Pós-CES: mais uma guerra de displays

Ainda a CES (e certamente falaremos muito do evento nas próximas semanas): nosso enviado especial JULIO COHEN produziu diversos vídeos, mostrando especialmente a enorme variedade de TVs que desfilaram em Las Vegas (vejam aqui). E, embora alguns sejam protótipos, já é possível delinear as tendências daqui para frente.

Basicamente, há hoje cinco tipos de display:

LCD – É o mais antigo e domina o mercado mundial, mas aparentemente não tem muito o que evoluir. Para facilitar o marketing, a indústria adotou a denominação “LED”, referência ao painel de iluminação interna desses TVs (antes, eram lâmpadas). Talvez seja mais correto manter “LED-LCD”, ou “LCD-LED”.

OLED – Está em expansão e, no momento, é considerada a tecnologia com melhor performance. Substitui os leds comuns por elementos orgânicos, que produzem a própria luz e, por isso, dispensam o tal painel interno. 

Pontos Quânticos – Sem dúvida um aprimoramento em relação ao LCD: embora ainda dependendo de iluminação interna, utiliza nanocristais para formação da imagem. São os QDs (Quantum Dots), elementos inorgânicos com altíssima sensibilidade para transformar impulsos elétricos em variações de luz. Samsung e TCL utilizam a marca “QLED”, mas Sony e LG também possuem TVs desse tipo.

Laser TV – Aqui, é preciso cuidado para evitar confusão: o “TV” é, na verdade, um conjunto composto por tela e módulo de projeção. Neste, uma unidade óptica à base de laser projeta luz de altíssima intensidade sobre um painel interno de LCD; com lentes especiais, a imagem é direcionada a uma tela também ultra-sensível.

MicroLED – A novidade exibida na CES pela Samsung propõe uma alternativa ao OLED, da rival LG. Os elementos que formam a imagem são microscópicos, emissivos e inorgânicos, ou seja, emitem a própria luz e teoricamente possuem maior estabilidade e durabilidade.

Essa última característica foi muito realçada pela Samsung durante o evento, com base no fato de que os TVs OLED se deterioram com o tempo, o que ainda está por ser provado. Toda tecnologia nova exige um período de maturação, e somente após alguns anos a experiência prática confirma (ou não) esse tipo de deficiência. Teremos que ver isso daqui a alguns anos, tanto nos OLED quanto nos MicroLED e nos QLED.

Em futuros posts, comentaremos aqui outros detalhes dos TVs MicroLED, que chamaram muito a atenção dos visitantes da CES, especialmente com o gigante de 146 polegadas que a Samsung demonstrou (vejam o vídeo). Enquanto esse produto não chega ao mercado, vale lembrar que o OLED da LG foi o TV mais premiado da Feira (mais detalhes aqui). 

Um comentario para Pós-CES: mais uma guerra de displays

  1. Alaide P. Mammana 01/02/2018 at 10:53 pm #

    Está incorreta.a afirmação de que “São os QDs (Quantum Dots), elementos inorgânicos com altíssima sensibilidade para transformar impulsos elétricos em variações de luz”

    Quantum dots são cristais de dimensões nanométricas que têm a propriedade de absorver luz de mais alta energia (de menor comprimento de onda) e re-emitir luz de mais baixa energia (de maior comprimento de luz). Em outras palavras convertem a luz apresentando alta eficiência quântica neste processo.

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