No Rio, TV Digital só da Globo

A situação da TV Digital no Brasil continua mal parada. Se em São Paulo ainda há problemas com a recepção do sinal, no Rio a decepção pode ser maior ainda.
 
O governo confirmou o início das transmissões em abril, mas somente a Globo terá condições de fazê-lo (a data ainda não foi marcada). As demais emissoras não têm meios, nem equipamentos, nem pessoal, a esta altura, para gerar sinal digital com um mínimo de qualidade na capital fluminense.
 
O Ministério das Comunicações pretendia fazer no Rio uma festa igual à que houve em São Paulo no dia 2 de dezembro, com um pool de emissoras transmitindo pronunciamentos oficiais, mas o mais provável é que a Globo fique sozinha nessa iniciativa. Aliás, mesmo em SP, por pouco a emissora do Jardim Botânico não transmitiu a cerimônia com exclusividade, já que as demais não queriam arcar com os custos correspondentes. Agora, sabe-se por que.

Em SP, uma megaconvenção de vendas

    Não é a toda hora que se consegue reunir, num mesmo local, os maiores revendedores especializados do País para discutir o rumo de seus negócios e as tendências do mercado. Pois isso vai acontecer nos dias 3 a 5 de março, na cidade de Águas de Lindóia, por iniciativa da distribuidora Disac.
 
A empresa espera trazer à cidade balneária cerca de 250 revendedores, vindos de todas as partes do País, numa megaconvenção de vendas. Todos ficarão reunidos durante os três dias, no Hotel Vacance, para conhecer as novas linhas de produtos, participar de treinamentos e trocar idéias (o que sempre é produtivo).
 
Para quem não se lembra, a Disac já fez isso no ano passado, e o sucesso foi tão grande que decidiu repetir a dose este ano, com mais convidados e mais produtos para mostrar e demonstrar. Ou seja, o evento vai se tornando tradicional e entrando na agenda de todo mundo.
 
Parabéns às empresas que, como a Disac, têm iniciativas para unificar o mercado e promover o aperfeiçoamento dos profissionais.

Para os interessados, vale uma olhada no vídeo-convite, http://www.disac.com.br/convencao2008/video/ uma das novidades relacionadas ao evento, que promete mesmo ser muito original.

Lojas da Apple confirmadas no Brasil

 

Já está quase tudo certo para a inauguração da primeira loja Apple em São Paulo. A empresa californiana, que se transformou na principal grife da indústria eletrônica, fechou acordo com a rede Fast Shop para abrir duas lojas na capital paulista, nos shoppings Iguatemi e Market Place.
 
A primeira delas, no Iguatemi, deve abrir na segunda quinzena de março, seguindo o modelo de algumas que a Apple mantém nos EUA – embora não tão grande quanto a de Nova York (imagem acima), por exemplo. A empresa de Steve Jobs encara esse tipo de iniciativa como estratégica para reforçar a posição da marca como líder mundial em tendências tecnológicas.
 
Ao contrário da Samsung Experience, que funciona há mais de dois anos no Shopping Morumbi, também em São Paulo, as lojas da Apple não servirão apenas para degustação: vão, sim, vender toda a linha de produtos da empresa disponíveis no Brasil, e a preços competitivos com os dos demais varejistas.
 
Não, não tenho informação de que o iPhone estará à venda lá. Talvez o iTouch, que a meu ver é até um produto mais interessante.

Uma loja virtual especializada

Ponto para o pessoal de Porto Alegre que acaba de lançar o site www.plasmacenter.com.br. A proposta, inovadora, é manter uma loja virtual especializada em produtos para home theater e dar ao cliente um atendimento digno de loja especializada mesmo!
 
Detalhe: não vende produtos sem garantia, nem “made in Paraguai”. E você pode pedir orientação técnica detalhada na hora de fechar sua compra. E, por ser virtual, pode atender clientes em qualquer ponto do País.
 
Recomendo uma olhada nas ofertas e torço sinceramente para que dê certo. O mercado está precisando de mais iniciativas sérias e originais como esta.

Tudo mais simples, por favor

Interessante reportagem da revista norte-americana Electronic House mostra o que a indústria eletrônica está fazendo para tornar mais simples a vida dos usuários. Fugindo do lugar-comum da propaganda em torno da facilidade de operação (aliás, uma das expressões mais batidas do jargão técnico), o texto relata diversos casos de produtos que realmente inovam nesse aspecto.
 
Um dos melhores exemplos é o ajuste de imagem feito pelos fabricantes de TVs. Para exibi-los nas lojas, os TVs são ajustados com super-saturação, de modo a parecerem mais brilhantes que os concorrentes. Ao chegar em casa, porém, o consumidor que adquiriu aquele produto encontra uma imagem tão brilhante que, às vezes, nem consegue olhar para a tela. A empresa norte-americana Syntax-Brillian, que produz televisores com a marca Ölevia, criou um novo tipo de ajuste; basta apertar uma (só uma) tecla no controle remoto e o TV se ajusta automaticamente à iluminação ambiente.
 
Outra bela inovação nesse campo vem da THX, a célebre empresa criada por George Lucas nos anos 70 e que se tornou referência em áudio. A nova tecnologia lançada pela empresa (batizada de “Media Director”) permite que o TV ajuste automaticamente tanto o áudio quanto o vídeo, dependendo do tipo de programa que se esteja assistindo. Claro: filmes em Blu-ray exigem ajustes diferentes dos DVDs comuns. Uma constatação tão óbvia que cabe perguntar por que os fabricantes não pensaram nisso antes. Aposto que em breve a novidade estará disponível na maioria dos TVs.
 
Sempre defendi junto aos fabricantes a necessidade de simplificar tanto a operação e os ajustes como os próprios manuais de instrução. Infelizmente, são poucos os que de fato se preocupam com isso, mas é possível notar na indústria uma preocupação crescente com esse aspecto. Foi-se o tempo do timer do videocassete, que ninguém usava porque não conseguia programar. Não há mais volta: seja um TV ou um celular, um computador ou uma câmera, o mundo cada vez mais será dos aparelhos simples.
 
O consumidor com certeza vai agradecer.

Para quem quiser ler o texto na íntegra, aqui está o link:
http://www.electronichouse.com/article/coming_soon_self_calibrating_home_theaters/

Um ícone em crise

O Estadão desta 3a. feira publica que a Gradiente está pedindo mais um financiamento ao BNDES para ajudar a cobrir sua dívida, que seria de R$ 284 milhões. Parece que um fundo de pensões estatal iria assumir o controle da empresa, que segundo o texto simplesmente está sem vender nada há algum tempo (a fábrica de Manaus, onde trabalham 550 pessoas, está sem atividade desde agosto, e os funcionários em férias coletivas).
 
Para quem acompanha o mercado brasileiro de eletrônicos há quase 30 anos, é triste ler uma notícia como essa. A Gradiente se confunde com a História da indústria brasileira. Infelizmente, uma série de erros estratégicos ao longo de todos esses anos acabou levando à situação atual, e até ofuscando o fato de que a empresa foi pioneira em lançamentos como o CD, o receiver A/V e o próprio DVD. O fato de não possuir tecnologia própria certamente é um dos fatores responsáveis pela queda. Nos dias de hoje, ter que depender de terceiros para fornecimento de tecnologia é quase suicídio.
 
Voltaremos logo a este assunto, mas é importante lembrar também que, em seus mais de 40 anos de vida, a Gradiente acostumou-se a uma rotina de empréstimos governamentais que raramente acabam bem. Teve a benevolência de vários governos militares e, na era FHC, quando lhe faltou esse apoio, saiu em defesa de Lula e do PT. Foi premiada em 2003, com um empréstimo de R$ 100 milhões, que não evitou a crise atual.
 
Será que um novo empréstimo resolverá? Espero sinceramente que Eugenio Staub consiga reerguer sua empresa em bases sólidas, mas duvido que isso seja possível ancorando-se em dinheiro público.

Quando chegará o Ginga?

Pelo menos duas fontes do setor de televisão já me disseram que a tão aguardada interatividade digital não chega este ano na TV aberta. O Ginga, middleware escolhido pelo governo brasileiro para equipar os novos conversores (set-top-box), parece uma caixa preta – que nenhum fabricante pode (ou quer) destrinchar.
 
Primeira constatação: a maioria das emissoras não está preparada ainda para gerar sinal digital de boa qualidade. Não investiram em equipamentos de ponta, muito menos em técnicos capazes de operar esses equipamentos, o que exige muito treinamento, em alguns casos até mesmo levando esses profissionais para cursos no Exterior. A linha de crédito anunciada pelo BNDES para financiar a importação desses aparelhos continua apenas na promessa. O que não é de causar surpresa: os economistas que dirigem o banco sabem que esse tipo de empréstimo é de altíssimo risco. Se o dinheiro for mesmo liberado (no que não acredito), há o perigo de uma inadimplência colossal, já que a maioria das emissoras – Globo e Record talvez sejam as exceções – não consegue fechar suas contas.
 
Segundo ponto: a geração de sinal de TV via internet e via celular deve se popularizar muito mais rápido do que a transmissão convencional. As vendas de computadores não param de bater recordes, assim como as de celulares e as conexões de banda larga. Ou seja, vai ser muito mais fácil (e barato) utilizar a interatividade dessas mídias, e ninguém (ou muito pouca gente) vai querer esperar pelo tal Ginga, ou por qualquer outra ferramenta interativa para televisão aberta.
 
Terceiro: em qualquer lugar do mundo, interatividade custa caro. Alguém precisa pagar por ela. O único caminho, me parece, está na TV por assinatura. Fora disso, quem se habilitará a bancar essa brincadeira?

HDTV: um início complicado

Leio no UOL News que a Rede TV decidiu ser a primeira emissora do País a transmitir toda a sua programação em alta definição. Confesso que não sabia disso, até porque raramente assisto a essa emissora. Seria ótimo se pudesse ser verdade.
 
Mas a realidade é bem outra. A notícia diz que a emissora está enfrentando inúmeros problemas técnicos, com seguidas interrupções de sinal e falhas na qualidade da imagem que chega ao telespectador – inclusive aqueles que ainda têm equipamento analógico. A explicação seria que os funcionários ainda não dominam a tecnologia digital, levando-os a um grau de stress que beira a tensão nervosa.
 
O presidente da Rede TV, Amilcare Dallevo, que segundo a nota é engenheiro eletrônico e especialista nesse tipo de equipamento, decidiu que toda a programação seria levada ao ar em alta definição e não admite voltar atrás. Se for verdade, merece parabéns pela coragem. Mas também merece críticas pela ingenuidade: nem nos Estados Unidos ou no Japão, alguma emissora tentou fazer isso com apenas dois meses do início das transmissões.
 
Como sabemos, toda tecnologia nova leva tempo (e custa caro) para ser implantada e assimilada. No caso da Rede TV, o marketing acaba funcionando ao contrário, ou seja, além de não conseguir atrair novos telespectadores, a emissora ainda corre o risco de perder os atuais.

O Paraguai é aqui!

 

Na 1a. página do Estadão de hoje, uma foto muito ilustrativa: uma loja de Brasilia que vende produtos piratas!!! Pela foto, trata-se de um mega-camelô, com todos aqueles produtos que a gente encontra nas ruas de qualquer cidade grande.

Mas, por que a foto? Simples: é lá que uma funcionária do Palácio do Planalto se abastecia (ou abastece?) usando o tal cartão de crédito corporativo da Presidência da República. Você não leu errado. Segundo a matéria, o Portal da Transparência denunciou o uso irregular de mais essa mordomia, com o agravante que, entre as compras, incluem-se produtos piratas vindos do Paraguai – no caso, óculos de grife falsificados…

Pelo jeito, esse pessoal não aprende mesmo. O próprio presidente Lula já foi flagrado assistindo a uma cópia pirata do filme ´Filhos de Francisco`, lembram-se? Ministros e ministras já caíram porque exageraram na farra, depois que a imprensa os denunciou. E agora essa lama dos cartões corporativos!

Qual será a próxima que eles vão aprontar?

Para quem não viu a matéria, o link está aqui.

E para quem quiser ir mais fundo no assunto, a Folha de S.Paulo traz hoje outra matéria bem interessante: no governo do Estado de São Paulo, o uso dos tais cartões também já passou de todos os limites. Veja aqui.

A hora da reciclagem

A CEA (Consumer Electronics Association) está reforçando este ano sua campanha em favor das chamadas tecnologias verdes. Já comentei esse assunto aqui, mas agora, além do esforço natural dos fabricantes para produzir equipamentos que agridam menos a atmosfera, a campanha se estende também aos consumidores.

O site www.myGreenElectronics.org foi criado justamente para orientar e incentivar o uso racional dos aparelhos e a reciclagem dos produtos velhos. Pense bem: o que você faz com seu computador que já ficou obsoleto? Ou com sua câmera digital velha? Ou seu MP3? Pois é, você pode até ter vontade de jogá-los no lixo, mas é possível reaproveitá-los.

Entre outras coisas, o site dá dicas de produtos “verdes” para você escolher quando tiver, por exemplo, de dar um presente de aniversário; orienta sobre programas de reciclagem em determinadas cidades (por enquanto, cobre apenas o território americano, mas a CEA pretende levar a mesma idéia a outros países); uma calculadora virtual, que fornece o custo do uso de cada equipamento por minuto, por dia e até por ano; e dicas práticas para estender a vida útil de cada aparelho.

Uma das seções mais interessantes é esta: http://www.mygreenelectronics.org/ReduceRepair.aspx um guia prático para trocar, reciclar ou reaproveitar um equipamento usado.

Não sou favorável a se copiar tudo que vem de fora, mas neste caso é imprescindível: vamos criar algo assim por aqui?

A CEDIA vem aí…

Em abril, durante a Digital Home Expo, em São Paulo, teremos o primeiro curso oficial da CEDIA no Brasil. Para quem não conhece, a CEDIA (Custom Electronics Design and Installation Association) é a entidade que representa os profissionais da área que ficou conhecida como “custom installation”, ou seja, projetos residenciais que envolvem vários ramos da tecnologia, principalmente home theater e automação (nos EUA, são mais de 3 mil profissionais filiados).

Pois bem. A CEDIA iniciou há cerca de dois anos um esforço de internacionalização, abrindo filiais em países estratégicos, como Inglaterra, Itália, Rússia, Austrália e México. Para entrar na América do Sul, eles escolheram o Brasil, é claro. A idéia é convencer os profissionais brasileiros a se filiarem, ganhando com isso o direito a cursos completos das mais variadas disciplinas tecnológicas: automação, cabeamento, multiroom, sistemas sem fio etc.

Para iniciar esse trabalho de convencimento, eles decidiram aproveitar a realização da Digital Home Expo e oferecer aos brasileiros um curso, que dará direito a certificação da CEDIA. Certificação oficial, o que não é pouca coisa, num país tão carente de educação como é o nosso. Essa primeira série de aulas será ministrada por instrutores norte-americanos com larga experiência nesse tipo de trabalho. Nos EUA, a CEDIA mantém regularmente um programa com mais de 300 cursos! Um pouquinho desse conteúdo será trazido ao Brasil.

A entidade ainda está fechando a grade de aulas que irá ministrar durante a Expo. Prometo mantê-los informados a respeito. Mas, desde já, é bom todos os interessados se agendarem. Afinal, não é toda hora que se tem a oportunidade de assistir a aulas como essas.

Ah! Para quem quiser saber mais, o site é www.CEDIA.org. Leiam também este texto

O multimídia Marcelo Tas

Outro blog que recomendo é o de outro amigo, Marcelo Tas: http://marcelotas.blog.uol.com.br/ (desculpem, não quero usar este espaço para ficar falando de amigos, mas nestes dois casos é inevitável).

O Marcelo talvez seja o primeiro profissional multimídia do Brasil. Lá pelo meio dos anos 80, quando eu começava a aprender um pouco sobre tecnologia, ele já era videomaker; e muita gente nem, sabia o significado dessa palavra. Ele, o Fernando Meirelles (que depois virou cineasta), Tadeu Jungle (hoje um dos melhores videomakers do País), Marcelo Machado (um dos publicitários que mais sabe usar os recursos da tecnologia), enfim, toda uma geração que ajudou a formar esse mercado no Brasil.

Pois é, o Marcelo também se tornou pioneiro nessa febre de blogs que toma conta do mundo. Acabou de cobrir o Carnaval de Salvador com sua minúscula filmadora digital e seu celular. Confiram lá no Blog do Tas.

Outro dia, falando ao Estadão, ele disse que fica plugado 24 horas por dia. Não sei como consegue, mas o resultado é delicioso.

Mídia para quem tem o que dizer!

Acabo de ver o blog da minha amiga Cris Crucelli (http://www.almagestovida.blogspot.com/). Vale a pena dar uma olhada.

Incrível como ela consegue passar sua experiência de vida através do texto e das imagens. Também tem uns links muito legais, provando que blog é uma ótima mídia – para quem tem conteúdo.

Celular + notebook = sucesso

Primeiro foi a Vivo, que anunciou parceria com a Positivo: quem compra um computador dessa marca tem direito a acesso gratuito à internet, via modem da operadora. Depois, Tim e HP uniram-se num esquema semelhante.
 
Agora, vem da Suécia a notícia de que a Ericsson fechou acordo com a Lenovo, hoje o terceiro maior fabricante mundial de PCs, para embutir em seus notebooks vendidos na Europa uma placa do tipo HSPA (High-speed Packet Access), que faz exatamente isso: permite acesso rápido à internet usando a rede de celulares. Claro, neste caso ainda falta uma operadora para fechar o círculo, mas não duvido que isso aconteça nas próximas semanas.
 
O fato é que essas parcerias vão se tornando comuns e, mais do que isso, inevitáveis neste mundo da tecnologia globalizada. Vamos ver quais serão os próximos passos das empresas concorrentes, todas obcecadas em conquistar a fidelidade de um usuário que é cada vez mais exigente. Tanto aqui como na Europa.

A explosão imobiliária

Já comentei aqui sobre o aumento extraordinário do número de milionários no Brasil. São quase 300 mil pessoas físicas que possuem, aplicados, mais de 1 milhão de dólares. Portanto, gente com potencial para investir. Esse crescimento bate com a expansão do setor imobiliário nos últimos dois anos – afinal, comprar um imóvel (ou mais de um) é certamente a maior prioridade de quem ganha dinheiro, certo?
 
Bem, mas o que isso tem a ver com o assunto deste blog? Muito. Essas pessoas encontram hoje uma vasta oferta de produtos tecnológicos para equipar suas casas, aumentando assim seu grau de conforto e segurança. O Estadão desta 2a. feira reafirma que o setor imobiliário continuará crescendo este ano (cresceu 26% em 2007, considerando somente os financiamentos baseados na caderneta de poupança).
 
Ou seja, estão surgindo novos e novos potenciais clientes para integradores e revendedores de tecnologia. Mãos à obra, portanto.

6a. feira agitada no mercado

Duas notícias agitaram o mercado mundial de tecnologia nesta 6a. feira. Uma delas confirmada: a Microsoft ofereceu US$ 44,6 bi pela Yahoo. A outra, a confirmar: a Motorola estaria vendendo sua divisão de celulares.
 
Quando se trata de empresas desse porte, toda notícia é relevante, certo? A MS comprar a Yahoo não chega a ser algo surpreendente. Há pelo menos dois anos que a Yahoo vinha apresentando balanços esquisitos, e todo mundo sabe que a MS não admite ficar atrás da Google. A compra – se for aceita – fará a empresa de Bill Gates (sim, ele ainda manda por lá) mais forte ainda para enfrentar sua grande adversária na arena que realmente conta hoje em dia, que é a oferta de serviços aos usuários.
 
Já o caso da Motorola é mais complicado. De fato, fabricar celular não é mesmo o “core” da empresa, que é líder mundial em chips e equipamentos de comunicação. Mesmo assim, simplesmente abandonar o setor soa estranho e pode arranhar a imagem da Moto, que – principalmente nos EUA, mas também em outros países (inclusive o Brasil) – está muito associada ao celular.
 
Bem, as notícias acabaram de sair. Vamos esperar os desdobramentos nas próximas semanas.
 
Bom Carnaval a todos.

Abaixo a privatização!!!

Não resisto a adicionar um comentário à nota anterior sobre celulares.
 
O acesso de tanta gente ao celular só foi possível graças à privatização da telefonia nos anos 90, certo? Ou alguém acha que as antigas Telesp, Telerj etc. teriam condição de investir o que investem as operadoras atuais? No entanto, ainda se ouve muita gente – alguns até com espaço nobre na mídia – defendendo a estatização do setor. Bem, comentei aqui outro dia o relatório do ouvidor da Anatel, que atribui todos os males do mercado justamente a esse monstro chamado privatização, lembram-se?
 
Será que esses dinossauros gostariam de jogar fora seus celulares, ou de voltar aos tempos da conexão discada?

Mais celular do que gente!

É o que dizem várias fontes do mercado. Quem acha que o celular já explodiu no Brasil (digo, o mercado, não o aparelho), ainda não viu nada. A chegada da 3a. geração não só vai permitir uma série de novos serviços, como vai atrair um poderoso player a esse mercado: a televisão.
 
No Brasil, quando se fala em televisão, entende-se Globo, certo? Pois é, a emissora já tem tudo pronto para distribuir seu sinal também em 1-Seg, a faixa de freqüência destinada aos aparelhos portáteis. Aliás, essa é uma exigência da lei: todo sinal digital disponibilizado para aparelhos de TV deve também ser oferecido, ao mesmo tempo, para celulares.
 
Ou seja, prepare-se para – talvez ainda este ano – poder assistir aos jogos do seu time preferido na telinha, enquanto você curte aquele delicioso congestionamento. Só isso já bastaria para criar um fantástico mercado de usuários, num País onde o celular é um sucesso absoluto. Mas a televisão, quando entrar nessa brincadeira, vai oferecer vários outros conteúdos. “E, como se sabe, o brasileiro é apaixonado por televisão”, diz Oswaldo Mello, diretor de Telecom da Samsung, um dos principais fabricantes mundiais.
 
Em 2007, o Brasil chegou a 121 milhões de linhas, o que significa que o celular é usado por 64% da população. Se eliminarmos aqueles que não têm como usar celular (crianças muito pequenas, idosos e os que estão abaixo da linha de pobreza), pode-se afirmar que 100% da população economicamente ativa já tem um.
 
Com os 3G, vai ter mais celular do que gente no Brasil!

TV Digital ainda não decolou

Como que para provar que aquelas palavras do ministro das Comunicações (postadas aqui ontem) eram mesmo absurdas, o colunista Daniel Castro, da Folha de S.Paulo, revela que o início da TV Digital em São Paulo foi pífio: teriam sido apenas 10 mil domicílios a adotar a novidade até agora, dois meses após a estréia em 2 de dezembro.
 
O colunista não informa sua fonte, mas esses números certamente estão bem mais perto da realidade do que os tais “700 mil conversores” já vendidos no País, como quer fazer crer o ministro. A maioria dos fabricantes sabia mesmo que essa implantação seria demorada, tanto que importaram pouquíssimas unidades de conversores. Um fabricante citado por Castro teria vendido 3.500 desses aparelhos!!!
 
Diz ainda o colunista ter dúvidas se os novos conversores, que estão sendo fabricados no Brasil, irão trazer o tão aguardado Ginga, o middleware que permitirá serviços de interatividade. Não é preciso ter dúvidas: tão cedo não veremos isso por aqui. Se os aparelhos sem interatividade já são considerados caros demais, a que preço poderemos comprar a tal 2a. geração do set-top-box?
 
A propósito, para quem quiser saber o que faz, de fato, esse tal de Ginga, recomendo este link: ginga.org.br