Faturando com as tragédias

13 de março de 2020

Um purificador de ar que “mata o coronavírus”. Um robô que pára as pessoas na rua e, após algumas perguntas, diz a elas se estão ou não infectadas. Um óculos de realidade virtual dotado de scanner térmico capaz de examinar a cabeça do usuário e “detectar” a presença do vírus. São apenas alguns exemplos de produtos à venda na internet em meio à maior pandemia dos últimos anos. Ideias de espertinhos que, como se sabe, não existem apenas no Brasil e estão sempre prontos a explorar as fraquezas humanas.

Os relatos acima foram extraídos desta reportagem do site americano Vox, mas você certamente encontrará outros semelhantes em português. Mas a mesma tecnologia que permite espalhar fake news assustando ou enganando os incautos serve, por exemplo, para colocar em linha direta um paciente confinado em sua casa e seu médico. Até agora, o país que obteve maior êxito no combate ao corona foi a Coreia do Sul, apoiada em sua fantástica rede 5G já em funcionamento. 

Entre as marcas mais citadas como lucrativas atualmente, estão Zoom e Team Viewer, que fornecem soluções para quem precisa trabalhar remotamente, e Peloton, que criou um aplicativo de ginástica online. E, pelas imagens que se vê das ruas vazias nas grandes cidades, é de se imaginar que emissoras de TV e serviços de streaming devam estar aumentando bastante sua audiência.

De olho no aumento do tráfego, as duas maiores provedoras de banda larga dos EUA – AT&T e Comcast – anunciaram que nas próximas semanas não cobrarão a mais dos assinantes que estourarem seus planos de dados. Não deixa de ser uma forma de fidelizar esses clientes e também atrair novos.

Portanto, não é coincidência que a consultoria americana MKM, especializada no mercado financeiro, criou um índice chamado “stay at home” para avaliar a performance das empresas nas Bolsas. Nesta 6a feira, as campeãs foram Netflix, Amazon, Alibaba, Facebook e eBay. Ou seja, a turma do sofá.

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