Chineses “devoram” TVs 4K

O mercado global de TVs Ultra HD cresceu quase 400% no primeiro trimestre deste ano, comparado com o mesmo período de 2014. É o que diz a consultoria especializada IHS, ressaltando que no segmento de TVs como um todo o cenário é inverso: houve queda de 2%!

A Samsung ficou com 32% de todos os TVs 4K vendidos, embora essa categoria represente apenas (por enquanto) 11% dos negócios da empresa. As quatro marcas que vêm na sequência são LG (15% de market-share), a chinesa Hisense, Sony e outra chinesa (Skyworth).

Para se ter uma ideia de como a China está puxando essa expansão, basta dizer que lá foram vendidos entre janeiro e março 2,6 milhões de TVs 4K (244% mais do que no ano passado). Os chineses compram hoje mais de metade da produção mundial, inclusive na faixa de 40 polegadas.

Mais detalhes sobre o relatório da IH podem ser conferidos neste link.

Aprendendo a lidar com drones

droneNo próximo sábado 13, começa em Orlando (EUA) a edição 2015 da InfoComm. Como sempre, há uma infinidade de atrações. A exposição conta com cerca de 1.000 empresas, incluindo todas as marcas importantes dos segmentos de áudio, vídeo e automação voltada ao mercado corporativo. Simultaneamente, acontece uma série de cursos, seminários técnicos e treinamentos certificados, valiosíssimos para quem trabalha na área. E, em paralelo, diversas apresentações e demonstrações de novas tecnologias.

Uma das novidades este ano será a parceria com InfoComm com a UXV (Unmanned Vehicle University). Baseada na cidade de Phoenix, essa escola se dedica a engenharia e projetos de drones. Esses artefatos não são usados apenas em missões militares; já fazem parte da rotina de empresas como Google e Amazon; esta iniciou há pouco tempo um serviço de entrega de mercadorias todo baseado em drones. Um seminário na InfoComm, nos dias 15 e 16, oferecerá uma introdução ao conceito de UAVs (Unmanned Aerial Vehicles, ou “veículos aéreos não tripulados”), que inclui sensores, transmissão de dados, navegação e sistemas de controle.

OK, mas o que têm os drones a ver com AV e automação? A InfoComm e a UX acham que esses veículos serão de grande valia em projetos de segurança, monitoramento, eventos, produção de vídeo, mineração e saúde, por exemplo. Pode ser um enorme diferencial competitivo, hoje, saber pilotar (e controlar) um aparelho desses.

Somente 300 empresas em todo o mundo estão autorizadas a usar drones – no Brasil, nenhuma ainda (há um projeto tramitando no Congresso). E o principal motivo, claro, é a segurança. Como aconteceu quando os primeiros automóveis começaram a rodar, no início do século 20, e também mais tarde, quando voaram os primeiros aviões, o risco de acidentes é considerável. No último dia 31, num show no México, o cantor Enrique Iglesias foi protagonista de um: quase destroçou a mão direita ao tentar dominar um drone no palco, o que fazia parte da pirotecnia do espetáculo (vejam neste vídeo).

Terá que passar por uma cirurgia de reconstituição, mas pode-se afirmar que teve sorte!

Profissões ameaçadas pela tecnologia

Um livro lançado nos EUA e na Europa em 2013 (ainda inédito no Brasil) analisa o uso da tecnologia por um ângulo pouco explorado: quanto ela reduz o nível de emprego? Ou, melhor explicando, quais atividades humanas são mais afetadas (no mau sentido) pela evolução tecnológica.

Os autores de The Future of Employment: How Suscetible Are Jobs to Computerisation (“O Futuro do Emprego: Como as Profissões São Suscetíveis à Computação”) – Carl Frey e Michael Osborne – são pesquisadores da celebrada Universidade de Oxford (Inglaterra), e se basearam essencialmente no mercado dos EUA. Analisaram nada menos do que 702 profissões, criando um índice daquelas que mais estão ameaçadas.

Vale a pena dar olhada, pela ordem (decrescente) de risco:

1.Operadores de telemarketing

2.Contadores e auditores

3.Balconistas e vendedores

4.Redatores técnicos

5.Corretores de imóveis

6.Digitadores

7.Operadores de máquinas

8.Pilotos de vôos comerciais

9.Economistas

10.Técnicos em saúde

Para quem está interessado (ou com medo), a revista Época fez uma resenha do livro no ano passado.

Privacidade, quando possível

Privacy Mode: este é o nome de uma solução adotada pela Microsoft, a partir de uma patente da 3M. Trata-se de aplicar uma película sobre a tela, especialmente em aparelhos portáteis, para impedir a “bisbilhotagem”.

É uma cena muito comum quando se está em viagem: você quer ler alguma coisa no notebook e seu vizinho de assento não resiste à curiosidade de ver o que aparece na tela. O recurso – ou seja, a película – permite chavear o modo de visualização, de maneira que apenas quem está exatamente de frente consiga enxergar.

O “filtro de privacidade”, como chamado pela 3M, pode ser controlado pelo usuário através de um software embutido no sistema operacional.

Ao descrever a novidade, o site Display Daily cita um pedido de patente da Microsoft, na qual o backlight do monitor pode emitir luzes em ângulos diferentes. Isso não chega a ser novidade, mas o software que executa a função sim. Nesta época em que tanto se fala em privacidade (ou falta de…), muita gente vai querer uma tela assim.

Eletros, em nova fase

Conversei por telefone na semana passada com Audiene Oliveira, gerente de Relações Institucionais e Governamentais do Grupo TPV (dono da marca Philips). Ele acaba de assumir o cargo de vice-presidente da Eletros – Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos, para cuidar especificamente da linha marrom, que inclui TVs, players, aparelhos de áudio, home theater, câmeras digitais e videogames.

Certamente, não é o melhor momento para o setor, que enfrenta as consequências do ajuste fiscal do governo. Por outro lado, existe o desafio de elevar a voz da indústria em Brasilia, diante da transição da TV analógica para a digital, que envolve a atualização dos televisores. Com 30 empresas associadas (incluindo todas as marcas conhecidas do público), a Eletros é mais discreta, por exemplo, do que as entidades ligadas às emissoras de TV, que vivem criticando o governo. Ao contrário destas, Oliveira acha que o cronograma da transição será cumprido.

Oliveira, com experiência de mais de 30 anos, vai na contramão da maioria dos executivos do segmento, prevendo que o segundo semestre pode trazer boas surpresas. Tomara que esteja certo. Desde 2012, o mercado se mantém na faixa de 13 milhões de TVs produzidos, segundo a Suframa. Este ano, até abril foram 3,4 milhões.

Sky vence Ancine na Justiça

Ainda é uma decisão sujeita a recurso, mas pode ser um marco na luta contras as arbitrariedades do Estado brasileiro. A operadora Sky foi autorizada pelo Tribunal Regional Federal a não oferecer o chamado “canal adicional”. A ação era contra a Ancine, que ganhou superpoderes nos últimos anos (e que, evidentemente, irá recorrer).

O caso é complicado. Revela, primeiro, como são mal redigidas as leis no Brasil (talvez de propósito); e, segundo, como a Ancine tenta influir na atividade das empresas sob os mais variados artifícios. Sua Instrução Normativa, de 2012, obriga as operadoras a oferecer aos assinantes um canal de conteúdo nacional, definido como “jornalismo”, sobrepondo-se à Lei do SeAC (2011). Exige ainda exibir um canal de “espaço nacional qualificado” a cada três (canais cuja grade tem maior percentual de programas brasileiros).

Para quem não se lembra, o assunto provocou enorme polêmica na época, quando muitos questionaram as cotas para produto nacional na TV por assinatura. A Sky, pelo visto, aproveitou-se de um texto legal confuso e conseguiu convencer a 3a Turma do TRF. É que a lei fala em “canal adicional disponibilizado no próprio pacote de programação”, mas não esclarece que deve ser gratuito!

Mais importante do que isso, porém, é a explicação dos juízes: “O órgão regulador deve atuar na tutela do consumidor e dos princípios reguladores da atividade, garantindo o direito a optar pelo acesso ou não ao canal alternativo”, diz um trecho do acórdão, assinado pelo desembargador federal Carlos Muta.

Como bem lembra o colega Samuel Possebon, do site Tela Viva, essa é até agora a mais forte manifestação da Justiça contra a Lei do SeAC – que, aliás, terá sua primeira audiência decisória no STF no próximo dia 10 de Junho. Em vários pontos do acórdão do TRF, é analisado o papel que cabe ao Estado no incentivo e na fiscalização das atividades empresariais.

Vamos ver agora como caminha o processo e, claro, o que tem a dizer o Supremo a respeito. Embora a famosa “lei das cotas” venha estimulando produções nacionais de alto nível, isso é feito com dinheiro do contribuinte, que paga suas assinaturas e, com elas, altos impostos. É preciso ver se ele concorda com isso.

Áudio digital (sem fio), pegada analógica

DevialetPhantom2WebFomos ontem conhecer o Phantom, badalada inovação da marca francesa Devialet, lançado no mercado europeu em fevereiro e que chega ao mercado brasileiro em agosto. A jovem empresa (fundada em 2010) vem se destacando pela ousadia e criatividade, num segmento – áudio high-end – em que essas duas características costumam levar anos para ser reconhecidas.

O Phantom foi saudado pelas principais publicações especializadas internacionais como um prodígio do design eletrônico. Trata-se de um player de áudio digital compacto, com processamento, amplificação e alto-falantes embutidos. Chama atenção o desenho arredondado, com dois woofers laterais de alta vibração – um espetáculo visual -, um microtweeter e um midrange frontais.
No projeto, a Devialet utiliza sua amplificação ADH (Analog Digital Hybrid), que já comentamos aqui e que permite explorar as vantagens de cada tecnologia. Um amplificador Classe A mantém a voltagem necessária para atingir potência de até 2.000W, com picos sonoros de 105dB e distorção mínima (+/-0,5dB). E quatro amps Classe D fornecem a alimentação paralela para processamento digital.
Um software patenteado pela Devialet, chamado SAM (Speaker Active Matching) controla os falantes e – o que mais impressiona numa primeira audição – um outro software sustenta o peso dos graves, especificados em 16Hz! Claro, não fizemos ainda um teste, foram apenas alguns minutos ao lado de Fabiana Dib e Carlos de la Fuente, responsáveis pela distribuição da Devialet no Brasil, para conhecer o produto.
Agora, aguardamos o envio de um exemplar para confirmar as impressões iniciais.

Operadoras 4G garantem conversor gratuito

Na última sexta-feira, a EAD – empresa constituída pelas operadoras Claro, Tim, Vivo e Algar – fez seu primeiro anúncio oficial sobre o switch-off da TV analógica. As quatro foram vencedoras do leilão das frequências de televisão na faixa de 700MHz, que serão usadas nas futuras redes de celular 4G, e a criação da empresa está entre as suas obrigações legais.

A sigla EAD significa Entidade Administradora de Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais TV e RTV. Sua missão é cuidar para que o fim da TV analógica e a entrada da TV digital aconteçam sem maiores traumas para o usuário final. Como já comentamos aqui, existe o risco, levantado pelas emissoras, de que em certas regiões surjam interferências do sinal 4G sobre o sinal de TV, mas a EAD garante que isso não acontecerá.

Outra garantia: serão mesmo distribuídos conversores digitais às famílias cadastradas no programa Bolsa Família, conforme exigência do governo. Só não está claro, ainda, quem irá pagar essa conta.

De todo modo, a EAD confirma que maio de 2016 é a data estipulada para desligamento dos transmissores analógicos em São Paulo (Capital) e nos seguintes municípios da Grande SP: Arujá, Barueri, Biritiba-Mirim, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu-Guaçu, Embu, Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Suzano, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista. 

Para quem tiver dúvidas sobre o assunto, a EAD criou o site Você na TV Digital e uma central que atende pelo número 147.

Ultra HD, resolução, conteúdos: quem decide?

Será preciso muito mais do que alta resolução para fazer decolar a tecnologia Ultra HD. É o que diz este artigo, escrito por um especialista em displays. A questão central está no conteúdo (ou na falta de), mas o chamado 4K vai muito além: é preciso um ecosistema, como se diz atualmente, para fazer as pessoas perceberem os reais benefícios.

O site americano Display Daily, especializado no assunto, analisou bem essa situação. A partir do segundo semestre deste ano, e com mais força em 2016, começaremos a ver duas categorias de TVs 4K. Uma, mais acessível e adotada até em TVs menores (40″), e outra top, que incluirá uma série de avanços na fabricação de displays. Ambas usarão a mesma resolução (3.840 x 2.160 pixels); o que irá variar é a qualidade de cada pixel e o processamento de cores e contraste.

Estamos falando de detalhes já abordados aqui, como painéis Quantum Dots, processamento HDR e gama de cores expandida (wide color gamut). “A resolução é o mais fácil”, garante o produtor Sam Rosen, citado numa pesquisa recente da consultoria ABI Research, intitulada First Screen Video Devices (a íntegra do estudo pode ser obtida aqui). Segundo ele, em breve a maioria dos TVs será UHD (não sei informar quanto tempo seria esse “breve”). “Vamos ver quando fabricantes e lojistas começarão a fazer demonstrações lado a lado de aparelhos com e sem esses aperfeiçoamentos”.

Rosen, como vários outros experts, acha que o consumidor só concordará em adotar 4K, de fato, quando puder ver com os próprios olhos os avanços citados acima. Voto com ele, mas ao ver a quantidade de grupos e consórcios que estão lidando atualmente com os parâmetros técnicos relacionados ao 4K sinto que pode demorar mais do que todos gostariam. Abaixo, uma “pequena” lista:

UHD Alliance – Consórcio de fabricantes e produtores de conteúdo que há poucas semanas divulgou as especificações para o formato Blu-ray Ultra HD;

SMPTE (Society of Motion Picture & Television Engineers) – Uma espécie de “sindicato” de profissionais da área, basicamente americanos, que geralmente precisam referendar as inovações em cinema, televisão e, consequentemente, vídeo;

I.T.U. (International Telecommunications Union) – Também conhecida pela sigla em português (UIT), é poderosa em tudo que se refere a transmissão de conteúdo;

MPEG (Moving Pictures Expert Group) – Também sediado nos EUA, é a principal referência em tecnologias de transmissão de vídeo digital;

E.B.U. (European Broadcasting Union) – Reúne as principais redes de TV da Europa e seus fornecedores, num total de mais de mil empresas;

DigitalEurope – Com sede na Bélgica, este consórcio de fabricantes e produtores de conteúdo tem grande influência política e, portanto, sobre governos e parlamentos do continente;

IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers) – Outro grupo de especialistas, com sede em Nova York e braços em todos os continentes; sua homologação é crucial para a adoção de qualquer padrão ou formato eletrônico.

Como chegar a um consenso?

LG atualiza seus TVs 4K

A propósito da LG, está confirmado: a empresa está mesmo promovendo a atualização de seus primeiros TVs 4K, aqueles que causaram tanta polêmica. Quem adquiriu os modelos LG9650, de 55 polegadas, e LM8600, de 84″, lançados em 2013, ficou sem o decoder HEVC, que, como já explicamos aqui, é essencial para se captar o sinal 4K veiculado pela internet, como é o caso do Netflix.

Segundo a empresa informou, seu SAC está preparado para atender as solicitações dos usuários. O procedimento é este: ligar para o SAC, informar o modelo do TV e onde foi adquirido (claro, a nota fiscal é imprescindível); será então acionada a assistência técnica mais próxima, que ficará encarregada de enviar um técnico para vistoriar o aparelho e fazer a atualização.

A LG garante que todos os seus TVs 4K lançados a partir do ano passado possuem o bendito decoder. Aliás, está saindo a linha 2015, com sete modelos. Os mais sofisticados (UF9500, de 55″, 65″ e 79″) são do tipo QD (Quantum Dots), embora a empresa não possa usar essa marca. Adotou a denominação “Super Ultra HD”. Por sinal, os da Samsung são chamados “SUHD”.

TV pesa 1,9kg e tem 1mm de espessura

wallpaper TVNesta terça-feira, a LG demonstrou na Coreia o que chama de wallpaper TV. Isso mesmo: um TV para ficar pendurado na parede. É mais um exemplo do que se convencionou chamar de “produto-conceito”, mas desta vez o fabricante assegura que há planos concretos de colocá-lo no mercado. Levando ao extremo a ideia de flat screen, a LG conseguiu desenvolver um aparelho de 55 polegadas que mede somente 1mm de espessura e pesa 1,9kg! Para pendurá-lo na parede, usam-se imãs.

A tela vem com uma base metálica – como se vê na foto – e pode ser retirada facilmente. Como se trata de uma película orgânica (OLED), emite a própria luz e, portanto, não necessita de backlight. O evento faz parte da estratégia do grupo para a tecnologia OLED, como informou o site Korea Times. “A demanda está aumentando, e a partir de julho vamos aumentar bastante a produção”, afirmou Sang-Deog Yeo, presidente da LG Displays.

Como se sabe, os demais fabricantes continuam reticentes em relação à tecnologia de leds orgânicos. Mas Yeo fez questão de dizer: “Levamos dez anos para atingir eficiência (yield) na produção de LCDs, e agora somente um ano para chegar ao mesmo ponto com OLEDs. É o momento de promover mais essa tecnologia revolucionária.”

Automação sem fio: trocando de lado

O que você faria se fosse vendedor da Coca-Cola e recebesse um convite para vender Pepsi? Ou se, após anos promovendo a GM, tivesse que sair para, por exemplo, a Ford? Da Vivo para a Claro? Apple para Microsoft? É mais ou menos essa a situação de Mark Walters, que depois de quatro anos comandando a Z-Wave Alliance, acaba de pular para o outro lado: assumiu como “vice-presidente de desenvolvimento estratégico” da ZigBee.

Os dois consórcios, sediados nos EUA, são rivais ferozes. Dominam o mercado mundial de automação sem fio. Há controvérsias sobre qual dos dois é mais popular, mas sabe-se que o padrão Z-Wave é mais utilizado em automação residencial, enquanto ZigBee tem aplicações mais amplas. Minha colega Julie Jacobson, do site CE Pro, lembra que a ZigBee Alliance lançou há alguns meses sua versão 3.0, justamente para eliminar a confusão entre seus diversos protocolos.

Walters, com quem conversei durante a ExpoPredialTec 2014, tem justamente a missão de tornar esse padrão mais acessível. Deve saber tudo sobre o concorrente.

Business Tech, site para profissionais

Aproveitando a realização da InfoComm 2015, lançamos esta semana o site Business Tech, dedicado à cobertura do segmento de Pro AV, automação, integração e sistemas de controle para projetos corporativos. Na verdade, é um relançamento: Business Tech era o título de uma revista (e um site) que lançamos em 2003, quando esse mercado aparentemente ainda não estava maduro. Hoje, com profissionais mais qualificados e a internet em todos os lugares, além de dezenas de empresas atuando e inovando, o site volta ao ar.

A proposta é contribuir no desenvolvimento desse setor, com informação qualificada e uma cobertura constante das atividades dessas empresas. Pretendemos usar nossa experiência no segmento residencial para trazer aos integradores, fabricantes, distribuidores (e também aos usuários) conteúdos relevantes, que os auxiliem em seu trabalho. Conteúdos que compartilhamos com parceiros nacionais e internacionais, incluindo a própria InfoComm.

Apoios, críticas e sugestões, é claro, são muito bem-vindos.

Automação + Pro AV = sucesso

InfocommEsta semana, acompanhamos de perto a edição 2015 da InfoComm Brasil (Expo TecnoMultimedia), realizada em São Paulo. Cerca de 60 empresas demonstraram seus produtos e soluções para o segmento que se conhece genericamente como “Pro AV” – alguns preferem o termo “audiovisual”. Com a evolução dos recursos de automação, incluindo aí controles, processadores e distribuidores de sinal, esse mercado vem tendo grande impulso no Brasil, embora não seja novo.

Como vimos no evento, e confirmamos conversando com diversas empresas, nem a crise econômica que atinge o país serve para frear o entusiasmo do setor. É fácil perceber isso na postura de grupos internacionais, que miram no médio e longo prazo. Só neste ano, tivemos a entrada em cena das americanas AMX, uma das líderes mundiais em automação, através da Harman do Brasil; Extron, respeitadíssima em sistemas para distribuição e processamento de sinal; a japonesa TOA, em parceria com a paulistana Discabos; e a chinesa Wulian, uma força em sistemas sem fio. Todas participaram da InfoComm Brasil.

Além de marcas famosas no mundo inteiro (Epson, Sony, Philips, Panasonic, Casio, Kramer, NEC, Barco, Christie, Crestron, Shure, Audio Technica), foi interessante ver os estandes de brasileiras como AAT (caixas acústicas), Chiave (distribuidora da americana Key Digital), Munddo (automação), as gaúchas Gaia e Welsyn (telas e suportes para projetores) e a já citada Discabos, entre várias outras.

Com o trabalho iniciado no ano passado pela InfoComm, o profissional brasileiro vai se familiarizando com essas tecnologias, que vão muito além do home theater. Para vencer nessa área, são exigidos conhecimentos bem mais amplos, particularmente nas tecnologias que envolvem redes e integração. E um constante aperfeiçoamento técnico. Quem conseguir juntar tudo isso, com certeza irá longe.

Anatel define como será o “Bolsa Ginga”

Esta semana, a Anatel anunciou sua decisão sobre a distribuição de conversores de TV Digital aos cadastrados no programa Bolsa Família. São cerca de 14 milhões de famílias que a partir do ano que vem começarão receber os aparelhos gratuitamente – pelo menos, essa é a promessa. Após meses de negociação com fabricantes, operadoras e emissoras, ficou definido que a caixinha terá (para o governo) um custo em torno de 30 dólares, segundo leio no site Convergência Digital.

Só relembrando: a oferta gratuita foi a forma que o governo encontrou de evitar que o chamado switch-off (desligamento dos transmissores analógicos das emissoras) deixe milhões de casas sem sinal de TV. Isso fatalmente aconteceria se todo mundo tivesse que adquirir o conversor, cujo custo de mercado está próximo de 100 dólares. A má notícia é que o conversor gratuito não terá conexão à internet, apenas entradas USB e Ethernet, úteis caso o feliz recebedor tenha como comprar um modem de banda larga.

Em compensação, o Ministério das Comunicações exigiu que o aparelho traga embutido o firmware Ginga, para aplicações de interatividade como acesso a serviços públicos de saúde, previdência etc. Fica em suspenso como se dará o milagre de oferecer tais serviços sem uma conexão de internet. Assim como os bolsistas continuam sem saber quem pagará por suas antenas para captar o sinal digital das emissoras (sem antena, não há sinal).

Com tudo isso, Anatel e Ministério empurram com a barriga um problema que, na prática, ninguém quer resolver: devido ao ajuste fiscal, não há dinheiro para bancar a promessa demagógica de conversor gratuito para todas as famílias pobres. E, sem isso, dificilmente as emissoras concordarão em desligar seus transmissores correndo o risco de perder milhões de telespectadores. Afinal, elas vivem de audiência!

Em tempo: tudo que o governo não quer é que essa bomba estoure em 2018, ano das próximas eleições presidenciais.

Blu-ray 4K já tem as especificações

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Na última terça-feira, a Blu-ray Disc Association – que reúne fabricantes de equipamentos e estúdios de cinema – anunciou ter concluído as especificações do Ultra HD Blu-ray Disc, formato que está prometido para o final do ano. Será o substituto natural dos discos atuais, assim como os TVs 4K deverão ocupar, daqui a alguns anos, o lugar que hoje pertence aos Full-HD.

Não há surpresas no comunicado, apenas a confirmação de que os membros da BDA querem, de fato, dar um salto de qualidade. São tantos os avanços incorporados no formato que chega a ser difícil crer que de fato seja lançado. Todas as empresas que participam da entidade (e que, portanto, têm o direito de usar a marca e o logotipo “Blu-ray”) concordaram com as especificações e se comprometem a adotá-las. Isso é importante porque existe na China um formato alternativo, que não é reconhecido pela BDA.

Segundo a entidade, os players BD UHD terão que ser compatíveis com os discos Blu-ray convencionais. E todas as ferramentas de certificação, replicação e autoração (assim se chama o complexo processo de legendagem e/ou dublagem, criação de menus e links que vêm no disco) serão padronizadas.

Tanto players quanto discos terão quer licenciados, ou seja, a BDA tem a pretensão (a meu ver, uma utopia) de controlar cada unidade colocada à venda – hoje, existem cerca de 10 mil títulos lançados em Blu-ray. O processo de licenciamento começa em julho, e é provável que na CES, em janeiro, vejamos demonstrações dos primeiros produtos BD UHD.

 

Programas em 4K chegam na Globosat

A programadora Globosat anunciou nesta segunda-feira o lançamento de seu aplicativo 4K para TVs Samsung. Estão sendo oferecidos conteúdos dos canais GNT, SporTV, Viva, +Globosat, Telecine e Off, produzidos com equipamento Ultra-HD. No cardápio, destaque para as séries Mundo Museu e Oficina Motor e documentários que ficam entre natureza e esportes radicais, como Himalaia, Expedição Islândia e Slackline. De filmes, por enquanto apenas um: Os Mercenários 3.

O aplicativo GlobosatPlay 4K funciona nos TVs lançados a partir de 2013 que permitam instalar o Evolution Kit, módulo mutlimídia da Samsung que se conecta à internet e processa as atualizações. Para TVs de outras marcas, o lançamento será nos próximos meses. A Globosat recomenda conexão de pelo menos 30Mbps para captar o sinal 4K com boa qualidade.

Energia? Seus problemas acabaram…

Tesla-PowerwallO fato que mais repercutiu recentemente, no mundo da tecnologia, foi a apresentação da Powerwall (foto), a “super bateria” da Tesla, empresa californiana que entrou para a história como inventora do carro elétrico de alta performance. O sul-africano Elon Musk, fundador e proprietário, é mais um ícone do Vale do Silício. No melhor estilo Steve Jobs, ele disse que já tinha vendido 38 mil unidades da bateria (em uma semana…). Faltaria, agora, apenas os investidores colocarem seu rico dinheirinho no projeto, coisa de uns US$ 2 ou 3 bilhões, para produzir o aparelho em escala industrial.

“Não estamos conseguindo atender os pedidos. Tudo saiu de controle, parece que se tornou um fenômeno viral…”, disse Musk num encontro com acionistas e representantes de fundos de investimento que, segundo o próprio, já lhe garantiram US$ 800 milhões para a missão.

Para quem não vem acompanhando: a Powerwall é uma bateria de íon-lítio que mede 1,30m de altura, pode ser pendurada na parede e armazenar 10kW/hora. Funciona conectada à rede de eletricidade convencional, ou a painéis solares ou eólicos, sendo acionada quando há queda de energia na casa. Seu preço ao consumidor é de US$ 3.500. A Tesla promete ainda uma versão para grandes empresas, com capacidade para 100kW/h.

Musk diz que sua criação terá, no futuro, a mesma importância dos celulares, que “libertaram” os usuários das redes fixas. “É uma grande solução, por exemplo, para comunidades distantes, onde a energia regular nem chega”. Tirando a empolgarão típica de um grande vendedor, a Powerwall é uma idéia perseguida no mundo inteiro. Japoneses e alemães, por exemplo, já lançaram produtos parecidos, mas não a esse preço.

Resta saber quanto há de verdadeira tecnologia na idéia. Ou se é apenas mais uma forma de arrancar dinheiro de investidores deslumbrados.

Quem é o “novo” telespectador

TV androidA Viacom, um dos maiores conglomerados multimídia do planeta, divulgou na semana passada um interessante estudo sobre as mudanças de comportamento dos usuários. O levantamento foi feito em 14 países (Brasil incluído), com um total de 10.500 entrevistas, e mostra como as pessoas acessam hoje seus conteúdos preferidos, como descobrem novos conteúdos e como se relacionam com suas diversas telas; incrível, mas o conceito de “segunda tela” parece que já ficou obsoleto.

A principal conclusão, nada surpreendente, é que a maioria continua dando prioridade aos conteúdos próprios da televisão, ainda que às vezes usando para isso a internet. “Nunca se assistiu tanta televisão”, resumiu Christian Kurt, vice-presidente da VMNI (Viacom International Media Network) e coordenador da pesquisa. “A questão é que agora precisamos redefinir o conceito de televisão.”

Nos próximos dias, daremos mais detalhes sobre a pesquisa, cuja íntegra, em inglês, pode ser lida aqui (há também um resumo disponível neste vídeo). Importante: o trabalho se limita a pessoas com idade entre 6 e 34 anos. Apenas para focar no mercado brasileiro, onde foram ouvidos 750 usuários, segundo a Viacom, notem que:

*Entre os brasileiros, 66% acham que a qualidade da programação em geral “nunca esteve tão boa”;

*Com o fenômeno das redes sociais, o assunto “televisão” é o mais comentado, segundo 78% deles;

*Esses entrevistados possuem, em média, cinco dispositivos para acessar conteúdos de vídeo, entre tablet, smartphone, computador, laptop, console de jogos, TV smart, iPod Touch, DVD player e aparelhos de streaming; não fica claro que aparelhos seriam esses, mas supõe-se dispositivos do tipo Apple TV e similares; a pesquisa não menciona “receptores de TV paga”, mas é óbvio que esse item está incluído;

*Para 71% dessas pessoas, os serviços de VoD são os mais utilizados, vindo a seguir os sites dos próprios canais (58%), os SVoD (serviços de assinatura on-line, com 56%) e os gravadores DVR (54%).