Indústria nacional acelera com 4K

3 de maio de 2021

Quase ao mesmo tempo, duas empresas tradicionais da indústria brasileira anunciaram na semana passada sua entrada no segmento de TVs 4K: Britânia e Multilaser. É um movimento interessante, que deverá ser reforçado nos próximos meses pela Mondial, marca de eletroportáteis que no final do ano passado adquiriu a fábrica deixada pela Sony em Manaus (detalhes aqui).

Não sabemos ainda que nível de produtos essas marcas colocarão no mercado – difícil competir com as gigantes Samsung, LG e TCL. Mas as três brasileiras, cada uma a seu modo, podem contribuir para acelerar o processo de consolidação do padrão 4K no país. Não se deve esquecer que, apesar da crise econômica, as vendas de TVs não vêm sofrendo com a pandemia; ao contrário, famílias passando mais tempo em casa têm maior disposição de investir nesse item que, para o brasileiro médio, é de primeira necessidade.

No caso da Britânia, empresa com sede em Curitiba que produz TVs, aparelhos de som e eletrodomésticos de apelo popular, está saindo um TV 4K HDR de 55″ produzido em Manaus e com recursos básicos. A empresa é também dona da marca Philco, com TVs 4K de até 75″.

Já a Multilaser, conhecida por seus acessórios de informática, cresceu muito nos últimos anos entrando em celulares, tablets e TVs. Agora, decidiu dar seu maior passo associando-se à gigante chinesa Hisense, que desde 2018 é proprietária da marca Toshiba. Com fábricas em Manaus e no sul de Minas, a empresa vem com um modelo 4K QLED (55″ e 65″), já à venda, e pretende aumentar a linha no segundo semestre (confiram aqui).

O plano divulgado é ambicioso – vender 100 mil TVs até o final do ano – e se baseia na imagem que a marca Toshiba deixou junto ao consumidor brasileiro. A primeira vez que mencionamos aqui a Hisense foi em 2013 (vejam), e desde então acompanhamos a evolução dessa empresa, fundada em 1969, através das feiras internacionais. Sem dúvida, é uma potência, hoje entre as cinco maiores fabricantes de TVs do planeta.

Novas marcas disputando o mercado são sempre uma boa notícia para o consumidor. Vamos ver se os produtos têm mesmo atributos para roubar pelo menos uma parte dos consumidores que hoje buscam as gigantes conhecidas há tanto tempo.

Um comentario para “Indústria nacional acelera com 4K”

  1. Elias disse:

    Francamente, gostaria de saber onde e como será feito o descarte de tanto lixo eletrônico em poucos anos de uso, justo em um país onde a ignorância (que é enorme em diversas áreas) também se faz presente na educação e consciência ambiental, que por sinal, NÃO há disponibilidade e incetivos reais dos governos e instituições privadas para recolherem lixo eletrônicos, agora imagine essas marcas de tv chegando ao mercado?

    Já não basta a programação obsoleta dos produtos em si, sejam lá quais forem?

    Fabricados com baixa qualidade de peças, para durarem menos e fazer as pessoas a comprarem mais, pois muitas vezes os valores de concertos são de proporções pornográficas, isso é FATO!!

    A única vantagem disso é para uma pequena e importante parcela, que são as pessoas que estarão empregadas de forma direta e indireta e isso é realmente MUITO bom, mas no outro lado da ponta, centenas e centenas de milhares ou até milhões de pessoas comprarão marcas descartáveis que não prestam, até porque, também há ignorância tenológica em muitos consumidores (não todos) (e não há quem consiga convence-los sobre cultura e conhecimento tecnológico, diferenças, vantagens usabilidade e consumo consciente, tudo pensando a longo prazo).

    ´´É mais fácil enganar uma pessoa do que convence-las que elas foram enganadas´´ – Mark Twain 1835 – 1910.

    O saldo é o seguinte, a Sony deixou o país e consigo levou a qualidade e inovações tecnológicas de uma ´´japa´´ oferece, Panasonic… cada vez mais tímida e enfraquecida no setor de tv´s, (questão de tempo para encerrar as produções de tv) 0 oque restou foram LG, Samsung e TCL que são as marcas mais sérias e confiáveis no Brasil, nem mesmo Philco, AOC podem ser levadas a sério, é outra marca que está na mesma pegada da Philco, é a Philips, que já foi produto muito bom e de desejo de muitos, pois antigamente a Philips era uma Holandesa inovadora, muitas tendências lançamentos e tecnologia (lembro-me de ser um afortunado dentre outros 81 colegas em um evento fechado da Home Theater VER A PRIMEIRA TV REALMENTE 3D SEM ÓCULOS, lembro-me do Walter Duran nos surpreendendo durante um intervalo de café – nunca esqueci daquele momento, que perfeição o protótipo daquela Tv 3D sem óculos) hoje, não mais temos isso, temos apenas oportunistas fabricando em escala AVASSALADORA, E SEM COMPROMISSO DE QUALIDADE, CONFIANÇA, TECNOLOGIA E RESPEITO COM OS CONSUMIDORES, não foi novidade para mim quando eu soube da Mundial (muito antes da Sony sair do Brasil) querer entrar no mercado assim como a Multilaser e Britânia, era apenas uma questão de tempo, daqui a pouco vai ser a Intelbras, Tramontina e qualquer outra fabricante grande de produtos populares, isso também é apenas uma questão de tempo.

    Sem dizer outro nítido e assustador exemplo de ´´automação residencial´´ sendo vomitada no mercado matando as revendas sérias, dedicadas e experientes no setor de tecnologia de AR (Automação Residencial), popularizam os produtos, mas prostituem o mercado, que inclusive, tem apoios de algumas instituições e profissionais que defendem a divulgação e massificação da ´´Automação Residencial´´,

    Até onde eu sei, teve distribuidora grande que perdeu quase 203 CNPJ´s, durante a pandemia 203 revendas fechadas, falidas por causa da crise, isso, foi apenas uma distribuidora, imagine quantas distribuidoras temos espalhadas por aí.

    No caso acima das 203 revendas fechadas, considerando uma média de mercado de formação de equipes por loja, entre 04 á 11 profissionais incluindo dono(s), vamos chegar á um número referencial, esse número seria de 07 pessoas por revenda, ou seja 203 lojas fechadas x 07 pessoas por cada loja fechada = 1.421 pessoas desempregadas, fora, que cada uma dessas pessoas sustentam as suas respectivas famílias, vou colocar uma média fixa de…04 pessoas (crianças e adultos) que dependem desse profissional que perdeu o emprego, a conta final média seria 5.684 pessoas atingidas indiretamente por causa do provedor da família ter perdido o emprego – ou seja, mencionei um exemplo que aconteceu em uma determinada distribuidora que perdeu 203 revendas, mas existem outros caso, e isso nenhuma instituição que diz que a automação é um grande boom e etc e tal, menciona esses números – Agora vem marcas populares e descartáveis lançando tv´s e ´´automação residencial´´ na qual NÃO precisa de um profissional de VERDADE E QUALIFICADO para poder realizar o trabalho, pois os sistemas ´´de ´´automação´´ o próprio usuário sabe instalar.

    Oque muitos não vão gostar de ter lido aqui (NÃO escrevi para agradar ninguém e nada, apenas para mandar a REAL doa a quem doer), é que o mercado de home theater e automação residencial JÁ ACABOU FAZ TEMPO!! Já não e´mais como antigamente, por favor acordem para essa realidade, o mercado em si mudou e está mudando drasticamente, não apenas no setor de audio e video, e automação residencial e corporativo eu escrevo isso baseado em FATOS E EXPERIÊNCIAS QUE EU tive durante alguns anos, e vi muita hipocrisia, mentira, tapinhas nas costas, sorrisos falsos e etc, tudo, para manter o padrão da receitinha de bolo perfeita para seguir o mercado e blá blá blá.

    Particularmente, por causa das mudanças natural do mercado e da pandemia (sem tirar as sacanagens da industria, algumas distribuidoras, lojas informais e etc) eu, já não tenho mais trabalho a muito tempo, e NÃO tenho vergonha em dizer isso, NÃO sou um mentiroso hipócrita dizendo que está tudo bem e etc, a muito tempo, eu já estou em processo de transição de mercado, o mercado morreu para mim a longo tempo, se eu insistir nele, é receber a certidão de óbito porém ainda vivo, e isso é ESTUPIDEZ E BURRICE se eu voltar a creditar no mercado, eu poderia escrever muito mais aqui, e muitos, não gostariam de ler, mas eu NUNCA TIVE rabo preso com ninguém e com nada, e sempre pude andar de cabeça erguida no mercado e, na minha vida como um todo, mas é mais fácil aceitar a realidade do que ficar acreditando nela, vendo cursos, que não condizem com a realidade e etc.

    É muito triste ver tudo isso, e, ninguém poder fazer a diferença, ainda há poucos e bons profissionais e instituições séria e comprometidas e deixar o mercado saudável, atualizado com conteúdos relevantes sem forçar direcionamentos, e a Revista Home Theater e outros complementos do grupo e seus profissionais é um deles, escrevo isso por eu os conheço.

    Desculpem pelo desabafo, mas essa é a real no estado PURO E BRUTO, sem mimi, sem maquiagem – Doa a quem doer, não tenho rabo preso com ninguém e nada, por isso, sou imparcial e falo e escrevo oque eu sei e vivenciei.

    Lamentável.

Deixe uma resposta