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Será que o Blu-ray já vai morrer?

Não, não estou maluco. A pergunta acima é feita pelos repórteres do Estadão na edição de hoje. O questionamento se deve à constatação de que o número de downloads de filmes só faz aumentar, enquanto as lojas de discos físicos (tanto para compra quanto para locação) não param de fechar suas portas. Mesmo admitindo que o Blu-ray tem qualidade superior, o jornal conclui que o custo ainda é muito alto. Na mesma linha da Veja semanas atrás, o raciocínio é de que poucos têm acesso a essa tecnologia. Como “todo mundo” tem acesso à internet, conclusâo: o Blu-ray está com seus dias contados.

Na verdade, a reportagem vai muito além disso. Há um levantamento detalhado sobre o mercado de filmes para consumo doméstico: DVD, Blu-ray, sites para download, sites de streaming… Há ainda uma tabela comparativa entre alguns Blu-ray players à venda no Brasil, tendo sempre como parâmetro o preço: o novo BD-S360, da Sony, que custa R$ 999, é o melhor (não há no texto qualquer referência a eventuais testes práticos que tenham sido feitos para chegar a essa conclusão). Como vem acontecendo seguidamente na imprensa, é mais um texto que afasta o consumidor do Blu-ray e incentiva a prática dos downloads. Certos trechos parecem mesmo “torcer” para que acabe logo essa mania de ter que ir buscar o filme na locadora, hábito definido como “do século passado”.

Bem, também já fui acusado aqui de “torcer contra o Blu-ray”, então acho que não posso falar muito… Mas encontrei na reportagem (que amanhã deve estar disponível no site do jornal) uma frase que, para mim, resume a situação: o Blu-ray não vai morrer, e talvez nem o DVD venha a desaparecer, como está aí o nosso velho vinil para provar. O surgimento de novas opções de entretenimento não significa necessariamente a morte de outras. Quem quiser baixar seus filmes na internet terá, com certeza, cada vez mais alternativas. Mas quem gosta de ir à locadora, olhar a capa do filme, trocar idéias com o atendente etc. etc. etc., vai continuar indo. Por mais que alguns torçam contra.

Orlando Barrozo

Orlando Barrozo é jornalista especializado em tecnologia desde 1982. Foi editor de publicações como VIDEO NEWS e AUDIO NEWS, além de colunista do JORNAL DA TARDE (SP). Fundou as revistas VER VIDEO, SPOT, AUDITÓRIO&CIA, BUSINESS TECH e AUDIO PLUS. Atualmente, dirige a revista HOME THEATER, fundada por ele em 1996, e os sites hometheater.com.br e businesstech.net.br. Gosta também de dar seus palpites em assuntos como política, economia, esportes e artes em geral.

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  • Desconheço o assunto. Mas pergunto: A qualidade de um filme baixado é tão boa quanto do Blu-ray? E a disponibilidade? São atuais?

  • Lamentável esse tipo de matéria tendenciosa e aparentemente sem propósito desestimulando o bluray,ao meu ver a única salvação para as produtoras de filmes e shows em relação à pirataria,que parece a cada dia ganhar corpo.Como sempre ressalto que: no País dos piratas e da "lei de gerson"(em minúscula mesmo,como merece)a esmagadora maioria da população não tem noção sobre qualidade de imagem e som, e nem equipamento para desfrutá-lo,ficando felizes em assitir seus programas em DIVX com péssima qualidade.Esse fato somado à demora na queda de preços dos " blu" faz com que esse sistema de alta definição caminhe cada vez mais no sentido da elitização e do consumo"de nicho" o que é uma pena...

  • Se tem um determinado filme na locadora, prefiro mil vezes ir locá-lo a baixar na internet. O Blu-Ray, com o barateamento dos players e os discos que vão começar a ser produzidos no Brasil, agora é que vai vir com força total. O que falta é informação, pois muita gente não sabe o que é Blu-Ray. E mais uma vez, quem não entende do assunto, fica fazendo matéria sem cabimento. Deviam estar fazendo matérias para difundir a tecnologia e explicar do que se trata ao consumidor leigo.

  • Olá, trabalho na Edelman, Agência de Comunicação online da Samsung, a matéria também aponta que "o Blu-ray já é uma tecnologia emergente no Brasil. Entre janeiro e julho deste ano, a venda de filmes no formato cresceu 240,5%, em comparação com o mesmo período de 2008, de acordo com a União Brasileira de Vídeo (UBV)".

  • Pessoal,

    Já é possível baixar filmes com a mesma qualidade que o BD tem... nos EUA, já existem sistemas como o VUDU (www.vudu.com), onde vc paga U$ 5.99 e "aluga", ou compra por U$ 24.99 (ou menos) baixando direto do site deles, filmes com resolução BD e já há até tvs da LG onde vc pode armazenar o filme sem a necessidade de um player deles (pena não termos acordo de direitos autorais pra ter esse conteúdo no Brasil). Apesar de achar que ainda há muito campo para o BD crescer, tenho certeza que a internet vai substituir a TV, o DVD e o BD em pouco tempo (não to falando de pirataria). Se noss abanda larga fosse descente, com 8MB, é possível baixa vídeo em FullHD e assistir sem buffering.

  • Gozado que quando o sujeito vai comprar um automóvel, R$ 1.000,00 a mais ou a menos praticamente não são levados em consideração. Mas se uma máquina extraordinária como o novo BD Sony custa R$ 999,00, é absurdo, é um roubo, e outras asneiras do tipo...

    Enfim, dois pesos e duas medidas...

  • gente o bluray vai morrer sim,igual o hddvd,porque a qualidade do dvd ja e otima e ninguem repara em detalhes milimetricos,so um idiota compraria o bluray quando pode comprar 15 dvds com a mesma qualidade ou baixar de graca na net,

    ps:nao me xamem de pobre,vcs que sao burros e nao sabem o quue e custo-beneficio

  • a qualidade e a mesma e a diferenca e minima,na boa,vcs notam alguma diferenca de um filme em BD com um dvd,lado a lado 2 tvs iguais?
    na boa a diferenca e tao insignificante,que nem vale a pena

    dvd+diferencas milimetricas que ninguem nota=BD

    dvd=custo beneficio
    BD=frutice de playboy

  • Ricardo, na boa...você já assistiu a algum disco Blu-ray?
    A diferença não tem nada de milimétrica, ela é simplesmente absurda! Tão grande quanto a diferença do VHS para o DVD.
    Procure fazer exatamente aquilo que você mencionou, que é comparar os dois formatos lado a lado, em displays iguais.
    Se mesmo assim não conseguir notar a diferença, está na hora de procurar um bom oftalmo...risos.
    Grande e forte abraço.

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Orlando Barrozo

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