O poder da voz na pandemia

12 de maio de 2020

“Não toque em nada. O vírus pode estar em cima da mesa, na maçaneta da porta, no celular, na roupa…” Para algumas pessoas, a quarentena pode estar se transformando em neurose. Não por acaso, psicólogos e psiquiatras vêm fornecendo, em entrevistas e vídeos, dicas para se evitar a depressão após tantas semanas de isolamento social. 

Tudo isso vem a calhar com a tendência dos assistentes de voz. Desde o ano passado, dispositivos baseados em Alexa e Google têm crescido em vendas pelo mundo afora. Segundo a empresa de pesquisas americana ABI Research, foram 141 milhões de unidades vendidas em 2019, com estimativa de chegar a 180 milhões este ano. “Uma casa mais inteligente é uma casa mais segura”, diz o diretor da ABI, Jonathan Collins, ouvido pelo CE Pro.

Com tantas recomendações sobre limpeza doméstica nestes tempos de coronavírus, é natural que mais pessoas se empolguem com a ideia de “conversar” com seus aparelhos. Collins cita o contato frequente das mãos, milhares de vezes por dia, com celular, tablet, termostato, controles remotos, interruptores, maçanetas etc. – todos itens que já podem ser acionados por voz. “A COVID-19 traz uma motivação adicional para o uso dos comandos de voz”, diz ele. “Mas, quando a epidemia passar, os assistentes vão continuar em alta demanda nas residências. E, de certa forma, ajudar ainda mais na adoção da automação residencial”.

Um comentario para “O poder da voz na pandemia”

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