Telão de caminhão evita acidentes

caminhaoFalando em Samsung, vale uma menção a este novo “case” de marketing: na Argentina, caminhões da empresa estão circulando com um enorme display na traseira (na verdade, quatro displays montados como num videowall), que reproduz imagens captadas por uma câmera instalada na cabine frontal do veículo. As telas mostram, portanto, como está o tráfego à frente do caminhão. Nem é preciso buzinar, imagino, basta prestar atenção no telão para ultrapassar em segurança.

O país dos hermanos foi escolhido porque lá, segundo a Samsung, há muitas estradas de pista única e o índice de mortalidade é de quase uma pessoa por hora!!! A maioria é causada por ultrapassagens arriscadas. Não sei se existe essa estatística no Brasil, mas, considerando as vítimas do trânsito em geral, não deve estar muito longe.

Vejam neste vídeo: os caminhões circulam à noite com o display ligado e quem vem atrás pode se orientar perfeitamente.

Grande ideia! Pontos para quem pensou nisso.

ABNT: certificação ecológica em eletrônicos

Foi criado o primeiro “selo ecológico” para aparelhos eletrônicos no Brasil. Agora, produtos certificados pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) terão um selo de identificação, confirmando que trazem menor impacto ao meio ambiente. Smartphones, tablets e impressoras da Samsung são os primeiros itens com essa certificação (denominada “Colibri”).

Ao divulgar a notícia, a Samsung informou que, segundo pesquisa do Ibope realizada em 2013, 70% dos brasileiros pagariam mais para adquirir produtos que não agridam a natureza. Diz ainda que já utiliza papel reciclado em 100% das embalagens dos smartphones Galaxy S6 e S6 Edge, além de 20% do plástico usado no carregador da bateria serem de material reciclado; na impressão de embalagens e manuais, a empresa trabalha com tinta de soja, e não com solventes de petróleo.

abntComo bem lembra o amigo Vinicius Barbosa Lima, esse selo – do qual se fala há mais de dez anos – é uma ótima notícia. Esperamos que seja de fato aplicado e respeitado. Curioso que a ABNT gosta de nomes de pássaros: seu rótulo anterior para produtos “verdes” chama-se Beija-flor.

4K e HDR: falam os experts

ISFTemos acompanhado aqui a evolução da tecnologia 4K, mesmo sabendo que o custo alto (ainda mais nesta época de recessão) e a falta de conteúdos continuam limitando sua expansão. Sabemos, por exemplo, da indefinição da indústria em relação aos parâmetros técnicos que todos – fabricantes, emissoras, operadoras, produtoras de conteúdo – devem seguir, caso contrário a novidade não decola.

Na semana passada, no evento CE Week em Nova York, um painel de especialistas discutiu a questão, concluindo que o foco do desenvolvimento do padrão 4K está errado. Com base nas informações do site HD Guru, especializadíssimo, vamos resumir aqui por que eles chegaram a esse quase consenso.

O ponto central é o chamado HDR (High Dynamic Range), definido como a diferença entre o máximo nível de preto e o máximo nível de branco na imagem. A tecnologia atual permite ampliar essa faixa dinâmica, mas o que se percebe, na prática, que esse conceito nada mais é do que o velho contrast ratio (“taxa de contraste”) utilizado há décadas. Os fabricantes justificam que, no domínio digital, é possível ampliar o espectro de cores, de modo a obter mais variações de vermelho, verde e azul, com isso gerando cores mais fortes e ao mesmo tempo naturais. Mas os experts que se reuniram em NY não pareceram convencidos disso.

“Nossos testes comprovaram que as pessoas querem imagens cada vez mais brilhantes,  mas que isso, após duas horas de filme, provoca intensa fadiga visual”, comentou Joe Kane, fundador da Imaging Science Foundation e um dos consultores mais requisitados da área. “Quando o brilho é muito forte, é preciso aumentar a luz ambiente, caso contrário perde-se contraste”, relembrou ele, para quem havia esquecido desse pequeno detalhe.

nits

 

 

Tecnicamente, o nível de brilho num display é dado em nits, unidade de luminância que equivale a 1 candela por metro quadrado. Segundo outro participante do debate, Mark Schubin (engenheiro-chefe da Metropolitan Opera, uma das mais importantes casas de espetáculos do mundo), os TVs atuais variam entre 138 e 1.000 nits. Ou seja, dependendo de qual TV se tenha em casa, e da quantidade de luz disponível no ambiente, pode ser necessário até sete vezes mais contraste!

Depois de quase duas horas de discussões, os experts reunidos ali pela CEA (Consumer Electronics Association), entidade que representa mais de 3 mil empresas do setor, foram unânimes em propor a revisão das especificações HDR. O padrão tem que incluir normas concretas de brilho e contraste, e os aparelhos terão que ser produzidos (e comercializados) de acordo. Vamos ver se a indústria admite o erro e resolve se mexer.

Automação high-end também cai de preço

Algo que seria impossível imaginar três ou quatro anos atrás está acontecendo no mundo da automação residencial: soluções complexas e de alto custo estão se tornando acessíveis até em projetos de médio porte. É o caso da Savant, marca que sempre esteve associada à Apple e a produtos refinados e caros. Mais do que isso: mantém total controle sobre o que vende e sobre quem vende, ou seja, sua rede de revendedores e instaladores credenciados.

savant hostNo início do mês, a Savant anunciou o lançamento, nos EUA, do Smart Host, que na rede autorizada irá custar US$ 999. O módulo inclui 6 conexões de IR, 1 de rede Ethernet, 2 RS-232, 1 de áudio Toslink (óptica) e 1 GPIO (entrada/saída de dados). Acrescentando uma interface HDMI e um display, o usuário tem o controle da casa inteira; o processador, diz a Savant, é 40% mais rápido que os anteriores.

Mais: a filosofia da empresa agora é deixar nas mãos do usuário – sem necessidade de chamar um programador – o máximo possível de recursos automatizados. No Host, ele pode programar para receber alertas pelo iPhone sempre que ocorrer na casa algo que não estava previsto (ex: uma luz que ficou acesa ou alguém que tenta entrar sem autorização). Antes, isso tinha que ser feito pelo instalador.

No Brasil, os integradores autorizados pela distribuidora Audiogene já podem se informar sobre a novidade.

Dolby Atmos está virando tendência

atmos theaterMais cedo do que se previa, o padrão de processamento Dolby Atmos está se espalhando entre os fabricantes de áudio, especialmente de receivers. Na semana passada, três deles anunciaram nos EUA suas novas linhas: Denon, Yamaha e Pioneer. Quando acontecerem a IFA (em setembro) e a CEDIA Expo (outubro), certamente as outras marcas de referência no segmento (Onkyo, Marantz, Integra e Harman Kardon) também estarão nesse caminho.

Com exceção da Pioneer, que hoje não tem distribuição oficial de receivers no Brasil, todas as demais sinalizam que o padrão da Dolby veio para ficar. A ideia do áudio surround “baseado em objetos” (object-based) é tentadora para quem aprecia filmes e games: as ondas sonoras se espalham inclusive na parte alta da sala, “viajando” sobre as cabeças dos ouvintes e virtualmente preenchendo todos os espaços. É uma sensação diferente (e mais envolvente) do surround 5.1 ou 7.1 canais.

Os novos receivers incluem também o padrão DTS:X, que é uma alternativa ao Atmos, via atualização de firmware. Dolby e DTS são concorrentes no mercado de cinemas digitais e rivalizam na venda de royalties aos fabricantes também na área residencial; há ainda o padrão Auro-3D, que parece não estar empolgando. Denon e Yamaha anunciaram que seus modelos 2015 também reproduzem arquivos de áudio em alta resolução (formatos FLAC, AIFF e DSD).

Mais interessante ainda é que essa nova geração de receivers (alguns fabricantes estão lançando também processadores modulares) já é compatível com padrões de vídeo que também serão obrigatórios nos próximos anos. É o caso do conector HDMI 2.0a, com chips 4K (para transferência de sinal a 18 Megabits por segundo), HDR (High Dynamic Range) e Pure Color 4:4:4 (processamento de cores especificado para imagens em 4K). E também trazem a codificação anticópia HDCP 2.2, sem a qual nenhum conteúdo 4K poderá ser reproduzido.

No Brasil, até o momento os receivers mais avançados são das marcas Integra, Denon e Onkyo. Para quem se interessa pelo assunto, este artigo tem boas novidades.

GVT sai do mapa e deixa herança para a Vivo

Uma assembleia de acionistas realizada na última sexta-feira selou o destino da GVT. Por decisão de seu presidente e fundador, Amos Genish, essa marca deixa de existir. Como se sabe, a empresa foi adquirida no ano passado pelo grupo Telefônica; há cerca de três meses, os espanhois convidaram Genish para ser o presidente do grupo no Brasil, ou seja, comandar os negócios que envolvem as marcas Telefônica, GVT e Vivo.

Esta última passa agora a ser a única, conforme o executivo explicou recentemente numa entrevista à revista Exame. As últimas semanas têm sido tensas nos escritórios do grupo, porque Genish quer uma sinergia de verdade. E rápida. O sucesso da GVT, fundada em 1999 com cerca de R$ 100 mil e vendida por R$ 22 bilhões, é para ser replicado. E, para isso, Genish – conhecido por sua obsessão com a eficiência – está mobilizando mais de 1.000 funcionários. Alguns executivos da antiga Vivo já se demitiram; outros estão dividindo espaço com seus colegas da ex-GVT, mas ninguém tem ilusões.

A meta declarada de Genish é competir de frente com a NET/Claro, que hoje detêm, somadas, 31% do mercado de banda larga fixa (Vivo+GVT, 28%) e 52% da TV por assinatura (Vivo+GVT, 9%). A Vivo é líder em celular (29%), mas não muito à frente de Tim (26%) e Claro (25%). E segue atrás da Oi na telefonia fixa: 36% contra 33%. Os números são da consultoria Teleco.

A disputa se dará principalmente nos serviços digitais e na questão crucial do atendimento ao cliente. E pode ser que nos próximos meses entre em cena mais um competidor: a americana AT&T, que já está com um pé aqui através da Sky. Com exceção da Oi, nenhum dos nomes citados tem hoje problema de caixa. Vale a pena acompanhar.

Torre de Brasilia, mais uma na conta

Passou quase em branco na imprensa em geral, mas é um fato digno de alerta, que transcrevo do site Tela Viva. O Tribunal de Contas do Distrito Federal descobriu graves problemas na construção da badalada Torre de TV Digital de Brasilia. Inaugurada com festa em 2012, com projeto de Oscar Niemeyer, era para ser um marco histórico na capital: a primeira torre compartilhada por todas as emissoras de TV digital aberta.

Acreditem: o projeto, diz o TCDF, não previu drenagem e a chuva provocou infiltrações no prédio; além disso, foram encontrados problemas de alagamento interno, corrosão, oxidação, fissuras, falhas no ar condicionado e até nas tubulações sanitárias. Mais detalhes podem ser encontrados neste relatório.

Assim se foram mais de R$ 70 milhões tirados do contribuinte.

OLED: os números de cada aparelho

OLED_TV_1Dificilmente, a produção de TVs OLED será lucrativa antes de 2019. A previsão é da empresa de pesquisas DisplaySearch, hoje a fonte mais utilizada pela indústria eletrônica. Em seu último relatório, a empresa avalia esse segmento com olhos menos otimistas do que em análises anteriores. Um de seus números: para cada TV OLED de 55 polegadas vendido, o fabricante perde US$ 581,8 dólares.

Os prejuízos foram altos no último trimestre de 2014, quando se esperava o início da decolagem dessa tecnologia, baseada em materiais orgânicos. Avaliando o mercado de TVs como um todo, os pesquisadores concluíram que as margens de lucro dos fabricantes no ano passado foram de 40%, no caso de TVs LCD Full-HD, e de 17% para TVs UHD. Cada TV LCD vendido dá um lucro de US$ 540, diz o estudo. Vejam este quadro:

quadro OLED

Quem produz OLED, hoje, tem contra si o crescimento dos painéis QD (Quantum Dot), que melhoram significativamente o desempenho dos TVs LCD mas não têm o custo de produção de um OLED. Só que o site Korea Times alerta: essa disputa envolve outros interesses. A LG, primeira a lançar displays OLED, tenta conseguir a adesão de fabricantes japoneses e chineses. Seria uma maneira de baixar os custos de fabricação. Em abril, a empresa anunciou ter vendido 3 mil unidades, apenas na Coreia do Sul, o que não seria um número ruim. No entanto, seus esforços por enquanto não tiveram êxito. E os prejuízos em 2014 somaram cerca de US$ 480 milhões!!!

Já a Samsung quer, por todos os meios, fazer crescer o segmento de QD para impedir o sucesso da concorrente. Será que teremos de esperar até 2019 para saber quem vence?

Futebol europeu, a grande atração

Claro, este não é um site sobre esportes, nem costumamos comentar as transmissões de jogos, a não ser em eventos especiais como a Copa e as Olimpíadas. Nessas ocasiões, chamam atenção a qualidade técnica e os recursos alocados pelas emissoras. No dia a dia, porém, o que mais se destaca é a crescente importância do futebol internacional nas grades de TV aberta e fechada.

A final da Champions League, no último dia 6, foi um marco em vários aspectos. A audiência mundial passou dos 500 milhões de pessoas, se for incluído o acesso pela internet; na Globo, foi a mais alta dos últimos anos no horário (sábado à tarde); as imagens e o clima do estádio foram minuciosamente captados pelas câmeras e microfones, como raramente se viu antes; milhares de pessoas foram aos cinemas para assistir ao espetáculo – e que espetáculo! – em tela gigante; e a transmissão foi a última da ESPN, já que o canal da Disney perdeu os direitos do evento, agora pertencentes à Turner.

Depois de adquirir, no ano passado, o controle do Esporte Interativo (EI), o grupo americano – também proprietário de canais como TNT, Cartoon, CNN e Warner, entre outros – vem com tudo para o segmento de esportes. E, neste, como se sabe, eventos ao vivo são a maior atração. A partir de agosto, os brasileiros que gostam da Champions League precisarão ter em seus pacotes de TV paga o canal EI Max, novo nome do Esporte Interativo.

Em entrevista ao colega André Mermelstein, do site Tela Viva, o responsável pelo projeto, Edgar Diniz, que está negociando com as principais operadoras, revela que a Turner pagou 50% a mais do que pagava a ESPN nos últimos anos para ter os direitos de transmitir a festa europeia (que começa em agosto e termina em junho). “O valor dos direitos esportivos está mesmo subindo no mundo todo. Queria poder dizer que isso vai estacionar, mas não vai, porque este conteúdo, de esportes ao vivo, vem sendo visto pela indústria como cada vez mais importante, já que o entretenimento (filmes e séries) tende a migrar para on-demand e OTT”, explica Diniz.

Pois é, filmes, séries e conteúdos de entretenimento tendem a migrar para a internet, ficando a TV com esportes e jornalismo – não é algo novo, mas agora o público brasileiro vai saber como funciona na prática. O fã de esportes, que aprendeu a gostar da ESPN (pioneira na cobertura regular de esportes internacionais), só espera que a qualidade das transmissões – incluindo narradores, comentaristas e repórteres – não seja prejudicada pela mudança.

Ginga: fabricantes perdem batalha

Os fabricantes de TVs foram derrotados em mais uma etapa da implantação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital. Nesta segunda-feira, o Fórum SBTVD aprovou a inclusão do módulo de interatividade Ginga C nos conversores que serão distribuídos aos integrantes do programa Bolsa Família.

Como já havíamos comentado aqui, o governo decidiu que esses conversores serão doados (sem custo) às cerca de 14 milhões de famílias cadastradas no programa. Como não existe almoço grátis, os fabricantes terão que embutir a interatividade nos aparelhos, que o Ministério das Comunicações (ou alguém em nome do governo) irá adquirir para a distribuição gratuita.

A versão C é a mais avançada do Ginga, e só precisa agora ser homologada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para se tornar “oficial”. Também já comentamos que o chamado middleware de interatividade nunca foi prioridade do governo, até porque não deu certo em nenhum país que adotou a televisão digital. Em plena era da internet e das smart TVs, chega a ser nonsense obrigar os fabricantes a isso.

De qualquer forma, foi uma vitória das emissoras, que detêm o maior poder dentro do Fórum – embora a versão oficial diga ter sido uma “decisão consensual”. Uma outra batalha, bem mais árdua, está sendo travada entre emissoras e operadoras de celular. Estas, através da EAD (Entidade Administradora da Digitalização de TV), é que devem, pela lei, bancar os custos da transição da TV analógica para a digital. Mas, nos bastidores, a disputa é intensa para empurrar a despesa com os conversores.

HomeKit da Apple chega com tudo

Insteon-Hub

 

 

 

Duas das principais empresas de automação do mercado americano, Lutron e Insteon, anunciaram na semana passada o slogan “Works with Apple HomeKit”. Significa que seus produtos são compatíveis com a plataforma idealizada pela empresa da maçã no ano passado. HomeKit é como a Apple chama o pacote de software que permite inserir num sistema de automação os comandos que permitem acionar aparelhos da casa usando iPhone ou iPad.

Na verdade, quase todas as marcas de automação já permitem isso, desde que o usuário compre o sistema completo. A novidade é que isso não será mais preciso. No caso da Insteon, um hub doméstico (foto) poderá ser adquirido pela internet (149 dólares) e instalado pelo próprio usuário; pelo menos, essa é a promessa. O kit da Lutron, que já está à venda até nas lojas Apple por US$ 229, traz o curioso (no Brasil) nome de Caséta, assim mesmo, com acento e um “s” só.

Como já analisamos aqui, essas soluções de baixo custo não podem ser chamadas propriamente de “automação”, podem apenas cobrir pequenas necessidades de uma casa. Mas, com a Apple “abrindo” seus códigos dessa forma, qualquer fabricante pode incorporar os comandos a partir de aplicativos, o que simplifica demais o acesso de consumidores leigos a esse segmento. Já se sabe, por exemplo, que a Savant – hoje uma espécie de grife em automação residencial – está para lançar uma linha de produtos mais baratos. Será como se a Ferrari lançasse caros populares.

Chineses “devoram” TVs 4K

O mercado global de TVs Ultra HD cresceu quase 400% no primeiro trimestre deste ano, comparado com o mesmo período de 2014. É o que diz a consultoria especializada IHS, ressaltando que no segmento de TVs como um todo o cenário é inverso: houve queda de 2%!

A Samsung ficou com 32% de todos os TVs 4K vendidos, embora essa categoria represente apenas (por enquanto) 11% dos negócios da empresa. As quatro marcas que vêm na sequência são LG (15% de market-share), a chinesa Hisense, Sony e outra chinesa (Skyworth).

Para se ter uma ideia de como a China está puxando essa expansão, basta dizer que lá foram vendidos entre janeiro e março 2,6 milhões de TVs 4K (244% mais do que no ano passado). Os chineses compram hoje mais de metade da produção mundial, inclusive na faixa de 40 polegadas.

Mais detalhes sobre o relatório da IH podem ser conferidos neste link.

Aprendendo a lidar com drones

droneNo próximo sábado 13, começa em Orlando (EUA) a edição 2015 da InfoComm. Como sempre, há uma infinidade de atrações. A exposição conta com cerca de 1.000 empresas, incluindo todas as marcas importantes dos segmentos de áudio, vídeo e automação voltada ao mercado corporativo. Simultaneamente, acontece uma série de cursos, seminários técnicos e treinamentos certificados, valiosíssimos para quem trabalha na área. E, em paralelo, diversas apresentações e demonstrações de novas tecnologias.

Uma das novidades este ano será a parceria com InfoComm com a UXV (Unmanned Vehicle University). Baseada na cidade de Phoenix, essa escola se dedica a engenharia e projetos de drones. Esses artefatos não são usados apenas em missões militares; já fazem parte da rotina de empresas como Google e Amazon; esta iniciou há pouco tempo um serviço de entrega de mercadorias todo baseado em drones. Um seminário na InfoComm, nos dias 15 e 16, oferecerá uma introdução ao conceito de UAVs (Unmanned Aerial Vehicles, ou “veículos aéreos não tripulados”), que inclui sensores, transmissão de dados, navegação e sistemas de controle.

OK, mas o que têm os drones a ver com AV e automação? A InfoComm e a UX acham que esses veículos serão de grande valia em projetos de segurança, monitoramento, eventos, produção de vídeo, mineração e saúde, por exemplo. Pode ser um enorme diferencial competitivo, hoje, saber pilotar (e controlar) um aparelho desses.

Somente 300 empresas em todo o mundo estão autorizadas a usar drones – no Brasil, nenhuma ainda (há um projeto tramitando no Congresso). E o principal motivo, claro, é a segurança. Como aconteceu quando os primeiros automóveis começaram a rodar, no início do século 20, e também mais tarde, quando voaram os primeiros aviões, o risco de acidentes é considerável. No último dia 31, num show no México, o cantor Enrique Iglesias foi protagonista de um: quase destroçou a mão direita ao tentar dominar um drone no palco, o que fazia parte da pirotecnia do espetáculo (vejam neste vídeo).

Terá que passar por uma cirurgia de reconstituição, mas pode-se afirmar que teve sorte!

Profissões ameaçadas pela tecnologia

Um livro lançado nos EUA e na Europa em 2013 (ainda inédito no Brasil) analisa o uso da tecnologia por um ângulo pouco explorado: quanto ela reduz o nível de emprego? Ou, melhor explicando, quais atividades humanas são mais afetadas (no mau sentido) pela evolução tecnológica.

Os autores de The Future of Employment: How Suscetible Are Jobs to Computerisation (“O Futuro do Emprego: Como as Profissões São Suscetíveis à Computação”) – Carl Frey e Michael Osborne – são pesquisadores da celebrada Universidade de Oxford (Inglaterra), e se basearam essencialmente no mercado dos EUA. Analisaram nada menos do que 702 profissões, criando um índice daquelas que mais estão ameaçadas.

Vale a pena dar olhada, pela ordem (decrescente) de risco:

1.Operadores de telemarketing

2.Contadores e auditores

3.Balconistas e vendedores

4.Redatores técnicos

5.Corretores de imóveis

6.Digitadores

7.Operadores de máquinas

8.Pilotos de vôos comerciais

9.Economistas

10.Técnicos em saúde

Para quem está interessado (ou com medo), a revista Época fez uma resenha do livro no ano passado.

Privacidade, quando possível

Privacy Mode: este é o nome de uma solução adotada pela Microsoft, a partir de uma patente da 3M. Trata-se de aplicar uma película sobre a tela, especialmente em aparelhos portáteis, para impedir a “bisbilhotagem”.

É uma cena muito comum quando se está em viagem: você quer ler alguma coisa no notebook e seu vizinho de assento não resiste à curiosidade de ver o que aparece na tela. O recurso – ou seja, a película – permite chavear o modo de visualização, de maneira que apenas quem está exatamente de frente consiga enxergar.

O “filtro de privacidade”, como chamado pela 3M, pode ser controlado pelo usuário através de um software embutido no sistema operacional.

Ao descrever a novidade, o site Display Daily cita um pedido de patente da Microsoft, na qual o backlight do monitor pode emitir luzes em ângulos diferentes. Isso não chega a ser novidade, mas o software que executa a função sim. Nesta época em que tanto se fala em privacidade (ou falta de…), muita gente vai querer uma tela assim.

Eletros, em nova fase

Conversei por telefone na semana passada com Audiene Oliveira, gerente de Relações Institucionais e Governamentais do Grupo TPV (dono da marca Philips). Ele acaba de assumir o cargo de vice-presidente da Eletros – Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos, para cuidar especificamente da linha marrom, que inclui TVs, players, aparelhos de áudio, home theater, câmeras digitais e videogames.

Certamente, não é o melhor momento para o setor, que enfrenta as consequências do ajuste fiscal do governo. Por outro lado, existe o desafio de elevar a voz da indústria em Brasilia, diante da transição da TV analógica para a digital, que envolve a atualização dos televisores. Com 30 empresas associadas (incluindo todas as marcas conhecidas do público), a Eletros é mais discreta, por exemplo, do que as entidades ligadas às emissoras de TV, que vivem criticando o governo. Ao contrário destas, Oliveira acha que o cronograma da transição será cumprido.

Oliveira, com experiência de mais de 30 anos, vai na contramão da maioria dos executivos do segmento, prevendo que o segundo semestre pode trazer boas surpresas. Tomara que esteja certo. Desde 2012, o mercado se mantém na faixa de 13 milhões de TVs produzidos, segundo a Suframa. Este ano, até abril foram 3,4 milhões.

Sky vence Ancine na Justiça

Ainda é uma decisão sujeita a recurso, mas pode ser um marco na luta contras as arbitrariedades do Estado brasileiro. A operadora Sky foi autorizada pelo Tribunal Regional Federal a não oferecer o chamado “canal adicional”. A ação era contra a Ancine, que ganhou superpoderes nos últimos anos (e que, evidentemente, irá recorrer).

O caso é complicado. Revela, primeiro, como são mal redigidas as leis no Brasil (talvez de propósito); e, segundo, como a Ancine tenta influir na atividade das empresas sob os mais variados artifícios. Sua Instrução Normativa, de 2012, obriga as operadoras a oferecer aos assinantes um canal de conteúdo nacional, definido como “jornalismo”, sobrepondo-se à Lei do SeAC (2011). Exige ainda exibir um canal de “espaço nacional qualificado” a cada três (canais cuja grade tem maior percentual de programas brasileiros).

Para quem não se lembra, o assunto provocou enorme polêmica na época, quando muitos questionaram as cotas para produto nacional na TV por assinatura. A Sky, pelo visto, aproveitou-se de um texto legal confuso e conseguiu convencer a 3a Turma do TRF. É que a lei fala em “canal adicional disponibilizado no próprio pacote de programação”, mas não esclarece que deve ser gratuito!

Mais importante do que isso, porém, é a explicação dos juízes: “O órgão regulador deve atuar na tutela do consumidor e dos princípios reguladores da atividade, garantindo o direito a optar pelo acesso ou não ao canal alternativo”, diz um trecho do acórdão, assinado pelo desembargador federal Carlos Muta.

Como bem lembra o colega Samuel Possebon, do site Tela Viva, essa é até agora a mais forte manifestação da Justiça contra a Lei do SeAC – que, aliás, terá sua primeira audiência decisória no STF no próximo dia 10 de Junho. Em vários pontos do acórdão do TRF, é analisado o papel que cabe ao Estado no incentivo e na fiscalização das atividades empresariais.

Vamos ver agora como caminha o processo e, claro, o que tem a dizer o Supremo a respeito. Embora a famosa “lei das cotas” venha estimulando produções nacionais de alto nível, isso é feito com dinheiro do contribuinte, que paga suas assinaturas e, com elas, altos impostos. É preciso ver se ele concorda com isso.

Áudio digital (sem fio), pegada analógica

DevialetPhantom2WebFomos ontem conhecer o Phantom, badalada inovação da marca francesa Devialet, lançado no mercado europeu em fevereiro e que chega ao mercado brasileiro em agosto. A jovem empresa (fundada em 2010) vem se destacando pela ousadia e criatividade, num segmento – áudio high-end – em que essas duas características costumam levar anos para ser reconhecidas.

O Phantom foi saudado pelas principais publicações especializadas internacionais como um prodígio do design eletrônico. Trata-se de um player de áudio digital compacto, com processamento, amplificação e alto-falantes embutidos. Chama atenção o desenho arredondado, com dois woofers laterais de alta vibração – um espetáculo visual -, um microtweeter e um midrange frontais.
No projeto, a Devialet utiliza sua amplificação ADH (Analog Digital Hybrid), que já comentamos aqui e que permite explorar as vantagens de cada tecnologia. Um amplificador Classe A mantém a voltagem necessária para atingir potência de até 2.000W, com picos sonoros de 105dB e distorção mínima (+/-0,5dB). E quatro amps Classe D fornecem a alimentação paralela para processamento digital.
Um software patenteado pela Devialet, chamado SAM (Speaker Active Matching) controla os falantes e – o que mais impressiona numa primeira audição – um outro software sustenta o peso dos graves, especificados em 16Hz! Claro, não fizemos ainda um teste, foram apenas alguns minutos ao lado de Fabiana Dib e Carlos de la Fuente, responsáveis pela distribuição da Devialet no Brasil, para conhecer o produto.
Agora, aguardamos o envio de um exemplar para confirmar as impressões iniciais.

Operadoras 4G garantem conversor gratuito

Na última sexta-feira, a EAD – empresa constituída pelas operadoras Claro, Tim, Vivo e Algar – fez seu primeiro anúncio oficial sobre o switch-off da TV analógica. As quatro foram vencedoras do leilão das frequências de televisão na faixa de 700MHz, que serão usadas nas futuras redes de celular 4G, e a criação da empresa está entre as suas obrigações legais.

A sigla EAD significa Entidade Administradora de Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais TV e RTV. Sua missão é cuidar para que o fim da TV analógica e a entrada da TV digital aconteçam sem maiores traumas para o usuário final. Como já comentamos aqui, existe o risco, levantado pelas emissoras, de que em certas regiões surjam interferências do sinal 4G sobre o sinal de TV, mas a EAD garante que isso não acontecerá.

Outra garantia: serão mesmo distribuídos conversores digitais às famílias cadastradas no programa Bolsa Família, conforme exigência do governo. Só não está claro, ainda, quem irá pagar essa conta.

De todo modo, a EAD confirma que maio de 2016 é a data estipulada para desligamento dos transmissores analógicos em São Paulo (Capital) e nos seguintes municípios da Grande SP: Arujá, Barueri, Biritiba-Mirim, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu-Guaçu, Embu, Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Suzano, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista. 

Para quem tiver dúvidas sobre o assunto, a EAD criou o site Você na TV Digital e uma central que atende pelo número 147.