Guerra dos LEDs, versão 2021

19 de novembro de 2020

Muita gente ainda não digeriu a sopa de letras em torno da sigla LED (Light-emitting Diode), que já dura mais de dez anos. Temos tentado acompanhar essa verdadeira guerra de marketing entre os fabricantes de displays, e nem sempre conseguimos. Fico imaginando o que vai na cabeça de um consumidor prestes a escolher sua nova TV. Pois é bom se preparar para novos capítulos dessa disputa em 2021.

SamMobile.com, o blog internacional da Samsung, publicou recentemente que a empresa planeja para o início do ano o lançamento de seus primeiros TVs Mini-LED, apresentados como protótipos na CES, em janeiro passado (vejam aqui). Enquanto avança no desenvolvimento de uma tecnologia realmente nova, provisoriamente chamada QD-OLED (também já comentamos aqui), que ainda vai demorar, a empresa aposta nos painéis Mini-LED, tidos como os que mais conseguem se aproximar dos OLED em termos de contraste.

Recapitulando: Mini-LED é um tipo de backlight em que os leds convencionais são substituídos por outros, muito menores mas com maior capacidade luminosa e maior eficiência energética. Nos backlights atuais, há blocos de 30 a 50 leds (as chamadas “zonas”, como na imagem acima) comandados pelo processador que endereça a luz ao painel LCD. Nos Mini-LEDs, são centenas ou até milhares de microscópicos diodos montados em blocos que podem ser dimerizados conforme a necessidade de cada cena.

Segundo o blog da Samsung, a diferença é absurda: consegue-se ampliar os níveis de contraste dos atuais 10.000:1 para 1.000.000:1. Como se sabe, contraste é o grande problema da tecnologia LCD. Nos TVs OLED, que não precisam de backlight, o contraste é virtualmente “infinito”!

O plano da Samsung é combinar painéis Mini-LED com os QLED (pontos quânticos). Seria possível, assim, superar duas dificuldades dos TVs QLED: a espessura do gabinete, já que são várias camadas sobrepostas (os mini-leda ocupam bem menos espaço), e o consumo de energia. TVs QLED sabidamente apresentam níveis de luminosidade altíssimos, permitindo visualização até mesmo em salas com janelas abertas (vejam este teste), mas o custo disso é o aumento da corrente elétrica e, consequentemente, o risco de superaquecimento. 

Na verdade, já existem no mercado internacional TVs com backlight Mini-LED, da chinesa TCL (foto maior), empresa que também faz parte do consórcio QLED-Alliance mas já anunciou planos de investir na tecnologia OLED. Enquanto isso, a Samsung também tenta reduzir o custo dos painéis MicroLED para poder lançá-los no mercado consumer (vejam aqui).

Resumo: a sopa de letrinhas só tende a crescer.

Um comentario para “Guerra dos LEDs, versão 2021”

  1. Dinaldo Ca,´ps disse:

    Prezado Orlando, bom dia!
    As tecnologias das TVs tem evoluído anos luz, comparado a outros segmentos, Comparo as tecnologias as descobertas do universo, ou seja, existem muitos pontos a serem revelados.
    A TVs QD-OLED é uma dessas descobertas, as tecnologias já estão todas disponíveis, o que fazem é o que está disponível na matemática, intersecção, juntando duas tecnologia e aperfeiçoando é o que os asiáticos sabem fazer de melhor, os brasileiros precisam seguir estes princípios de aperfeiçoamentos e evoluirmos para sermos melhores daqui há 20 anos, e 30 anos.

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