Maçã podre: o que diria Steve Jobs?

30 de setembro de 2019

 

 

 

 

Oito anos após a sua morte (05/10/2011), Steve Jobs deve estar se revirando no túmulo com a notícia de que sua amada Apple pirateou canções para inflar o serviço Apple Music. Não é brincadeira. A denúncia está registrada na Justiça da Califórnia e foi detalhada dias atrás pelo site Patently Apple, que faz o acompanhamento das questões legais relacionadas à marca da maçã.

O processo foi aberto por duas editoras que representam dois dos maiores compositores de todos os tempos: Harry Warren (1893-1981), ganhador de três Oscars e autor de sucessos eternos como “The More I See You” e “I Only Have Eyes for You”; e Harold Arlen (1905-1986), de “Blues in the Night” e “Over the Rainbow”, entre tantas outras.

A denúncia é que a Apple comprou dezenas de canções de duas pequenas gravadoras, chamadas Orchard e Cleopatra, que simplesmente não eram donas dos direitos autorais. A Four Jays Music, fundada nos anos 1960 por Warren, afirma que a Apple sabia desse detalhe e, portanto, estava plenamente ciente de usar conteúdos não autorizados.

Para reforçar sua tese, a editora lista na ação uma espécie de “quem é quem” da música americana do século 20, que inclui Frank Sinatra, Louis Armstrong, Duke Ellington, Judy Garland, Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Miles Davis e por aí vai. Se você procurar no Apple Music por esses nomes, encontrará inúmeras canções de Warren e de Arlen que eles gravaram. Pena que sejam, com perdão do trocadilho, “maçãs podres”. 

Episódios como esses acabam dando razão aos que acham que a Apple não é a mesma depois da morte de seu fundador. Como nos EUA essas coisas são levadas a sério, podemos prever uma boa batalha judicial, com grandes chances da Apple ter que pagar uma indenização milionária. Para quem quiser se inteirar dos detalhes, este é o link original

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