Áudio passa quase em branco na CES

14 de janeiro de 2021

 

De aproximadamente 4.500 expositores no ano passado, a edição virtual da CES em 2021 reduziu-se a menos de 1.200 empresas participantes. Um dos setores mais afetados foi o de áudio, ficando de fora marcas de alcance mundial como Yamaha, B&W, Pioneer, Marantz… Não sabemos o que essas e outras empresas estão preparando para 2021 e – mais importante – como estão se adaptando aos tempos pós-COVID.

Mais do que o vírus, porém, o maior desafio da indústria de áudio é se reinventar para atrair os consumidores da geração celular+internet. Estes preferem streaming a discos físicos, fones de ouvido a caixas acústicas, smartphones a amplificadores, soundbars a receivers. Para muitos, vale mais uma caixa acústica do tipo 360o do que 5 torres espalhadas pelo ambiente num sistema de home theater com a amplificação e os ajustes adequados.

Daí porque a surpresa de ver, no “estande virtual” da Harman, o amplificador integrado SA750 (foto acima) e a caixa acústica L100, ambos com a marca JBL. Foi a forma que o grupo americano – hoje pertencente à Samsung – encontrou de comemorar seus 75 anos de existência. Fundada em 1946 por James Bullough Lansing, cujas iniciais viraram sua marca, a JBL foi comprada por Sidney Harman em 1969, que a transformou na maior fabricante de sistemas de áudio do planeta. Hoje, domina os segmentos de áudio profissional e automotivo.

 

O SA750 tem visual que lembra os lendários integrados dos anos 1970/80, mas internamente é todo digital, incluindo amplificador Classe A/G, DAC de alta resolução, decoder MQA e suporte a áudio sem fio. Já a L100 (ao lado) é uma versão repaginada da caixa dos anos 70 apontada como a mais vendida em toda a história da JBL. Segundo o fabricante, foram produzidas apenas 750 pares dessa edição comemorativa. Quem quiser um par, tem que entrar numa fila e esperar até maio, pagando US$ 5.500 (se estiver nos EUA), além de rezar muito. Digamos que é mais fácil ganhar na loteria.

Pensando bem, é dessas coisas – a paixão por algo que parecia esquecido no tempo – que vive o mercado de áudio. Algo que nenhuma smart speaker pode proporcionar.

2 Replies to “Áudio passa quase em branco na CES”

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