado Nano Cell, com maior luminosidade. Os dois Samsung, claro, perderam em qualidade de imagem, principalmente nos quesitos cores e ângulo de visão lateral.
Impossível comprovar numa situação como essa. Apenas registramos o momento nas fotos, enquanto aguardamos os produtos para nossa avaliação.

TV Everywhere, OTT, Catch-up e Video-on-demand

Numa saudável brincadeira virtual, amigos do Facebook se puseram a coletar palavras ou expressões atualmente comuns, inclusive entre doutores e jornalistas, mas que não disfarçam a sensação de vazio – e se desgastam rapidinho. Todo mundo já leu, ouviu, quem sabe até usou coisas como “focar”, “interagir”, “agregar valor”, “resiliência” e o sinistro “empoderamento”. À lista podem-se somar todos os neologismos da língua inglesa que grassam por aí: “deletar”, “brausar” (ou seria “brausear”???), “inicializar” (pior ainda: “estartar”) etc. Bem, leiam o artigo que gerou toda a discussão.  

Cito aqui o caso a propósito dos inúmeros termos usados no segmento de tecnologia e que, ou não têm tradução mesmo, ou as pessoas tiveram preguiça de procurar e acabaram adotando o original, embora nem sempre fiel. Esta semana, foi anunciado o início do serviço ESPN Play, que vem na cola de outros similares (Globosat Play, HBO Go, Fox Play…). Para quem é assinante de uma operadora que ofereça os canais ESPN, será possível acompanhá-los não só no TV, mas em dispositivos móveis sempre que houver sinal de banda larga por perto. 

É o que o mercado decidiu chamar de “TV Everywhere” – e não se sabe por que não “TV em todo lugar”. A ESPN informou também que os usuários poderão utilizar o formato “catch-up”, em que é possível rever programas ou eventos já exibidos nos canais normais; além de solicitar “on-demand” (ou seja, na hora desejada) mais de 600 conteúdos de catálogo da emissora. 

É mais ou menos o que começa a acontecer agora com o Canal Viva, da Globo, que passa a oferecer novelas antigas “por demanda” (agora sim!), e com o próprio Globo Play, que já comentamos aqui. É um movimento sem volta, da televisão tradicional em direção à internet. Ou seja, let’s go!

Para quem se interessa pelo tema, vale a pena conhecer um pouco mais sobre a empresa Sofá Digital, que comanda hoje a distribuição online de conteúdos para Netflix, Now e outras das principais plataformas.

Enfim, os números melhoram

Pela primeira vez desde janeiro de 2015, saíram números positivos do tradicional levantamento da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica): o segmento cresceu 4,3% no primeiro trimestre (a comparação é com o mesmo período de 2016). Segundo a entidade, quem puxou essa expansão foram os eletrônicos, incluindo áudio e vídeo. Houve pequena queda em relação a fevereiro, mas ainda assim é um número para ser comemorado.

Mudou também o clima. O estudo revelou que 51% das empresas tiveram aumento nas vendas, quando um ano atrás eram apenas 23%. E as expectativas são otimistas, com 51% acreditando que abril terá sido melhor do que março, e 57% apostando numa recuperação para o segundo semestre. Caiu o número daquelas que tiveram demissões de funcionários, e a maioria – 75% – pretende mantê-los.

Longe de significar que a crise está superada, esses dados mostram que há luz no fim do túnel, após dois anos de desânimo. Medidas aparentemente simples como a liberação das contas inativas do FGTS (uma bolada de R$ 15 bilhões até agora), e a tumultuada aprovação de reformas estruturais, por mais que sejam incompletas, vão aos poucos reativando a economia.

Não há milagre, apenas trabalho. Enquanto a Lava Jato continua o seu. 

Fone de ouvido espião

Que tal descobrir que, enquanto você está ouvindo sua playlist, alguém está monitorando tudo? E que esse alguém identifica as músicas selecionadas? E que, com base nessa seleção, analisa sua personalidade e até suas preferências políticas e/ou sexuais? E que compartilha essas informações com outrem?

Muita neurose? Mas é exatamente disso que está sendo acusada a Bose, um dos maiores fabricantes mundiais de áudio. A ação, que está numa corte de Illinois, é de um advogado que acusa a empresa de espionar a vida dos usuários de seus fones sem fio e do aplicativo Bose Connect. O argumento é, pela enésima vez, invasão de privacidade. Os pobres adeptos do produto estariam sendo “desrespeitados em seus direitos individuais”, já que, pelos conteúdos acessados via app, a empresa teria condições de desvendar terríveis segredos.

A criatividade do suposto jurista é de fazer corar os defensores de Lula, Odebrecht e outros tantos. A certa altura, a ação lembra que “vários estudos já comprovaram a relação entre o tipo de música que se ouve e eventuais desvios de personalidade”. Além do mais, prossegue, os apps também servem para ouvir podcasts e audiolivros. Assim, se alguém tem o hábito de se ligar em sermões islâmicos seria um terrorista em potencial; se compartilha conteúdos sobre homossexualismo, pode ser alguém com Aids – intimidades que, segundo o texto, são protegidas pela constituição americana.

Bem, o caso apenas começou, e não se sabe se será aceito pela Justiça, que deve ter assuntos mais relevantes com que se preocupar (neste link, há mais detalhes). Mas pode abrir um precedente sério. Milhões de empresas hoje fazem exatamente a mesma coisa: monitorar os hábitos de seus clientes online para oferecer-lhes novos serviços. Uma delas, que talvez o tal advogado não conheça, chama-se Google. 

Atualizando: logo após escrever o texto acima, encontrei reportagem da BBC Brasil sobre Chris Dancy, “o homem mais conectado do mundo”. Esse, sim, parece vítima de uma neurose digital. Vale a pena conhecer sua história (vejam aqui).

Prestação de serviços = stress-center

A primeira vez que experimentei um serviço de call-center foi em 1986, numa viagem aos EUA. Lembro que precisei trocar de vôo e a companhia aérea (a velha Panam) me passou as coordenadas por telefone: “para isso, aperte 1”, “para aquilo, aperte 2”, e assim por diante. Mais prático, impossível. Incrível é que, passados mais de 30 anos, grandes empresas ainda vacilam nesse serviço hoje banal.

Quase todo dia recebemos queixas de usuários sobre mau atendimento das prestadoras de serviços de telecom, que (por motivos óbvios) deveriam ser as primeiras a dar exemplo nesse quesito. Com a evolução da internet, seria de se esperar eficiência maior ainda, já que foram abertos novos canais de contato com o consumidor. Seria.

Vejam o que acontece com a operadora Sky. Ao surgir um problema no sinal, me vi diante de duas alternativas: ligar para o número tal ou entrar no site da empresa. Já sei que ligar para um call-center quase sempre é sinônimo de stress, especialmente quando se é obrigado a “conversar” com uma máquina que imita a voz de uma pessoa. Mesmo assim, arrisquei. Antes de informar qual era o meu problema, a “voz de máquina” começou a oferecer uma série de serviços, daqueles que v0cê nunca quer; no meu caso, a oferta da semana era de uma luta de UFC!!!

Considerando que abomino esse tipo de programa e nunca solicitei nada a respeito, os tais algoritmos que sabem tudo sobre nós deveriam pelo menos desconfiar que não seria eu o cliente indicado para tal oferta. Mas parece inútil discutir. Se você não quer UFC, que tal canais eróticos? Ou o jogo de futebol desta noite, que vai lhe custar mais do que o ingresso no estádio?

A essa altura, a ligação demorou tanto que você desiste e procura a segunda alternativa mostrada na tela: entrar no site da operadora. Depois de login e senha, a “atração” é um vídeo em que prometem explicar como resolver meu problema na hora. Que ótimo! No vídeo, depois de perguntarem se estou com as contas em dia (não deveriam saber?), enfim me mandam ligar para aquele mesmo número de telefone… e recomeçar a conversa com a máquina. 

Blu-ray 4K, a melhor fonte de sinal

Pelo visto, será difícil mesmo ser lançado tão cedo no Brasil um player Blu-ray 4K. Samsung e Panasonic, os fabricantes que deram início à categoria no ano passado, continuam reticentes em relação ao mercado brasileiro. Aproveito aqui a pergunta de um leitor para comentar essa novidade e alguns dos players que já estão à venda em lojas virtuais (sempre lembrando: quem quiser correr o risco deve saber que nesses casos não há garantia alguma; há até histórias de gente que trouxe um player desses na mala e até hoje não conseguiu fazê-lo funcionar).

De saída, já se pode afirmar sem medo de errar: um disco Blu-ray 4K compatível com HDR é a melhor fonte de vídeo que se pode encontrar no momento. E nada indica que surgirá outra igual, pelo menos este ano. Exatamente por isso, tanto os discos quanto os players compatíveis ainda são muito caros. Nas principais lojas de Miami e Nova York, o aparelho raramente sai por menos de 400 dólares, e um disco com filme de estúdio fica na faixa de US$ 40 (triplo do valor do Blu-ray convencional).

Ao contrário dos conteúdos 4K que se vê na internet (no Brasil, basicamente Netflix e YouTube, e bem poucos), os discos Blu-ray 4K exibem áudio e vídeo impressionantes, e o tempo todo. Essas características têm ainda maior impacto quando se pode usar um TV de tela acima de 50″ (ou um projetor 4K) e um sistema de home theater de bom nível. Na internet, os sinais têm muita compressão (às vezes exagerada) e são muito dependentes da rede, o que resulta em oscilações e/ou travamentos. É uma questão física: um quadro de imagem 4K possui quatro vezes mais pixels que um HD, exigindo muito mais largura de banda e capacidade de processamento. Quando codificado em HDR, o sinal ainda apresenta mais contraste e nuances de cores, além de metadados, isto é, mais informação a ser transmitida.

O site bluray.com é a fonte mais atualizada de informações sobre filmes, séries, desenhos animados e documentários lançados oficialmente em 4K, inclusive com as datas de lançamento no mercado americano. Já para referência em players 4K, fora as próprias lojas virtuais, a fonte mais completa é 4K.com. Aqui, alguns modelos à venda atualmente e suas principais características:

Samsung UBD-K8500 – 4K HDR com acesso à internet, streaming em 4K, upscaling de discos comuns (DVD e Blu-ray) para 4K e Wi-Fi.

Sony UBP-X800 – Todos os recursos acima, mais reprodução de áudio HiRes, Dolby Atmos e DTS:X.

Panasonic DMP-UB900 – Apontado por vários sites especializados como o melhor player 4K até agora, acrescenta aos recursos anteriores a certificação THX e a reprodução de áudio 7.1 canais (sem Atmos nem DTS:X), a entrada para cartão de memória e a capacidade de funcionar em redes do tipo LAN.

Microsoft XBox One S – Com versões de 500GB e 1TB, o console mais avançado da atualidade também reproduz discos Blu-ray 4K HDR. A empresa lançou alguns jogos com essa resolução, para download, mas nesse caso é preciso investir antes numa banda larga não menos do que ótima.

Tendências do mundo smart

 

 

 

Falando em inovações, a revista Forbes, especializada em negócios, traçou um interessante painel de tendências sobre o mercado de dispositivos inteligentes, cobrindo aparelhos de uso dentro e fora de casa. A publicação mantém um “conselho tecnológico”, formado por representantes de empresas do setor, como Philips, Oracle, Cisco e outras (detalhes aqui). Foram esses especialistas que identificaram segmentos aos quais vale a pena prestar atenção. Acompanhem:

1.Saúde – Os avanços em inteligência artificial produzirão grandes benefícios nesse campo. Dados sobre a saúde das pessoas serão armazenados em nuvem e poderão ser acessados e analisados a qualquer momento, até via smartphone. Mas não só isso. Sua casa toda será conectada às chamadas “redes neurais”, tornando esses procedimentos intuitivos. Exemplo: os resultados daqueles exames que você fez no ano passado estarão acessíveis instantaneamente, caso você precise de atendimento.

2.Comandos por voz – Esse recurso será cada vez mais usado numa série de atividades domésticas, como acessar conteúdos de TV, ligar/desligar o ar condicionado, acender/apagar luzes, abrir/fechar cortinas. Não será uma mudança radical, da noite para o dia, mas algo que as pessoas irão incorporando naturalmente ao seu dia-a-dia.

3.Reparo de aparelhos – Assim como nos carros, os especialistas prevêem sistemas de monitoramento automático dos itens usados em casa. Possíveis problemas com a rede elétrica, por exemplo, serão antecipados e alertas emitidos para o dono da casa.  

4.Geração de energia – Há hoje uma perda de 10% a 15% de energia no simples transporte até nossas casas. A previsão é de que a eletricidade possa ser produzida por pequenos geradores domésticos, com realimentação automática.

5.GPS – Não é só nos veículos. Recursos de localização serão instalados dentro de casa para racionalizar o uso dos aparelhos. Se não há ninguém presente, o sistema se encarrega de apagar todas as luzes e desligar os itens que não precisam ser usados; quando você está voltando pra casa, o sistema localiza onde você está e começa a religar tudo aos poucos.

Home Theater em realidade virtual

Não dá para saber ainda se vai dar certo, mas a ideia é no mínimo ousada, conforme relato do site americano Electronic House. Um designer e projetista inglês chamado Andrew Lucas criou um tipo de apresentação em que o usuário pode “caminhar” por dentro de sua casa já com os equipamentos instalados e, assim, ter a sensação de como o projeto ficará. Claro, tudo no campo imaginário, já que a proposta é apresentada em realidade virtual. Lucas oferece o serviço a lojas especializadas e integradores, que assim (esse é seu principal argumento) têm muito mais chances de fechar o negócio.

Pela descrição, é algo como um Street View adaptado a ambientes residenciais, não apenas de home theater mas também de automação. A partir do material fornecido pelo projetista, Lucas e sua equipe montam uma visita à casa, que pode ser visualizada com um óculos VR (o mais conhecido é o Oculus Rift, do Facebook). Enquanto analisa as imagens, o usuário pode comentar as ideias do instalador, sugerir mudanças etc. Melhor ainda: os dois nem precisam se encontrar pessoalmente, tudo pode ser conduzido online.

O software inclui algo que aqui no Brasil parece heresia: os custos do projeto são atualizados em tempo real, acrescentando os valores de mão-de-obra, cabeamento, calibragem e suporte. Se for o caso, o cliente saberá também, na hora, como irá pagar pelo trabalho. 

Pode-se apostar que alguns, só de ver as imagens, ficarão tão empolgados que nem se importarão com o preço.

Novas séries da Globo chegam antes à internet

Em maio, a Globo lança sua primeira série com transmissão apenas pelo serviço Globo Play. Brasil a Bordo (foto), de Miguel Falabella, estará disponível para assinantes em formato idêntico ao do Netflix (mensalidade: R$ 14,20) e – pelo menos até 2018 – não poderá ser vista na rede aberta. O mesmo esquema será utilizado com Carcereiros, série sobre os problemas penitenciários inspirada no livro homônimo de Drauzio Varela, esta feita em regime de coprodução. São duas experiências que a emissora fará visando esse “novo mercado”: consumidores que não costumam seguir a programação linear de TV, mas estão se habituando ao chamado binge-viewing (assistir a vários episódios de uma série, às vezes todos, de uma tacada só).

A estratégia, que já comentamos aqui, foi detalhada esta semana pelo diretor de programação da Globo, Amauri Soares, em entrevista à Folha de São Paulo. A emissora está decidida a desbancar o Netflix na preferência do telespectador brasileiro, algo que ninguém conseguiu até agora em nenhum país. Foca no público “que é jovem, trabalha e faz faculdade”, nas palavras de Soares, e que costuma assistir a vídeos em smartphones, tablets e notebooks. O desafio é aproveitar o longo know-how da Globo, que produz séries há décadas, adaptando o formato à linguagem da internet.

A primeira iniciativa desse tipo foi Justiça, série com elenco de novela exibida em 2015 nas duas mídias: internet e TV aberta. Talvez sejam públicos distintos, e as ofertas se complementem. Pelo Globo Play, Justiça atingiu público muito maior do que na televisão, o que não quer dizer ‘engajamento’, essa palavra mágica que todos os veículos de comunicação buscam. Será preciso analisar quanta gente paga para ver!!! Mas, como já afirmaram outros executivos da Globo, esse é um caminho sem volta.

Como a Apple pode comprar a Toshiba

Os rumores surgiram no início da semana, e agora ganham mais peso: a Apple estaria negociando a compra da divisão de chips da Toshiba, que foi colocada à venda para fazer frente às dívidas do grupo japonês. Os detalhes foram passados por fontes da emissora NHK, do Japão (vejam aqui um resumo). São quatro os possíveis compradores: as americanas Broadcom e Western Digital (WD), a coreana Hynix e a taiwanesa Foxconn. Esta última seria a favorita, mas os japoneses parecem receosos de entregar mais um item tão valioso aos chineses (vale lembrar que no ano passado a Foxconn já adquiriu a Sharp).

A Toshiba é a segunda maior fabricante de chips para memória flash atualmente (a primeira é a Samsung), mas as dificuldades do grupo se acentuaram no último ano fiscal. A venda já foi decidida, e a entrada da Apple seria uma forma de vencer o orgulho japonês. Até o governo do primeiro-ministro Shinzo Abe entrou na questão, preocupado em não ceder aos chineses um ramo tão estratégico e de altíssima tecnologia; o problema lá é tido como de “segurança nacional”. Como a Foxconn é a principal fornecedora da Apple, essa “ponte” facilitaria um acordo. 

Mas a negociação está sendo complicada, diz a NHK, porque a WD afirma ter prioridade na compra da Toshiba, graças a uma cláusula anterior. O negócio é estimado em US$ 10,8 bilhões.

Telecom: TCU e os fundos sem fundo

No momento em que se comprovam, via depoimentos dos protagonistas, tantos desvios de dinheiro público, pode parecer uma gota no oceano a mais recente denúncia do TCU (Tribunal de Contas da União). Mas o rombo – ou seria “roubo”? – é maior do que aparenta. Auditoria divulgada nesta quarta-feira revela, em números, como o governo vem usurpando na área de telecomunicações. Fundos criados promover a melhoria dos serviços acabam indo parar em outras mãos, de modo quase criminoso.

Segundo o TCU, entre os anos de 1997 e 2016 foram arrecadados R$ 84,5 bilhões (R$ 4,2 bi por ano) sob a rubrica Fistel (Fundo de Fiscalização das Comunicações). Pela lei, esse dinheiro deve servir para a Anatel e o Ministério das Comunicações verificarem se as operadoras cumprem as metas de cobertura e qualidade que lhes cabem. No entanto, apenas 5% dos valores foram de fato destinados a isso; a maior parte (81%) foi desviada para a Secretaria do Tesouro, órgão do Ministério da Fazenda, que pode (ou não) redistribuir a verba.

Já o Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) não vem merecendo melhor sorte, diz o TCU. Os R$ 20 bilhões arrecadados desde 2001 deveriam servir para promover o aumento da cobertura de telefonia fixa, mas somente 0,002% foram usados para tal: a maior parte acabou usada para cobrir a dívida do Tesouro e o rombo da Previdência!

Outra ficção é o Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações), que em 15 anos rendeu R$ 7 bilhões, dos quais aproximadamente 30% também surrupiados para outras atividades. Mesmo destino da polêmica Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional), criada para ajudar os produtores de cinema: R$ 4,6 bi arrecadados em cinco anos, sendo 58% desviados. O site Convergência Digital fez um bom resumo dessas irregularidades. E neste link está a íntegra do relatório da auditoria. 

Como se a própria existência desses fundos não fosse questionável, a auditoria aponta ainda que toda a manipulação dos valores tem sido feita sem a transparência, ao sabor das conveniências políticas – que, como estamos vendo, atendem apenas às empresas que financiam campanhas políticas (os depoimentos da Odebrecht na Lava Jato ilustram bem esses crimes). 

4K chega ao espaço sideral

Um dos eventos mais incríveis do ano vai acontecer no próximo dia 26, a partir das 13h30 (horário de Brasilia): a primeira transmissão sideral em 4K. Os mais velhos devem se lembrar de quando o astronauta Neil Armstrong pisou na superfície da Lua, em 1969, imagens transmitidas ao vivo pela televisão em preto e branco (para quem nunca viu, aqui está). Já vimos, mais recentemente, cenas captadas a bordo de naves a quilômetros de distância da Terra, inclusive em Full-HD (exemplo aqui). Agora, a Nasa se associa à Amazon Web Services para esse streaming inédito em UHD, a partir da ISS (International Space Station), plataforma alimentada por energia solar que está navegando há anos no espaço sideral.

No dia 26, a ISS (foto) estará a cerca de 400km de distância e as imagens captadas por suas câmeras chegarão à sede da Nasa, em Houston, daí seguindo, via internet, para quem quiser ver. Com um TV 4K, e boa conexão de banda larga, será possível admirar tudo com mais detalhes. E em Las Vegas, onde estará acontecendo a tradicional convenção da NAB, feira que reúne fabricantes, emissoras e produtoras, executivos da indústria estarão conversando ao vivo com a comandante da ISS, Peggy Whitson. Aqui, mais detalhes sobre esse projeto da Nasa.

Quem quiser acompanhar a transmissão ao vivo deve preparar seu equipamento e acessar, no dia 26, este endereço:

 https://live.awsevents.com/nasa4k 

China entra na Copa. Como patrocinadora

Hisense, hoje a terceira maior fabricante de TVs da China, é a primeira empresa do país nomeada como patrocinadora da Copa do Mundo Fifa 2018. Não é pouca coisa, considerando que nas últimas edições a primazia foi da Sony, inclusive no Brasil 2014. A marca alinha-se Coca-Cola, Visa, McDonalds, Adidas, Hyundai e Budweiser. O acordo, confirmado nesta terça-feira, dá ideia do apetite chinês em relação ao mercado mundial de eletrônicos, algo que já comentamos neste espaço.

Depois do “terremoto Blatter”, com todos os desdobramentos conhecidos, a Fifa teve que baixar a bola (desculpem a figura de imagem) para se entender com seus patrocinadores. Hoje, há menos deles, até em função da recessão mundial, e tudo tem que ser muito bem explicado. A marca Hisense ganhará muita visibilidade já neste ano, com a realização da Copa das Confederações (o Brasil não participa), e mais ainda nos meses subsequentes. Vale lembrar que os chineses compraram a fábrica da Sharp no México e estão muito agressivos no mercado americano, onde, por sua vez, o futebol é um produto cada vez mais rentável.