Quem grita mais alto?

Vários sinais no ar indicam que a euforia do consumo ficou para trás. O problema é a ressaca. Os dados mais recentes apontam que a inadimplência subiu 23,7% em abril, na comparação com abril do ano passado (4,8% sobre março e 19,6% na soma dos primeiros quatro meses do ano). Sim, esses números podem ser revertidos pela injeção de dinheiro promovida pelo governo na economia, através do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, mas não é aí que está o problema.

Como sabem os leitores, não sou economista. Apenas leio e procuro aprender com quem entende. Até o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, já está dizendo que a política de estimular o consumo se esgotou; primeiro, porque as pessoas estão endivididas (resultado da já mencionada euforia, que teve seu auge no final do governo Lula); e depois porque as empresas não têm condição de produzir mais – quando têm, esbarram na falta de infraestrutura para transporte e distribuição (vejam a análise do ponderado colunista Celso Ming).

Nesse quadro, chega a ser patética a nova grita da indústria automobilística por mais uma redução do IPI, enfim atendida ontem pelo Ministério da Fazenda. Com os pátios lotados, as montadoras buscam repetir a “mágica” que levou justamente à inadimplência – como os bancos agora estão mais rígidos no crédito, elas querem que o contribuinte pague a conta.

Infelizmente, o governo Dilma está, de novo, caindo nessa. Quanto aos investimentos, estes podem ficar para depois!

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