O site da Amazon segue minuciosamente o original americano, em termos de visual. Se conseguir oferecer a mesma agilidade e eficiência na navegação, teremos um novo benchmark no e-commerce brasileiro. Hoje, a maioria das lojas virtuais sofre de pelo menos um destes problemas: lentidão, travamentos constantes, erros de informação ou falta de segurança. Talvez os executivos da empresa tenham pensado em tudo isso quando decidiram investir no Brasil diretamente, digo, sem um parceiro local como se pensava no início. De fato, esses são problemas totalmente desconhecidos de quem usa a Amazon.com.
Numa rápida passada pelos dois sites (Amazon Brasil e Google Play), deu para perceber que a oferta de livros ainda é incipiente – embora a primeira anuncie que já tem 13 mil títulos à venda. Nesse aspecto, a Google leva vantagem porque oferece não só livros, mas também filmes e aplicativos Android. Com certeza, terá mais visitantes. Pelo menos por ora, a Amazon diz que não pensa em ampliar suas ofertas; seu catálogo de discos nos EUA é hoje insuperável, e o de filmes só perde, talvez, para o da Netflix. Mas, para lançá-los aqui, a Amazon precisa antes se acertar com os estúdios de cinema, uma negociação nada fácil.
E há ainda, como sempre, a questão dos preços. Será que a Amazon, e mesmo a Google Play, conseguirá praticar valores muito mais baixos que as lojas virtuais brasileiras? Um ebook de sucesso a 20 ou 25 reais parece razoável, mas essa é a faixa de preços, por exemplo, na Livraria Cultura. Outro ponto: será possível manter uma loja virtual no Brasil somente vendendo livros, sem dar prejuízo? Duvido muito.
Enfim, são perguntas que o tempo deverá responder. Enquanto isso, boa leitura.
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