Tecnologia é útil também contra a corrupção

6 de fevereiro de 2020

Não sei se irá funcionar, mas parece excelente ideia o lançamento da plataforma digital Compliance Station, que se propõe a auxiliar empresas a criar e administrar seus programas de respeito à ética. Nem todo mundo dá a devida importância a essas coisas, infelizmente. Mas no mundo atual, e cada vez mais, tendem a se sair melhor as empresas que cuidam bem da sua imagem adotando práticas modernas de compliance, respeitando às leis e à concorrência e atendendo de forma transparente seus clientes, fornecedores e funcionários. 

Segundo o grupo Compliance Total, criador da plataforma, esta oferece uma série de ferramentas a empresas de qualquer tamanho que queiram, por exemplo, implantar o chamado Mecanismo de Integridade. É uma espécie de “código de ética” que costuma incluir documentação das atividades, referências sobre fornecedores e parceiros, canal para denúncias etc. Ali, é possível especificar que um fornecedor será cortado caso adote práticas de trabalho escravo, agressão à natureza ou se envolva em esquema de corrupção.

Se você é empresário, convém se informar a respeito. Os idealizadores da Compliance Station lembram que essas normas atendem a certificações oficiais, como ISO 37.001 e DSC 10.000) e à chamada Lei Anticorrupção (12.846/2013), que prevê punições pesadas às empresas infratoras. Mais detalhes, neste link.

Acrescento aqui que, em agosto, entra em vigor no Brasil a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), já adotada em vários países, que trata da privacidade e da transparência no uso de informações pessoais dos clientes (vejam aqui). É bom não vacilar.

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