4K e o desafio dos smart TVs

30 de junho de 2016

Todos os fabricantes adotaram os smart TVs. Os números extraoficiais indicam que  mais da metade das vendas hoje seja de aparelhos conectados, e a tendência é que cheguem a 100% nos próximos dois anos. Mas continua sendo um desafio produzir e distribuir conteúdos usando essa plataforma. Dependendo da marca e modelo de TV, a comunicação entre os aparelhos (no caso, modem e display) nem sempre é tranquila.

Quando se pensa em conteúdos 4K, então, trata-se de outro mundo. No Brasil, a Globosat é a empresa que mais investe nessa tecnologia. Já fez experiências na Copa do Mundo, desfiles de carnaval e eventos musicais, como o Rock in Rio, e possui hoje um catálogo respeitável. Para acessá-lo, é preciso baixar no TV o aplicativo Globosat Play, e torcer para que os chips conversem bem entre si. A maior dificuldade está na falta de padronização. Os chipsets variam de um fabricante para outro, e às vezes o mesmo fabricante troca de fornecedor entre uma linha e outra de TVs, o que pode causar instabilidade do sinal.

Com os altos investimentos da Globo em tecnologia, que serão demonstrados mais uma vez nos Jogos Olímpicos, a equipe da Globosat está bem atualizada com esse mundo dos smart TVs. O contato é frequente com a indústria, embora muitos desenvolvimentos sejam feitos fora do Brasil. “Não temos a menor dúvida de que essa é a tendência”, diz Cassiano Fróes, gerente de New Media da Globosat. “É cada vez mais fácil para o usuário ter tudo integrado ao receptor de TV, sem ter que ficar acrescentando plugues e adaptadores”.

Como outros profissionais com quem já conversei, Fróes acha que as coisas caminham para que no futuro tenhamos a maior parte dos controles e softwares de TV num aparelho tipo tablet, ou smartphone, ficando o display apenas como “monitor” das imagens. O processador do TV ficará então encarregado “só” de trabalhar o sinal de vídeo, para dar conta de qualquer resolução que venha.

Mas, pensando bem, é um desafio e tanto!

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