Olhando a maçã de longe

GALAXY_Note_10.1_(2014)_1Nesta terça-feira, véspera do encerramento da IFA, a maioria das conversas era sobre a expectativa criada (pela enésima vez) em torno do lançamento da Apple – no momento em que escrevo, já sabemos que foi apresentado o iPhone 5S, trazendo quase todos os recursos comentados, na forma de boato, nos últimos meses. Como todo grande evento, os últimos dias são menos agitados na IFA; a maior parte dos jornalistas e os executivos mais importantes das empresas já foram embora. Mesmo assim, me arrisco a dizer que o evento (este aqui, não o da Apple) ficará marcado pela mudança de atitude dos grandes fabricantes, que agora não parecem mais, como pareciam anos atrás, ter medo da gigante americana.

Os tablets e smartphones exibidos aqui por Samsung, Sony e LG empolgaram os especialistas, prometendo uma dura disputa a partir deste final de ano. O Xperia Z1, por exemplo, me parece uma grande sacada: à prova d’água, com receptor de TV Digital (só no Brasil, por enquanto) e, mais do que tudo, com um jogo de lentes comandadas por um processador próprio. Este último detalhe, na prática, pode significar uma ameaça aos fabricantes de câmeras, como aliás a própria Sony – em cidades recheadas de turistas, como esta Berlim, é cada vez mais comum ver as pessoas fotografando com seus celulares e até tablets.

Já os novos Galaxy, da Samsung, estão sendo saudados por alguns experts como os melhores lançados até hoje. A empresa investiu pesado em software, especialmente na capacidade de executar várias tarefas simultâneas, algo que muitos usuários reclamam no iPad. E a LG entra nessa disputa com um aparelho de 8,3 polegadas que segue em quase tudo o conceito da Apple, até porque é ela mesma, a LG, quem fornece os painéis de toque para a americana.

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Temos ainda boas novidades da Lenovo, Asus, Acer e HTC, sem falar na Nokia, que agora deve se revitalizar após se unir à Microsoft. E, para quem gosta, o tablet 4K de 20 polegadas, da Panasonic (ao lado), que visa especificamente o público profissional. Será, quem sabe, a televisão do futuro?

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