Game, central multimídia ou ambos?

18 de abril de 2012

Todo mundo parece que ainda olha para os consoles de videogame como “brinquedo de adulto”. Mas essa brincadeira pode estar virando coisa séria. Os dois maiores fabricantes mundiais estão anunciando planos ambiciosos para transformar aquela caixinha de jogos em centrais multimídia, ou algo assim.

Nesta segunda-feira, a Sony anunciou em Tóquio o lançamento de seu primeiro aparelho da categoria DMR (Digital Media Recorder), previsto para chegar as lojas do Japão em julho, com 500GB de memória interna e preço final equivalente a 210 dólares. Pela apresentação, será um “hub” capaz de captar conteúdos de qualquer fonte e transmitir, via streaming, para aparelhos Sony: TVs Bravia, consoles PS3 e Vita, notebooks Vaio, tablets e smartphones Xperia. Segundo a empresa, o aparelho (foto) – cujo nome comercial provisório é Nasne – é uma evolução do acessório PlayTV, sintonizador de TV Digital já vendido para o PS3. A principal diferença seria a memória interna e a capacidade de trafegar os conteúdos entre aparelhos diferentes, via rede sem fio.

Já a Microsoft, que precisa desesperadamente lançar uma novidade em hardware, aposta as fichas no seu maior sucesso do gênero, o console Xbox 360. Segundo o The Wall Street Journal, a empresa chegou à conclusão de que os usuários da rede Xbox Live passam a maior parte do tempo ouvindo música e assistindo a vídeos do que… jogando! A vantagem, em comparação com a solução da Sony, é que o 360 já traz tudo que é necessário – basta “turbiná-lo” com aplicativos. Nos últimos cinco meses, a Microsoft já lançou mais de 20 deles, destinados a entretenimento que nada tem a ver com games (quem comprar o aparelho hoje, nos EUA, paga US$ 200 e ganha entre 20 e 25 apps). Assim, os milhões de usuários do Xbox já podem, teoricamente, se converter em grandes consumidores multimídia.

 

4 Replies to “Game, central multimídia ou ambos?”

  1. Fernando Rosa disse:

    Sobre o “Nasne” da Sony, fico só pensando em como ele vai gravar qualquer coisa se toda a programação das TVs por assinatura (pelo menos no Brasil) é codificada. Com a desculpa (que não deixa de ser verdadeira) de combater a pirataria (falo do pessoal que puxa o cabo pro seu cafofo), todos nós fomos alijados da possibilidade de gravar a programação livremente. Lembro quando se falava em transmitir um código que permitiria ao Video Cassete começar a gravar um programa na hora exata em que começaria. Hoje, só pagando.

    Sobre o XBox, não sei exatamente o que a MS oferece nos EUA, mas a Sony não fica muito atrás. Ambos contam com vários aplicativos/serviços de vídeo on demand que suprem todas as necessidades das pessoas. Até certas ligas esportivas podem ser assistidas nos consoles por lá.

    O detalhe importante é que no XBox só usuários Gold (que pagam mensalidade para a MS) tem o privilégio de assinar vários dos outros serviços, já no PS3 essa funcionalidade é gratuita, basta ter o console e assinar o serviço diretamente.

  2. Orlando Barrozo disse:

    Legal, Fernando, obrigado pelos comentários, sempre oportunos. Abs. Orlando.

  3. amonteiro disse:

    O PS3 acessa arquivos do computador por DLNA e tem diversos apps, mas infelizmente no Brasil o único liberado é o Netflix, que funciona mas a biblioteca é limitada a coisas títulos antigos. Vc sabe se existe alguma legislação que impeça eles de conseguir lançamentos simultâneos com dvd/br?

  4. Orlando Barrozo disse:

    Olá Ary, essas negociações são complicadas. Para cada país, eles têm que negociar valores e condições diferentes. Acredito que em breve a Sony traga outros apps, pois o mercado brasileiro é interessante pra eles. Abs e obrigado pela msg. Orlando

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