
Desde o ano passado, a LG vem adotando em suas TVs OLED premium uma tecnologia de nome estranho: Tandem. A palavra de origem latina significa dois elementos similares enfileirados (ou empilhados) atuando em conjunto e se apoiando mutuamente; a melhor analogia é a das rodas de uma bicicleta.
No caso da LG, Tandem se refere a um painel de TV que possui duas camadas empilhadas de leds orgânicos, em vez de apenas uma como nos modelos tradicionais. Segundo a empresa, essa solução permite construir painéis maiores (em polegadas), com taxas de luminosidade mais altas e vida útil mais longa.
Como se sabe, tem sido difícil para os fabricantes produzir TVs OLED acima de 83″ (em 2025, a LG lançou sua primeira de 97″, hoje custando na faixa de R$ 110.000: vejam aqui).
Essa configuração Tandem permite dobrar a capacidade luminosa do painel sem, contudo, duplicar o consumo de energia. E aproveita mais dos leds orgânicos, que podem emitir brilho maior suportando longos períodos contínuos de funcionamento. Também é menor o desgaste ao longo o tempo.
Mais brilho, com menor consumo de energia
Na CES 2026, a LG exibiu dois tipos de TVs com leds orgânicos: OLED Tandem e WOLED Tandem. O primeiro se refere ao painel dos displays de tamanho pequeno e médio, como laptops, tablets, painéis de veículos e alguns monitores profissionais.
Segundo a LG, que fornece painéis para marcas como Apple, Asus e Acer, as vantagens dessa tecnologia estão na luminosidade ampliada e na melhor dissipação de calor, com menor consumo de energia, fatores críticos em aparelhos alimentados por bateria.
Já o painel WOLED Tandem é o que equipa as TVs OLED 2026 de tamanho maior (a partir de 77″). Aqui, o segredo está no uso de um subpixel branco (White OLED) combinado com a estrutura RGB de cada pixel. Além disso, o painel utiliza uma fonte de luz branca para atingir até 4.500 nits de brilho (Peak Brightness), rivalizando com algumas TVs MiniLED como as novas TCL SQD que comentamos na semana passada (vejam aqui).
Ainda segundo a LG, com duas camadas de leds orgânicos devidamente alinhadas ocorre uma superposição luminosa, permitindo construir painéis de maior porte com o mesmo rendimento dos menores. E há um ganho extra de 0,3% nos índices de reflexão do painel, que a LG chama Perfect Black Anti-Reflection.
Tudo isso, é claro, terá de ser conferido na prática conforme as novas TVs forem chagando ao mercado – o que, este ano, com a Copa do Mundo no horizonte, tende a acontecer ainda no primeiro semestre. Os modelos C6, G6 e W6 (esta a primeira TV OLED wireless – vejam este vídeo), exibidos na CES, contarão com o painel WOLED Tandem.

Orlando, boa tarde!
Espero que esteja bem!
Excelentes informações. Tenho feito algumas pesquisas para comprar uma tv, percebo que as empresas que desenvolvem essas tecnologias, deixam de fazer um cruzamento das atribuições aos usuários. As classificações de notas desses aparelhos com relação aos nossos ouvidos, nossos olhos e o ambiente do nosso ecossistema de energia, ficam a desejar, são notas de pontuação de 8 para baixo, desses simples requisitos, mas, se existissem esses cuidados, preservariam a nossa saúde pública que anda, desequilibrada com tantos casos de saúde, inclusive saúde mental, saúde dos olhos e saúde da audição. Meu objetivo aqui, não é fazer propaganda, mas, chamar a atenção das autoridades, que precisam ficarem atentos ao que essas tecnologias podem causarem na saúde pública. A LG foi a única que conseguiu pontuar entre 9 e 10 a esses requisitos, com a tecnologia Oled, fica o recado, para que essas empresas de tecnologia, que tenha o cuidado de desenvolver tecnologias, deixando de pensar só na lucratividade e comesse pensar no ecossistema, porque tudo está conectado.
Qual a sua opinião a respeito, para que possamos contribuir a um assunto que é de extrema relevância, para a saúde e o nosso ecossistema?
Abraço.
Olá Dinaldo, não sei se entendi bem. Você se refere ao consumo de energia das TVs? Se for isso, de fato há uma tendência de crescimento no consumo, não apenas devido ao aumento dos índices de brilho das telas, mas à própria dinâmica do mercado, que busca telas cada vez maiores. Os principais fabricantes vêm adotando, por exemplo, sensores de reduzem o brilho da tela automaticamente em ambiente escuro. TVs OLED, por definição, trazem dispositivos que regulam o brilho porque os leds orgânicos se desgastam mais rapidamente ao exibir conteúdos claros por longos períodos. E há ainda os hábitos do consumidor: há mais gente hoje assistindo TV durante o dia. Nesse caso, aumentar o brilho da tela se torna inevitável. Abs.
Orlando, eu entendi que o Dinaldo estava falando sobre a saúde dos olhos, ou seja, os males e os danos que a luz dos paineis de tv podem causar aos olhos das pessoas, principalmente a luz azul. A Hisense parece ser uma marca que vem dando atencao a esse problema, apresentando solucoes que diminuem os problemas causados pela luz azul.