Mais telefone, menos rede

23 de abril de 2012

Será que lá vamos nós, de novo, tentar virar o mundo de cabeça pra baixo? Diz o Estadão que o Ministério das Comunicações sugeriu ao da Fazenda a isenção de PIS e Cofins (9,25%) para a produção de smartphones. Em contrapartida, os fabricantes não poderiam cobrar mais do que R$ 900 pelo aparelho. Com isso, seria atingido o objetivo de “popularizar a banda larga”.

O argumento do ministro Paulo Bernardo, segundo o jornal, é que isso estimularia as empresas a produzir smartphones no país, coisa que hoje não acontece (a maioria é importada). Smartphone, no caso, é definido como um celular que permite acesso à internet via redes Wi-Fi e 3G, incluindo contas de email e redes sociais.

Como se recorda, a tentativa de popularização já foi feita no ano passado com os tablets, que entraram na Lei do Bem, criada para estimular o mercado nacional de informática. Aumentou a produção de tablets, mas aumentou mais ainda a importação, já que esse é um produto de alta tecnologia, que requer muita especialização e know-how. O consumidor, quando tem a opção, prefere comprar o importado, que é mais confiável. Com os smartphones deve acontecer a mesma coisa.

Mas o pior, a meu ver, é a inversão de valores. Quanto mais aparelhos desse tipo são vendidos, maior a demanda pela banda larga, que continua sendo uma das piores do mundo. Como de hábito, o governo “joga pra torcida” fingindo que quer popularizar, mas na prática só está criando mais um problema. Se houvesse uma política industrial e tecnológica digna desse nome, primeiro se trataria de melhorar a infraestrutura de redes para permitir que, de fato, quem tem um tablet ou smartphone consiga acessar a internet numa velocidade aceitável.

É isso, se houvesse…

Um comentario para “Mais telefone, menos rede”

  1. Gustavo disse:

    Concordo Orlando.mas voce tem que levar em conta que empresas como Telefônica(mais conhecida como Telecomica na net)Oi principalmente essas duas nao querem fazer investimento e sim sugar o máximo de nos, quando o serviço ta saturado faz um puxadinho para acomodar a multidão.Tinha um colega que trabalhava na Telefonica ele dizia que tratam os clientes como gado, se fosse na Europa a concessão já teria sido caçada tamanho o descaso com o consumidor.
    A única empresa atualmente que tem consideração pelo seu cliente e por isso ta crescendo de forma espantosa é a GVt(no mercado de tv paga em 3 meses conseguiu 95 mil novos clientes e Telecômica diminui sua participação de 707 mil para 695 mil por ser cara enganar o consumidor com promoções que duram 3 meses e depois aumentam o preço de maneira astronomica),é impressionante o cuidado e tratamento dado aos seus clientes e a velocidade é sempre acima do que é contratada.
    O problema que ela nao entrou nesse setor quando entrar tenho pena dessas empresas multinacionais e a brasileira Oi vão ser varridas do Pais,é so vc entrar nos foruns pelo pais e em sites de games para vc ter uma ideia de como a empresa é admirado pelos seus usarios e por quem nao possui o serviço.
    É uma empresa de 1 mundo no 3 mundo por isso ta destruindo a concorrencia e nao vejo a hora que chegue a aqui para que eu possa assinar seus serviços com preços justos e melhor custo beneficio do mercado.
    Enquanto isso como vc disse vamos sofrendo na mão dessas empresas que nao querem investir mas sim sugar ao máximo de nos sem nenhuma regulamentação, pois quem ta na anatel desde os tempos de FHc são os que querem ou trabalharam para essas empresas e protegem elas desde a privatização pois tem um poder $ de lobe em brasilia impressionante.

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