TVs inteligentes pedem estrutura compatível

Por Wagner Fontenele*

Imagem nítida e agradável, economia de energia de até 40%, conectividade, acesso a aplicativos, design moderno. Diferenciais e vantagens não faltam nas chamadas “Smart TVs”. O processo de modernização, compactação e transformação em processo de desejo que aconteceu com os celulares nos últimos anos, agora vem atingindo os televisores. Os aparelhos de última geração também caminham para uma evolução a passos largos e se aproximam dos sonhos de compra dos consumidores. Ainda não é possível dizer que as TVs mais modernas já estão acessíveis a toda a população, mas essa mudança vem acontecendo e os consumidores já estão em alerta para aproveitar as primeiras oportunidades.

Assim como aconteceu com os celulares, o foco das TVs modernas é a conectividade e o compartilhamento de dados e experiências. A variedade de entradas diferenciadas, conexões wi-fi, processadores e sistemas operacionais fazem da televisão mais um computador em casa. Conectar-se às redes sociais, jogar online, baixar aplicativos e programas, além de interagir com o celular e o tablet já faz parte da realidade. Alguns consumidores mais ansiosos já aguardam o momento em que será possível interagir também com a geladeira e outros aparelhos da casa.

No entanto, da mesma forma que para um computador, a televisão de última geração também necessita de uma infraestrutura. A aquisição do aparelho é somente o primeiro passo para entrar nesse mundo de conectividade. Como o foco do aparelho é a interatividade, é essencial que a rede wi-fi seja estável e com uma boa velocidade. Essa garantia começa no uso de um bom roteador.

Hoje são vários os aparelhos que “disputam” o uso da internet dentro de uma casa: o celular, o tablet, o notebook, e agora, a televisão. Com isso, o roteador precisa trabalhar muito mais para dividir a velocidade da internet para cada um dos dispositivos. Para uma televisão de última geração, um roteador comum – que funciona com 150Mb de entrada – não será suficiente para assistir a um filme, por exemplo. Os portais e aplicativos fornecedores de streaming necessitam de um roteador com 300Mb ao menos para que os vídeos rodem normalmente. Caso contrário, será como ver um filme online pelo computador, que trava e altera imagem e áudio.

Atualmente existem também roteadores com capacidade de qualidade do serviço direcionado ao multimídia, ou seja, que percebem quando a pessoa está utilizando a rede para multimídia ou somente para e-mail e sites. Dessa forma, ele direciona mais banda de rede para o dispositivo multimídia. Nos Estados Unidos, já surgem os roteadores com 1.900Mbps que possibilitam a criação de um ambiente multimídia e outro só para a tecnologia.

No Brasil, acaba de chegar a tecnologia AC que começa com 1.200Mbps. Esta nova aplicação permite mais estabilidade na transmissão de streaming de vídeo (como o Netflix), além de uma maior cobertura de sinal e conexão de vários devices ao mesmo tempo.

*Wagner Fontenele é diretor-geral da Belkin para América do Sul

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